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Final de “Salve Jorge” transforma vilã em evangélica e atinge 45 pontos no Ibope

Reprodução/TV Globo

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James Cimino, no UOL

O grande destaque do último capítulo de “Salve Jorge” foi o final da vilã Wanda (Totia Meirelles), que terminou na prisão e convertida. “Eu aceitei Jesus”, disse a ex-traficante à comparsa Lívia (Claudia Raia), que, também presa, articulou para voltar à carreira de crimes com um figurão que aparece para visitá-la. “Eu preciso de um conde italiano. Cada um se defende como pode”, disse a personagem.

A cena foi guardada em segredo. Em entrevista dada ao UOL, a atriz Totia Meirelles havia dito que o final da vilã só era de conhecimento seu e de Claudia Raia, com quem contracenou. “Nem a continuísta sabia”, disse.

Transformar Wanda em evangélica pode ter sido uma resposta dada pela autora à campanha de boicote que sua novela recebeu no início, em que evangélicos afirmavam que a novela falaria da adoração a Ogum, além de fazer apologia à homossexualidade.

Na época, a Globo respondeu ao site Vírgula que “a novela não fala de São Jorge, fala do mito do guerreiro, figura existente em qualquer cultura, religiosa ou não. A única coisa que aparece de São Jorge é o fato de ele ser o padroeiro da cavalaria. É por isso que o personagem de Rodrigo Lombardi é devoto dele, pois pede proteção a cada ação. Com o decorrer da novela no ar isso ficará evidente para todos os grupos”.?

Sobre a acusação de apologia à homossexualidade, especialmente pela participação da atriz Thammy Miranda, homossexual assumida, a emissora também disse que não havia qualquer referência a isso na trama, como de fato não houve.

No entanto, coincidência ou não, outra personagem que teve seu momento alto no fim da história foi a policial Jô, interpretada por Thammy. Ela seduziu Russo (Adriano Garib) e o algemou a uma cama, supostamente para fazer um strip tease. Quando a boate foi invadida pela polícia, Jô convoca todas as traficadas a irem ao quarto e darem uma surra no bandido. A personagem, no entanto, em nenhum momento fez qualquer referência a sua sexualidade.

Em outros desfechos, Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi), como era previsto, terminaram juntos, após o mocinho resgatar a filha dos dois em um caverna na Capadócia.

Berna (Zezé Polessa) e Mustafá (Antonio Calloni) terminaram separados, mas prometeram continuar sendo a família de Aisha (Dani Moreno).

Dentre os finais felizes, Helô (Giovanna Antonelli) e Stênio (Alexandre Nero) resolveram se casar pela segunda vez; Érica (Flávia Alessandra) ficou com Haroldo (Otaviano costa); Lucimar (Dira Paes) ficou com Thompson (Odilon Wagner) e até os irritantes Celso (Caco Ciocler) e Amanda (Lisandra Solto) acabaram se unindo.

Apesar dos inúmeros furos de roteiro, o capítulo final alcançou 45 pontos no Ibope. Os dados ainda são prévios e cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo. Sua antecessora, “Avenida Brasil”, atingiu média de 50,9 pontos em seu final. O recorde de “Salve Jorge” até então foi no dia 6 de maio, quando Morena deu uma surra em Lívia: os mesmos 45 pontos.

Joelma compara gays a drogados e diz ser contra casamento homossexual

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Bruno Astuto, na Época

Misture uma voz potente a um bate-cabelo inconfundível: isso é Joelma, o furacão louro por trás da banda Calypso, formada há 14 anos com o marido, o guitarrista Chimbinha. Em 2013, os planos estão a toda: eles preparam um CD em espanhol, outro de música gospel, um DVD acústico e o longa ‘Isso é Calypso — o Filme’, com gravações em maio, no Pará e no Rio de Janeiro.

De segunda a quarta, ela diz que reserva os dias para malhar e rezar. Há quatro anos, converteu-se à religião evangélica, depois que sofreu uma estafa. “Maltratei meu organismo porque trabalhava todos os dias da semana e tive um piripaque, uma alergia crônica que quase me sufocou. Deus salvou minha vida”.

Ela afirma que as roupas e atitudes sexy não destoam da fé. “Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.

“Não sou uma mulher sexy e morro de rir desse título. Sou um moleque. Não consigo ser daquela maneira fora do palco. Usava bermudão para dormir, mas agora comprei uns pijaminhas”, conta. Casada com Chimbinha há 16 anos, Joelma conta que o a chama não se apagou: “O rala e rola melhorou bastante com o tempo. Quero ter um filho aos 45 anos. É uma promessa de Deus para mim”. Chimbinha também é evangélico? “É, mas não tão maluco quanto eu”.

Joelma aprovou a escolha de atriz Deborah Secco para interpretá-la no cinema. “Ela veio aqui em casa e trocamos figurinha. Ela terá que ter uma reserva de energia muito grande porque as coreografias pedem. Mas a Deborah já fez balé e sabe dançar. Quando cantou com Chimbinha, mostrou que é afinada”. Sobre o filme, conta que sua única exigência foi que a produção usasse nos personagens o sotaque do Pará. “Nada na minha vida eu fiz para ganhar dinheiro. Quero que Deborah passe a verdade e nada que vise o lado mais comercial”.

dica do Leandro Pontes

Facebook revela até o que não é compartilhado

Um estudo da Universidade de Cambridge revelou a quantidade cada vez maior de informações pessoais que podem ser reunidas por programas de computador que rastreiam como as pessoas usam o Facebook. 

