Lontra recupera iPhone após visitante deixá-lo cair em piscina de santuário

Caso ocorreu no santuário de animais de Cornish, no Reino Unido.
Animal segurou aparelho com patas e o entregou para funcionária.

Lontra recuperou iPhone após visitante deixá-lo cair em piscina (foto: Reprodução/Facebook/Cornish Seal Sanctuary)
Lontra recuperou iPhone após visitante deixá-lo cair em piscina (foto: Reprodução/Facebook/Cornish Seal Sanctuary)

Publicado no G1

Uma visitante deixou cair seu iPhone em uma piscina em um santuário de animais de Cornish, no Reino Unido, e o aparelho acabou resgatado por uma lontra.

A Lontra-anã-oriental chamada Starsky mergulhou até o fundo da piscina e segurou com as patas o iPhone. Ao retornar à superfície, o animal entregou o aparelho para a funcionária do santuário Jenny Lewis.

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Homem ‘testa’ as dores do parto e aguenta duas horas

Publicado na Catraca Livre

Para acabar de vez com o estigma de que os homens não tem ideia do que é passar pelas dores de um trabalho de parto, o jornalista irlandês Henry McKean, decidiu tentar, mas aguentou apenas duas horas. Ligado a seis eletrodos em torno de seu abdômen, recebeu impulsos elétricos na região pélvica e abdominal.

Ele suportou as dores durante cerca de um terço do tempo que leva, em média, o trabalho de um parto normal.

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Pedófilo relata tentativas de tratar a doença e o medo do descontrole

G1 teve acesso a depoimento exclusivo em que homem fala do transtorno.
Especialistas comentam a falta de tratamentos que podem evitar crimes.

Ilustrações de Mariana Leme
Ilustrações de Mariana Leme

Giovana Sanchez e Bruno Machado, no G1

Como foi a reação quando o senhor contou para a sua esposa?
– Nossa, ela ficou arrasada. Na hora, ela não falou nada. Ela não teve palavras. Eu consegui conversar com ela na semana seguinte, já na prisão.
– O senhor tem alguma religião? Procurou ou já tinha?
– Eu já tinha, eu já era evangélico. Ajuda não tinha pedido para ninguém. É muito difícil pedir ajuda. Se eu falasse “eu sou ladrão” era mais fácil. Pedófilo não, porque o pedófilo já é estigmatizado mesmo. É um criminoso. Não é um doente, é um criminoso.

Marcos* tem 52 anos, dois filhos adolescentes, uma esposa e um emprego. Ele também tem culpa – a culpa de quem cometeu um crime e teve que ir para a cadeia para perceber que precisava de ajuda. A culpa de quem tem uma doença que é associada quase automaticamente a um crime: pedofilia, termo médico para o desejo sexual por crianças.

Com a voz trêmula, Marcos agradece a Deus por ter a família perto. No depoimento obtido com exclusividade pelo G1, ele fala do medo de não conseguir se controlar, “de virar um pervertido”. O impulso começou na adolescência. “Eu achava que era normal para todas as pessoas.” Há cerca de dez anos, Marcos passou a acessar mais a internet e tudo piorou. “Fiquei um viciado nesse tipo de site. Como eu posso dizer? Eu virei um visitante, comecei a colecionar figurinhas. Comecei a ver vídeos de sexo envolvendo crianças.”

Rastreado pela Polícia Federal, Marcos foi preso em flagrante por ter vídeos de pedofilia em seu computador. Segundo dados da PF fornecidos pela ONG SaferNet Brasil, de 1999 a 2013 ocorreram 333 prisões por esse delito. Só no ano passado, foram 860 inquéritos e 134 prisões em flagrante por posse ou consumo de pornografia infantil.

Marcos ficou na cadeia por pouco mais de um ano – a pena por esse crime vai de 1 a 4 anos de prisão. Ao ser solto, procurou ajuda. “Era muito constrangedor. Nas primeiras sessões, até para falar com o médico era muito difícil”. Hoje ele toma quatro tipos de medicação (antidepressivos em geral), além de fazer acompanhamento psiquiátrico.

“Foi muito importante, tanto o tratamento ambulatorial quanto o psicológico. Eu era compulsivo, assistia aos vídeos compulsivamente, masturbação compulsiva também. Acabou tudo isso”, explica ele.

O desejo sexual por crianças é catalogado nos manuais médicos como uma doença da família das parafilias – transtornos de preferência sexual que incluem, por exemplo, incapacidade de consentir com o ato e humilhação do parceiro. A pedofilia afeta menos de 1% dos homens e entre 0,2% e 0,3% das mulheres – assim haveria algo como 997 mil homens e até 311 mil mulheres no Brasil. A doença é diagnosticada a partir dos 16 anos em pessoas que apresentam frequentes ou intensas fantasias, atividades ou práticas sexuais com crianças ou jovens menores de 13 anos.

