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Conheça 50 filmes que você não pode perder em 2013

A volta de alguns super-heróis, incluindo a estreia de um novo Superman, remakes polêmicos, sequências de franquias já consagradas e muito mais. Entre comédias, policiais, ficções científicas e terrores, 2013 deve levar aos cinemas fãs de todos os gêneros.

publicado no virgula

Django Livre – Com direção de Quentin Tarantino, o filme conta a história de Django (Jamie Foxx), que faz tudo para resgatar sua mulher, Broomhilda (Kerry Washington), que foi parar nas mãos de um cruel proprietário de terras, Calvin Candle (Leonardo DiCaprio), depois de um jogo de cartas. Django conta a com a ajuda de um ex-dentista e atual caçador de recompensas alemão, King Schultz (Christoph Waltz), que o compra, liberta e ensina a ele alguns truques de sua nova profissão. Estreia no dia 18 de janeiro.

A Hora Mais Escura – Kathryn Bigelow, ganhadora do Oscar por Guerra ao Terror, apresenta sua visão da caçada a Osama Bin Laden. Jessica Chastain é a protagonista Maya, inspirada em uma agente da CIA que na vida real passou dez anos trabalhando no caso. Estreia no dia 18 de janeiro.

O Mestre – Polêmico por sua suposta inspiração na Cientologia, o filme é ambientado no pós-Segunda Guerra e mostra Lancaster Dodd’s (Philip Seymour Hoffman) como um militar que retorna aos Estados Unidos e decide formar um culto para acabar com as lembranças dos horrores vividos por soldados durante o conflito. O orador ganha fiéis rapidamente, e acaba se tornando uma espécie de mestre para Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um soldado violento e alcoólatra. Estreia no dia 25 de janeiro.

Os Miseráveis – Tom Hooper, vencedor do Oscar de 2011 por O Discurso do Rei, colocou Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway, entre outros, para cantar em um grandioso musical baseado no romance homônimo de Victor Hugo, de 1862, que conta uma história que se passa na França do século 19 entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Estreia no dia 1 de fevereiro.

Meu Namorado é Um Zumbi – Antes chamada Sangue Quente, a comédia é baseada no livro Warm Bodies, de Isaac Marion, e mostra o zumbi R (Nicholas Hoult) resgatando a jovem Julie (Teresa Palmer), a quem protege de outros zumbis e também dos Boneys, a encarnação seguinte dos mortos vivos. Se comunicando cada vez melhor e se recusando a comer carne humana, R recupera progressivamente sua humanidade. Estreia no dia 1 de fevereiro.

Caça aos Gângsteres – A história do filme acontece em 1949, quando Mickey Cohen (Sean Penn), o chefão da máfia no Brooklyn, controla todo o tráfico de armas e drogas e a prostituição no oeste de Chicago, com a ajuda de vários políticos e policiais corruptos. No entanto, uma equipe de agentes do Departamento de Polícia de Los Angeles, comandada pelo sargento John O’Mara (Josh Brolin) e por Jerry Wooters (Ryan Gosling), decide se unir para colocar um fim ao império do criminoso. Estreia no dia 1 de fevereiro. Continue lendo

Dexter Morgan, padroeiro do século XXI

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Paulo Brabo

Não chegou até mim arte televisiva contemporânea mais bem escrita do que Dexter, o seriado norte-americano sobre um assassino em série que mata assassinos em série. E não se trata só dos enredos bem amarrados, do uso inteligente e bem-humorado das narrações em off, das ambições shakespearianas dos arcos narrativos e da construção de edifícios de suspense mais altos do que se considerava humanamente concebível. Há a questão do discurso além do discurso, a questão de um arranque criativo semiconsciente que mostra-se tanto uma precisa captura do espírito da época quando uma inclemente reflexão sobre ele.

Sinto-me tentado a escrever volumes sobre Dexter; permita-me impor uma página ou duas.

