Homens baixos têm menos probabilidade de divórcio que homens médios ou altos, diz estudo

Pesquisa recolheu informações sobre 4.500 famílias de 1986 até 2011

homem-baixo-580x559

Publicado em O Globo

NOVA YORK – Um novo estudo da Universidade de Nova York (NYU) afirmou que a altura do homem não só influencia na compra de um terno, como pode estar relacionada com o sucesso de seu casamento. Analisando dados do Painel de Estudo de Dinâmicas de Renda (PSID, na sigla em inglês), sociólogos recolheram informações sobre as mesmas 4.500 famílias desde 1968 e descobriram que homens mais baixos têm 32% menos probabilidade de divórcio do que homens médios ou altos.

Foram analisados dados de 1986 até 2011 para determinar se a altura, registrada no primeiro ano, afetava a dinâmica do relacionamento de um homem. Os homens foram classificados como baixos (menos de 1,67m, em 1986, menos de 1,70m, em 2009), médios ou altos (mais de 1,85m, em 1986, mais de 1,88m, em 2009).

Os pesquisadores também mediram a renda, a educação e a diferença de altura entre os cônjuges, uma vez que os homens estavam casados. Por exemplo, em 1986, 92,7% dos homens eram mais altos do que suas mulheres; em 2009, 92,2% eram mais altos.

A partir dos dados, os pesquisadores descobriram outras grandes diferenças nos padrões de relacionamento entre homens baixos e altos. Homens mais baixos eram também eram mais propensos a se casar com mulheres menos escolarizadas e mais jovens. Uma vez casados​​, eles fizeram menos do trabalho doméstico e ganharam uma renda muito maior do que o seu cônjuge.

Os pesquisadores acreditam que, uma vez que altura está relacionada à masculinidade, homens baixos podem usar outros aspectos da relação – renda ou trabalho doméstico – para demonstrar a sua masculinidade.

“Homens baixos trocam seu status de provedor por menos trabalho doméstico (…) por que uma menor ajuda no trabalho doméstico ou uma parcela maior nos lucros relativos permitem que homens baixos representem os ideais tradicionais de gênero, assim demonstrando a sua masculinidade na ausência de diferenças antropomórficas simbólicas”, informaram os pesquisadores no artigo.

Já os homens altos tendem a se casar mais cedo na vida, mas tinham mais risco de divórcio mais tarde, enquanto os homens mais baixos tiveram casamentos mais estáveis​​. No entanto, pesquisadores observam que a ligação entre os homens curtos e casamentos estáveis ​​poderia ser porque eles escolheram se casar mais tarde (ou não têm a opção até mais tarde).

Os homens altos também foram mais propensos a se casar com mulheres mais perto de sua idade, e que foram mais bem educadas.

“Do ponto de vista dos modelos de relacionamento, isso indica que os homens mais altos trocam seu atributo atraente (altura) por cônjuges mais instruídos, enquanto os homens curtos são incapazes de fazê-lo”, escreveram os estudiosos.

Por ter sido estudado no intervalo de 1986 – 2011 e por não se aplicar a todos os casais, naturalmente, o estudo pretende apenas lançar luz sobre uma possível ligação da aparência física do sexo masculino com seu desempenho econômico.

Como explicam os pesquisadores no artigo: “Casamento e divórcio têm implicações para a estratificação socioeconômica e a acumulação de ativos, nossos efeitos observados sugerem que a altura dos homens podem afetar indiretamente a sua situação econômica e mobilidade socioeconômica através destes processos demográficos.”

Leia Mais

Só tem mulher no Face de madrugada

insonia3

título original: Mulher não dorme, mulher dá um tempo

Mariliz Pereira Jorge, na Folha de S.Paulo

Perdi o sono às 4h da manhã e só consegui dormir novamente às 8h, quando seria hora de acordar. Fiquei num mau humor do cão, distribuindo grosserias pra quem estivesse em volta, com raiva da noite mal dormida, do dia cheio que tinha pela frente, do mundo que não parou pra que eu pudesse dormir.

