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Insetos são alimento para 2 bilhões de pessoas, segundo ONU

Besouros são inseto mais consumido; Nações Unidas destacam necessidade pela preservação da fonte alimentar

Minhocas com fritas são servidas no restaurante nova-iorquino Brooklyn Kitchen durante degustação especial (foto: Latinstock)

Minhocas com fritas são servidas no restaurante nova-iorquino Brooklyn Kitchen durante degustação especial (foto: Latinstock)

Publicado originalmente em O Globo

ROMA- O diretor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), José Graziano, declarou nesta segunda-feira que insetos, como grilos e formigas, são essenciais para combater a fome no mundo.

Graziano colocou os insetos no mesmo patamar da preservação de matas e florestas para a segurança alimentar, durante a apresentação de uma recente pesquisa realizada pela FAO em colaboração com a Universidade de Wageningen, na Holanda. Segundo o estudo, mais de 1,9 mil espécies de insetos são consumidas por pessoas em todo o mundo.

Pelo menos dois bilhões de pessoas no mundo têm insetos em sua dieta. Os principais são os besouros (31%), as minhocas (18%), as abelhas, vespas e formigas (14%), os gafanhotos e grilos (13%).

Graziano destacou que os insetos deveriam estar “mais integrados com políticas de segurança alimentar e com o uso da terra”.

Os autores ressaltam que os insetos são nutritivos, com alto teor de proteína, gordura e minerais. Eles são “particularmente importantes como um complemento alimentar para crianças desnutridas”, destaca o trabalho científico.

Insetos também são “extremamente eficientes” na transformação de alimentos em carne comestível. Grilos, por exemplo, precisam de 12 vezes menos alimentação que o gado para produzir a mesma quantidade de proteína, de acordo com o relatório.

Estúdio de design na Holanda investe em inovação e cria a estrada que brilha no escuro

O Studio Roosegaarde desenvolveu a ‘Glow-in-the-dark roads’ – em uma tradução literal, trata-se da estrada que brilha no escuro

fonte: internet

fonte: internet

Publicado originalmente no Estadão

Um estúdio de design e inovação na Holanda criou o que pode ser considerada a estrada do futuro. Com uma diferença importante: para aprimorar a segurança do motorista e eventuais passageiros, a empresa focou na estrada, não no veículo – normalmente o processo de inovação envolvendo estradas e veículos é inverso.

Dessa maneira, o Studio Roosegaarde desenvolveu a ‘Glow-in-the-dark roads’ – em uma tradução literal, trata-se da estrada que brilha no escuro. O projeto consiste em tratar com um pó foto-luminoso as faixas laterais e de separação de pistas das estradas, reduzindo assim a necessidade de luzes muito fortes em rodovias – no Brasil, a ação resolveria o problema de falta de iluminação da maioria das estradas no período noturno.

Além desse produto, e ainda pensando em garantir maior segurança aos motoristas, o Studio Roosegaarde criou ainda a Dynamic Paint – uma pintura que torna-se visível ou não para o motorista a medida que a temperatura oscila. De acordo com o empreendimento na Holanda, isso permitiria ao asfalto – isso mesmo, ao asfalto – comunicar aos usuários da rodovia informação relevante, como por exemplo a incidência no local de cristais de gelo, que tornam qualquer superfície muito mais escorregadia.

De acordo com o estúdio que as desenvolveu, essas tecnologias podem sair do papel em breve – na Holanda espera-se para o segundo semestre deste ano a adoção das tecnologias em algumas estradas.

 

Justin Bieber é criticado por dizer que Anne Frank poderia ser uma ‘belieber’

Cantor adolescente foi ao museu na Holanda dedicado à memória de Frank. No livro de dedicatórias, Bieber escreveu que ela poderia ter sido fã dele.

(Foto: AP/Globo News)

(Foto: AP/Globo News)

Publicado originalmente no G1

O pop star adolescente Justin Bieber virou alvo nas mídias sociais após dizer que Anne Frank poderia ser uma “belieber”, nome pelo qual chama suas fãs.

A polémica começou após o museu Anne Frank House relatar que Bieber escreveu no livro de visitas da entidade esperar que a jovem vítima do Holocausto fosse uma “belieber”.

