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Poeta colombiano quer vender os testículos para percorrer a Europa

Homem venderá suas partes íntimas para a primeira pessoa que pagar o valor estipulado

 Poeta colombiano quer vender seus testículos Foto:  Reprodução Internet


Poeta colombiano quer vender seus testículos
Foto: Reprodução Internet

Publicado originalmente em O Dia

Bogotá (Colômbia) – O poeta colombiano Raffael Medina Brochero está vendendo seus testículos por € 12,800 (equivalente a R$ 36,608) para poder percorrer a Europa nas férias com suas poesias.

Em sua casa na cidade de Magdalena, Medina disse para um apresentador de rádio que vai dar suas partes íntimas para a primeira pessoa que pagar seu preço.

Brochero afirmou que sua decisão foi tomada depois de uma turnê na América do Sul, em 2012, que acabou o deixando sem dinheiro.

Ele quer evitar a repetição de problemas financeiros na Europa. Em seu site, o poeta declarou que às vezes usa as pernas das calças em diferentes comprimentos para “denunciar a desigualdade social”.

dica da Rina Noronha

Contra o aumento das tarifas de ônibus: o protesto que eu não vi pela TV

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Por Bruno Passos, no Papo de Homem

Já fui em algumas passeatas ao longo da minha vida. Em São Paulo vi, in loco, quatro delas: “Gente Diferenciada”, “Sopão”, “Pinheirinho” e, terça agora, contra o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo. Não sou filiado a nenhum partido e me considero um cara bem comum, talvez por isso só tenha tido acesso as manifestações mais divulgadas na mídia.

Ao chegar em casa, liguei a TV e vou dizer o que assisti:

“Fogo! Manifestantes queimam ônibus e entram em conflito com a policia!”

“Mais de 20 pessoas são presas protestando pelo aumento de 20 centavos. Agora elas serão soltas sob fiança de, no mínimo, 20 mil reais”

“População assustada em terminal foge de confronto entre policiais e manifestantes no centro de SP”

Acabou.

Agora contarei o que vivi:

Pela primeira vez me senti no lugar correto, para usar o novo jargão do protestante 2.0: “A passeata que fui me representa”.

Terça feira,

17:00 hrs

Uma pequena multidão se concentra entre as Av. Paulista e Consolação, em São Paulo.

A manifestação era contra o aumento da passagem para o transporte público na cidade. Uma japa me recebe simpática, explicando que este é um movimento pacífico e que seria legal eu ter em mente a não agressão evitando confrontos com a polícia, pois estes só diminuiriam o real impacto do que a passeata representava, um ato de cidadania.

17:30 hr

Conheci dois caras que estavam tranquilos, dando risadas do tiozinho que vendia apitos. Ao mesmo tempo, ao meu lado, três mascarados, um V de Vingança, um de máscara cirúrgica e um de lenço tradicional. Todos olhando para o horizonte (que dava numa parede de esquina) e sendo fotografados por dois veículos de imprensa.

Ninguém fotografou o tiozinho engraçado do apito, ou a japa simpática que me recebeu. Eu não os culpo. Qual seria matéria? “Oriental bacana fala sobre cidadania”  ou “Protesto tem senhor do apito mais engraçado dos últimos tempos”

Não, eu não culpo a mídia.

18:00 hrs

Encontro, ao vivo, um amigo de Facebook e também o camarada que mora comigo. Seguimos juntos o começo da passeata, escoltados por policiais e sem nenhuma tensão entre nós.

19:00 hrs

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Começa a cair uma chuva de surpresa. Achei que, nessa hora, a coisa ia acabar. Muita chuva. Penso comigo que, se fosse do governo, eu sempre aumentaria as tarifas em janeiro e fevereiro. A chuva sempre deve acabar com as passeatas.

Não foi o caso dessa vez.

A tempestade, ao invés de vir pra acabar, veio pra participar e caminhou conosco por cerca de 40 minutos (pelo menos foi o tempo que durou na minha mente) .

19:15 hrs (ou algo assim)

Estávamos quase no acesso da 23 de Maio. Do nosso lado, uma massa se ergueu e tomava um lado todo da pista. Do outro lado, uma marcha oposta, de máquinas que andavam na mesma velocidade que nós. Quem sabe para que protesto eles estavam indo?

Policiais continuavam lado a lado com manifestantes, nada acontecia.

19:16 hrs

Temos a aparição do primeiro imbecil:

“Caras! Para tudo! Pegaram um dos nossos ali atrás e ele não estava fazendo nada. Estão batendo muito nele, vamo lá!”.

Temi neste momento. Aquele cretino estava logo atrás de mim a passeata toda, com certeza ele não viu muito mais que eu.

Notei, sim, que tinham alguns caras pichando muros na cara de uns policiais numa rua paralela à nossa. Imagino que não tenha sido uma atitude inteligente, então, não esperava por uma solução muito inteligente.

Graças à deus, o nanico manipulador não recebeu muita atenção e as pessoas sacaram que ele só queria arranjar briga, visto que nem era amigo dos pichadores e que, até onde eu vi, não tinha ninguém apanhando da maneira que ele disse.

