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Obesos vão perder benefícios por falta de exercícios, diz jornal

Foto: Getty Images

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Publicado por Terra

Os obesos representam cerca de 24% dos homens e 26% das mulheres na Inglaterra

Um projeto de lei quer fazer com que o governo monitore pessoas obesas para verificar se estão fazendo exercícios físicos recomendados pelos médicos, afirmou o jornal The Guardian nesta quinta-feira. De acordo com a publicação, caso se recusem a realizar os exercícios, as pessoas devem ter seus benefícios cortados.

Segundo o jornal, as propostas vem ao encontro do crescente número nos níveis de obesidade e cortes no orçamento, já que os gastos com saúdes têm crescido no país. Na Inglaterra, cerca de 24% dos homens e 26% das mulheres são obesos, enquanto 65% dos homens e 58% das mulheres têm sobrepeso.

Homens castrados têm vida mais longa, diz estudo

James Gallagher, para BBC News.

A pesquisa, publicada nesta semana na revista científica Current Biology, analisou dados de centenas de anos de eunucos na Coreia do Sul.

Os eunucos tinham funções especiais nas sociedades orientais da China e da Coreia, em especial na dinastia Joseon, que reinou o império coreano do século 14 ao 19. Eles guardavam os portões dos castelos, administravam a comida e eram os únicos homens fora da família real com acesso aos palácios à noite.

O pesquisador Cheol-Koo Lee, da Korea University, em Seul, analisou dados de 81 eunucos que viveram 1556 e 1861. A idade média de vida deles era de 70 anos, 19 a mais do que os não-castrados da mesma casta social. Um dos eunucos estudados chegou a viver 109 anos.

A média de anos de vida dos homens da família real coreana, no mesmo período, era de apenas 45 anos. Muitos nobres coreanos alcançavam, no máximo, entre 50 e 60 anos.

Testosterona

A castração feita antes da puberdade impede que meninos se transformem totalmente em homens, em termos biológicos.

“Os históricos mostram que os eunucos tinham aparência feminina. Eles não tinham bigodes, possuíam seios grandes, quadris largos e vozes finas”, diz Cheol-Koo Lee.

Uma das hipóteses levantadas pelo estudo é que os hormônios masculinos, como a testosterona, podem ter efeitos nocivos ao corpo dos homens. Os pesquisadores acreditam que os hormônios masculinos debilitam o sistema imunológico e causam danos ao coração.

A castração seria uma forma de “proteger” o corpo masculino destes efeitos. Os pesquisadores não conseguiram levantar dados sobre as mulheres no mesmo período.

“Os dados trazem indícios convincentes de que o hormônio do sexo masculino reduz a longevidade dos homens”, disse à BBC o professor Kyung-Jin Min, da Inha University, também na Coreia do Sul, que participou da pesquisa.

Ele acredita que há alternativas modernas à castração para aumentar a longevidade masculina.

“É possível fazer uma terapia de redução de testosterona que aumente a longevidade entre os homens, no entanto, é preciso considerar os efeitos colaterais disso, o principal deles sendo a redução no desejo sexual dos homens.”

Para David Clancy, da universidade britânica de Lancaster, os resultados são “persuasivos, mas, certamente, não conclusivos”.

Ele aceita o argumento de que o alto número de pessoas centenárias entre os eunucos é um sinal de que a testosterona, de fato, tem um papel importante na longevidade masculina. No entanto, ele diz que o estilo de vida dos eunucos – que possuem hábitos mais reservados – também é um fator importante a ser considerado.

Muitos dos eunucos na sociedade coreana adotavam meninas ou outros garotos eunucos.

“Neste estudo, os eunucos foram educados por eunucos ao longo de diversas gerações, e estilos de vida diferentes podem ter sido passados adiante”, diz o pesquisador, que citou outro estudo sobre o assunto.

“Uma comparação entre cantores castrados e não-castrados provavelmente é uma amostra melhor, e essa comparação mostrou que não há diferença na longevidade”, disse Clancy. Ele afirma que, neste caso, os estilos de vida eram bastante semelhantes entre os dois grupos.

O que mais decepciona homens e mulheres

Sonia Racy, no Estadão

Grosseria com o garçom. Esta é a atitude masculina que mais decepciona as mulheres. Segundo pesquisa da agência Lunch 42, especializada em namoro, 37% delas odeiam esse comportamento.

Em seguida vêm não se oferecer para pagar a conta (20%) e não telefonar no dia seguinte (8%).

Entre os homens, as maiores decepções ocorrem quando a mulher assume funções como escolher o vinho ou pagar a conta (27%) e quando depende financeiramente do ex-marido (25%).

