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Menina de 4 anos ajuda polícia a desvendar assalto e prender babá nos EUA

Publicado no UOL

Abby, 4, ajudou os policiais a descobrirem que os assaltantes não se encaixavam na descrição física dada pela babá

Abby, 4, ajudou os policiais a descobrirem que os assaltantes não se encaixavam na descrição física dada pela babá

A polícia de Ferndale, no Estado de Washington (EUA), contou com a ajuda de uma garotinha de 4 anos para desvendar um assalto e, de quebra, prendar a babá dela como principal suspeita.

Dois homens armados invadiram a casa onde Abby era cuidada pela babá, uma adolescente de 17 anos que não teve o nome revelado, na última quarta-feira (18). Após anunciar o assalto, eles as trancaram fora da casa e roubaram consoles de videogames, notebooks, um iPod e até mesmo o cofre de porquinho da menina.

À polícia, a babá adolescente disse que os suspeitos do roubo eram duas pessoas negras. Ela chegou a acusar um dos vizinhos da casa, que é negro, como sendo um dos assaltantes.

Porém, ao conversarem com Abby, os policiais descobriram que os assaltantes não se encaixam na descrição física dada pela babá. “Eles tinham a pele branca”, disse a menina.

Ao confrontar a babá, a adolescente confessou a participação no roubo. Ela, o namorado de 16 anos e o segundo suspeito, Ruben Benjamin, 18, foram detidos e serão indiciados por roubo.

Abby ficou feliz de ajudar a polícia. “Eles [a polícia] conseguiram pegá-los porque eu sou uma super-heroína.” Mas ela não gostou nada da situação pela qual passou. “Quarta-feira foi o pior dia da minha vida”, disse à rede “Q13Fox”. (Com Huffington Post)

Pastores pedem heroína evangélica à Globo


Dolores (Paula Burlamaqui), em “Avenida Brasil”.

Roteiristas do canal resistem à aproximação com o segmento gospel, já cortejado na empresa pela música

Alberto Pereira Jr. e Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

Nos próximos dias, o coordenador dos projetos especiais da Globo, Amauri Soares, vai almoçar com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Entre prato principal e sobremesa, o executivo e o religioso, que está à frente de 125 igrejas com cerca de 40 mil fieis no país, discutirão interesses comuns entre emissora e evangélicos.

Até o fim de janeiro, Soares também se reunirá com o bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, que tem 35 templos no país e já atraiu para o seu rebanho familiares do apresentador Silvio Santos.

Os encontros com os líderes evangélicos seguem uma agenda que teve início em 12 de novembro passado, quando Soares recebeu 17 deles no Projac, os estúdios do canal no Rio.

Durante horas, os religiosos acompanharam gravações e negociaram apoio e cobertura para a Marcha para Jesus, o Dia do Evangélico e o Dia da Bíblia.

Por sua vez, os líderes prometem apoiar o Festival Promessas, que a Globo criou em 2011 para divulgar a música gospel. A emissora confirma os encontros mas não comenta detalhes das conversas.

“Nos últimos cinco anos, a Globo se aproximou desse público porque tem lhe conferido não somente peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor”, explica Karina Bellotti, doutora da Unicamp que estuda mídia e religião.

Para ela, “é importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso, assim como o poder aquisitivo de muitos evangélicos que ocupavam a classe C”.

“Se você for colocar qualquer coisa aí [na reportagem], põe que não há nenhum acordo para nos proteger”, ressalta o pastor Silas Malafaia. “Que cada pastor que pague a conta pela sua besteira.”

“A decisão [de abrir mais espaço para evangélicos] é deles”, completa Rodovalho.

MOCINHA EVANGÉLICA

Para os dois, chegou a hora de a Globo quebrar o último grande tabu: investir em personagens evangélicos na teledramaturgia. Quiçá numa mocinha do horário nobre.

No começo de 2012, a Folha questionou Octávio Florisbal, então diretor-geral da emissora, sobre o assunto. Ele desconversou.

De lá para cá, a Globo emplacou duas coadjuvantes evangélicas: Ivone (Kika Kalache), de “Cheias de Charme”, e Dolores (Paula Burlamaqui), de “Avenida Brasil”.

Izabel de Oliveira, coautora de “Cheias de Charme”, diz não ter recebido orientação para criar a personagem.

No Projac, segundo a assessoria da Globo, os religiosos “manifestaram o interesse em falar sobre o perfil atual do evangélico brasileiro para autores e roteiristas”.

“A emissora considera a contribuição relevante, assim como as que recebe de vários segmentos da sociedade, inclusive de outras religiões”, informou a Globo em nota.

A palestra proposta pelos líderes, porém, não ocorreu. “O Amauri me explicou que a teledramaturgia é muito independente”, diz Malafaia.

Quatro autores procurados pela Folha se recusaram a falar sobre o tema. Silvio de Abreu foi exceção. “Sinto muito, nunca tratei de personagem religioso em nenhuma novela nem pretendo”.

