Vigilante se despede de cão em vídeo e emociona internautas

Mineiro Marcos Pimenta registrou o momento em que seu cão é sacrificado.
Vídeo já teve mais de 11 mil visualizações na internet.

Marcos Pimenta e Othello trabalharam juntos por quase quatro anos (foto: Arquivo pessoal)
Marcos Pimenta e Othello trabalharam juntos por quase quatro anos (foto: Arquivo pessoal)

Thaís Pimentel, no G1

Othello de Sadonana nasceu e foi criado em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Era respeitado pelos amigos e colegas de trabalho. Passou grande parte da vida trabalhando como vigilante em um condomínio de luxo da capital. Se aposentou aos oito anos e morreu no dia em que completou nove.

O pastor alemão tinha um tumor maligno bem perto do coração e foi sacrificado no último sábado (4). Todo o processo foi filmado pelo dono, o também vigilante Marcos Pimenta, 29 anos, que trabalhou com Othello por quase quatro anos. “Começamos juntos. Aprendi muito com ele. Era um superparceiro. Um grande amigo”, conta.

Vigilante Marcos Pimenta se despede do cão Othello (foto: Arquivo pessoal)
Vigilante Marcos Pimenta se despede
do cão Othello (foto: Arquivo pessoal)

O vídeo foi publicado na internet e já teve mais de 11 mil visualizações. “Eu filmei porque queria ter uma última lembrança do meu amigo. Depois publiquei e marquei no Facebook pessoas que tiveram uma ligação com ele. Mas a história tomou uma proporção tão grande. Estou recebendo mensagens do Acre, de São Paulo, do Rio Grande do Sul. Uma loucura”, disse Marcos.

Uma das pessoas que foram “marcadas” na rede social por Marcos foi o adestrador Max Macedo que treinou Othello. “Ele nasceu aqui comigo. Eu treino cães para vigilância. Quando ele estava pronto foi trabalhar com o Marcos. Os dois ficaram muito apegados. Assim que Othello parou de trabalhar, dei ele para o Marcos”, revela.

“Quando a gente trabalhava junto, era eu que tratava dele. Limpava canil, tirava pelo morto, dava de comer. No trabalho, ele era dócil quando tinha que ser e ágil no momento certo”, explica Marcos.

Segundo o vigilante, Othello mudava de comportamento assim que observava alguma coisa errada. “Uma vez, ele percebeu a entrada de alguns homens em uma obra, que planejavam roubar um ar-condicionado. Afugentou todos. Era muito bom de serviço”, conta.

O pastor alemão ficou pouco menos de um ano na casa de Marcos. Ele sofria de uma grave doença na pele que fez com que perdesse todo o pelo. Assim que Othello terminou o tratamento da dermatite, seu dono percebeu uma alteração no pescoço do cachorro.

Pastor alemão Othello era vigilante ao lado de Marcos Pimenta em um condomínio de BH (foto: Arquivo pessoal)
Pastor alemão Othello era vigilante ao lado de
Marcos Pimenta em um condomínio de BH
(foto: Arquivo pessoal)

“Tinha uma gordura na papada que depois desceu para o tórax. Apareceu um caroço rígido no local. Levei para o veterinário que recomendou uma biópsia urgente. Era um tumor maligno, próximo ao coração. Tudo foi muito rápido. Questão de dias mesmo. Ele já não estava comendo direito. A boca estava inchada. Corri para a clínica. Tinha a possibilidade de cirurgia, mas não havia certeza de plena recuperação. Veterinário disse que ele iria sofrer demais. Aí eu disse ‘pode sacrificar, melhor a alternativa'”, disse o vigilante.

No vídeo, Marcos usa uma braçadeira de adestramento para manter o cão calmo e distraído para que o veterinário fizesse aplicação do medicamento. O concunhado do vigilante, César Augusto, fez a filmagem e também se emociona durante o vídeo. Graças a Othello, Marcos começou a trabalhar com adestramento de cães por hobby. “Eu faço figuração que é uma etapa importante no treinamento. Sempre gostei de animais. Sempre cuidei dos cães da família”, disse.

Hoje, o cão ganhou uma página em sua homenagem “Eterno Othello“. “É para as pessoas conhecerem um pouco da história dele. Outro dia recebi uma mensagem de uma menina que decidiu fazer veterinária por causa do vídeo. Mesmo depois de morto, o Othello está trazendo coisas boas pra mim”.

Eutanásia
O sacrifício animal é previsto pela resolução n°1000, que faz parte da legislação que regulamenta a medicina veterinária no Brasil. Segundo um dos pontos do texto, “a eutanásia pode ser indicada nas situações em que o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos”.