A entidade comunicou, por meio de seu perfil no Facebook, neste sábado (13) que Bieber havia visitado o museu na noite anterior e passado mais de uma hora, acompanhado de um grupo de amigos e guardas. Os fãs esperavam o astro do lado de fora por “um vislumbre dele”.

“Em nosso livro de visitas, ele escreveu: ‘Verdadeiramente inspirador poder vir aqui. Anne era uma grande menina. Esperançosamente ela teria sido uma belieber’”, disse o museu em sua publicação no Facebook.

A frase escrita no livro de visitas gerou centenas de comentários na rede social de pessoas reagindo negativamente à escolha de palavras de Bieber.

“Anne Frank uma belieber? Essa é de longe uma das coisas mais egoístas que eu já li, tipo sempre”, escreveu a usuária do Facebook, Tania Saez Pinto.

Comentaristas da mídia também se juntaram à polêmica. Scott Simon, apresentador da Rádio Pública Nacional dos EUA, disse no Twitter: “Anne seria sábia o suficiente para apenas rir”.

Um representante de Bieber não retornou as ligações ou um e-mail neste domingo a respeito da controvérsia sobre seu comentário no livro de visitas.

Anne Frank, que morreu aos 15 anos no campo de concentração de Bergen-Belsen em 1945, é uma das mais notórias vítimas judias do Holocausto.

Leitores em todo o mundo leram seu diário, publicado em 1947, e detalha privações e triunfos pessoais que ela e sua família passaram no tempo em que se esconderam da ocupação nazista na Holanda.

 

Reflexões sobre o forte crescimento evangélico

Imagem: Google

Imagem: Google

Ricardo Gondim

“Não haverá missas, nem altares, nem sacerdotes, que as digam: morrerão os católicos sem confissão, nem sacramentos: pregar-se-ão heresias nestes mesmos púlpitos, e em lugar de S. Jerônimo, e Santo Agostinho, ouvir-se-ão e alegrar-se-ão neles os infames nomes de Calvino e Lutero, beberão a falsa doutrina os inocentes que ficarem, relíquias do Portugueses: e chegaremos a estado, que se perguntarem aos filhos e netos dos que aqui estão: Menino, de que seita sois? Um responderá, eu sou calvinista; outro, eu sou luterano. Pois, isto se há de sofrer, Deus meu?”

Padre Antônio Vieira, preocupado com o avanço holandês e a aparente apatia portuguesa para com o Brasil, pregou um sermão bombástico em 1640. Deu-lhe um título não menos agressivo: Sermão Pelo Bom Sucesso Das Armas De Portugal contra as da Holanda.

Ele temia naquelas priscas eras que o “pérfido calvinista” se multiplicasse na colônia lusitana de sua majestade. O sermão de Vieira, inclui uma oração a Deus. Temendo que os holandeses calvinistas se identificassem com o povo, excluindo os católicos, rezou assim:

“Que dirá o tapuia bárbaro sem conhecimento de Deus? Que dirá o índio inconstante, a quem falta a pia afeição de nossa fé? Que dirá o etíope boçal, que apenas foi molhado com a água do batismo sem mais doutrina? Não há dúvida, que todos estes, como não têm capacidade para sondar o profundo de vossos juízos, beberão o erro pelos olhos. Dirão, pelos efeitos que vêem, que a nossa fé é falsa, e a dos Holandeses a verdadeira, e crerão que são mais cristãos sendo como eles. A seita do herege torpe e brutal, concorda mais com a brutalidade do bárbaro: a largueza e soltura da vida, que foi a origem e o fomento da heresia, casa-se mais com os costumes depravados e corrupção do gentilismo…”

O catastrofismo medieval de Vieira sobre os altares católicos não se cumpriram. Milícias protestantes não anularam o catolicismo romano. Ainda não se deixou de celebrar o natal com presépios. Nenhum católico precisa morrer sem acesso à confissão. Entretanto, o crescimento protestante – por meio do segmento pentecostal – ganhou velocidade, como ele bem previu e temeu. As igrejas se multiplicam nas periferias das grandes cidades, os templos estão lotados. A agressividade proselitista do movimento parece longe de arrefecer. Com a pentecostalização das igrejas denominacionais históricas – Luteranas, Presbiterianas, Anglicanas, Metodistas, Congregacionais, etc. – o protestantismo de viés reformado também cresce. A presença evangélica se tornou tão evidente que os intelectuais dissertam sobre ela nas universidades; faz a pauta de jornais e revistas; e incomoda a cúria do Vaticano.

