O pão

pao com bolor

Ed René Kivitz

Construíram altares para o pão.
Espalharam pelas paredes fotos de pão.
Debateram receitas de pão.
Escreveram poemas exaltando o pão.
Distribuíram amuletos com miniaturas de pão.
Fabricaram réplicas de pão em ouro, prata e bronze.
Editaram manuais para o consumo do pão.
Instituíram sociedades do pão.
Discutiram a importância do pão.
Elaboraram regras para o acesso ao pão.
Formaram padeiros e especialistas em pão.
Edificaram casas do pão.
Criaram rituais para degustação do pão.
Dançaram ao redor do pão.
Assaram o pão.
Publicaram livros a respeito do pão.
Ensinaram as crianças a gostar de pão.
Patentearam o pão.
Elegeram guardiões do pão.
Mataram em nome do pão.
Recusaram o pão a milhares.
Organizaram romarias para ver o pão.
Venderam o pão.
Entoaram canções em louvação ao pão.
Ficaram de joelhos diante do pão.
Mas jamais comeram o pão.

fonte: Facebook

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Universal usa Velho Testamento para reviver relação do ‘povo eleito’ com Deus

Templo de Salomão, da Universal, no bairro do Brás, em São Paulo (foto: Marlene Bergamo - 30.jul.2014/Folhapress)
Templo de Salomão, da Universal, no bairro do Brás, em São Paulo (foto: Marlene Bergamo – 30.jul.2014/Folhapress)

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

Por que os neopentecostais são apaixonados pelo que os cristãos chamam de “Velho Testamento”?

O termo, recusado pelos judeus, que usam “Tanach” para o cânone hebraico, ou “Bíblia Hebraica”, no rastro do crítico literário judeu americano Harold Bloom, reúne o conjunto de textos que vem antes do Novo Testamento. Neste, Jesus, o Messias dos cristãos, anuncia a “nova aliança” do Deus de Israel com a humanidade, diferente da “antiga aliança”, que seria apenas com o povo eleito, os hebreus. Salomão foi um dos mais importantes reis hebreus.

A diferença de terminologia para se referir a este conjunto de textos não é mero detalhe de um obcecado por estudos bíblicos, mas encerra em si um equívoco, do ponto de vista judaico, do que significa a chamada “eleição do povo de Israel”. De certa forma, grande parte do cristianismo compreende a eleição de Israel de um modo equivocado. A eleição é uma responsabilidade, um peso, não a escolha de um caçulinha mimado fadado ao sucesso. Aqui nasce o equívoco e, ao mesmo tempo, a paixão neopentecostal pelo Velho Testamento.

O “Templo de Salomão” construído pela Igreja Universal do Reino de Deus, é uma peça de fé, não uma reconstrução arqueológica, nem precisa ser, uma vez que estamos falando de religião, instituição que nada tem a ver com as demandas de uma ciência como a arqueologia.

O templo original, supostamente construído pelo rei Salomão, filho do rei Davi, no século 9º antes de Cristo, teria sido destruído por volta 586 a.C. Pesquisas arqueológicas situam os fragmentos encontrados no Monte do Templo, que poderiam ser da primeira sede do culto hebraico antigo, há cerca de 3.000 anos atrás, o que coincide com a vida do personagem bíblico em questão.

Mas, de onde vem essa paixão? Vem do fato que os neopentecostais (que se diferenciam dos seus “antepassados” pentecostais pelo forte caráter de “espetáculo para as massas” nos cultos) leem a relação entre o Deus de Israel e seu povo eleito numa chave mágica. Os fatos narrados no “Tanach” (Velho Testamento) indicam uma forte presença de Deus nos destinos do povo, alterando círculos naturais, criando forças a favor do povo, enfim, fundando um mundo de “milagres”.

Daí que, revivendo o Templo de Salomão, supostamente, a Igreja Universal dá um importante passo simbólico no sentido de dizer que seus fiéis revivem a relação de povo eleito com seu Deus, Rei do Universo (“Melech HaOlam”). A imagem é forte, temos que reconhecer. Mas, aqui reside a chave da interpretação equivocada que leva a paixão dos neopentecostais por todos os signos vétero-testamentários.

O equívoco está no fato que o mundo mágico do Velho Testamento é apenas uma pequena parte da eleição de Israel. Mas os neopentecostais parecem crer que essa “mágica israelita” é a base para o sucesso, a felicidade, e, finalmente, para a teologia da prosperidade que marca o movimento neopentecostal. Dito de forma direta: quem vive com o Deus de Israel fica rico e feliz.

Ledo engano, basta ver a história dos judeus e os jornais atuais. A eleição do povo de Israel, para os judeus, significa muito mais que o povo é um povo de sacerdotes, que leva a mão de Deus sobre si, num mundo de agonias, que recusará e odiará esse povo justamente por isso. Não é por outra razão que se chama o massacre de judeus na Segunda Guerra de “Holocausto”. O povo é “um animal do sacrifício”, e cada vez que Deus quiser, Ele o lança ao fogo para “falar” com o mundo.

