Lista reúne ‘Sr. Cocaína’ e mais casos de pessoas com nomes curiosos

Publicado no G1

‘Sr. Cocaína’ preso com drogas
Um americano deixou um juiz incrédulo durante uma audiência na Flórida, nos EUA, ao se apresentar como Edward Cocaine enquanto era acusado de posse de substâncias controladas. Um oficial do tribunal chegou a verificar a informação a pedido do juiz, e confirmou o dado ao olhar a carteira de habilitação de Edward.

Juiz John Hurley ficou impressionado ao interrogar suspeito com sobrenome 'Cocaína' (Foto: Reprodução/YouTube/Jim Browski)
Juiz John Hurley ficou impressionado ao interrogar suspeito com sobrenome ‘Cocaína’ (Foto: Reprodução/YouTube/Jim Browski)

Cansado de piadas

O jovem chileno Shakespeare Mozart Armstrong Correa Pérez nunca imaginou que cumprir seu dever cívico e votar o trariam tanto constrangimento. Ele entrou com uma queixa na Justiça por causa das piadas feitas com seu nome nas redes sociais

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‘Batman filho do Super-Homem’ é preso

Um homem chamado Batman bin Suparman foi condenado em 2013 a dois anos e nove meses de cadeia em Cingapura. O homem, cujo nome significa Batman filho do Super-Homem no idioma malaio, foi preso por vários crimes, incluindo ter roubado o cartão de seu irmão para realizar saques em caixas eletrônicos

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‘Harley-Davidson’ dirigindo bêbada

Já em outubro de 2013, uma mulher que estava dirigindo bêbada foi parada pela polícia da Flórida (EUA) e, quando os oficiais viram sua habilitação, constataram que a americana tinha o sobrenome de uma empresa norte-americana que fabrica motocicletas. Heather Dawn Harley-Davidson acabou detida por dirigir embriagada e levada à cadeia do condado de St. Johns.

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Sobrenome longo

O Departamento de Transportes do Havaí (EUA) decidiu aumentar o espaço para nomes em carteiras de motorista e identidade depois que uma mulher, Janice Keihanaikukauakahihuliheekahaunaele, ficou revoltada por não ter o nome completo impresso em seus documentos. A americana entrou na justiça ao se negar a voltar a utilizar o nome de solteira, já que o sobrenome longo era do marido, que faleceu em 2008.

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Solo de bateria

Em agosto de 2013, um homem de 32 anos voltou a ser preso nos EUA por posse de drogas, e chamou a atenção novamente por seu nome: Beezow Doo-Doo Zopittybop-bop-bop, com uma pronúncia que se assemelha a um solo de bateria. Segundo a polícia, foi o próprio homem que mudou seu nome para a mistura de onomatopeias. Antes, ele se chamava Jeffrey Drew Wilschke.

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Desfile do Super-Homem

O americano Joseph H. Horn, cujo nome legal é “Superman J.H. Horn”, costuma sair fantasiado de “Super-Homem” e, em abril de 2013, o “Super-Homem” foi fotografado em estádio antes de um jogo beisebol entre Chicago White Sox e Cleveland Indians, em Chicago (EUA)

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‘Bart Simpson’ julgado por ‘Mr. Burns’

No tribunal de Warwick Crown, na Inglaterra, um réu chamado Barton Simpson, de 56 anos, foi julgado por juiz com nome “Mr. Burns”, deixando as pessoas presentes no julgamento espantadas com a semelhança dos nomes com personagens do famoso desenho animado norte-americano.

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Bebê Hashtag

Nos EUA, um casal que aparentemente adorava o Twitter teria batizado em novembro de 2012 a filha de “Hashtag” Jameson, termo utilizado para definir tópicos ou palavras-chave na rede social, que são precedidas por uma cerquilha (#). ““Hashtag Jameson nasceu às 10h da noite passada”, escreveram os pais da criança.

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Animais selvagens ‘invadem’ metrô de Paris

Dois fotógrafos franceses apresentam em Paris uma exposição com fotomontagens insólitas de animais selvagens no metrô da cidade

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Uma girafa que tenta colocar o pescoço dentro do vagão, um leão que passa por baixo da catraca, um avestruz na cabine do maquinista, um macaco que indica o caminho a alguém ou cervos que lotam uma plataforma de embarque são algumas das imagens da mostra “Animetrô”, apresentada na Millésime Gallery, próxima à Torre Eiffel, em Paris.

O objetivo, segundo os fotógrafos Clarisse Rebotier e Thomas Subtil, é fazer com que as pessoas vejam o metrô e também o cotidiano de outra maneira, com surpresa e humor.

“Ninguém hoje em dia vê o metrô como algo que pode dar prazer ou satisfação. Essa série de fotos incita as pessoas a apreciar as coisas que fazem parte do dia-a-dia”, disse à BBC Brasil a fotógrafa Clarisse Rebotier.

“As crianças olham o mundo com curiosidade e surpresa. Fotos de animais fora de seu cenário habitual podem recriar esse mesmo tipo de sensação nos adultos”, afirma a fotógrafa.

Segundo ela, há um “aspecto onírico” nessas imagens feitas no transporte público. “Queremos que as pessoas sonhem e pensem que estão em outro lugar”, diz a fotógrafa.