O imaginário social geralmente toma todo agressor de crianças por pedófilo. Mas, segundo os médicos, nem todo pedófilo é agressor de crianças, e nem todo agressor de crianças é pedófilo.

Há dez anos, o psiquiatra Danilo Baltieri fez uma pesquisa para seu doutorado com agressores sexuais de crianças em uma penitenciária de São Paulo. De todos, 20% eram pedófilos diagnosticados. Segundo a literatura internacional, a porcentagem de transtornos mentais entre agressores sexuais de crianças pode variar de 30% a 60%. “Esses 20% [de pedófilos] estavam lá sem tratamento, sem abordagem, nada”, diz o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina do ABC, que comanda o único centro que atende especificamente parafilias de forma voluntária e gratuita no Brasil.

“Não é um transtorno de fácil diagnóstico. É difícil, não basta uma única consulta”, explica.  O tratamento é feito inicialmente com psicoterapia em grupo de um tipo específico: a cognitivo-comportamental, com foco no comportamento “sexualmente desviado” do paciente.

No ambulatório do ABC, Baltieri atende de forma gratuita 20 pedófilos – 19 homens e 1 mulher. Alguns já foram presos por abusar de crianças ou por consumir pornografia infantil – e há quem não tenha cometido crimes. “Muitos indivíduos com pedofilia de fato não atuam, eles apenas fantasiam sexualmente e às vezes até se casam com mulheres. [...] A pedofilia não é crime, a pedofilia é uma doença. O que é crime é estupro de vulnerável, é o ato. Alguns indivíduos com a doença atuam contra a criança e são criminosos. [...] Existe a tendência a dizer ‘pedofilia é crime, denuncie’. Isso é um absurdo total que só prejudica os pacientes que precisam de tratamento”, explica Baltieri, que trata pedófilos há 15 anos.

A ideia de que o pedófilo é um doente e precisa passar por tratamento é compartilhada pela dona de casa Débora*, de 29 anos, do interior de SP. No final de julho, ela estranhou o fato de sua filha de nove anos ter recebido um convite de amizade no Facebook de um jovem que pedia para ela instalar um aplicativo de mensagens temporárias.

“Monitorei, tirei ela do Facebook e fiquei falando com ele como se fosse a minha filha. E ele se manifestou. Ele perguntava se eu já conhecia sobre sexo, se queria aprender, que ele queria fazer. Mandava fotos dos órgãos. Aí eu insistia em falar que era uma criança, porque tinha que caracterizar pedofilia, e ele falava que não tinha problema, porque já tinha visto todas as fotos e gostava dela assim mesmo. Foi aí que eu fiz todos os boletins de ocorrência e fui atrás da Polícia Federal”, afirmou ela em entrevista ao G1.

A mãe descobriu que o homem é um ex-aluno da escola da filha, em Piracicaba (SP), de 18 anos. Ela entrou em contato com a mãe dele e marcou um encontro com os dois. “Foi um encontro triste pra mim, a mãe dele estava ali, junto, muito desesperada, sem conseguir acreditar no que acontecia. Eu vendo o sofrimento daquela mãe, eu sendo mãe também, eu sofri muito”, disse Débora. “Ele precisa de tratamento. Porque ele não vai mudar da noite pro dia.”

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Homens baixos têm menos probabilidade de divórcio que homens médios ou altos, diz estudo

Pesquisa recolheu informações sobre 4.500 famílias de 1986 até 2011

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Publicado em O Globo

NOVA YORK – Um novo estudo da Universidade de Nova York (NYU) afirmou que a altura do homem não só influencia na compra de um terno, como pode estar relacionada com o sucesso de seu casamento. Analisando dados do Painel de Estudo de Dinâmicas de Renda (PSID, na sigla em inglês), sociólogos recolheram informações sobre as mesmas 4.500 famílias desde 1968 e descobriram que homens mais baixos têm 32% menos probabilidade de divórcio do que homens médios ou altos.

Foram analisados dados de 1986 até 2011 para determinar se a altura, registrada no primeiro ano, afetava a dinâmica do relacionamento de um homem. Os homens foram classificados como baixos (menos de 1,67m, em 1986, menos de 1,70m, em 2009), médios ou altos (mais de 1,85m, em 1986, mais de 1,88m, em 2009).

Os pesquisadores também mediram a renda, a educação e a diferença de altura entre os cônjuges, uma vez que os homens estavam casados. Por exemplo, em 1986, 92,7% dos homens eram mais altos do que suas mulheres; em 2009, 92,2% eram mais altos.

A partir dos dados, os pesquisadores descobriram outras grandes diferenças nos padrões de relacionamento entre homens baixos e altos. Homens mais baixos eram também eram mais propensos a se casar com mulheres menos escolarizadas e mais jovens. Uma vez casados​​, eles fizeram menos do trabalho doméstico e ganharam uma renda muito maior do que o seu cônjuge.

