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Homens são expulsos de festival por serem ‘muito bonitos’

Foto meramente ilustrativa

Foto meramente ilustrativa

Fernando Moreira, no Page not Found

Três cidadãos dos Emirados Árabes Unidos foram expulsos de um festival cultural em Riad (Arábia Saudita) por um motivo bem inusitado: eles foram considerados “muito bonitos”.

O órgão fiscalizador do evento temia que os estrangeiros roubassem a cena e monopolizassem a atenção das mulheres presentes.

De acordo com o site “Emirates 24/7″, os três árabes foram retirados do festival por agentes da polícia religiosa e deportados com urgência para Abu Dhabi, o seu local de origem.

A Comissão para a Promoção da Virtude e da Prevenção ao Vício disse que investigará o caso.

Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

Alguns dos integrantes do grupo. (Foto: Facebook)

Alguns dos integrantes do grupo. (Foto: Facebook)

Julián Gonnella, no EFE [via UOL]

Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

“Pedi uma explicação, mas pelo meu orgulho tratei de ir embora rápido. Fui para a casa dos meus pais, e o outro dia foi muito difícil porque eu estava acostumado a compartilhar com minha mulher as atividades cotidianas, esse pequeno mundo tão gigante para o casal”, acrescenta.

No meio dessa angústia, o produtor artístico compôs uma canção e a postou no YouTube para que pudesse ser escutada por outros homens que também estivessem passando por uma desilusão amorosa.

Lázaro conta que a música teve grande repercussão nas redes sociais e que começou a receber vários contatos de pessoas que queriam saber “se se tratava de um clube de abandonados”, o que o encorajou a transformá-lo em uma realidade.

“A princípio, tive de suportar as gozações, mas eu tinha certeza do que fazia. Queria estender um laço entre os homens que estava passando por isso para evitar situações de violência contra essa mulher que não quer mais você. Para que o homem possa aceitar o abandono e ajudá-lo a reconstruir sua vida”.

O fundador sustenta que a página do clube no Facebook não é um lugar para expressar posturas machistas e que se algum integrante se manifestar de forma “violenta”, ele tenta convencê-lo a não insultar a mulher; se a atitude perdurar, o sujeito é bloqueado.

“O que apregoo é que a mulher continue sendo uma inspiração para a vida e não um objeto”, destaca.

A cada duas semanas essa comunidade promove reuniões itinerantes em diversos pontos da Argentina, mas Lázaro nega que o clube use técnicas dos grupos de autoajuda e destaca que ele também não é “um terapeuta que diz aos homens o que eles têm de fazer”.

“Não somos como os Alcoólicos Anônimos, que abrem uma roda, contam suas experiências e começam a chorar enquanto os outros integrantes os ouvem. Evito isso porque é muito cruel. Nos juntamos para fazermos coisas como assistir a um jogo de futebol. Podem parecer insignificantes, mas são muito importantes para o momento que essa pessoa está atravessando”, indica.

Lázaro se mostra orgulhoso de o clube ter ajudado muitos homens a compartilharem o seu abandono com outros, o que, segundo sua opinião, significa o rompimento de um “estereótipo machista”, já que habitualmente os homens tendem a ocultar a sua desilusão por medo ou vergonha.

“Admiro esses casais que podem ficar juntos por 40 anos, como meus avôs ou meus pais, mas estamos em uma época muito mais individualista, e isso faz com que os casais durem pouco e que não trabalhem para superar as crises. Mas também acredito que é possível encontrar uma parceira para toda a vida e busco isso”, conclui.

Roberto Lázaro, fundador do clube. (Foto: Facebook)

Roberto Lázaro, fundador do clube. (Foto: Facebook)

fotos: Yahoo!

Brennan Manning: O que o mundo anseia encontrar na fé cristã

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Brennan Manning, em Convite à solitude

“O que o mundo anseia encontrar na fé cristã é o testemunho de homens e mulheres audazes o bastante para ser diferentes, humildes o bastante para cometer erros, selvagens o bastante para ser queimados no fogo do amor, verdadeiros o bastante para perceberem como eles são irreais.”

O escritor e pensador faleceu ontem aos 78 anos. Leia mais aqui.

Cachorro mordido por pastor tem medo de pastor

5656Publicado por Walter McAlister Jr.

O ditado original que deu origem ao título deste post é “cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça.” Mas me dei o direito de adaptar o adágio popular para falar de uma tragédia. Inúmeras pessoas fizeram contato comigo nos últimos tempos para contar histórias trágicas de abuso pastoral, traduzidas em atitudes que levaram o membro a sair da sua igreja. Não são poucos os casos de irmãos e irmãs que perderam a confiança no ministério pastoral por completo. Houve, inclusive, pessoas que me contaram como persistiram, indo, vez após vez, de uma igreja a outra. Até chegar à conclusão de que não há como confiar em um pastor.