Ansiedade, aqui me tens de regresso. Falta ar, dá palpitação, a cabeça gira com cenas repetidas, trechos de uma música irritante qualquer, diálogos imaginários, sem lógica, sem conclusão, o cérebro em pleno colapso. Um buraco no estômago que progride para gastrite. A mandíbula amanhece trincada. É bruxismo. Taí, só pode ser. É macumba. Colocaram meu nome na boca do sapo, mataram uma galinha, beberam o sangue.

Certeza que é isso. Vou pegar um galho de arruda, tomar um banho de mar, pedir pra que São Longuinho afaste esses urubus que atrapalham meu sono e minha vida. São Longuinho não tem nada a ver com isso? Mas não é ele o santo que encontra coisas perdidas? Perdi meu sono, minha paz, estão desaparecidos há dias.

Tenho poucas invejas na vida. Meu olho fica gordo em quem tira férias quatro vezes por ano, em quem tem cabelo bonito, em quem não roi unha e em quem dorme. Mas tenho mais inveja de quem dorme.

Mulher não dorme, mulher dá um tempo. A gente fecha os olhos, mas a vida continua. Quero encontrar no escuro respostas para os problemas que não tive a clareza de resolver durante o dia.

Entro no Facebook de madrugada. Só tem mulher. Todas reclamando da insônia. Não há chá de camomila e Rivotril no mundo que de conta de tanta mulher acordada.

Homem, não. Homem dorme. Brigo com meu marido, ele vira para o lado e apaga. Eu quero conversar, fazer as pazes, me atirar do 19º andar de insônia, e ele no 20º sono.

A bolsa caiu, o cara vira de lado e dorme. Levou um pé na bunda, vira para o outro lado e dorme. Foi demitido, dorme de roncar. Onde fica o maldito botão do desliga que funciona tão bem com eles?

A gente perde o sono por tudo. E se sabe que precisa dormir, daí é que não prega os olhos. Acorda parecendo um urso panda de tanta olheira. Não durmo quando estou muito triste, muito feliz, com muita cólica, muito preocupada, muito excitada, cansada demais. Basicamente, nunca. Sempre tem alguma coisa que extrapola o razoável. Rezo por dias de calmaria.

Dia desses alguém disse: passo o dia morrendo de sono e quando chega à noite tenho vontade de fazer um churrasco e sambar até amanhecer. Era mulher, claro, igualzinha a mim. Formô.

Leia Mais

3 medos sexuais que a ciência considera bobagem

foto: flickr.com/reynard_karman/
foto: flickr.com/reynard_karman/

Carol Castro, no Ciência Maluca

Estar solteiro é estar disposto a levar um fora. E sofrer com crises de insegurança sobre sexo, paquera… mas não precisa disso tudo. Nem todos os seus medos têm fundamento. Pelo menos não para a ciência. Confira esses três medos sexuais que a ciência considera pura bobagem.

NÃO SE PREOCUPE COM O TAMANHO DO PÊNIS
Ninguém deveria se preocupar tanto com essa questão de tamanho. Até porque, vale lembrar, homem com pênis grande corre mais risco de ser traído. E outra, as mulheres tendem a superestimar o tamanho do pênis quando se lembram dele. Foi o que mostra uma pesquisa liderada pela bióloga Shannon Leung, da Universidade da Califórnia. Ele convidou 41 mulheres para olhar, por apenas 30 segundos, um modelo 3D de pênis. Em seguida, ou 10 minutos depois, elas precisavam encontrar o tal modelo no meio de outros 32 exemplares. E elas quase sempre escolhiam um tamanho maior. “Aos homens que consideram uma cirurgia, talvez não seja necessário, já que as mulheres superestimam o tamanho de pênis”, conta Leung.

NÃO SE PREOCUPE COM XAVECO
Xaveco
bom é um bom papo. E só. E não é de hoje que a ciência sabe disso. Pesquisadores americanos mostraram a 600 pessoas mais de 100 cantadas, que se encaixavam em três grupos: diretas (quando os envolvidos vão logo ao ponto: “olar, gostaria de conhecer você”), engraçadinhos (“doeu quando você caiu do céu? Você é um anjo” he he he) ou aquele papinho furado, como quer não nada, do tipo “e essa música, hein? Você gosta?”.  E pediram aos participantes para classificar os melhores papos. A maioria confirmou: o que vale mesmo é puxar conversa despretensiosamente. Pedir um beijo logo de cara ou tentar um papo pronto não tá com nada.