Os pesquisadores acreditam que, uma vez que altura está relacionada à masculinidade, homens baixos podem usar outros aspectos da relação – renda ou trabalho doméstico – para demonstrar a sua masculinidade.

“Homens baixos trocam seu status de provedor por menos trabalho doméstico (…) por que uma menor ajuda no trabalho doméstico ou uma parcela maior nos lucros relativos permitem que homens baixos representem os ideais tradicionais de gênero, assim demonstrando a sua masculinidade na ausência de diferenças antropomórficas simbólicas”, informaram os pesquisadores no artigo.

Já os homens altos tendem a se casar mais cedo na vida, mas tinham mais risco de divórcio mais tarde, enquanto os homens mais baixos tiveram casamentos mais estáveis​​. No entanto, pesquisadores observam que a ligação entre os homens curtos e casamentos estáveis ​​poderia ser porque eles escolheram se casar mais tarde (ou não têm a opção até mais tarde).

Os homens altos também foram mais propensos a se casar com mulheres mais perto de sua idade, e que foram mais bem educadas.

“Do ponto de vista dos modelos de relacionamento, isso indica que os homens mais altos trocam seu atributo atraente (altura) por cônjuges mais instruídos, enquanto os homens curtos são incapazes de fazê-lo”, escreveram os estudiosos.

Por ter sido estudado no intervalo de 1986 – 2011 e por não se aplicar a todos os casais, naturalmente, o estudo pretende apenas lançar luz sobre uma possível ligação da aparência física do sexo masculino com seu desempenho econômico.

Como explicam os pesquisadores no artigo: “Casamento e divórcio têm implicações para a estratificação socioeconômica e a acumulação de ativos, nossos efeitos observados sugerem que a altura dos homens podem afetar indiretamente a sua situação econômica e mobilidade socioeconômica através destes processos demográficos.”

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Só tem mulher no Face de madrugada

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título original: Mulher não dorme, mulher dá um tempo

Mariliz Pereira Jorge, na Folha de S.Paulo

Perdi o sono às 4h da manhã e só consegui dormir novamente às 8h, quando seria hora de acordar. Fiquei num mau humor do cão, distribuindo grosserias pra quem estivesse em volta, com raiva da noite mal dormida, do dia cheio que tinha pela frente, do mundo que não parou pra que eu pudesse dormir.

Ansiedade, aqui me tens de regresso. Falta ar, dá palpitação, a cabeça gira com cenas repetidas, trechos de uma música irritante qualquer, diálogos imaginários, sem lógica, sem conclusão, o cérebro em pleno colapso. Um buraco no estômago que progride para gastrite. A mandíbula amanhece trincada. É bruxismo. Taí, só pode ser. É macumba. Colocaram meu nome na boca do sapo, mataram uma galinha, beberam o sangue.

Certeza que é isso. Vou pegar um galho de arruda, tomar um banho de mar, pedir pra que São Longuinho afaste esses urubus que atrapalham meu sono e minha vida. São Longuinho não tem nada a ver com isso? Mas não é ele o santo que encontra coisas perdidas? Perdi meu sono, minha paz, estão desaparecidos há dias.

Tenho poucas invejas na vida. Meu olho fica gordo em quem tira férias quatro vezes por ano, em quem tem cabelo bonito, em quem não roi unha e em quem dorme. Mas tenho mais inveja de quem dorme.

Mulher não dorme, mulher dá um tempo. A gente fecha os olhos, mas a vida continua. Quero encontrar no escuro respostas para os problemas que não tive a clareza de resolver durante o dia.

Entro no Facebook de madrugada. Só tem mulher. Todas reclamando da insônia. Não há chá de camomila e Rivotril no mundo que de conta de tanta mulher acordada.

Homem, não. Homem dorme. Brigo com meu marido, ele vira para o lado e apaga. Eu quero conversar, fazer as pazes, me atirar do 19º andar de insônia, e ele no 20º sono.

A bolsa caiu, o cara vira de lado e dorme. Levou um pé na bunda, vira para o outro lado e dorme. Foi demitido, dorme de roncar. Onde fica o maldito botão do desliga que funciona tão bem com eles?

A gente perde o sono por tudo. E se sabe que precisa dormir, daí é que não prega os olhos. Acorda parecendo um urso panda de tanta olheira. Não durmo quando estou muito triste, muito feliz, com muita cólica, muito preocupada, muito excitada, cansada demais. Basicamente, nunca. Sempre tem alguma coisa que extrapola o razoável. Rezo por dias de calmaria.

Dia desses alguém disse: passo o dia morrendo de sono e quando chega à noite tenho vontade de fazer um churrasco e sambar até amanhecer. Era mulher, claro, igualzinha a mim. Formô.

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