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“Desculpem, mas 7 a 1 nem nós poderíamos prever”, diz produtor dos Simpsons

Acompanhado de uma projeção de Homer Simpson, o roteirista e produtor Matt Groening falou sobre a próxima temporada da animação (foto: Ethan Miller/AFP)

Acompanhado de uma projeção de Homer Simpson, o roteirista e produtor Matt Groening falou sobre a próxima temporada da animação (foto: Ethan Miller/AFP)

James Cimino, no UOL

Os criadores e roteiristas de “Os Simpsons” comentaram neste sábado (26) de Comic-Con, em San Diego, sobre a derrota do Brasil para a Alemanha, “prevista” em um episódio especial sobre a Copa do Mundo no desenho.

A primeira coisa que disseram, quando a reportagem do UOL questionou como eles sabiam do resulto, foi: “Sentimos muito, mas foi pura coincidência.”

Al Jean, produtor e roteirista da série, completou: “Desculpem, mas um resultado de 7 a 1 nem nós poderíamos prever. De qualquer forma, boa sorte ao Brasil na próxima. É um ótimo país.”

Durante a conversa com fãs, o painel mostrou as novidades da próxima temporada, como um crossover com “Futurama”, chamado “Simpsorama”, e o anúncio que um do personagens irá morrer em 28 de setembro.

Stanley Kubrick

Os produtores prepararam ainda um episódio especial em homenagem aos filmes de Stanley Kubrick, chamado “A Clockwork Yellow” que mostra Moe e Homer em cenas do filme “Laranja Mecânica”.

Em certo momento, usando as roupas dos personagens do filme, eles invadem a mansão do senhor Burns e se deparam com uma orgia,  como a do filme “De Olhos Bem Fechados”. Também há referências a “Nascido para Matar”, “2001: Uma Odisseia no Espaço” e “Barry Lyndon”.

Ao fim da apresentação, um holograma de Homer conversa com o criador da série, Matt Groening, e faz piada sobre a Comic Con. “Aquele evento que acontece em Las Vegas, certo? Já sei tudo o que vão perguntar e tenho as respostas. Springfield não é um Estado e não sei por que somos amarelos. Um abraço e, antes que esse evento acabe, vocês já estarão na próxima fila.”

Se foi, o João

Publicado por Fabricio Cunha

Ontem acordei cedo.

Eu acordo cedo (quase) todos os dias. Por ofício, não por gosto.

Ontem acordei mais cedo.

Era um burburinho incômodo. Falavam baixo, mas bastante e ao mesmo tempo, todas ao mesmo tempo. O sexo feminino é assim.

Lembrei do verso do Byron, que decorei para impressionar meu professor mais erudito, que escrevia poesias (devia ter decorado pra impressionar as meninas da época): “entre a noite e a manhã, sobre a fímbria do horizonte, a vida paira como uma estrela”. Tristemente, não era a vida que pairava no assunto.

Fiquei atento ao que diziam, ou melhor, a quem eram.

Eram as palavras, conversando entre si.

Citavam e recitavam o João Ubaldo. O conheço bem. Li dezenas de suas crônicas. O palavreado sergipano/nordestino, a malandragem carioca, a velocidade baiana, todas colocadas num liquidificador, temperadas com beleza e o requinte da baixa erudição, – uma erudição latente, que se mostra discretamente presente, o suficiente para sabermos que o escritor é um erudito, mas que aquilo que escreve é vivo, entendível, assimilável e, até, aplicável – resultando em histórias inventadas, de personagens vivos, que podem ser eu ou você, ou um amigo, ou um inimigo, com o texto mais leve e corrente nossa literatura já produziu.

Pois então… As palavras estavam perdidas. Estavam ali, mas confusas, feito sindicalistas sem líder, microfone e carro de som.

Prestei mais atenção, tentando entender o que se passava. Já haviam me acordado mesmo, então, que me deixassem saber o porquê.

João havia partido. Dessa vez, de verdade. Já tentara partir uma ou duas vezes, entretanto, homem de letras, fora seguro aqui na terra por elas. Amante de um pouquinho de uísque e das madrugadas, ao assustar-se com a possibilidade de migrar dessa vida para a outra, desconhecida, adquiriu hábitos mais benfazejos, como acordar bem cedo, caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho.

Ao vê-lo mais saudável e determinado, as palavras deram-lhe uma folga. Creram em sua notável mudança e resiliência em continuar por aqui mesmo, nesta terra estranha.

E não é que foi exatamente num desses interlúdios, “entre a noite e manhã, sobre a orla do horizonte”, que ele decidiu partir?!

Partiu, como parte a brisa, quando chega o Sol.

As palavras nem perceberam.

Foi-se o João Ubaldo Ribeiro. Homem da vida e das letras. Pastor vagabundo das palavras. E elas, perdidas, me acordaram mais cedo do que eu precisava (acordo cedo por ofício, não por gosto, que fique claro) e, acordado, fui caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho, esperando, talvez, encontrá-lo para saudá-lo ainda uma vez mais, derradeira agora, por aqui, por esta terra estranha.

