Investidores preferem empresas de homens bonitos, diz estudo

Empresa de Mariana Penazzo (à esq.) e Bárbara Diniz recebeu R$ 1 milhão em 2013 (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
Empresa de Mariana Penazzo (à esq.) e Bárbara Diniz recebeu R$ 1 milhão em 2013 (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Felipe Maia, na Folha de S.Paulo

Os investidores preferem colocar dinheiro em empresas que são apresentadas por homens, especialmente os bonitos -as mulheres ficam em clara desvantagem. Essa é a conclusão de um estudo publicado neste mês por pesquisadores de instituições como a Universidade Harvard e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Em um dos experimentos, eles analisaram o gênero e a atratividade de empreendedores em 90 apresentações feitas em três competições de start-ups (empresas iniciantes de base tecnológica) nos EUA e sua taxa de sucesso em conseguir aportes. É comum que donos de ideias de negócio participem dessas disputas para conseguir recursos.

A probabilidade de conseguir investimento foi 60% maior entre os homens. E, considerando apenas eles, os “altamente atraentes” tinham 36% mais chances de receber o dinheiro. Os próprios investidores indicaram quem eles consideravam bonito ou feio.

Entre as mulheres, não houve relação entre beleza e êxito em receber aportes.

“Como as empreendedoras levam desvantagem em suas apresentações simplesmente por serem mulheres, elas vão continuar sendo pouco representadas no mercado”, escrevem os pesquisadores, liderados por Alison Wood Brooks, de Harvard.

Mayura Okura, 28, sócia-fundadora da B2Blue, uma plataforma virtual para venda de resíduos, é um contraexemplo dos do estudo. Ela recebeu dez prêmios de empreendedorismo e diz que ser mulher até ajuda -em um ambiente majoritariamente masculino, ela se destaca.

“É como na balada. É mais fácil a mulher conseguir chamar a atenção”, conta Okura, cuja empresa levantou cerca de R$ 1 milhão.

A jovem diz que a relação entre investidor e empreendedor é “quase como um casamento”. “Você não precisa necessariamente ser bonito, mas tem de ter algo que o seduza, que faça com que ele se apaixone pela sua ideia.”

Para Mariana Penazzo, 27, sócia da empresa de aluguel de roupas pela internet Dress & Go, que fez 15 apresentações para investidores, o que vale mesmo é a preparação.

“O investidor quer sentir que você acredita no projeto, que tem um ‘background’ e estudou bastante. Isso vale mais do que uma carinha bonita”, afirma Penazzo.

Do lado dos investidores, a tônica é a de que a beleza não tem grande influência na decisão de apostar em uma start-up. Mas o cuidado com a aparência conta.

“É lógico que estar bem vestido faz diferença”, afirma Gil Giardelli, professor da ESPM e da FIA (Fundação Instituto de Administração). “Boa aparência é estar bem apresentado, cuidar-se. É uma questão de valores da tribo em que você circula”, completa Cassio Spina, da associação de investidores Anjos do Brasil.

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Funcionários de parque de diversão britânico reeditam célebre foto de 1932

Publicado no F5

Ícone da fotografia mundial, o registro de 11 homens almoçando sobre um viga metálica, em 1932, a centenas de metros do chão, ganhou uma reedição.

Intitulada “Lunch atop a Skyscraper” (almoço no topo de um arranha-céu, em tradução livre), a imagem original foi realizada durante a construção do Rockefeller Center, em Nova York.

A foto mostra a cidade sob pés dos trabalhadores, que não usavam nenhum tipo de equipamento de segurança.

A foto de 1932, em Nova York (foto: Reuters)
A foto de 1932, em Nova York (foto: Reuters)

A nova imagem foi realizada no parque de diversão britânico Alton Towers.

Há alguns meses, dez soldadores comemoraram a conclusão da obra da nova montanha russa do estabelecimento, chamada The Smiler, posando no topo dos trilhos.

Diferentemente do registro de 1932, os trabalhadores atuais optaram pela segurança e usaram cintos para se prenderem ao trilho.