19:30 hrs

Continuamos gritando cantos e, nos intervalos, pra respirar, bolamos uns possíveis gritos que alcançariam mais audiência na multidão como “Gaúcho é se-le-çãaao” ou  “Kassab reprimidoooo”. Não tem muita graça agora, mas na hora foi divertido.

Nunca entendi porque as manifestações sempre são retratadas de maneira tão tétrica. Todas que fui via pessoas rindo e conversando.

19:40hrs (o horário não está preciso, não checava o relógio de minuto em minuto)

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Quase no fim da caminhada, vejo uma correria. Vamos para o segundo no hall da fama de cretinos: um ônibus parado começa a pegar fogo.

Nesse instante, alguns caras de lenço no rosto (não mais que 15) saem correndo e comemorando. Dez metros de distância, ouço o grito redentor:

“Desnecessário!”

Foi ali que me senti no lugar certo. A grande maioria estava criticando instantaneamente aquele ato imbecil feito por caras que estavam mais preocupados em pichar o “A” da anarquia do que fazer qualquer outra coisa.

19:45 hrs

Uma menina começa a falar que tem mais é que queimar tudo. Começamos a discutir e ela manda algo bem elaborado: “Você só protesta no Facebook”. Tento explicar que ela acertou e que eu e minha roupa alagada éramos todos parte da nova realidade aumentada que comprei na Apple. Ela fala algo que eu não entendo por causa do lenço na boca, eu mando ela pro inferno.

Seguimos nossos caminhos.

19:50 hrs

Paramos de andar, a passeata chega ao fim. Finalmente sinto que participei de algo ao lado de pessoas que tinham o mesmo pensamento que eu, que não estavam lá pra defender um partido ou uma causa específica, mas sim por indignação pelo tratamento concedido por parte dos nossos representantes públicos.

20:00 hrs

Começo a ir embora. Quando saio do local, não estão mais do que 400 pessoas por lá (éramos 5 mil, segundo a polícia). Antes de partir, o cara que mora comigo puxa ligeiro um pacote de bolachas.

Parecia o dia perfeito. Eu, azul de fome, algo que valeu a pena participar e … bolachas.

Dividimos o pacote com três punks pré-adolescentes que nos deram água.

Subindo a rua e passando por policiais, ouvi duas conversas sobre futebol e uma sobre um pilar (que eu não entendi nada). Um policial me viu com panfleto na mão e perguntou:

“Ei, quando é o próximo?”

Falei que era na quinta. 

“Ufa, ainda bem que vai ser na minha folga. Puta chuva!”

Rimos juntos, ele me deu boa noite e eu desejei a ele um bom trabalho, seguimos cada um nosso caminho.

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Diferente dos protestos ao redor do mundo, nós não gritamos “palavras de ordem”. Aqui no Brasil (mais especificamente o que vi e vivi em São Paulo), até os gritos de guerra mais pesados viram festividades em forma de marchinhas: “vem pra rua vem!”. Quem estava lá entende. Não era agressivo. Era festivo.

Sinceramente, seria muito bom se víssemos isso como uma qualidade e não como defeito. A agressividade sendo trocada por chamados de convívio mútuo a de ser comemorada e louvada.

Lá, antes das 20hrs, tínhamos tudo, consciência política, participação, voz e alegria. Esta foi a passeata que eu fui e assim ela terminou. Não foi a passeata que assisti pela TV ao chegar em casa, quando aquela minoria que restou resolveu quebrar tudo e roubou as manchetes da melhor e mais bonita manifestação que já participei.

Eu poderia culpar a mídia, o anão manipulador, a policia, os V de vingança que ficaram depois do fim da passeata pra fazer sabe-se lá o que. Mas nada disso iria ajudar em coisa alguma.

Não fui lá para encontrar culpados, mesmo porque, os verdadeiros culpados não estavam por lá. Fui porque não aguentava mais gritar e não ter voz. Fui por mim, pelo meu vizinho, pelo tiozinho da padoca. Fui principalmente, para tirar minhas próprias conclusões.

Sou workaholic (como bem sabem os que me conhecem). Tenho 28 anos e uma pequena empresa.

Quinta tem mais protesto. Eu não vou.

Por quê?

Vou ter que trabalhar pra caramba para compensar ter encerrado tão cedo o expediente na terça.

Mas torço para daqui um ou dois meses nos encontrarmos na chuva, no meio da rua, gritando cada um da maneira como pode,  que ainda é possível.

E principalmente, acreditando nisso.

Coca-Cola aperta tampinhas para aproximar casais

Como parte da campanha “Icebreaker”, companhia aperta suas tampinhas para aproximar casais na China

Funcionário da Coca-Cola apertando tampinhas das garrafas da marca em vídeo da ação "Icebreaker" (Foto: reprodução)

Funcionário da Coca-Cola apertando tampinhas das garrafas da marca em vídeo da ação “Icebreaker” (Foto: reprodução)

Publicado originalmente na Exame

Como parte da campanha ‘Icebreaker’, Coca-Cola sorrateiramente encheu de garrafas com tampinhas extremamente apertadas uma vending machine no parque mais romântico de Xangai, na China.

