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“Gays são nojentos. A maioria deles tem AIDS”, diz Paris Hilton

publicado no A Capa

Bafão envolvendo Paris Hilton. De acordo com o site TMZ, um taxista gravou uma conversa que Paris teve com um amigo ao telefone enquanto andava no seu táxi em Nova York.

Durante o papo, Paris disse: “Os gays são as pessoas mais taradas do mundo… eles são nojentos. A maioria deles tem AIDS. Eu teria medo se fosse gay… você iria gostar de morrer de AIDS?!”.

Após a gravação cair na mídia e, obviamente, gerar muita confusão, os empresários da patricinha emitiram uma nota para justificar o que Paris disse.

“Os comentários de Paris Hilton foram para expressar que é perigoso para qualquer um fazer sexo sem proteção. A conversa começou depois que um amigo gay bem próximo de Paris contou para ela num táxi uma história sobre um gay que tinha AIDS e continuava a fazer sexo sem proteção. Eles também discutiram sobre um site que incentiva os gays a fazerem sexo casual , sem se protegerem, com estranhos. Seus comentários foram com relação a essas pessoas, que se promovem no site. O taxista que gravou a conversa, forneceu apenas uma parte dela. Não foi sua intenção fazer qualquer comentário depreciativo sobre todos os gays. Paris Hilton é uma grande apoiadora da comunidade gay e nunca faria qualquer declaração negativa sobre a orientação sexual de alguém”.

Mas que ela generalizou no comentário, generalizou!

Após Joelma ser acusada de homofobia, fã gay defende cantora: “Ela não é preconceituosa”

Joelma no vídeo em que "tenta converter" um fã gay (Reprodução/ Youtube
Joelma no vídeo em que “tenta converter” um fã gay

Neto Lucon, no Virgula

Joelma, da banda Calypso, foi acusada de homofobia nesta semana após um vídeo da cantora conversando com um fã gay cair na rede. Nele, a artista dizia para Michel Mendes se converter, “virar homem, casar, ter filhos e dar alegria aos pais”.

Após as declarações caírem nas redes sociais – e de a cantora, que é evangélica, ser considerada homofóbica – o fã Michel publicou um novo vídeo nesta quinta-feira (2) no Youtube para defender a sua musa. Segundo ele, Joelma não é preconceituosa e tudo foi uma grande brincadeira.

“A Joelma não é essa pessoa que todos estão pensando. Ela não é anda preconceituosa, nada homofóbica. Ela trata a gente superbem. Essa história foi uma brincadeira que eu comecei e ela fez comigo. Foi tudo uma brincadeira”, declara o jovem.

Em seu Twitter, na noite de quinta-feira (2), a cantora assumiu que era ela nas imagens, mas garantiu que não é preconceituosa. “Foi em Belém. Um dos ‘abusados’ do Calypso estava brincando comigo, falando das intimidades deles para mim. Fique vermelha e brinquei. Se eu fosse preconceituosa, meu melhor amigo não seria gay”.

A assessoria da artista afirmou que a religião não atrapalha em nada no contato com os fãs e que a maior parte dos admiradores da banda Calypso é formada por homossexuais. “Cerca de 90% dos fãs da Calypso são homossexuais e eles estão completamente ao lado dela, porque conhecem ela. Muitos deles sabem da relação dela com a religião e brincam dessa forma para deixá-la constrangida, vermelha e ela brinca assim para reverter a situação, mas não que ela queira converter alguém, é uma troca de brincadeiras”.

O fã concorda: “Tudo não passa de um mal entendido”.

Sodoma&Gomorra é aqui: Onde a homofobia mata mais que DST

Sodoma&Gomorra é aqui: Onde a homofobia mata mais que DST

Fernando Maciel Santos, no Ide por toda web

Penso em tudo isto todo os dias, e, me pergunto “Aonde esta o amor?!”.

Estou cansado desta hipocrisia, dizemos que amamos os homossexuais, porém, respeitamos o seu problema e vamos ajudar…problema??? Mas que problema??? Acho engraçado como conseguimos dizer que homossexuais são perturbados por demônios e necessitam de libertação e quanto aos demais problemas, mentiras, fofocas, egoísmo, falta de perdão, dizemos que a pessoa precisa de terapia.

Estou cansado desta igreja que prega um evangelho contrário ao amor de Cristo, que ao invés de amar o próximo, condenamos e julgamos, estou cansado de igreja para brancos, negros, homossexuais, heterossexuais, com o argumento de que, se reúnem por não encontrar espaço, quando ninguém tem espaço quando TODOS dividem e convivem no mesmo. Deus nunca disse que estaria aonde dois ou mais heterossexuais estariam, mas, aonde dois ou mais estivessem.

Sodoma e Gomorra é aqui, é, aonde a homofobia mata mais do que as doenças sexualmente transmissíveis, a saber que assim como os assassinados os que cometem suicídio também são vítimas da homofobia, e, sim Sodoma e Gomorra é aqui, pois, não temos hospitalidade e não oferecemos amor aqueles que são diferentes em questões comportamentais, excluímos assim como se faziam com leprosos os homossexuais.

Estou cansado deste teologia do marca texto, das quais chamamos de liberalismo, teologia gay, quando na realidade sublinhamos e marcamos apenas aquilo o que convém, e, mais engraçado, o que convém é sempre para condenar e julgar os que são diferentes daquilo que “achamos” correto para o inferno.

E sim, Sodoma e Gomorra é aqui, pois, se perguntarmos a qualquer um crente ou não, qual foi o pecado de Sodoma a resposta será, Homossexualismo, quando na realidade o texto diz outra coisa:

“Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: Ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados” (Ezequiel 16:49).