O movimento evangélico não se multiplica isento de problemas e dificuldades. Onde há pessoas, há idiossincrasias e virtudes, beleza e vício. Por estarem situados historicamente no tempo e na cultura, os evangélicos copiam acertos e erros da época. Daí ser mister que no frenesi do crescimento, vozes se levantem para alertá-los de que, embora numerosos, nunca devem pretender dominar o Brasil, como no pesadelo de Vieira.

A idéia de que o movimento tem a obrigação de converter o Brasil é tão anacrônica como a fala de Vieira. É perigosíssimo acreditar que repousa sobre os ombros do movimento o dever de suprimir expressões não evangélicas da cultura. Esse discurso não é mera coreografia religiosa e não impressiona apenas na liturgia interna. Não só empolga o coral. Caso tal pretensão realmente for levada a sério, o movimento vai descambar (se já não descambou) para um fanatismo reacionário e intolerante.

É preciso também contar com a ameaça do capitalismo. Os evangélicos – bem como a própria igreja católica – convivem com uma cultura fortemente influenciada por uma economia neoliberal. Talvez seja essa a tentação maior da igreja: conformar-se a continuar como mera empresa, gerida por técnicas administrativas. Em uma cultura de eficiência e sucesso, a religião sofre pressão do pragmatismo. E a piedade, instrumentalizada para satisfazer ambições pessoais, desemboca no individualismo. Qualquer expressão religiosa que pretenda manter-se íntegra, deve cuidar para não cair na tentação de adorar o deus ex machina – uma potência que reage a botões.

Visito ocasionalmente igrejas evangélicas do hemisfério norte. Fico impressionado com a nova postura dos pastores. Muitos assumiram o papel de executivos da fé. Os gabinetes pastorais se assemelham a escritórios de grandes multinacionais. Pastores se cercam de assessores e gastam mais tempo com reuniões de planejamento estratégico. O departamento de marketing fica no topo do organograma. Palestrantes ensinam como lubrificar a engrenagem administrativa da comunidade de fé. Uma gama enorme de especialistas em crescimento de igreja conduz seminários sobre como (eles adoram um “como”) tornar o louvor adequado ao auditório. Ensinam como orações precisam ser curtas para não aborrecer e como as músicas, mais palatáveis a ouvidos sensíveis. Para tais empresários da fé, se as igrejas providenciam bons estacionamentos, cadeiras confortáveis, ar condicionado, berçário para os recém-nascidos e uma excelente lanchonete, conseguem lotar os santuários e aumentar a arrecadação mensal.

Por mais bem intencionados que estejam, parecem menos interessados em lidar com valores espirituais do que gerenciais. Muitos perderam a noção de que o objetivo do Nazareno nunca foi lotar auditório, apenas inspirar corações a amar a Deus na relação com o próximo.

Cópia aculturada desse empreendedorismo gringo, o movimento evangélico se especializa para tornar-se maioria – em muitas cidades brasileiras já existem mais evangélicos por domingo nos cultos do que católicos nas missas. Acontece que em alguma esquina do tempo a ameaça do pragmatismo espreita.

A pergunta que se faz no mundo moderno é: funciona? E essa parece ser a maior preocupação do movimento. Na cultura grega, o conhecimento bastava; compreender parecia suficiente. Entre semitas o conhecimento visava produzir reverência. A cultura ocidental, que influencia o movimento, quer transformar conhecimento em técnica. Fundamentalistas já acusaram – injustamente – pentecostais de valorizarem as emoções acima da verdade. Hoje vale questionar se o neopentecostalismo não hierarquiza o útil acima da verdade; e se não cria uma nova cultura de eficiência como manifestação da fé.

Evangélicos crescerem não deve impressionar. No descompasso da espiritualidade e técnica, propõem temas moralistas enquanto carecem de ética; têm esperança com grandes buracos em maturidade humana; expressam fé com carência de ternura; revelam coragem com pouca discrição e humildade; possuem poder de mobilização, mas são rasos na teologia.

