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Homens sem grana preferem mulheres com peitos grandes

Carol Castro, no Ciência Maluca

Só os homens sem grana, né? Tá bom.

Alguns cientistas acreditam que, em tempos de escassez, os homens recuperam alguns instintos primitivos e preferem a abundância – vai que a fonte seca. E é por isso que eles preferem as mulheres mais fartas, com peitões, quando enfrentam uma crise financeira.

Para comprovar esta ideia, pesquisadores ingleses convidaram 266 homens, de ricaços a classes média e baixa, da Malásia para analisarem as imagens de mulheres de biquíni. A missão dos participantes era eleger as mais bonitas. Todas tinham o mesmo rosto, a única diferença era otamanho dos seios. A imagem era essa aqui:

E quanto mais pobre, maior era o gosto por seios fartos. Os ricos geralmente gostavam mais das mulheres com peitos menores.

Eles repetiram o teste na Inglaterra, mas com 66 homens famintos e outros 58 voluntários bem alimentados. O resultado foi o mesmo: homens com fome preferem mulheres com seios maiores, enquanto os saciados gostam mais das magrelinhas.

Faz sentido isso?

Um terço das mulheres prefere alisador de cabelos a um homem

Publicado originalmente no Terra

De acordo com as mulheres, os alisadores são mais confiáveis que os homens (Foto: Getty Images)

De acordo com as mulheres, os alisadores são mais confiáveis que os homens (Foto: Getty Images)

Há quem acredite que elas vivem sonhando com o futuro namorado, mas uma pesquisa mostra que, se pudessem escolher, quase um terço das mulheres preferiria ter um novo alisador de cabelos a um homem. As informações são do Female First.

A pesquisa realizada pelo site Fabriah pediu para 1 mil mulheres escolherem em uma lista com 10 itens o que estariam dispostas a perder em troca de um alisador. Dessas, 31% respondeu que abririam mão dos homens para manter os cabelos perfeitos. De acordo com elas, as “chapinhas” são mais confiáveis do que um novo homen.

“Posso confiar que meu alisador sempre vai estar lá quando eu precisar, ele nunca me decepcionou, mas o mesmo não pode ser dito sobre os homens”, disse uma das entrevistadas.

A segunda opção mais votada para abrir mão foi “um fim de semana romântico com seu parceiro”, com 15% dos votos, seguido de aparelhos tecnológicos, como iPad ou Iphone. Em quarto, empatados, bolsas e sapatos de grifes renomadas. “Se meu cabelo estiver bonito, eu me sinto bem. Luxos como gadgets ou bolsas e sapatoas  são legais, mas me sentir bonita é mais importante”, justificou outra participante.

Em sexto lugar, uma noite fora com as amigas foi escolhida por 7% das entrevistadas, seguido de 6% de perfumes de grifes, 5% para maquiagem e 3% para tratamentos de beleza. Por fim, apenas 2% das mulheres abririam mão de uma viagem para ter os cabelos bonitos.

“Eu nunca fui capaz de encontrar um cara decente, por isso trocaria qualquer um que eu já namorei nos últimos 12 meses por um alisador”, afirmou uma entrevistada de 20 anos.

Fotógrafo retrata homens santos de diferentes religiões

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Jaque Barbosa, no Hypeness

Em todas as religiões, há casos de pessoas que decidem dedicar as suas vidas à busca da espiritualidade. Na Índia, por exemplo, os homens que entregam suas vidas em busca de uma iluminação são chamados de Sadhus, ou homens santos, e são respeitados pela socidade há milhares de anos.

O fotógrafo Joey  Lawrence passou anos indo para Índia e para a Etiópia, e desenvolveu a série Holy Men, na qual ele retrata os homens santos desses lugares que estão na busca de uma libertação espiritual.

Durante o trabalho, uma equipe acompanhou o fotógrafo nessa saga e assim nasceu o documentário Beyond, que registra a busca de Joey no desenvolvimento de sua série.

Veja mais fotos no site do fotógrafo

dica do Weuller Rogerio P. Faria

O fumo e a sobrevivência

foto: Brasil Acadêmico

foto: Brasil Acadêmico

Drauzio Varella, na Folha de S.Paulo

Para quem gosta de morrer mais cedo, o cigarro é arma de eficácia incomparável. Ele reduz de tal forma a duração da vida que nenhuma medida isolada de saúde pública tem tanto impacto na redução da mortalidade quanto parar de fumar.

