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Câmara paulistana homenageará Rota por atuação na ditadura

O projeto é de autoria do vereador evangélico coronel Telhada (PSDB)

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Clarissa Oliveira, no iG

A Câmara de São Paulo aprovou a concessão da Salva de Prata — homenagem da Casa cedida em sessão solene pelos relevantes serviços prestados a sociedade – ao batalhão das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

O projeto de decreto legislativo 02-00006/2013, de autoria do vereador coronel Telhada (PSDB), justifica a homenagem, dentre outras coisas, pelas “campanhas de guerra”, como os feitos da companhia chamada Boinas Negras que atuou durante a ditadura militar perseguindo guerrilheiros da esquerda como Carlos Lamarca e Carlos Marighella.

Na justificativa, Telhada diz que a Rota se destacou no que a Polícia Militar chama de campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, “para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca”.

O texto de Telhada aprovado pelos vereadores, retirado do portal da PM, também conta a história da origem dos Boinas Negras.

A sessão em que será feita a homenagem ainda não tem data marcada.

dica do André Tadeu de Oliveira

Cardeal que participou de eleição do papa diz que pedofilia ‘não é crime’

Sacerdote sul-africano defende que pedófilos ‘são doentes’ e não podem ser punidos; declarações causam indignação entre vítimas de abusos

Para Cardeal Napier, pedófilos 'não merecem' ser punidos foto:  Reuters

Para Cardeal Napier, pedófilos ‘não merecem’ ser punidos
foto: Reuters

Publicado por BBC Brasil [ via iG]

O arcebispo sul-africano Wilfrid Fox Napier – um dos 115 cardeais que participaram da eleição do novo papa – defendeu neste sábado que a pedofilia seria uma “doença” psicológica, “não uma condição criminal”, causando indignação entre especialistas e vítimas de abusos de sacerdotes da Igreja Católica.

Em entrevista à Radio 5, da BBC, Napier disse que, no geral, pedófilos são pessoas que sofreram abusos quando eram crianças e por isso eles precisam ser examinados por médicos especializados.

“(A pedofilia) é uma condição psicológica, uma desordem”, afirmou o arcebispo. “O que você faz com transtornos? Você tem que tentar consertá-los.”

Napier disse que conhecia pelo menos dois sacerdotes pedófilos, que teriam sofrido abusos quando crianças.

“Se alguém ‘normal’ escolher quebrar a lei, sabendo que está quebrando a lei, então eu acho que precisa ser punido”, disse.

“Agora não me diga que essas pessoas (pedófilos) são criminalmente responsáveis, como alguém que escolhe fazer algo assim. Eu não acho que você pode realmente tomar a posição de dizer que a pessoa mereça ser punida. Ele mesmo foi afetado (na infância).”

As declarações foram feitas em um momento em que a Igreja Católica está bastante abalada por causa dos escândalos de abusos sexuais cometidos por seus sacerdotes em diversos países.

Indignação
Os comentários de Napier foram amplamente criticados por especialistas, vítimas dos padres pedófilos e grupos de defesa dos direitos das crianças.

“Pode ser que (pedofilia) seja uma doença, mas também é um crime e os crimes são punidos. Os criminosos são responsabilizados pelo que fizeram e o que fazem”, diz Barbara Dorries, que foi vítima de abusos por parte de um padre quando era criança e hoje trabalha para uma ONG com sede em Chicago que trata do tema.

“Os bispos e os cardeais contribuíram muito para que esses predadores seguissem em frente, sem serem presos, e também para manter esses segredos dentro da igreja.”

Para Michael Walsh, que escreveu uma biografia do falecido papa João Paulo 2º, as declarações do cardeal Napier refletem uma posição que já foi comum na Igreja Católica no Reino Unido e nos Estados Unidos.

“Eles chegaram a acreditar que essa era uma condição que podia ser tratada. Muitos bispos simplesmente mudaram o lugar de atuação de seus sacerdotes e tentaram esconder o fato de que eles tinham cometido esses crimes”, afirmou Walsh à BBC.