Entendo agora que Sodoma e Gomorra é exatamente aqui…aqui nesta igreja intolerante e preconceituosa, que prega como ovelha que ama os homossexuais, mas, na pratica lhes oferecem o tratamento de um lobo…Sodoma e Gomorra é aqui, aonde um pai e uma mãe dizem com todas as letras que preferem ter uma filha prostituta do que um filho homossexual…Sodoma e Gomorra é aqui, aonde pessoas não tem o direito de ser feliz e amar a quem quiser, porque “NÓS” nos achamos no direito de dizer quem ela deve amar e se não assim fizer “deus” condenará para o inferno toda eternidade.

Se Deus não faz acepção de pessoas, quem somos para assim fazer, graças a Deus que Ele é Amor!!!

Apenas um desabafo de alguém que espera um testemunho de um ex-Homofóbico ser aceito dentro de uma igreja.

PS:. Este documentário tem 99min, porém, cada minuto dele é precioso, espero que vc assista e peça a sabedoria e o discernimento do Espírito Santo.

Em busca de respeito: mesmo com expressiva presença no Estado, religiões de origem africana vivem sob preconceito

Natasha Pitts, no Adital Jovem

Em 25 de março de 1884, a cidade de Redenção, no estado do Ceará (Nordeste do Brasil), saiu na frente de todas as outras e, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, aboliu a escravidão. Apesar disso, 128 anos ainda não foram suficientes para acabar com todo preconceito que circunda a cultura da população afrobrasileira. O tratamento dado às religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, é uma prova do quanto ainda é preciso evoluir para se superar o convencionalismo e a discriminação.

O preconceito histórico com as religiões de matriz africana anda de mãos dadas com o preconceito racial que persiste até hoje. O professor Henrique Cunha Júnior, do Núcleo de Africanidades (Nace) da Universidade Federal do Ceará (UFC) explica que o racismo relacionado a estas religiões é chamado de racismo antinegro.

“O racismo não é algo que passa simplesmente pelo preconceito, é uma forma de intolerância que prejudica a imagem, prejudica a vida, e que impede a realização de uma série de coisas”, assinala.

“Existe no imaginário popular um arquivo morto dessas religiões, consequência de uma política pública do Brasil no início da República, quando se tentou estigmatizar todas as ações culturais da população negra. Tentou-se desafricanizar o Brasil, houve uma condenação das religiões de matriz africana e isso ficou até hoje. Na República Velha, os seguidores das religiões [de matriz afro] eram presos e internados em manicômios, pois eram tidos como dementes. E isso acontecia em todos os Estados da Federação”, explica.

Este tipo de situação não foi registrado apenas no Brasil. A história conta que as religiões de matriz afro começaram a ser demonizadas, deturpadas e criticadas a partir da chegada de missionários europeus ao continente africano, que ao tomarem conhecimento do culto aos orixás – e não aos santos-; das danças e batidas dos tambores passaram a propagar que os negros adoravam o demônio.

Outra explicação complementar também seria a de que missionários se depararam com uma escultura do orixá “Exu” – montículo de terra com um pênis de barro e um par de cifres – e logo associaram ao demônio conhecido nas religiões cristãs, mesmo esta sendo uma figura inexistente para as religiões de terreiro.

A historiadora Silvia Maria Vieira explica. “O preconceito à cultura afrodescendente (as religiões de matriz africana estão nesse hall) se construiu a partir da ideia de que tudo que estava fora do padrão eurodescendente não se configurava como algo importante, científico e valorizável. As religiões ocidentais têm como fundamento o dualismo, a ideia de que o bem deve vencer o mal. Dentro das religiões de matriz africana o bem e o mal devem estar em equilíbrio, afinal todos temos o bem e mal dentro de nós. Por que um deve ser anulado em função do outro?”, questiona.

A partir da falsa afirmação de culto ao demônio, toma-se como verdade a ideia de que as religiões de matriz africana são usadas exclusivamente para se praticar o mal. Esse pensamento segue no imaginário popular até hoje e por este motivo, entre outros, ‘macumbeiro’ se tornou um xingamento.

Em Fortaleza, capital cearense, a situação não é muito diferente. O Candomblé chegou aqui por volta da década de 1950 e ganhou notoriedade com a apresentação do espetáculo “Uma noite na Bahia”, estrelado no Teatro José de Alencar em 7 de fevereiro de 1955, pelo capoeirista Mestre Bimba e seus alunos.

Depois deste contato com a cultura africana o Candomblé começou a se popularizar na cidade, mas como era de se imaginar, seu exercício na “Terra da Luz” foi cercado de discriminação. Para que as primeiras casas começassem a funcionar foi preciso ajuda de pais, mães e filhos de Santo do Estado da Bahia, onde a religião era praticada e conhecida há mais tempo.

Ainda hoje, mesmo com a presença de 5 mil terreiros em Fortaleza e região metropolitana e uma média de 14 mil no estado cearense – segundo dados da União Espírita Cearense de Umbanda – a população do Estado tem dificuldades em aceitar as religiões de matriz africana, a presença de pais e mães de Santo com suas vestimentas características e o batuque dos tambores nos terreiros.

O pesquisador de folguedos populares e da cultura Afro-brasileira no Ceará, iniciado no Candomblé e presidente da Associação Afro Brasileira de Cultura ALÀGBA, Leno Farias, testemunha que por conta da discriminação com as religiões de matriz africana não é difícil a polícia entrar em terreiros para apreender os instrumentos justificando estar cumprindo a Lei do Silêncio. Continue lendo