Ainda de acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), são princípios básicos dos métodos de eutanásia “elevado grau de respeito aos animais;
ausência ou redução máxima de desconforto e dor nos animais; busca da inconsciência imediata seguida de morte; ausência ou redução máxima do medo e da ansiedade; segurança e irreversibilidade; ausência ou mínimo impacto ambiental; ausência ou redução máxima de risco aos presentes durante o procedimento; ausência ou redução máxima de impactos emocional e psicológico negativos no operador e nos observadores”.

Leia Mais

Ivan Lins é homenageado com nome em muro da fama no ‘templo’ dos Beatles

Ivan Lins posa em frente ao muro do Cavern Club em Liverpool
Ivan Lins posa em frente ao muro do Cavern Club em Liverpool

Publicado na Folha de S.Paulo

Ivan Lins é o mais novo integrante do seleto grupo de homenageados no muro da fama do lendário Cavern Club, local onde os Beatles foram descobertos, há meio século, em Liverpool.

O músico visita pela primeira vez a cidade do noroeste da Inglaterra para participar do International Beatleweek, festival que reúne grupos e fãs de cerca de 40 países.

Dono de oito estatuetas do Grammy, o músico carioca garante que a homenagem na terra natal dos Beatles é uma das mais importantes de sua longa e consagrada carreira.

“É algo muito forte para mim, provavelmente o prêmio mais significativo de todos os grandes prêmios que recebi na vida. Sinto que agora estou ao lado dos meus ídolos nesta parede, músicos importantíssimos como Elton John, Rod Stewart e os próprios Beatles”, confessa Ivan Lins à agência de notícias Efe.

Na edição deste ano do Beatleweek, que começou na última quinta-feira (21) e vai até a terça-feira (26), o pianista brasileiro fará sete apresentações, sempre acompanhado do veterano grupo capixaba Clube Big Beatles, que comemora a 20ª participação seguida no principal festival do planeta em homenagem à obra de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

“Ivan é um dos nomes mais importantes da história da nossa música e é, sem dúvidas, o artista brasileiro mais reconhecido no exterior. Tê-lo ao nosso lado aqui em Liverpool é comemorar da melhor maneira possível os 20 anos do Big Beatles neste festival”, diz Edu Henning, percussionista e fundador da banda capixaba.

Na quinta, o músico carioca subiu pela primeira vez no lendário palco do Cavern Club, na abertura do International Beatleweek. No repertório, estiveram os clássicos “Yesterday”, “Something”, “Eleanor Rigby”, “Let it Be”, “The Long and Winding Road”, “Imagine”, “Here, There and Everywhere” e “The Fool on the Hill”. Antes de retornar ao Brasil, ele fará outros dois shows no local, no sábado e na segunda.

Ivan Lins se tornou o segundo brasileiro a ter seu nome gravado no muro. O primeiro foi o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, que esteve no International Beatleweek em 2011 e 2012, também ao lado do Clube Big Beatles. Junto a eles estão alguns dos mais importantes ícones da música mundial, como os Rolling Stones, The Who, Chuck Berry e Queen.

“O que mais me encanta é o fato de não ser um prêmio cercado pela pompa, com transmissão de TV para milhões de pessoas. Ele se parece muito com o meu modo de ser, simples e emotivo. É um reconhecimento da minha alma musical, das minhas influências, do meu carinho e da minha dedicação à música que eu faço, que, como no caso dos Beatles, tem o propósito de levar felicidade para as pessoas, tentar chamar a atenção para a realidade e tentar transformar o mundo num lugar melhor”, conclui Ivan Lins, imortalizado em um dos mais importantes templos da música.

Leia Mais

“Desculpem, mas 7 a 1 nem nós poderíamos prever”, diz produtor dos Simpsons

Acompanhado de uma projeção de Homer Simpson, o roteirista e produtor Matt Groening falou sobre a próxima temporada da animação (foto: Ethan Miller/AFP)
Acompanhado de uma projeção de Homer Simpson, o roteirista e produtor Matt Groening falou sobre a próxima temporada da animação (foto: Ethan Miller/AFP)

James Cimino, no UOL

Os criadores e roteiristas de “Os Simpsons” comentaram neste sábado (26) de Comic-Con, em San Diego, sobre a derrota do Brasil para a Alemanha, “prevista” em um episódio especial sobre a Copa do Mundo no desenho.

A primeira coisa que disseram, quando a reportagem do UOL questionou como eles sabiam do resulto, foi: “Sentimos muito, mas foi pura coincidência.”

Al Jean, produtor e roteirista da série, completou: “Desculpem, mas um resultado de 7 a 1 nem nós poderíamos prever. De qualquer forma, boa sorte ao Brasil na próxima. É um ótimo país.”