Marie Collins, outra vítima de abusos, acredita ser “terrível” o fato de um cardeal – integrante da alta hierarquia da Igreja – manifestar uma opinião desse tipo. “Ele ignora totalmente o lado da criança”, diz.

dica do Fabio Martelozzo Mendes

Negócio da Telexfree não é sustentável, afirma Ministério da Fazenda

Empresa não tem autorização para vender produtos nem oferecer telefone por internet

Vinícius Oliveira e Vitor Sorano, no iG

Imagem do site explica funcionamento do sistema

Imagem do site explica funcionamento do sistema

O negócio Telexfree de venda de pacotes de telefonia pela internet (VoIP, na sigla em inglês) não é sustentável e sugerem um esquema de pirâmide financeira, o que é crime contra a economia popular. Esta é a conclusão da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae/MF) em comunicado divulgado nesta quinta-feira (14).

A Ympactus Comercial LTDA., responsável pelo negócio, também não tem parcerias com operadoras de telefonia móvel  ou fixa, o que seria necessário para garantir a oferta dos serviços de VoIP, nem autorização para praticar atividades de comércio, diz a Seae. De acordo com o órgão, há indícios de duas irregularidades: estímulo à economia informal e exigência de exercício de duas atividades, divulgador e comerciante, para o recebimento de apenas uma.

As conclusões da análise feita pela secretaria serão encaminhadas à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF).

Advogado rebate alegações

O advogado da empresa, Hosrt Fuchs, rebate as conclusões da Seae. Sobre a sustentabilidade do negócio, afirma que “os preços das contas VoIP já embute a remuneração aos divulgadores” e que “não há oferta de ganhos altos e rápidos”.

“O pagamento de comissões é proporcional às vendas dos pacotes VoIP, sendo de 1 a 2% do total do preço do pacote”, diz ao iG .

Sobre a alegação de que a empresa não tem autorização para realizar comércio, Fuchs afirma que a Ympactus “não pratica comércio uma vez que o produto VoIP é entregue pela Telexfree dos EUA”, onde a empresa tem uma base operacional.  O advogado também diz que não é necessário parceria com operadoras de telefonia no Brasil porque esse contrato existe naquele país.

Ele encontrou um caminho suave para o autismo

Fernanda Aranda, no iG

No judô, Wantuir achou a arma para o bullying sofrido na infância; agora ele usa o mesmo esporte para tratar crianças autistas e com TDAH

Não havia resposta simples. Para interromper a rotina escolar composta por surras diárias dos colegas – todos maiores e mais fortes do que ele – o franzino Wantuir Jacini, aos 8 anos, precisou escolher um caminho. Arriscou o judô.

A prática do esporte coincidiu com o fim do bulliyng, na época nem conhecido por este nome, mas já comum na sala de aula das muitas escolas que frequentou.

“Nunca precisei revidar o tapa ou o soco. Mas o judô deu a confiança que faltava para dizer ‘chega’. Parei de apanhar e me apaixonei pela atividade”, lembra.

Filho de policial federal, os endereços até chegar à Faculdade de Educação Física foram muitos (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, são só alguns). Mal se instalava em uma nova casa e já procurava um espaço para praticar a arte marcial. Conquistou a faixa preta na luta antes do diploma universitário. Wantuir só não imaginava que, na profissão, bateria de frente com aquela sensação de não existir resposta única. Sensação que surgiu quando passou a atender alunos autistas e com transtorno de déficit de atenção (TDAH).

Wantuir Jacini, aos 30 anos, precisou escolher um caminho. De novo, arriscou o judô.

Marlon Falcão/ Fotoarena O professor Wantuir utiliza o judô para pacientes com autismo, TDAH e outros transtornos

Marlon Falcão/ Fotoarena
O professor Wantuir utiliza o judô para pacientes com autismo, TDAH e outros transtornos

“Na minha formação como educador físico, comecei a pesquisar a área da neurociência”, lembra.