NINGUÉM FAZ TANTO SEXO ASSIM
Talvez você pense que todo mundo já fez mais sexo que você. Talvez seja verdade. Ou talvez não. Segundo pesquisa do Instituto Kinsey, nos Estados Unidos, os homens tendem a ter de 6 a 8 parceiras sexuais durante toda a vida. Elas variam um pouco menos: transam, em média, com 4 homens diferentes.

E aí, dá pra acreditar nessa história toda?

(Via Cracked)

Leia Mais

Chinês casado procura médico após dores e descobre que é mulher

‘Homem’ procurou médico após dores no estômago e sangue na urina.
Paciente tinha órgãos femininos e era geneticamente do sexo feminino.

Publicado no G1

'Homem' procurou médico após sentir dores e ter sangue na urina (foto Arquivo: Reuters)
‘Homem’ procurou médico após sentir dores
e ter sangue na urina (foto Arquivo: Reuters)

Um chinês casado ficou chocado depois que descobriu, ao consultar um médico, que ele é, na verdade, mulher, segundo reportagem do jornal inglês “Daily Mail”.

Chen, de 44 anos, procurou um médico em Yongkang, na província chinesa de Zhejiang, após sentir dores de estômago e notar que havia sangue em sua urina.

Após um exame completo, os médicos descobriram que ele tinha os órgãos reprodutivos femininos completos, juntamente com um pênis, o que, segundo Chen, havia lhe permitido uma vida sexual ativa com sua esposa por dez anos.

Um exame mostrou que o paciente tinha um par de cromossomos sexual XX, confirmando que geneticamente era do sexo feminino.

Leia Mais

Enfim, um homem sensível

O zagueiro David Luiz não deu show de bola, mas mostrou como se comporta um novo homem de verdade

dlchoroIvan Martins, na Época

Se eu pudesse escolher uma imagem para representar a Copa de 2014, seria a de David Luiz deixando o estádio do Mineirão com lágrimas nos olhos, pedindo desculpas à multidão nas arquibancadas. Minha impressão é que esse rapaz veio a simbolizar, nos últimos dias, por seu comportamento e por suas atitudes, algumas novidades positivas a respeito dos homens brasileiros. Nos momentos de alegria e de tristeza, ele fez com que a gente se orgulhasse dele – e, por extensão, de nós mesmos. Não se pode pedir mais que isso de um herói.

Ontem, ao final daquele jogo terrível com a Alemanha, que encheu de vergonha os que gostam de futebol, David Luiz não tentou inventar explicações que salvassem a sua pele ou a de seus colegas de time. Ele simplesmente chorou diante das câmeras, depois de ter lutado em campo, reiterando, de uma forma que parecia muito sincera, o quanto era importante para ele “dar alegria ao povo sofrido do Brasil” e como lhe doía haver falhado de forma tão miserável nessa missão. Numa profissão dominada por milionários consumistas, desconectados das pessoas que lhes garantem a fama e a fortuna, me comoveu ver um sujeito com os sentimentos tão próximos aos dos torcedores. David Luiz, como nós, estava triste e envergonhado, e teve a grandeza de expor isso em público, sem subterfúgios.

Muitos dirão que ele teve culpa no gol sofrido pelo Brasil e na debacle que conduziu ao placar de 7 a1 a favor da Alemanha. A esses eu diria que não há nada pior do que ser o capitão de um general incompetente. David Luiz, como os demais jogadores, entrou em campo totalmente despreparado para enfrentar o que veio pela frente. O time estava mal escalado, mal orientado e mal treinado. Quando a partida começou, ficou evidente que jogávamos um futebol obsoleto e ultrapassado, enquanto os alemães se moviam pelo campo de forma eficiente e harmoniosa. Parecia haver no Mineirão equipes de duas épocas diferentes, ou praticantes de dois esportes distintos. Era cruel e doloroso ver como uns sobrepujavam os outros com tanta facilidade, a ponto de os alemães parecerem constrangidos. Eles tinham um time, nós éramos um bando que rapidamente se desfez, inclusive emocionalmente. Os jogadores, no entanto, tiveram de continuar em campo, desorientados, entregues à própria sorte e às vaias, construindo, ao longo de 90 minutos, memórias que irão persegui-los pelo resto de suas vidas, injustamente.