Dexter, sumo sacerdote da violência redentora

Os norte-americanos, ainda mais do que o restante dos homens, são obcecados com as possibilidades redentoras da violência. Dessa obsessão nascem as paixões nacionais pela pena de morte, pelos super-heróis, pelas glórias militares, pelos filmes de terror, pelo oeste sem lei. A mesma fé no poder redentor da violência inspira os adeptos do vigilantismo (aquelas ordens civis que fazem a justiça com as próprias mãos), inflama os tiroteios suicidas nas escolas e anima as aspirações dos assassinos em série.

Em sua qualidade de assassino impiedoso de assassinos impiedosos, Dexter Morgan é a encarnação de todas as seduções dessa teologia. Impossível não dobrar-se de prazer quando o Dexter elimina um criminoso culpado com a mesma minuciosa crueldade com que o criminoso que está sendo eliminado costumava matar gente inocente. Há algo de irresistivelmente justo e congruente e libertador nessa simetria; como seres humanos somos incapazes de resistir a uma história que nos conduza até um lugar em que ela possa ser devidamente celebrada.

Dexter nos leva a esse lugar todas as vezes. Quando deixamos de acreditar nas possibilidades da justiça efetuada pelas mãos de homens, não é como se não tivéssemos um sumo sacerdote que se compadecesse de nós. Dexter, que o rubro céu o proteja, é a incorporação da guerra justa e da violência redentora justamente quando podíamos ser tentados a deixar de acreditar nela. Pelos heróis que nascem banhados em sangue, rogai por nós.

Dexter, patrono do gerenciamento de múltiplas identidades

Desde pelo menos Jekyll e Hyde, de cujo legado se apropriaram tantos super-heróis e supervilões, a ficção tem brincado com as possibilidades metafóricas e dramáticas de uma dupla identidade. O jogo cambiante das máscaras pode ser, na verdade, retraçado como o mistério impulsionador de todo teatro e de todo o drama.

Porém, com a extravagante entrada em cena da internet, vive-se o primeiro momento da história em que o homem comum pode se ver pessoalmente envolvido com as tentações e complicações do gerenciamento de identidades. A internet, que é repleta de destinos mas não confere passaportes, é um um convite aberto para que desenvolvamos vários rostos.

É coisa mais do que corriqueira cultivar mais de um blog, sustentar mais de uma conta no Google ou usar nomes diferentes em diferentes redes sociais, cada uma dessas instâncias voltada para um interesse ou para um público. Há o cara da foto no Facebook, que pode não querer usar o mesmo nome quando entra num ambiente da internet em que se folheia pornografia, em que se compartilha conteúdo pirata ou em que se discute a sua preferência sexual. Na verdade, cada vez que precisa escolher um nome de usuário você está sendo convidado a assumir uma nova identidade, a desenhar um novo círculo que não necessariamente interceptará aqueles que em você, sob algum nome, já existe.

Na prática, as contas de usuário servem menos para proteger a sua privacidade do que para orientar a publicidade que será despejada na sua direção, mas a sedução de cada nova máscara permanece. Ninguém precisa mais contentar-se em ser uma pessoa só1.

Na narrativa de Dexter, a centralidade do problema do gerenciamento de identidades reflete as complicações dessa nossa nova condição. Dexter é na luz do dia um policial quietão mas gente boa, profissional de primeira, amigo leal e pai de família, mas no abrigo da noite persegue sem trégua a sua obsessão, o “passageiro sombrio” que exige recorrentes derramamentos de sangue para manter-se mais ou menos sob controle. Nas histórias de super-heróis a problemática da identidade dupla é em geral tratada com leveza de farsa e descartada sem maiores problemas, mas a iminente e impensável sobreposição de mundos opostos é o que define toda a tensão na trajetória de Dexter.

Acompanhamos os seus trabalhos no sentido de manter as suas esferas separadas, mas entendemos simultaneamente que ninguém tem como manter partes de si mesmo independentes por tempo indeterminado. Por outro lado, as ferramentas da internet tem nos dado tamanha tarimba na prática da compartimentalização que nos tornamos incapazes de considerar como desejável a perspectiva de abrir mão de qualquer uma de nossas identidades paralelas.