Assim as garotas que compravam o refrigerante da vending machine tinham dificuldade para abrir a garrafa, e acabavam pedindo ajuda para algum homem que passava.

A criação é da Leo Burnett de Xangai.

Confira abaixo:

Dica do Leone Lacerda.

 

 

Psiquiatra Flávio Gikovate prega extinção dos termos ‘hetero’ e ‘homo’ em sabatina

O psiquiatra Flávio Gikovate durante sabatina no Teatro Folha, em São Paulo (Jorge Araujo/Folhapress)

O psiquiatra Flávio Gikovate durante sabatina no Teatro Folha, em São Paulo (Jorge Araujo/Folhapress)

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

No futuro, haverá uma troca erótica “mais lúdica” entre as pessoas e a identidade sexual do parceiro não fará a menor diferença, quer dizer: definições como “homossexual” e “heterossexual” devem deixar de existir e todos poderão circular livremente entre relacionamentos afetivos com pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto.

Essa é a mais nova e controversa ideia de “Sexualidade sem Fronteiras” (MG Editores, 136 págs., R$ 37,40), último livro do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate, 70. O médico, que calcula já ter atendido mais de 9.000 pessoas em consultório, está acostumado a causar impacto e a fazer sucesso falando sobre sexualidade.

Reflexões sobre os dilemas sexuais e amorosos de seus pacientes são os temas de grande parte de seus 32 livros publicados e das colunas que assinou em jornais e revistas.

Sua estreia como conselheiro na mídia, em 1977, em uma revista para adolescentes, já ligava seu nome a polêmicas, porque seu texto insistia na separação entre sexo e amor. Hoje, é lugar-comum, mas a opinião era potencialmente escandalosa na época, quase 40 anos atrás.

Na semana passada, Gikovate participou de sabatina promovida pela Folha, em São Paulo. Diante de cem pessoas, respondeu às perguntas das jornalistas Cláudia Collucci, Iara Biderman e Heloísa Helvécia, editora de “Equilíbrio”, e da plateia e expôs conceitos que deram origem à tese básica do livro, como o lado agressivo, machista e negativo do desejo.

*

ORIENTAÇÃO SEXUAL

O muro que separa a homossexualidade da heterossexualidade tem que cair. Não há impedimento para a troca de carícias sexuais.

Preconceito é algo todo regulamentado. Na ausência de mulheres, homem transar com homem é ser muito macho. Na presença de mulher, é ser gay. Tudo burocracia.

A orientação sexual vai seguir o encantamento amoroso. Se for orientada pela noção de desejo, será deixada por conta de coisas que têm a ver com agressividade, competição, rivalidade.

SEXO LÚDICO

Sexo lúdico são todas as trocas de carícias eróticas com qualquer tipo de parceiro. Tudo aquilo que as crianças também fazem. Sexo reprodutor é essencialmente heterossexual, está mais comprometido com a agressividade do que com o amor. Do ponto de vista da reprodução, é o macho mais agressivo o que consegue copular.

O erotismo, sem estar ligado à reprodução, é um fenômeno pessoal. Começa no segundo ano de vida: a criança toca certas partes do corpo e sente a estimulação. Como é agradável, ela repete esse padrão de comportamento. A excitação é um prazer positivo, porque não serve para atenuar a sensação de desamparo: não é preciso um desconforto prévio para a pessoa poder curtir o erotismo. Já o desejo é um prazer negativo.

DESEJO

Desejo, especialmente o visual, é uma característica dos homens. As mulheres se excitam, mas desejo é uma coisa ativa, uma vontade de agarrar o outro.

O desejo é de direita, não é de esquerda como se costumava colocar nos anos 1960, quando se acreditava que a liberação da sexualidade fosse trazer um mundo de paz, em que todos se sentiriam confortáveis, as moças não iam regular tanto o sexo.

Elas continuaram regulando do mesmo jeito e tudo ficou um pouco mais tenso por conta da rivalidade entre as mulheres, para ver quem chama mais a atenção, e entre os homens, para ver quem consegue ter acesso às garotas mais interessantes. Trouxe um mundo de competição e tensões muito maiores do que antes. O mundo do desejo ficou comprometido com o do mercado e do capital.

CASUAL E VIRTUAL

O sexo casual não tem futuro, provavelmente vai ser substituído pelo virtual. Esse tipo de prática é infidelidade? Na internet as pessoas podem interagir, ter conversas íntimas com um parceiro determinado, aí o virtual e o real se aproximam. Só porque é virtual o indivíduo casado pode ficar namorando outra pessoa? Não tenho nenhuma simpatia por essas ideias, pelo que chamam de poliamor. E, na verdade, isso tem aceitação muito baixa: ciúme não desaparece por decreto.

AMOR

A sexualidade percorre um caminho que não é o do amor, o que explica tantas más escolhas sentimentais. O sexo, diferentemente do amor, é mais comprometido com a agressividade, e muitos homens acabam escolhendo suas parceiras em função do encantamento erótico.