A recriação inglesa do parque Alton Towers (Reprodução/Facebook/Alton Towers)
A recriação inglesa do parque Alton Towers (Reprodução/Facebook/Alton Towers)

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Mulheres preferem beijar homens sem barba, diz estudo

Segundo pesquisa, a barba causa irritação na pele (foto: Getty Images)
Segundo pesquisa, a barba causa irritação na pele (foto: Getty Images)

Publicado no Terra

Homens barbudos foram considerados pouco atraentes pela maioria das mulheres, de acordo com pesquisa. A empresa Gilette saiu às ruas para entender o que o público feminino pensa sobre os pelos faciais do parceiro e descobriu que 93% delas preferem homens barbeados.  Os resultados foram apoiados por uma pesquisa nacional que concluiu que 75% do público feminino gostam da aparência, mas se sentem incomodadas quando o parceiro vai beijá-las. As informações são do Female First.

Um estudo recente dos Estados Unidos havia insinuado que a barba por fazer estava prejudicando o beijo. A pesquisa incentivou as mulheres a partilharem os seus sentimentos em relação aos pelos faciais dos parceiros.

Os homens precisam entender que a barba, especialmente a curta, pode incomodar em um momento de carinho: 60% das mulheres disseram que tiveram experiências negativas depois de beijar um homem com barba por fazer, incluindo irritação na pele. Estudos concluíram que um homem barbeado é mais propenso a receber um longo beijo apaixonado.

Embora os homens possam se sentir sexy com a barba por fazer, talvez esta não seja a melhor forma de agradar a parceira quando o assunto é contato físico. De acordo com Rafael Wlodarski, do departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford, “pesquisas anteriores mostram que o beijo é uma parte importante do relacionamento. Em primeiro lugar, ele pode ser usado para avaliar a ‘conveniência’ de um parceiro em potencial e é importante durante as fases iniciais de uma relação. Em segundo lugar, verificou-se que a frequência de beijos entre casais está relacionada com a qualidade de seu relacionamento”.

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Paixão por vodca mata 25% dos homens russos

Russianstandard12Publicado no HypeScience

Um quarto de todos os homens russos morre antes de chegar aos meados dos cinquenta anos. Segundo uma nova pesquisa com mais de 150.000 pessoas, a paixão russa pelo álcool – especialmente vodca – é a principal responsável por esses números.

Atualmente, 25% de todos os homens russos morre antes da idade de 55 anos, em comparação com apenas 7% dos homens britânicos. O álcool e o tabaco são responsáveis pela maior parte desta grande diferença na mortalidade prematura.

Essas estatísticas são baseadas em dois grandes estudos sobre álcool e mortalidade que seguiram os participantes por uma década, do Centro de Pesquisa do Câncer da Rússia, em Moscou, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer da Organização Mundial da Saúde, na França.

Entre os homens russos que participaram da pesquisa, alguns relataram beber três ou mais garrafas de vodca por semana. Sem surpresa, as mortes entre os que bebiam mais foram principalmente devido a intoxicação por álcool, acidentes, violência e suicídio, bem como doenças como câncer de garganta e de fígado, tuberculose, pneumonia, pancreatite e doenças do fígado.

Política, álcool e mortalidade

Os pesquisadores, incluindo David Zaridze do Centro de Pesquisa do Câncer da Rússia, observaram que, enquanto as taxas de mortalidade britânicas têm diminuído de forma constante desde 1980, principalmente porque muitas pessoas lá pararam de fumar, as taxas de mortalidade da Rússia oscilaram bruscamente, muitas vezes em linha com o consumo de álcool.

“Taxas de mortalidade russas têm flutuado descontroladamente nos últimos 30 anos, conforme as restrições de álcool e estabilidade social variavam sob os presidentes Gorbachev, Yeltsin e Putin, e a principal coisa conduzindo essas flutuações era vodca”, disse Richard Peto, da Universidade de Oxford.

Sob as restrições de álcool de Mikhail Gorbachev em 1985, o consumo de álcool caiu cerca de 25%, bem como os índices de morte. Quando o comunismo na Rússia entrou em colapso, o consumo de álcool subiu acentuadamente, assim como as taxas de mortalidade. Mais recentemente, com as reformas políticas do álcool introduzidas em 2006, o consumo de bebidas caiu cerca de um terço, bem como o risco de morte antes dos 55 anos, apesar deste ainda ser substancial.