Algumas fotos se inspiram em situações do cotidiano dos usuários do metrô parisiense e mostram, por exemplo, um músico cercado por macacos ou ainda um esquilo que prende a pata na porta do vagão, uma referência aos avisos colados em todos os metrôs pedindo para as pessoas não colocarem as mãos nas portas, ilustrados com o desenho de um coelho com os dedos presos.

Efeito surpresa

Rebotier afirma sempre buscar uma “defasagem” entre os personagens e o cenário das fotos para criar, com humor, um efeito de surpresa.

Ela é conhecida por utilizar em suas fotos bonequinhos em miniatura, que parecem vivos, em situações inusitadas, como jogadores de golfe em volta de um umbigo ou um operário que passa uma britadeira nos dentes de alguém.

Nos últimos três anos, ela vem trabalhando em uma série de fotos sobre empalhadores de animais para um livro que, segundo Rebotier, mostrará “com poesia” essa atividade de empalhamento de bichos.

Na exposição “Animetrô”, cerca de um terço dos animais mostrados nas fotos são empalhados. O restante são bichos vivos fotografados em seu habitat natural, na savana do Quênia, ou em zoológicos, diz ela.

O fotógrafo Thomas Subtil, co-autor da “Animetrô”, já havia realizado fotomontagens de animais selvagens (que ele fotografou no Quênia) em situações insólitas.

Em seu trabalho anterior, “Hakuna Matata”, ele mostrou elefantes fazendo acrobacias, zebras fazendo fila para ir ao banheiro ou ainda girafas segurando nos dentes um varal de roupas.

Nas fotos da exposição “Animetrô”, os dois fotógrafos realizaram juntos as fotografias de animais, de estações de metrô parisienses e as fotomontagens, diz Rebotier.

Diante do sucesso da mostra, ela foi prorrogada algumas semanas e ficará em cartaz até 22 de maio na Millésime Gallery.

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Estudo mostra que bom humor melhora a saúde e a inteligência

Florence Williams, no The New York Times [via UOL]

Rir relaxa os vasos sanguíneos, melhorando a circulação, de forma similar ao exercício aeróbico (foto: Getty Images)
Rir relaxa os vasos sanguíneos, melhorando a circulação, de forma similar ao exercício aeróbico (foto: Getty Images)

Um bebê engoliu uma bala calibre 22. Chorando, a mãe corre à farmácia. “O que devo fazer?” E o farmacêutico responde: “Dê a ele um frasco de óleo de rícino, mas não o aponte para ninguém”.

Achar essa piada engraçada depende de mais variáveis do que provavelmente você possa supor. Depende de uma compreensão cultural comum das propriedades técnicas do óleo de rícino. Como muitas piadas e qualquer aluno do quarto ano pode comprovar, depende de sua delicadeza em relação às funções corporais. De forma menos óbvia, o senso de humor também depende da sua idade, gênero, QI, inclinação política, grau de extroversão e da saúde do seu circuito de recompensa de dopamina.

Se você acha toda essa análise pouco engraçada, [o escritor norte-americano] E.B. White estaria com certeza lhe apoiaria. Ele escreveu um dia que desmontar piadas é como dissecar sapos: poucas pessoas se interessam e o paciente sempre morre no final.

Felizmente, o neurocientista cognitivo Scott Weems não tem medo de parecer sem graça. O humor merece um estudo acadêmico sério, ele argumenta em seu livro, “Ha! The Science of When We Laugh and Why” (Há! A ciência de quando rimos e por quê, em tradução livre), porque produz vislumbres de como nosso cérebro processa um mundo complexo e como isso, por sua vez, nos transforma em quem somos.

Mais tempo rindo

Embora animais riam, os humanos passam mais tempo rindo do que exibindo qualquer outra emoção. Porém, o que confere a algumas pessoas um senso de humor melhor do que o de outros? Sem surpresa, os extrovertidos costumam rir mais e produzir mais piadas; contudo, em testes que medem a capacidade de escrever legendas de charges, as pessoas mais neuróticas, agressivas, manipuladoras e dogmáticas eram as mais engraçadas. Como diz o velho ditado, os melhores humoristas são tristes.

Talvez, escreve Weems, as pessoas infelizes são “mais propensas do que as outras a falar de forma desajeitada ou não aceitável socialmente para fazer uma boa piada”. Ou como pessoas de Aristóteles a Gertrude Stein ressaltaram, a infelicidade pode gerar a criatividade, e as melhores piadas exigem ginástica intelectual e uma observação astuta da natureza humana.

Analisar o humor às vezes exige dissecar piadas. Weems desmonta as piadas da “compreensão” em três componentes básicos: construção (examinar conhecimento relevante, experiência e expectativas), avaliação (descartar nossos erros e expectativas errôneas) e resolução (chegar a uma conclusão satisfatória e muitas vezes surpreendente). Veja como seu cérebro rapidamente faz essas três coisas ao ler o seguinte título merecedor de ser citado pelo apresentador Jay Leno: “Doutor testemunha em julgamento de cavalo”.

Para Weems, essas três etapas são as mesmas que usamos para solucionar problemas diários, quer logísticos, interpessoais ou existenciais.

Segundo ele, “interpretar nosso mundo é um evento criativo”. Em sua raiz, as piadas têm a ver com conflitos e “detectar erros é a forma pela qual nossos cérebros transformam conflitos em recompensas”. Sem essa capacidade, não seríamos capazes de tomar decisões, aprender novos truques ou nos darmos bem com os outros. (mais…)

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