Se o grande desafio da maturidade psicológica é o que Jung chama de individuação – o processo de nos tornarmos um in-divíduo, harmonizando num todo não-dividido as partes de nós mesmos que vivem em esferas separadas, – Dexter serve de formidável parábola sobre as dificuldades desse processo na presente experiência. Os dois mundos de Dexter não têm como colidir sem catástrofe; da mesma forma, temos aprendido a sustentar uma árvore inteira de narrativas pessoais que em outro tempo seriam consideradas irreconciliáveis. Pelos desafios do gerenciamento de identidades, rogai por nós. Continue lendo

Heróis


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Carol Celico

Muitas vezes tentei ser a mulher maravilha. Outras tantas me frustrei tentando ser uma supermãe. E encontrei a decepção quando quis ser, além disso, uma esposa acima das expectativas, uma amiga exemplar, uma filha super presente, uma serva de Deus completa.  E quantas vezes vi pessoas tentando fazer o mesmo e sofrendo com as cobranças, pelos erros, pela busca em ter a família dos sonhos, encontrar o amor de conto de fadas e viver a vida sem os tropeços tão importantes para nos fazer crescer.

Um dia me perguntaram: “Carol, como você faz? Como você consegue superar?” E eu respondi: “Eu não consigo, tento, mas não me cobro se não consigo.” Todos nós somos diariamente induzidos a sermos perfeitos e vivermos o roteiro de um filme que não foi escrito para nós. Temos que ter o corpo perfeito, a pele perfeita, o cabelo perfeito. Temos que usar as roupas da moda, temos que falar o que estão falando, temos que discutir sobre o que discutem. Temos que saber e nos posicionar sobre notícias em jornais, sobre a novela, sobre os filmes, sem mesmo considerar quais são os nossos reais interesses.

Eu sou apaixonada por cinema e amo filmes que mostram as imperfeições dos personagens. Mas como filme é filme, é claro que muitos no final acabam encaixando tudo do jeito mais perfeito possível. E é o que esperamos. Quando vejo um filme que está prestes a acabar e ainda não teve a sinopse resolvida fico angustiada para ver a hora daquela situação mudar, e tudo acabar como em contos de fadas. Sonhamos em viver dentro de filmes, sonhamos em viver a perfeição da vida. Mas ela não é perfeita. Nossos relacionamentos também serão imperfeitos, porque nós somos humanos e carregados de imperfeições.

Não é novidade que quando mais nova sempre quis ser uma princesa. Mas não sou, não vivo como uma, por mais que muitas pessoas imaginem. Quando olham ao meu redor e vêem o que tenho, ou como me visto, ou os lugares que freqüento, as pessoas que convivo. Nem tudo é o que parece. Hoje vivemos em um mundo onde as pessoas omitem as situações para ter a sua boa reputação. Já vi pessoas sendo despejadas de casas, apartamentos, mas não abrem mão do seu carro de marca, vivem de caprichos, e viver não e uma ilusão.

Um dia li algo que escreveram sobre mim no Twitter: “Carol é perfeita, e não suporto isso.” Mas NÃO sou perfeita, e não vivo uma vida perfeita, simplesmente porque ela não existe. Cuido dos meus caminhos e isso pode servir de exemplo a algumas pessoas, mas não desejo ser nenhum parâmetro para ninguém agir certo ou errado. Jesus é o parâmetro. O meu amor a Deus pode parecer me aproximar da perfeição em alguns momentos, mas só Ele é perfeito.

Se você está sendo cobrado a viver a vida que os seus pais sonharam para você, encontrar um(a) namorado(a) dos sonhos, tirar as melhores notas e ter o trabalho dos sonhos, entenda se essa é a vontade do seu coração. Se for e ainda assim você se sentir sozinho e sem forças para se livrar das cobranças, não tente ser um HERÓI, mas chame o seu HERÓI: Deus. Só Ele pode te salvar dos seus medos, das suas inseguranças e defender a vontade do seu coração, claro, sem cobranças.

fonte: Tumblr da Caroline Celico