Acaba de ser publicado o levantamento mais completo sobre os índices de mortalidade em fumantes e ex-fumantes. Os dados foram colhidos entre 113.752 mulheres e 88.496 homens, de 25 a 79 anos de idade, acompanhados durante 7 anos.

Em média, os fumantes consumiam mais álcool, tinham nível educacional mais baixo e índice de massa corpórea menor do que o dos ex-fumantes e daqueles que nunca fumaram.

Cerca de 2/3 dos que foram ou ainda são fumantes adquiriram a dependência antes dos 20 anos, dado que explica o esforço criminoso da publicidade dirigida para viciar crianças e adolescentes.

As curvas de mortalidade revelaram que:

1 – Continuar fumando encurta 11 anos na vida de uma mulher e 12 anos na vida do homem.

2 – Comparado com os que nunca fumaram, o risco de morte de um fumante é três vezes maior. Mulheres correm riscos iguais aos dos homens, confirmando o adágio “mulher que fuma como homem, morre como homem”.

3 – Uma pessoa que nunca fumou tem duas vezes mais chance de chegar aos 80 anos. Na mulher de hoje, a probabilidade de sobreviver até essa idade é de 70%, número que cai para 38% nas fumantes. Nos homens esses valores são de 61% e 26%, respectivamente.

4 – A diferença de sobrevida é explicada pela incidência mais alta de câncer, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares obstrutivo-crônicas (como o enfisema) e outras enfermidades provocadas pelo fumo. As causas de morte mais frequentes são câncer de pulmão, infarto do miocárdio e derrame cerebral.

5 – Na faixa de 25 a 79 anos de idade, cerca de 60% de todas as mortes são causadas pelo cigarro.

6 – O risco de desenvolver doenças pulmonares obstrutivo-crônicas nas mulheres que fumam é 22 vezes mais alto; nos homens é 25 vezes maior.

Foi analisado também o impacto de parar de fumar na redução da mortalidade.

1 – Quanto mais cedo alguém deixa de fumar, mais tempo vive.

2 – As curvas de sobrevida dos que se livraram do cigarro entre os 25 e os 34 anos de idade são praticamente idênticas às dos que jamais fumaram. Parar nessa faixa etária faz ganhar pelo menos 10 anos de vida.

3 – As curvas dos que pararam dos 35 aos 44 anos são um pouco mais desfavoráveis. Ainda assim, largar de fumar nessa fase permite viver nove anos mais.

4 – Comparados com os que nunca fumaram, ex-fumantes que pararam ao redor dos 39 anos ainda apresentam mortalidade 20% mais alta. Embora significante, esse número é pequeno em relação ao risco 200% maior que correriam se continuassem fumando.

5 – Parar de fumar dos 45 aos 54 anos reduz 2/3 da mortalidade geral e faz ganhar em média seis anos de vida. Os que o fazem entre 55 e 64 anos vivem em média quatro anos mais.

6 – O câncer de pulmão está associado ao maior risco de morte entre os ex-fumantes.

O fato de nas últimas décadas os fumantes terem aderido em massa aos assim chamados cigarros de baixos teores não alterou em nada a mortalidade.

No caso das doenças pulmonares obstrutivas, que evoluem com falta de ar progressiva, foi até pior: a incidência mais do que duplicou desde a década de 1980.

A explicação se deve às mudanças que a indústria introduziu na produção de cigarros: o uso de variedades de fumo geneticamente selecionadas para reduzir o pH da fumaça, o emprego de papel mais poroso e filtros com mais perfurações, tornaram menos aversivas, mais profundas e prolongadas as inalações, expondo aos efeitos tóxicos grandes extensões do tecido pulmonar.

Como o cigarro perde espaço no mundo industrializado, e em países como o Brasil, as multinacionais têm agido com agressividade nos mercados asiáticos e africanos, valendo-se da falta de instrução das populações mais pobres e da legislação frouxa que permite a publicidade predatória.

