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Senado aprova pagamento de bolsa mensal de R$ 2.000 para garotas de programa

putasJoselito Müller, impagavelmente no Jornalismo Destemido

Uma proposta polêmica, de autoria da senadora Maria Rita, do Partido dos Trabalhadores, foi aprovada na tarde de hoje por maioria de votos. Trata-se do pagamento de uma bolsa mensal no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para garotas de programa em todo país.

“O objetivo da bolsa é dar a essas mulheres a possibilidade de terem uma vida mais digna, pois o dinheiro deve ser prioritariamente utilizado com prevenção de doenças”, explicou a senadora.

Segundo ela, o projeto tem interesse público, pois também tem o objetivo de “disponibilizar pra clientela um serviço de melhor qualidade, já que as meninas poderão se cuidar melhor, pagar tratamentos estéticos, frequentar academias etc.”

O projeto de lei vai ser submetido à sanção da presidente Dilma e deve entrar em vigor até o início da copa de 2014.

A repercussão da trollagem do site de humor foi tão grande que gerou outro post. Leia abaixo:

Quando mentiras cretinas passam a se tornar verossímeis, é sinal que o país vai mal

“O Brasil andou para trás nos últimos 30 anos”, diz Marcelo Tas

Marcelo Tas e Fernando Meirelles falam sobre Ernesto Varela para a revista "Trip" (foto: Daniel Malva/Divulgação/Revista Trip)

Marcelo Tas e Fernando Meirelles falam sobre Ernesto Varela para a revista “Trip” (foto: Daniel Malva/Divulgação/Revista Trip)

Publicado originalmente no F5

Marcelo Tas, 53, ficou conhecido na televisão com seu personagem Ernesto Varela, um repórter fictício que ironizava personalidades e fazia perguntas desconcertantes, 30 anos atrás.

Atualmente no ar à frente da bancada do programa “CQC”, o apresentador acha que o país regrediu nesse período.

“Fui pouco processado como Varela e hoje eu sou muito mais por causa do ‘CQC’. Os processos hoje são por razões muito mais ridículas. Nesse sentido, o Brasil andou para trás nos últimos 30 anos”, refletiu Marcelo em entrevista para a revista “Trip”.

O diretor Fernando Meirelles, também criador de Ernesto Varela, diz que eles eram mais ousados antigamente.

“Na época do Varela, a gente chutava a canela sem medo. Éramos sempre respeitosos, nunca xingamos ninguém, mas era possível ser contundente e não tinha nenhum advogado ligando no dia seguinte. Hoje é tudo mais cerceado. Se tivesse que pagar todos os direitos autorais, a gente não teria feito nada”

Marcelo Tas vê no humor uma forma de reflexão: “A gente tem que perceber que todos nós somos seres humanos precários, fingindo que não somos mais macacos. O humor é o momento em que você ri dessa precariedade. E nós temos que estar abertos para isso: rir dos outros e de nós mesmos.”

A bondade de um deus que infantiliza

Imagem: Google

Imagem: Google

José Maria Mardones[1], no blog Sóstenes Lima

O deus que faz milagres, que responde à necessidade humana corrigindo sua criação, tem, além disso, outro inconveniente: é um deus de menores de idade; esse deus infantiliza. Esse deus é o oposto daquele que dizíamos que se retira de cena para deixar que o mundo e o ser humano adquiram sua autonomia e possam sustentar-se sobre si mesmos. Em vez de querer filhos adultos, esse deus os quer bebês. A presumida bondade desse deus não se compadece com o ser humano livre, responsável, dotado de capacidades para enfrentar os problemas, as dificuldade, os desafios. Em vez de pedir que deus nos acompanhe para que a dor ou o problema não nos desumanize, pedimos-lhe que nos substitua e resolva nossos problemas. O resultado é a menoridade. Contra esse deus há um refrão popular mexicano que vem bem a propósito: “Deus não cumpre caprichos nem endireita encurvados”. Como dizia com humor um amigo: “Deus dá a água, porém não a canaliza”.

Eu não resisto à tentação de transcrever um parágrafo de um bom teólogo espanhol, J. I. González Faus, sobre o tema:

A pergunta é se Deus é pai somente de crianças pequenas, filhos menores de idade ou de adultos e livres. Para a criança, seus pais são a solução, a lei, a fonte de castigos e prêmios, e, com tudo isso, também uma dificuldade para sua liberdade. Para um filho adulto, quando a relação filial foi positiva (situação bem rara hoje), os pais são ponto de referência decisiva, e a vida do filho é fonte de interesse para os pais; a decisão, porém, sobre ela está em suas próprias mãos e não nas mãos dos pais.

O teólogo Dietrich Bonhoeffer, executado por participar em um complô contra Hitler, já dizia que o homem atual não tolera um deus tapa-buracos. A idade adulta de um homem atual não aceita um deus panaceia. E como, além disso, cada vez mais esse homem tem a possibilidade de solucionar por si mesmo inúmeros problemas funcionais, esse deus vai tendo cada vez menos espaço. O deus tampão é um deus que, a cada dia, ocupa menor espaço nesse mundo.

***

[1]Texto extraído de: Mardones, José María. Matar nossos deuses: em que deus acreditar? São Paulo: Ave-Maria, 2009. p. 70-71.

“Jesus não me representa”, explica a igreja evangélica em Rede Nacional

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Publicado por Paulo Brabo

BRASÍLIA, DF. Em pronunciamento realizado em Rede Nacional a igreja evangélica desmentiu as recentes acusações de afiliação ao Jesus dos evangelhos. “Devo muito ao meu Salvador pessoal, mas infelizmente suas ações podem ser mal interpretadas e não tenho como apoiá-las”, explicou uma igreja contrita a uma assembleia de repórteres e adoradores.

O pronunciamento surgiu em meio a uma onda de acusações de falsidade ideológica promovida pelas redes sociais. “Fiquei tão chocada quanto qualquer um quando foi tuítado que Jesus teria sido visto na companhia de pecadores. Quando vi o filme no Netflix não tive escolha se não desligar-me ideologicamente das propostas dele. Jesus não me representa, como já coloquei no meu Facebook”.

Posando para os fotógrafos ao lado da igreja católica e usando uma camiseta com os dizeres “O Antigo Testamento me representa”, a igreja evangélica forneceu esclarecimentos adicionais.

“É uma confusão comum essa, achar que só porque Jesus é o Salvador do Mundo todo mundo deve viver como ele vivia. Só falando já fica claro o absurdo, né? Ele é Jesus, gente, veio para salvar, não para ser imitado. Para nortear a conduta temos o Velho Testamento e as cartas de Paulo, como sabe todo cristão.”

Quando perguntadas se estavam dispostas a devolver os valores que tinham angariado em nome de Jesus, as duas igrejas negaram-se a comentar.