Uma resposta possível diante do medo do Padre Antônio Vieira é que o protestante brasileiro virou evangélico; e cresce a despeito dele mesmo. Fica a esperança de que a graça de Deus se revele nesses tempos dificultosos e que um remanescente talvez com outro nome sobreviva à loucura que acompanha a vitalidade do movimento. Vieira também notou o pecado de seus pares no Brasil católico provinciano e mesquinho do século XVII. Rezou assim:

“..E como sois igualmente justo e misericordioso, que não podeis deixar de castigar, sendo os pecados do Brasil tantos e tão grandes. Confesso, Deus meu, que assim é, e todos confessamos que somos grandíssimos pecadores. Mas tão longe estou de me aquietar com esta resposta, que antes esses mesmos pecados, muitos e grandes, são um novo e poderoso motivo dado por Vós mesmo para mais nos convencer de vossa bondade.”

A nós só resta dizer Amém.

Soli Deo Gloria

Fonte: Blog do Ricardo Gondim

Pessoas criando a sua cidade é o futuro?

Pessoas criando a sua cidade é o futuro?Holanda e arredores são lugares muito fodas. Tudo que é irado e que eu vejo na internet acabo descobrindo depois que acontece por lá. Eles realmente estão a um passo a frente do resto.Ano passado, eu acho, encontrei na internet um exemplo dessas coisas “iradas”. Era o I Make Rotterdam, um projeto de crowdfunding para construir uma passarela sobre uma avenida. A passarela tinha como objetivo ligar dois pontos da cidade que estavam meio divididos por causa dessa avenida, uma via rápida para carros que não dava muitas oportunidades para os pedestres atravessá-la. Dando espaço para as pessoas circularem, o comércio aumentaria e a zona voltaria a ter mais vida.Até aí tudo bem. Uma obra comum. Passagem para pedestres. Ok. Mas o incrível eu descobri depois. A passarela não era obra do governo, e sim da população. Eles estão financiando o projeto. É uma “obra púlica crowdfundiada”. Depois de ouvir do governo que a previsão para a construção de uma passarela no local era pra daqui 30 anos, eles decidiram agir. 30 anos era muito tempo.Durante a bienal de Rotterdam em 2011, o estúdio ZUS apresentou o projeto, e, após todos gostarem e a prefeitura dar o ok, começaram o crowdfunding para a ideia acontecer. Cada pessoa que doasse teria seu nome (ou frase que quisesse) gravada na ponte, que é feita de madeira. O que demoraria 30 anos para acontecer, demorou 1 com a força das pessoas.O projeto inteiro ainda conta com a recuperaração de um prédio abandonado, terraços verdes e parques. A ponte já foi, e o resto deve estar em vias de acontecer. Se tratando dos holandeses, não duvido de nada.

publicado no Shoot The Shit

Holanda e arredores são lugares muito fodas. Tudo que é irado e que eu vejo na internet acabo descobrindo depois que acontece por lá. Eles realmente estão a um passo a frente do resto.

Ano passado, eu acho, encontrei na internet um exemplo dessas coisas “iradas”. Era o I Make Rotterdam, um projeto de crowdfunding para construir uma passarela sobre uma avenida. A passarela tinha como objetivo ligar dois pontos da cidade que estavam meio divididos por causa dessa avenida, uma via rápida para carros que não dava muitas oportunidades para os pedestres atravessá-la. Dando espaço para as pessoas circularem, o comércio aumentaria e a zona voltaria a ter mais vida.

Até aí tudo bem. Uma obra comum. Passagem para pedestres. Ok. Mas o incrível eu descobri depois. A passarela não era obra do governo, e sim da população. Eles estão financiando o projeto. É uma “obra púlica crowdfundiada”. Depois de ouvir do governo que a previsão para a construção de uma passarela no local era pra daqui 30 anos, eles decidiram agir. 30 anos era muito tempo.

Durante a bienal de Rotterdam em 2011, o estúdio ZUS apresentou o projeto, e, após todos gostarem e a prefeitura dar o ok, começaram o crowdfunding para a ideia acontecer. Cada pessoa que doasse teria seu nome (ou frase que quisesse) gravada na ponte, que é feita de madeira. O que demoraria 30 anos para acontecer, demorou 1 com a força das pessoas.

projeto inteiro ainda conta com a recuperaração de um prédio abandonado, terraços verdes e parques. A ponte já foi, e o resto deve estar em vias de acontecer. Se tratando dos holandeses, não duvido de nada.