Mortes reversíveis

Cerca de 8.000 dos participantes morreram durante o período do estudo, e os resultados mostraram que os maiores riscos de morte eram para homens que fumavam e bebiam três ou mais garrafas de meio litro de vodca por semana.

Os pesquisadores estimam que os riscos de morte para homens fumantes entre as idades de 35 a 54 anos eram de 35% para os homens que relataram beber três ou mais garrafas de meio litro de vodca por semana, em comparação com 16% para os homens que relataram consumir menos de meio litro por semana. Os riscos correspondentes de morte em idades de 55 a 74 anos eram 64% e 50%, respectivamente.

“Como alguns que disseram ser bebedores leves mais tarde tornaram-se bebedores pesados, e vice-versa, as diferenças nas taxas de mortalidade que observamos devem substancialmente subestimar os perigos reais de beber pesado persistentemente”, alerta o Dr. Paul Brennan da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer.

Zaridze descreveu a relação entre vodca e mortes como uma “crise de saúde” para a Rússia, mas ressaltou que essa crise poderia ser revertida se as pessoas passassem a beber mais moderadamente. “O declínio significativo nas taxas de mortalidade na Rússia após a introdução de controles para o álcool, em 2006, demonstra essa reversibilidade”, disse.

Especialistas ressaltam que, uma vez que a expectativa média de vida para os homens na Rússia ainda é de apenas 64 anos, número que deixa o país entre os 50 com menores expectativas no mundo, são urgentemente necessárias políticas mais eficazes contra o álcool e o tabaco.

O Brasil também tem seus problemas

Os números russos são chocantes, mas a realidade é que o Brasil também tem problemas no que diz respeito à álcool e mortalidade. De acordo com estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o álcool é a causa de aproximadamente 80 mil mortes por ano no continente americano, e o Brasil é o quinto país com maior número de óbitos ligados ao consumo de bebidas.

A pesquisa crê que o uso da substância provocou uma média anual de 79.456 mortes que poderiam ter sido evitadas se não houvesse consumo de álcool. As taxas de mortalidade por consumo de álcool mais altas foram as de El Salvador (uma média de 27,4 em 100 mil mortes por ano), Guatemala (22,3) e Nicarágua (21,3), México (17,8) e Brasil (12,2 para 100 mil mortes por ano). [Reuters, MedicalXpress, G1]

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Estudo comprova que homens são mais esquecidos do que as mulheres

Estudo ainda não sabe motivo, mas homens de 30 a 60 anos são mais esquecidos do que as mulheres em geral Foto: Getty Images
Estudo ainda não sabe motivo, mas homens de 30 a 60 anos são mais esquecidos do que as mulheres em geral Foto: Getty Images

Publicado no Terra

Se o seu marido é distraído, esquece o seu aniversário ou o nome do seu novo vizinho, não se preocupe, pois ele não é o único homem a fazer isso. Uma nova pesquisa mostrou que não importa se eles têm 20 ou 60 anos, são sempre mais esquecidos do que as mulheres. As informações são do Daily Mail.

“Foi surpreendente ver que os homens esquecem mais do que as mulheres”, disse o professor Jostein Holmen, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU). “Isso nunca foi documentado antes”, acrescentou. O estudo, chamado HUNT3, é um dos maiores de saúde já realizados, com análise de mais de 48 mil pessoas. Os participantes foram questionados com que frequência eles tiveram problemas para se lembrar de coisas, se tiveram problemas com nomes e datas e se conseguiam lembrar o que fizeram há um ano, com detalhes de conversas. Foram nove perguntas no total e os homens apresentaram problemas para responder oito delas.

“Temos especulado muito sobre por que os homens relatam problemas de memória com mais frequência do que as mulheres, mas não fomos capazes de encontrar uma explicação. É um mistério”, comentou o professor. Os pesquisadores descobriram que, enquanto as mulheres têm memória muito melhor que os homens, eles lutam para se lembrar de nomes e datas.

A pesquisa descobriu que as pessoas com nível educacional mais alto esquecem menos do que as com educação mais simples. Depressivos e ansiosos também têm mais problemas de memória. Após os 60 anos, se lembrar das coisas fica mais difícil tanto para homens como para mulheres.

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