Muitos se reportam a uma frase que já citei, do falecido Rev. David DuPlessis: “O Senhor é o meu pastor, mas nenhum pastor é o meu senhor”. De fato, o pastorado não intitula quem quer que seja a mandar sobre a vida dos outros. O tão citado “ungido do Senhor” não é uma pessoa inquestionável. Ele é chamado para servir. Ele é escolhido pelo Todo-poderoso para participar dos seus sofrimentos e ser um fiel despenseiro da multiforme graça de Deus. Mas as histórias se acumulam e, por isso, hoje o clero está desacreditado. Assim como há mulheres que afirmam que nenhum homem presta, também já se estabeleceu no imaginário coletivo que não há pastor que preste.

Só que, assim como linguiça parece cobra mas não é, há pastores que se parecem com outros, mas não são falsos, aproveitadores, arrogantes, interesseiros, déspotas, ditadores, preguiçosos ou gananciosos. Há muitos bons pastores que eu conheço pessoalmente. São homens chamados por Deus e cujas vidas são consagradas. São homens bons. Sim, existem homens bons no ministério. Alguns são mais cultos do que outros. Uns são mais preparados do que outros. Alguns são muito simples. Alguns não receberam um discipulado adequado. Mas estão buscando fazer o bem e cuidar do rebanho de Deus.

Lamento que o “pastor imprestável” tenha se tornado tão clichê. Essa figura se alojou na imaginação coletiva de uma maneira tão forte que é difícil falar de igreja sem que alguém levante logo um senão sobre esses imprestáveis.

Não é uma boa época para pastores, muito menos para bispos. Muitos acham que um título é, no mínimo, uma honraria que denuncia a vaidade de quem a invoca. Ledo engano. Para um servo de Deus, esses títulos apenas revelam o tamanho do nosso fardo e da nossa responsabilidade. O bom pastor sofre, ora, busca nas Escrituras o bom alimento para o rebanho, lidera, disciplina e, em alguns raros casos, precisa até ser firme com uns e outros que estão na igreja sabe-se lá por quê.

Não é uma vida fácil para os que a levam a sério. Se você tem um bom pastor, levante as mãos e dê graças a Deus. Ore por ele. Seja um bom discípulo. Se você ainda não achou um, saiba que existem.

dica do Jayme Mece

A resposta à esperança dos homens

Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Laion Monteiro

“Quanto ao sentido que podiam ter esse exílio e esse desejo de reunião, Rieux nada sabia. Caminhando sempre, comprimido de todos os lados, interpelado, chegava, pouco a pouco, às ruas menos apinhadas e pensava que não era importante que essas coisas tenham um sentido ou não, mas que é preciso ver apenas a resposta dada à esperança dos homens.

Ele sabia agora qual era essa resposta e compreendia-a melhor nas primeiras ruas dos subúrbios, quase desertas. Aqueles que, cientes do pouco que eram, tinham apenas desejado voltar à casa do seu amor eram por vezes recompensados. Decerto, alguns deles continuavam a caminhar na cidade, solitários, privados do ser que esperavam. Felizes ainda dos que não tinham sido duas vezes separados, como alguns que, antes da epidemia, não tinham podido construir, à primeira tentativa, o seu amor e tinham cegamente buscado, durante anos, o difícil acordo que acaba por colar um ao outro amantes inimigos. Esses tinham tido, como o próprio Rieux, a leviandade de contar com o tempo: estavam separados para sempre. Mas outros, como Rambert, que o doutor deixara nessa mesma manhã, dizendo-lhe: “Coragem, é agora que é preciso ter razão”, haviam reencontrado, sem hesitar, o ausente que tinham julgado perdido. Durante algum tempo, pelo menos, seriam felizes.

Sabiam agora que, se há qualquer coisa que se pode desejar sempre e obter algumas vezes, essa qualquer coisa é a ternura humana.

Para todos aqueles, pelo contrário, que se tinham dirigido por cima do homem a qualquer coisa que nem sequer imaginavam, não houvera resposta. Tarrou tinha parecido alcançar essa paz difícil de que falara, mas só a tinha encontrado na morte, na hora em que não podia servir-lhe para nada. Se outros, pelo contrário, que Rieux avistava nas soleiras das casas, enlaçados com todas as suas forças e olhando-se com enlevo, tinham obtido o que queriam, é porque tinham pedido a única coisa que dependia deles. E Rieux, no momento de entrar na rua de Grand e de Cottard, pensava que era justo que, vez por outra, pelo menos, a alegria viesse recompensar os que se contentam com o homem e o seu pobre e terrível amor.”

Albert Camus em A Peste