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Publicado originalmente no Observatório da Imprensa

Você sabe quem tem acesso a suas informações no Facebook? Um estudo da Universidade de Cambridge revelou a quantidade cada vez maior de informações pessoais que podem ser reunidas por programas de computador que rastreiam como as pessoas usam o Facebook. Tais programas podem mostrar, a partir de dados privados não divulgados e de opções de “curtir”, informações como a orientação sexual, uso de drogas e até mesmo se os pais separaram-se quando o usuário era criança.

Trata-se de um dos maiores estudos do tipo – contou com a participação de cientistas da equipe de psicometria e de um centro de pesquisa financiado pela Microsoft. Os profissionais analisaram dados de 58 mil usuários da rede social para prever traços e outras informações que não eram fornecidas por seus perfis.

Os algoritmos foram 88% precisos ao prever orientação sexual masculina, 95% para raça e 80% para religião e inclinações políticas. Tipos de personalidade e estabilidade emocional também foram diagnosticados com precisão de 62% a 75%.

O Facebook não quis comentar o estudo, que reforça preocupações crescentes sobre privacidade nas redes sociais, mesmo quando as pessoas ajustam as configurações de privacidade de seus perfis para restringir o compartilhamento de informações. Pelo menos 5% dos usuários que o estudo apontou como gays, por exemplo, não estavam conectados a nenhum grupo explicitamente homossexual.

Para Michal Kosinksi, um dos autores da pesquisa, as técnicas da universidade podem ser facilmente replicadas por empresas para mostrar determinados atributos que um usuário não gostaria de compartilhar, como inclinações políticas ou orientação sexual. “Usamos métodos genéricos e simples. Empresas de marketing e de internet podem gastar muito mais tempo e recursos e ter mais precisão do que nós”, afirmou.

Kosinski afirma, no entanto, que o estudo não teve o objetivo de desencorajar o compartilhamento de informações. “Eu não desencorajaria as pessoas a se abster da tecnologia – o leite já está derramado e já há muita informação por aí. Eu sugiro que sejam aumentados os níveis de privacidade e a pressão dos consumidores ao usar os serviços que oferecem maior privacidade”.

O lucro da privacidade

Recentemente, a União Europeia concordou em derrubar propostas para uma avaliação radical da regulação de privacidade. A atitude revela a relutância de governos em constranger empresas de internet que poderiam estimular o crescimento econômico e é um reflexo do lobby feroz de companhias como Facebook e Google.

A pesquisa de dados pessoais na internet vêm se tornando um grande negócio. A Wonga, que concede empréstimos online no Reino Unido, realiza análises de crédito em segundos com base em milhares de dados, incluindo perfis de Facebook. Já a cadeia de supermercados Tesco começou a usar seu histórico de consumidores para vender anúncios online direcionados.

Fernanda Montenegro beija atriz na boca em protesto contra Feliciano

As duas mostraram que não apoiam o deputado no cargo.

Cristiana Granato/Divulgação

Cristiana Granato/Divulgação

Publicado originalmente na Folha de S. Paulo

A atriz Fernanda Montenegro, 83, deu um beijo na boca da atriz Camila Amado, 77, em protesto contra a permanência do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no comando da da comissão de Direitos Humanos da Câmara.

As duas mostraram que não apoiam o deputado no cargo durante a 7ª edição do Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio), que aconteceu nessa segunda-feira (25).

No entanto, apesar das manifestações contrárias a sua permanência na Casa, Feliciano reafirmou, nesta quarta-feira (27), que não pretende deixar o posto. Ele também negou que esteja em meio a uma crise.

O deputado foi eleito neste mês para o comando da comissão e tem sido criticado por opiniões consideradas homofóbicas e racistas. Feliciano nega, mas confirma que tem posições comuns a evangélicos, como ser contra a união homossexual.

Anistia Internacional diz que escolha de Feliciano é ‘inaceitável’

Protesto "Fora Feliciano!" contra a permanência do deputado Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos na avenida Paulista, região central de São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)

Protesto “Fora Feliciano!” contra a permanência do deputado Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos na avenida Paulista, região central de São Paulo (foto: Joel Silva/Folhapress)

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

Em nota divulgada ontem (24), a Anistia Internacional afirma que a escolha do deputado Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara é “inaceitável”, por suas “posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres”.

Feliciano, eleito no início do mês para o cargo, é acusado por movimentos sociais de ser homofóbico e racista. Eles pedem a renúncia do parlamentar do comando da comissão. Feliciano nega as acusações e diz que apenas defende posições comuns aos evangélicos, como ser contra a união civil homossexual.

“É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome”, diz a nota da Anistia.

O texto prossegue afirmando que a Anistia Internacional espera que os parlamentares brasileiros “reconheçam o grave equívoco cometido” com a indicação de Feliciano e “tomem imediatamente as medidas necessárias à sua substituição”.

A Anistia afirma ser essencial que integrantes da comissão “sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações” e que “direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários”.

COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Nesta terça-feira (26) acaba o prazo dado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para que o PSC encontre uma solução para a comissão. Embora não diga publicamente, ele pressiona para que o partido convença Feliciano a renunciar.

“Do jeito que está, situação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias se tornou insustentável, disse Alves na última quinta-feira (21).

Ontem, o presidente da Casa disse que a situação não avançou no fim de semana. “Não tive notícias.”

Apesar de ter manifestado a colegas insatisfação com a permanência do pastor no comando da comissão, Alves tem dito, contudo, que não há margem regimental, como uma intervenção direta, para tirá-lo da presidência. Por isso, apelou à cúpula do partido.

Em entrevista ao programa ‘Pânico’, da Band, gravada na semana passada, mas levada ao ar apenas ontem, Feliciano disse que só deixaria o cargo morto.

“Estou aqui por um propósito, fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário, acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer”, disse o pastor.

dica do Sidnei Carvalho de Souza