Evangélicos veem mais holofote em outras religiões. Os casamentos em folhetins são geralmente católicos. Novelas espíritas são constantes.

E, se há personagens evangélicos, “é crente, mas vagabundo. É pastor, mas safado”, dispara Malafaia.

APERTO DE MÃO

A cena de pastores no Projac seria inimaginável em 2008. Malafaia atacava: “Em 25 anos, vin-te e cin-co [pontua cada sílaba], lembro de apenas uma reportagem boa na Globo sobre evangélicos. E tem semana em que, todo dia, o ‘Jornal Nacional’ fala bem da Igreja Católica”.

Desde então, o pastor reduziu as farpas trocadas com a Globo. Afirma ter apertado a mão de João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, no fim de 2010, numa reunião “muito legal” no escritório dele, segundo o religioso.

“Ninguém deu mais pau na Globo do que eu. Se um veículo nos denigre, você acha o quê? Disse isso pro João. Ele até riu”, diz Malafaia.

“No passado, éramos corpos estranhos, não tínhamos nenhum diálogo”, afirma Rodovalho. Agora é diferente. “No Projac, Amauri falou bastante do slogan: ‘A gente se vê por aqui’.” Procurados, João Roberto Marinho e Amauri Soares não quiseram comentar os encontros.

dica do Israel Anderson

Macaulay Culkin está viciado em heroína, diz jornal

Segundo ‘The National Enquirer, ator gasta R$ 12 mil por mês em remédios. Ex-astro mirim, Culkin estrelou o sucesso ‘Esqueceram de mim’ (1990).

Reportagem do tabloide ‘The National Enquirer’ afirma que Macaulay Culkin está viciado em heroína (Foto: Reprodução/The National Enquirer)

publicado originalmente no G1

O ator Macaulay Culkin, astro de “Esqueceram de mim” (1990), está viciado em heroína e tem usado regularmente um poderoso analgésico, informou reportagem publicada pelo tabloide americano “The National Enquirer”. De acordo a publicação, representantes do ator negaram as suspeitas de que ele tenha chegado perto de sofrer uma overdose e também que gaste milhares de dólares em medicação vendida apenas com prescrição médica.

O “The National Enquirer” afirma que Culkin, de 31 anos, gasta mais de US$ 6 mil por mês (o equivalente a R$ 12 mil) comprando fortes analgésicos e “transformou o seu apartamento em Manhattan num refúgio privado para consumo de drogas, no qual ele passa horas sozinho ou na companhia de um círculo restrito de amigos usuários”.

Segundo o tabloide, o ator intensificou nos últimos 18 meses o uso de drogas, em decorrência do fim de seu relacionamento com a atriz Mila Kunis (“Cisne negro” e “Amizade colorida”), que agora estaria namorando Ashton Kutcher.

“Macaulay é viciado em drogas e isso o está matando!”, teria afirmado uma fonte ao “Enquirer”. “Ele se viciou há um ano e meio, e suas ‘drogas de escolha’ são heroína ou oxycodona [analgésico]. Mac cercou-se de viciados e delinquentes. É uma verdadeira tragédia.” Descrito como “amigo próximo”, outro entrevistado teria chegado a dizer que Culkin está “certamente morrendo”.

Além de ter estrelado “Esqueceram de mim” e ainda uma continuação lançada dois anos depois do original, Macaulay Culkin figurou em produções como “Meu primeiro amor” (1991) e “Riquinho” (1994). Ainda criança, ele deu vida a um personagem polêmico, espécie de psicopata infantil, em “O anjo malvado” (1993), no qual divide cena com Elijah Wood, que mais tarde ficaria conhecido como o Frodo da trilogia “O senhor dos anéis”.

Depois de “Riquinho”, ele só voltaria a atuar no indie “Party Monster” (2003), que tem participação do roqueiro Marilyn Manson. Desde então, ele jamais repetiu o sucesso alcançado no princípio de sua carreira.

 

Caroline Celico: ‘Eu me achava superior’

João Loes, na ISTOÉ

Caroline Celico, 24 anos, está atrasada. Quando chega ao terraço do hotel onde a conversa foi marcada, entra com pressa e pede desculpas. “Levei um chá de cadeira do pediatra”, explica ela, impecável na maquiagem, na roupa, nas joias e na dicção. Mãe de Luca, 3 anos, e Isabella, 6 meses, ela aproveitou a passagem pelo Brasil para levar os dois ao médico. Mulher de Kaká, craque do Real Madrid e eleito, em 2007, o melhor jogador de futebol do mundo pela Fifa, ela está no País para lançar a segunda edição de seu CD e DVD evangélicos. Dois anos depois de deixar a Igreja Renascer em Cristo, do apóstolo Estevam Hernandes e da bispa Sônia, ela colhe os frutos de sua liberdade espiritual. “Amadureci em coisas que eram tabu para mim”, admite. “Eu me achava superior. E essa é das piores características que já tive na vida.”