Os epidemiologistas estimam que essa estratégia macabra fará o número de mortes causadas pelo cigarro –que foi de 100 milhões no século 20– saltar para 1 bilhão no século atual.

Cheryl Cohen Greene: “Troquei o divã pela cama”

A terapeuta conta como tratou, por meio de relações sexuais, mais de 900 pacientes com disfunções, impotência e traumas

CHERYL COHEN GREENE - Terapeuta sexual. Americana, tem 68 anos. Sua história está no filme As sessões. A atriz Helen Hunt concorreu ao Oscar por sua interpretação de Cheryl (Foto: Polaris/Other Images)

CHERYL COHEN GREENE – Terapeuta sexual.
Americana, tem 68 anos. Sua história está no filme As sessões. A atriz Helen Hunt concorreu ao Oscar por sua interpretação de Cheryl (Foto: Polaris/Other Images)

Nathalia Tavolieri, na Época

“Sexo sempre foi um tabu dentro da minha casa. Estudei em escola de freiras e cresci sentindo culpa e vergonha pelos meus desejos. Depois de perder a virgindade, aos 14 anos, minha concepção mudou. Passei a buscar novas experiências, queria decifrar minha identidade sexual. Aos 19, me casei com um homem mais velho, com quem mantive um relacionamento aberto por dez anos. Ele achava graça na minha inquietude e incentivou que eu trabalhasse como modelo de nudismo e, mais tarde, como voluntária num centro especializado em orientação sexual. Já era mãe de dois filhos pequenos quando uma amiga me apresentou o método da terapia do sexo, criado no começo da década de 1970 pelos sexólogos William Masters e Virginia Johnson. Ajudar os outros a tratar de problemas sexuais por meio do contato físico fazia todo o sentido para mim. Fiz um treinamento em Berkeley, na Califórnia, e em menos de um ano já estava atendendo.

A cada sessão há um ganho gradativo de intimidade. Começo com técnicas de relaxamento e testes de toques para saber quais as partes mais sensíveis do corpo do paciente. Em seguida, vêm as carícias, beijos e masturbação. A penetração costuma acontecer só nas últimas sessões. Durante o sexo, presto atenção a todos os detalhes e anoto cada reação do paciente. Sempre usamos preservativos. As sessões acontecem duas vezes por mês e têm duração de duas horas. Cobro US$ 300 por consulta. Há um limite de sessões, que varia de seis a dez.

Quase todos os pacientes são homens, mas também atendo mulheres e casais. Entre eles, é comum a ejaculação precoce, impotência, vergonha de fantasias pervertidas e traumas sexuais. As mulheres sentem mais dificuldade em chegar ao orgasmo. Muitos pacientes têm a primeira relação sexual comigo. O virgem mais velho que atendi tinha 70 anos.

Numa terapia convencional, o paciente pode não conseguir pôr as orientações em prática, seja por vergonha do parceiro, seja pela falta de um. Conseguimos transpor essas barreiras. O paciente também aprende a conhecer melhor o corpo do outro – no caso, o meu, que serve de modelo para relações futuras. Comigo, ele pode falar abertamente sobre suas fantasias e experimentar as posições que deseja. Não raro, tenho orgasmos.

É comum que eu seja comparada a uma prostituta. Nada contra, mas é diferente. O trabalho dela é como de um restaurante. Você olha o cardápio, escolhe o prato, paga, come, se sacia. Funciono como uma escola de culinária. Apresento os ingredientes, ensino receitas, modos de preparo e técnicas de servir.

O tratamento é feito em parceria com um psicólogo. Enquanto ele trabalha a parte emocional, fico com os exercícios práticos. Ao fim de cada sessão, trocamos figurinhas sobre a evolução do paciente. Tudo o que ocorre durante as sessões é de conhecimento dos três. Esse acompanhamento psicológico ajuda a evitar que pacientes se apaixonem por mim. Mas não é 100% garantido. Estou casada há mais de 30 anos com um ex-paciente. Nosso casamento é monogâmico. Ele e meus filhos sentem orgulho do que faço, pois sabem que ajudo casais a se reestruturar e a ser mais felizes. Hoje, aos 68 anos e com mais de 40 de carreira, posso dizer que já curei mais de 900 pacientes com problemas sexuais.