A agência ouviu 650 clientes de SP e Rio de Janeiro.

foto via Dica de música

Frágeis intuições sobre o amor

Imagem: Google

Ricardo Gondim

O que se pode falar do amor? Inaptos, hesitantes, imperfeitos, homens e mulheres guardam frágeis intuições sobre o amor. Há de se concordar com Miguel de Unamuno: “o amor é o que há de mais trágico no mundo e na vida; o amor é filho da ilusão e pai da desilusão; o amor é a consolação na desolação, o único remédio contra a morte, da qual ele é irmão”.

Amamos antes de sabermos explicar como funciona o amor. Não há teoria suficiente que elucide os retratos da mãe debruçada sobre o berço, do reencontro de amigos separados há muito por uma guerra, do lamento do filho diante do túmulo da mãe. As cartas ridículas dos namorados valem por qualquer tratado sobre o amor.

Contudo, dá para rabiscar algumas ideias (incipientes e precárias, claro) sobre o amor. E a partir de três concepções: liberdade, excelência e personificação.

Liberdade

André Comte-Sponville diz que amor “não é dever, mas virtude… [já que] dever é uma coerção e virtude, uma liberdade”. Nietzsche afirma corretamente: “O que fazemos por amor sempre se consuma além do bem e do mal”. Para o amor não há lei. Sempre que amor nasce do dever se esgota na rejeição. A adolescente, forçada pelos pais a um relacionamento com a divindade, desentranha sua revolta honesta: “Odeio ter que amar a Deus”.

Não existe amor sem liberdade. Agostinho sintetizou bem: “Ama e faz o que quiseres”. Se o rei mantém um harém, o faz para ter sexo, somente. No dia em que precisar de afeto, por mais déspota que for, terá que cativar. Para ser correspondido no amor, jamais poderá se impor. Ou o rei se fragiliza como qualquer namorado enquanto espera que a amada responda ao seu aceno ou fica sozinho.

Excelência

O amor se desdobra como excelência. Padre Antônio Vieira narrou uma parábola mais ou menos assim: “Certo homem saiu para caçar antes do alvorecer. Ao longo do dia, tentou alvejar vários animais. Errou todos os dardos. Ruim de pontaria foi mal sucedido em abater um bicho que alimentasse a família. Triste, voltou para casa no crepúsculo. A poucos metros da porta da choupana, deparou-se com uma cena desesperadora. Uma cobra se enrolava no pescoço do filho. Sem hesitar, o caçador retesou o arco e mirou a flecha. A cabeça da serpente estava perigosamente próxima do filho. Desta vez, acertou em cheio. E salvou a vida do filho. O que fez o pai para atingir a cabeça da áspide, se era péssimo caçador, ruim de pontaria? Como o homem se fez exímio no arco e flecha?”. O próprio jesuíta responde: “O amor”. A vida do filho corria risco.

O amor cria especialistas. Excelência nasce do afeto. As pessoas se tornam criteriosas por conta do seu bem querer. Quem ama não aceita a lógica do “de qualquer jeito” – aliás, detesta “jeitinho”. No carinho reside a meticulosidade. Cuidado refina atitudes. Os amantes não se importam em caminhar milhas extras. Quem aprecia transforma decisões banais em imperativos. Esmero e amor se irmanam.

Personalização

O amor descarta ideações. Não se contenta em sobreviver no mundo das ideias. Amor precisa se encarnar. Paixões platônicas ou virtuais se extinguem, morrem de inanição. Unamuno avaliou que o amor na relação com Deus sai do mundo da perfeição para realizar-se no real: “O amor personaliza tudo aquilo que ama. Só nos podemos enamorar de uma ideia, personificando-a. E quando o amor é tão grande e vivo, tão forte e transbordante que tudo ama, então tudo ele personifica, e descobre que o todo total, que o Universo é também Pessoa que tem Consciência, Consciência que por sua vez, sofre, se compadece e ama, como quem diz – é consciência. E esta Consciência do Universo, que o amor descobre personificando tudo aquilo que ama, é o que nós chamamos Deus. E assim a alma compadece-se de Deus, e sente que ele se compadece por seu lado, ama-o e sente-se amado por ele, abrigando a sua miséria no seio da miséria eterna e infinita, que é, pela sua eternidade e infinidade, a suprema felicidade.

Deus é, pois, a personificação do Todo, é a Consciência eterna e infinita do Universo, Consciência presa da matéria, e esforçando-se para se libertar dela. Personalizamos o Todo, para nos salvarmos do nada…”

“… pois o amor é tão forte quanto a morte… Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas de sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado” [Cântico dos cânticos, 8.6-7].

Soli Deo Gloria