 

Artista faz pintura em 3D de bola em homenagem à Copa do Mundo

publicado no Page Not Found

O artista He Haomin fez uma pintura em 3D de uma bola de futebol para homenagear a Copa do Mundo do Brasil. A obra está em parque de Changsha (China). O modelo de bola escolhido foi um bem clássico.

Para concluir a pintura, de 12 metros por 2,8 metros, He demorou quatro dias. Ele garante ser a maior bola em 3D já pintada da China.
A China é um dos mercados mais emergentes do futebol mundial. Estima-se que cerca de 1 milhão pratiquem o esporte vinculados a alguma federação no país do Oriente.

Comissão da Câmara aprova Lei da Palmada, rebatizada Menino Bernardo

Acordo com bancada evangélica alterou redação e permitiu aprovação.
Projeto, que agora homenageia menino morto no RS, vai para o Senado.

A apresentadora de TV Xuxa Meneghel acompanha nesta quarta-feira (21) a sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania) da Câmara que vota um projeto de lei que protege crianças e adolescentes de castigos físicos, conhecido como "Lei da Palmada". (foto:  Pedro Ladeira/Folhapress)

A apresentadora de TV Xuxa Meneghel acompanha nesta quarta-feira (21) a sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania) da Câmara que vota um projeto de lei que protege crianças e adolescentes de castigos físicos, conhecido como “Lei da Palmada”. (foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Felipe Néri e Nathalia Passarinho, no G1

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta-feira (21), após acordo entre parlamentares, a chamada Lei da Palmada, rebatizada Lei Menino Bernardo, em homenagem a Bernardo Boldrini, morto no Rio Grande do Sul com uma injeção letal – o pai, a madrasta e uma assistente social foram indiciados pelo crime em 13 de maio.

A proposta proíbe pais e responsáveis legais por crianças e adolescentes de baterem nos menores de 18 anos. Aprovada em caráter terminativo, seguirá diretamente para análise pelo Senado, sem necessidade de votação no plenário da Câmara.

O projeto prevê que os pais que agredirem fisicamente os filhos devem ser encaminhados a cursos de orientação e a tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de receberem advertência. A matéria não especifica que tipo de advertência pode ser aplicada aos responsáveis. As crianças e os adolescentes agredidos, segundo a proposta, passam a ser encaminhados para atendimento especializado.

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir trecho que estabelece que os menores de 18 anos têm o direito de serem “educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante” como formas de correção ou disciplina.

O acordo que permitiu a aprovação foi costurado no gabinete do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-AL). A necessidade de entendimento foi motivada pela discordância da bancada evangélica em relação à definição do termo “castigo físico”.

Para viabilizar a aprovação, o relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), concordou em alterar a definição, especificando tratar-se de “ação de natureza disciplinar com uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou adolescente”. A definição anterior falava em “sofrimento”, sem o termo “físico” logo em seguida.

“Foi uma pequena mudança para explicitar que o sofrimento em questão é o sofrimento físico. Havia uma impressão de que apenas a palavra sofrimento não traduzia aquilo que tinha sido debatido”, disse.

O deputado Marcus Rogério (PDT-RO), um dos representantes da bancada evangélica que mais demonstrou rejeição ao projeto, participou da reunião com Henrique Alves e saiu do encontro defendendo o acordo firmado.

“Decidimos votar fazendo a mudança apenas na definição de ‘castigo físico’. Do jeito que a lei tinha sido construída qualquer correção que vá aplicar pode ser considerada castigo. A definição era muito aberta. Falava-se em ação que causasse sofrimento. Mas que tipo de sofrimento?”, indagou o deputado.

Xuxa
Para Alessandro Molon, a presença da apresentadora Xuxa Meneghel na sessão da CCJ pela manhã foi importante para “jogar luz” sobre o projeto e viabilizar o acordo.

“Não tenho dúvida de que a presença da apresentadora Xuxa foi importante. Há anos que a CCJ tenta reiteradamente votar essa proposta”, afirmou.

Após participar de sessão na CCJ, Xuxa visitou o Disque 100 – centro que coleta por telefone denúncias de violação aos direitos humanos e faz orientações a agredidos, incluindo crianças e adolescentes.

Ela afirmou que é preciso proteger as crianças e garantir que elas tenham os mesmos direitos que os adultos em casos de agressão.

“Hoje, os pais têm o direito de fazer o que quiser [com os filhos]. A gente quer que a criança tenha os mesmos direitos dos adultos. Se eu bater em você, eu posso ser presa, é agressão, física ou psicológica. Com a criança, não. Ela pode ouvir que não vale nada, que não presta, e apanhar em nome da educação”, declarou.  “Muitas pessoas que batem falam ‘eu não espanco, eu só bato’. E depois você vê que ela dá beliscão, espanca, o que pode levar à morte.”

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, pasta responsável pelo Disque 100, a central recebeu 124.094 denúncias de agressão contra crianças em 2013. Em 2012, foram 130.033 ligações, enquanto em 2012 foram 96.474. As denúncias incluem violência, exploração de menores, abuso sexual, trabalho forçado, negligência e violência psicológica.