O processo de amadurecimento de Caroline não foi fácil. Aos 15 anos, começou a namorar uma das grandes estrelas do futebol brasileiro. Um ano depois entrou, segundo ela, por vontade própria para a Igreja Renascer em Cristo, da qual Kaká sempre fez parte. Batizou-se, matriculou-se em grupos de estudo da “Bíblia” e passou a frequentar os cultos de maneira quase compulsiva. A mãe da jovem, Rosângela Lyra, 46 anos, católica, empresária da moda e representante da Dior no Brasil, percebeu o exagero e tentou conter a filha. “Ela quis me proteger da Renascer. Tentou me afastar da igreja, mas sempre que ela tentava, eu entrava mais e mais”, lembra Caroline. As brigas ultrapassaram os limites das disputas entre adolescentes e seus pais e as duas quase romperam. “Cheguei a jogar fora as coisas dela de santo, a quebrar uma pulseirinha, diz. “Me envolvi completamente, fui fanática.”

Em 2005, aos 18 anos, Caroline se casou na sede da Renascer, então na avenida Lins de Vasconcelos, no bairro do Cambuci, área central da cidade de São Paulo. O prédio viria a ruir quatro anos depois por problemas de conservação e manutenção da estrutura, matando nove pessoas e ferindo outras 117. Vivia o ápice da fé. Quando se mudou para a Itália, onde o marido já morava desde a transferência para o time do Milan, em 2003, desembarcou convencida de que expandiria a Renascer na Europa. Foi nesse período que ela se tornou pastora e passou a pregar para o rebanho da Renascer via internet. Em 2009, durante um desses sermões, sugeriu que Deus havia dado dinheiro para o Real Madrid, em plena crise financeira, para contratar seu marido. “Me arrependo profundamente dessa declaração. Escutei de uma pessoa e repeti”, diz. Quando questionada sobre o autor da frase, ela sorri, toma um gole de água e desconversa. “Não penso mais como aquela Carol, mais imatura, influenciável. Quero seguir o meu caminho com as minhas próprias pernas. Esse foi o motivo pelo qual saí da Renascer.

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“Alguns amigos se afastaram por ele não estar
jogando tanto. Isso acontece, ainda mais quando a
pessoa tem uma visibilidade gigantesca como o Kaká”

Foi também em 2009 que ela deixou a igreja. Sem dar detalhes, conta que viu coisas na Renascer que nunca tinha visto, das quais já tinham falado para ela, mas que nunca havia acreditado. Em seu mea culpa, não poupa a si mesma. Reconhece que tentava agradar aos homens e não a Deus, defeito grave entre os evangélicos, e admite a própria hipocrisia. “Ia para a igreja, era super heroína da fé, super pastora, mas chegava em casa e tratava mal a pessoa que trabalhava para mim”, diz. Como uma esponja, justifica-se ela, absorvia o comportamento dos que a rodeavam no ambiente que mais frequentava, a igreja. Segundo ela, era gente “que não podia dar o que não recebeu”, como carinho, educação e respeito. É direta sobre os problemas da Renascer: “Virou um negócio que precisava ser administrado”, afirma. “Não queria isso para mim.”

Hoje sem pertencer a nenhuma igreja, ela prefere orar em casa, sem intermediários e só com a família. Que, segundo Caroline, estreitou os laços depois do tempo em que Kaká passou em casa se recuperando das lesões que sofreu por insistir em jogar, mesmo machucado, a Copa de 2010. “Vimos que futebol não é tudo”, resume ela. Nos momentos de desânimo do marido, Caroline conta que enumerava as conquistas do jogador para animá-lo. Mas a travessia foi difícil. “Alguns amigos se afastaram por ele não estar jogando tanto”, revela. “Isso acontece em qualquer profissão, ainda mais quando a pessoa tem uma visibilidade gigantesca como é o caso do Kaká”, acrescenta Caroline, para quem talvez essa tenha sido a pior parte da fase em que ele não jogou.

Convocado pelo técnico Mano Menezes na semana passada para os amistosos da Seleção Brasileira contra o Gabão e o Egito, Kaká voltará à evidência e os tais colegas certamente ressurgirão. Caroline os receberá de braços abertos. “A gente também precisa de colegas, não só de amigos”, diz, com a tolerância e a resignação que marcam esta nova fase de sua vida. Enquanto o marido retoma o futebol, aos poucos, Caroline já se dedica a um novo projeto chamado Amor Horizontal. Trata-se de um site que canalizará doações na forma de produtos de higiene, alimentação e saúde, entre outros. “Quero ajudar pequenas instituições que cuidam de crianças carentes, seja qual for a fé que elas praticam”, diz, mostrando que a antiga Caroline ficou no passado.