Durante a conversa com fãs, o painel mostrou as novidades da próxima temporada, como um crossover com “Futurama”, chamado “Simpsorama”, e o anúncio que um do personagens irá morrer em 28 de setembro.

Stanley Kubrick

Os produtores prepararam ainda um episódio especial em homenagem aos filmes de Stanley Kubrick, chamado “A Clockwork Yellow” que mostra Moe e Homer em cenas do filme “Laranja Mecânica”.

Em certo momento, usando as roupas dos personagens do filme, eles invadem a mansão do senhor Burns e se deparam com uma orgia,  como a do filme “De Olhos Bem Fechados”. Também há referências a “Nascido para Matar”, “2001: Uma Odisseia no Espaço” e “Barry Lyndon”.

Ao fim da apresentação, um holograma de Homer conversa com o criador da série, Matt Groening, e faz piada sobre a Comic Con. “Aquele evento que acontece em Las Vegas, certo? Já sei tudo o que vão perguntar e tenho as respostas. Springfield não é um Estado e não sei por que somos amarelos. Um abraço e, antes que esse evento acabe, vocês já estarão na próxima fila.”

Leia Mais

Se foi, o João

Publicado por Fabricio Cunha

Ontem acordei cedo.

Eu acordo cedo (quase) todos os dias. Por ofício, não por gosto.

Ontem acordei mais cedo.

Era um burburinho incômodo. Falavam baixo, mas bastante e ao mesmo tempo, todas ao mesmo tempo. O sexo feminino é assim.

Lembrei do verso do Byron, que decorei para impressionar meu professor mais erudito, que escrevia poesias (devia ter decorado pra impressionar as meninas da época): “entre a noite e a manhã, sobre a fímbria do horizonte, a vida paira como uma estrela”. Tristemente, não era a vida que pairava no assunto.

Fiquei atento ao que diziam, ou melhor, a quem eram.

Eram as palavras, conversando entre si.

Citavam e recitavam o João Ubaldo. O conheço bem. Li dezenas de suas crônicas. O palavreado sergipano/nordestino, a malandragem carioca, a velocidade baiana, todas colocadas num liquidificador, temperadas com beleza e o requinte da baixa erudição, – uma erudição latente, que se mostra discretamente presente, o suficiente para sabermos que o escritor é um erudito, mas que aquilo que escreve é vivo, entendível, assimilável e, até, aplicável – resultando em histórias inventadas, de personagens vivos, que podem ser eu ou você, ou um amigo, ou um inimigo, com o texto mais leve e corrente nossa literatura já produziu.

Pois então… As palavras estavam perdidas. Estavam ali, mas confusas, feito sindicalistas sem líder, microfone e carro de som.

Prestei mais atenção, tentando entender o que se passava. Já haviam me acordado mesmo, então, que me deixassem saber o porquê.

João havia partido. Dessa vez, de verdade. Já tentara partir uma ou duas vezes, entretanto, homem de letras, fora seguro aqui na terra por elas. Amante de um pouquinho de uísque e das madrugadas, ao assustar-se com a possibilidade de migrar dessa vida para a outra, desconhecida, adquiriu hábitos mais benfazejos, como acordar bem cedo, caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho.

Ao vê-lo mais saudável e determinado, as palavras deram-lhe uma folga. Creram em sua notável mudança e resiliência em continuar por aqui mesmo, nesta terra estranha.

E não é que foi exatamente num desses interlúdios, “entre a noite e manhã, sobre a orla do horizonte”, que ele decidiu partir?!

Partiu, como parte a brisa, quando chega o Sol.

As palavras nem perceberam.

Foi-se o João Ubaldo Ribeiro. Homem da vida e das letras. Pastor vagabundo das palavras. E elas, perdidas, me acordaram mais cedo do que eu precisava (acordo cedo por ofício, não por gosto, que fique claro) e, acordado, fui caminhar no calçadão do Leblon, uma ida e uma vinda, resistindo à tentação de fazer a volta antes do latão de lixo que delimitava exatamente a metade do caminho, esperando, talvez, encontrá-lo para saudá-lo ainda uma vez mais, derradeira agora, por aqui, por esta terra estranha.

 

Leia Mais

Artista faz pintura em 3D de bola em homenagem à Copa do Mundo

publicado no Page Not Found

O artista He Haomin fez uma pintura em 3D de uma bola de futebol para homenagear a Copa do Mundo do Brasil. A obra está em parque de Changsha (China). O modelo de bola escolhido foi um bem clássico.

Para concluir a pintura, de 12 metros por 2,8 metros, He demorou quatro dias. Ele garante ser a maior bola em 3D já pintada da China.
A China é um dos mercados mais emergentes do futebol mundial. Estima-se que cerca de 1 milhão pratiquem o esporte vinculados a alguma federação no país do Oriente.

Leia Mais