O verdadeiro responsável pelo desastre, o general incompetente, deu outro tipo de entrevista ao final do jogo. Sem lágrimas, sem pedidos sinceros de desculpas – a palavra “desculpas” escapou no meio de uma frase comprida, sem muita ênfase – Luiz Filipe Scolari assumiu a responsabilidade pela derrota numa frase ambígua (“o time dirá que eles são responsáveis, mas o responsável sou eu”) e, assim que pôde, sacou a imagem da “pane” da equipe, como se a derrota monumental, espetacular, medonha fosse um mero acidente mecânico, um mau funcionamento imprevisível e inexplicável. Felipão não entendeu porque foi derrotado, (ele parece não ter as ferramentas profissionais para isso), mas tenta fazer parecer que a culpa não é dele. Nada mais distante da humildade de David Luiz do que a arrogância do general derrotado que não perde a pose. Um pede desculpas com sinceridade. O outro deixa claro que a culpa não é realmente dele.

Vocês percebem a diferença? De um lado está o velho clichê da masculinidade: você agride para impedir as críticas, você não admite erros e nem exibe vulnerabilidade, seu objetivo é prevalecer, não dizer a verdade ou ser feliz. Faz parte disso a teimosia – que garante que o sucesso é apenas seu – e a insinceridade, que permite manipular os sentimentos do outro. No trabalho ou nas relações pessoais, esse é um modelo antigo e ainda muito utilizado. Do outro lado, há um modelo novo, mais tocado pela lógica feminina, que admite culpa, que inclui a sensibilidade e a opinião do outro, que desabafa, que deseja expor e conversar. No modelo velho, antigo, as relações pessoais e profissionais são uma farsa manipulativa com o objetivo de vitória. A derrota tem de ser escondida e negada, porque enfraquece. A auto-ilusão e a negação são a regra. Qualquer outra coisa é sinal de fraqueza. Diante disso tudo que o Felipão representa, David Luiz me parece uma imensa novidade. Sai de cena o macho gaúcho e manipulador e entra o homem sensível.

O jovem cabeludo de Diadema é um cara capaz de lutar como um leão, como fez em todas as partidas, mas doce o suficiente para abraçar o adversário e consolá-lo na derrota, como aconteceu ao final do jogo com a Colômbia. É um sujeito capaz de se emocionar, de chorar, de pedir desculpas. Ele assume responsabilidades difíceis, como bater o primeiro pênalti, mas brinca e ri com os colegas como um igual. Tem liderança natural, É um cara que exibe o raro sentimento de empatia, a qualidade de quem consegue se colocar no lugar do outro. Num mundo agressivo e egoísta, em que as pessoas são ensinadas a impor os seus desejos e evadir-se dos erros e das responsabilidades, as atitudes públicas do David Luiz me parecem um exemplo sensacional. Até a namorada dele, a modelo portuguesa Sara Madeira, não tem muito a ver com as loiras de corpo voluptuoso que os atletas vencedores exibem por aí. A moça é linda, mas normal. Não parece outro item no catálogo de ostentação de um jovem milionário.

Seria uma injustiça se David Luiz entrasse para a história como representante de uma geração de perdedores estigmatizados, como aquela da Copa de 1950 no Maracanã. Eu acredito sinceramente que ele não tem culpa. Ninguém avança numa competição dessa sem bons líderes, sem uma sólida orientação. Acabou-se a época dos improvisos. O caráter de David Luiz e de seus colegas de time não bastou para enfrentar o preparo superior dos alemães. Por causa disso eles foram humilhados diante de centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro, e nós com eles. Foi um aprendizado terrível. Tomara que ele traga algum fruto ao futebol e à consciência do país. Quanto ao David Luiz, que ele possa andar por aí de cabeça erguida, cabelos crespos ao vento, rindo e chorando quando tiver vontade. A era dos gaúchos durões acabou.

Leia Mais