“Para o mestrado, fiz avaliação cerebral de judocas, corredores e sedentários. O objetivo era pesquisar se existiam diferenças no comportamento do cérebro nos três grupos. As análises mostraram que, nos praticante de judô, a área da memória, da concentração e do equilíbrio eram muito estimuladas. Fiquei com aquilo na cabeça”, lembra Wantuir.

Como professor de educação física, especializado em fisiologia do esporte, Wantuir acabou cruzando também com a área da psicologia infantil. Focou os estudos nas manifestações comportamentais de problemas de saúde como o autismo, TDAH, bipolaridade e outras síndromes.

“Todos eles, de alguma forma, tinham alterações cerebrais que poderiam ser melhoradas ou desenvolvidas com a prática de judô, conforme eu tinha constatado na elaboração do mestrado”, lembra.

Marlon Falcão/ Fotoarena Wantuir orienta os alunos. Rafael tem TDAH e depois do judô descobriu o 'espaço que ocupa'

Marlon Falcão/ Fotoarena
Wantuir orienta os alunos. Rafael tem TDAH e depois do judô descobriu o ‘espaço que ocupa’

Há 10 meses, Wantuir Júnior escolheu o caminho do judô ao aceitar o desafio de ingressar na equipe do Instituto Priorit, organização do Rio de Janeiro que foca não só no tratamento médico, mas também o acolhimento global de crianças e adolescentes autistas, bipolares e com TDAH.

No total, já são 13 meninos e meninas que vestem o quimono e duas vezes por semana sobem no tatame para receber os ensinamentos de Wantuir. Três deles têm déficit de atenção, dois são autistas, um é bipolar, um têm Síndrome de Asperger e o restante algum problema de relacionamento social.

“O objetivo da aula é garantir a autoconfiança, despertar a autonomia e mostrar aos meninos que eles podem ser o que quiserem”.

Significado do caminho

Os problemas de saúde que frequentam as aulas de Wantuir são de causas multifatoriais, não muito bem catalogados pela medicina. Por conta disso também, os tratamentos não são bem definidos e, dependendo da conduta terapêutica, podem apresentar melhores resultados para uma parte dos pacientes e menos efetividade para outros.

A filosofia do Priorit é justamente essa: ampliar o leque de condutas e encontrar a que melhor se adequa para cada frequentador do Instituto. Rafael Biachels de Oliveira, 16 anos, tem TDAH e foi o primeiro aluno de Wantuir. Ele diz que as aulas deram não só mais consciência do próprio corpo – “antes eu andava e derrubava tudo, agora parece que sei melhor o espaço que ocupo”, diz – como ajudaram a definir o foco nos sonhos.

“É ano de vestibular e a minha ideia é tentar entrar em medicina”, diz.

Wantuir sabe e reforça que a arte marcial não é alternativa nem interferência única. Funciona como um complemento importante do que preconiza a medicina tradicional. Mas, conta ele, pode amenizar angustias, afetando também os pais dos 13 alunos que frequentam as aulas.

Talvez seja só coincidência. Mas quando escolheu trilhar a rota judoca para o autismo, o TDAH e os outros transtornos infantis, o educador físico fez jus ao significado da palavra judô: “caminho suave”.

Filha de Obama faz graça durante foto dos pais em cerimônia de posse nos EUA

Publicado por IG

Malia Obama, filha mais velha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez graça durante uma foto de seus pais que era tirada por sua irmã, Sasha. A cena aconteceu durante uma das cerimônias de posse do segundo mandato do líder norte-americano na segunda-feira (22/01).

Um vídeo divulgado pelo “Wall Street Journal” mostra a menina entrando na frente do celular da irmã, que tentava tirar registrar a imagem do pai da primeira-dama Michelle, se beijando. O flagrante se tornou viral na internet e já teve milhares de visualizações.