A eleição de Israel é muito mais um peso do que um ticket para o sucesso. Tem mais a ver com o conflito israelo-palestino, através do qual muitos odeiam Israel, do que com ficar rico e feliz. Se perguntarmos a muitos judeus religiosos em Israel e no mundo, dirão que o desespero que passa Israel hoje, o medo do ódio do mundo e da destruição do Estado de Israel, é mais uma marca da sofrida eleição.

Por isso, não é difícil encontrar judeus que pediriam a Deus, assim como profetas o fizeram, que escolha outro povo para ser Seu eleito, porque Israel já cansou.

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Em crise, Valdemiro Santiago atrasa pagamento e deixa Rede TV!

O apóstolo Valdemiro Santiago abraça fiéis em culto da Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo (foto: Eduardo Pinto/IMPD)
O apóstolo Valdemiro Santiago abraça fiéis em culto da Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo (foto: Eduardo Pinto/IMPD)

Daniel Castro e Paulo Pacheco, no Notícias da TV

Sufocada pela Igreja Universal e perdendo fiéis, a Igreja Mundial do Poder de Deus está deixando a Rede TV!. Após atrasar o pagamento de R$ 6 milhões mensais pelo aluguel de horários da emissora, o apóstolo Valdemiro Santiago devolveu nesta sexta-feira (25) o espaço que ocupava na parabólica da emissora. Ele continua nas manhãs de domingo, mas a tendência é perder esse horário também.

Desde o ano passado, Valdemiro Santiago está sendo “expulso” gradativamente da TV por seu rival, Edir Macedo, dono da Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que tomou as 23 horas que a Igreja Mundial ocupava na Rede 21, do Grupo Bandeirantes, e na CNT. Macedo também pegou horários de Santiago na Rede TV! e na Band.

Santigo chegou a ocupar, no ano passado, 1.600 horas por mês na TV. Neste ano, chegou a ter menos de 60. Nesta semana, passou a ocupar 22 horas do canal 32 UHF, antigo MTV Brasil, vendido para o Grupo Spring.

Segundo fontes nas igrejas, como consequência da redução do espaço na TV, Valdemiro Santiago está perdendo fiéis para Edir Macedo e dinheiro para bancar os horários nas emissoras. 

Em dezembro, a Rede TV! negociou com Santiago o aluguel de metade do espaço na parabólica, presente em cerca de 20 milhões de lares no país. Para isso, a emissora comprimiu seu sinal no satélite StarOne C2, reduzindo a qualidade. Os telespectadores se queixaram da péssima imagem. 

Na Rede TV!, Santiago vinha atrasando sistematicamente os pagamentos, e a emissora, neste mês, reajustou valores e estipulou multas pesadas por atraso. O apóstolo optou por deixar o espaço na parabólica e investir na MTV.

A Igreja Universal tende a ocupar os espaços de Santiago na Rede TV! nas manhãs de domingo. Em seus programas, a igreja que tem investido em testemunhos de pessoas que saíram de Mundial, visando tomar ainda mais fiéis de Santiago.

 

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Led Zeppelin: clássico é usado em campanha da Igreja Universal

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Publicado no Whiplash

O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, aprontou mais uma em campanha publicitária para divulgar uma de suas maiores obras, em promoção ao Templo de Salomão.

Desta vez, ele usou trecho do clássico “Kashimir”, do LED ZEPPELIN, com um quê de canto gregoriano, para dar ênfase à construção do local de adoração e louvor, que pretende ser uma réplica do citado no Velho Testamento.

No vídeo institucional, o pastor diz: “Você tem que sacrificar tudo, tudo… para alcançar!”. Engajado, Edir Macedo parece não saber dos flertes do guitarrista JIMMY PAGE com o ocultismo outrora.

A canção, presente no sexto álbum de estúdio da banda, Physical Graffiti, lançado em 1974, seria chamada de “Driving to Kashimir” (Viajando para Kashimir, em tradução livre) e fala de um suposto viajante do espaço e do tempo, onde relata que um dia “tudo será revelado”.

Veja a campanha abaixo.

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As regras do Templo de Salomão

Vista aérea do Templo de Salomão (IURD)

Por Anna Virginia, na Folha de S. Paulo

A Igreja Universal do Reino de Deus divulgou um manual de etiqueta para quem quiser conhecer o Templo de Salomão, “o lugar que Deus escolheu para habitar”.

Entrar lá exige dresscode.

Nada de boné, camiseta de time, roupa com mensagem política ou comercial, chinelo, bermuda, decote, minissaia e óculos escuros. “Vista-se como se fosse se encontrar socialmente com uma pessoa muito importante”, orienta o bispo Renato Cardoso em vídeo divulgado nesta terça (15) na internet.

O bispo Edir Macedo designou Renato, seu genro, para ditar as regras aos visitantes da réplica da obra bíblica, que abrigará até 10 mil pessoas em 74 mil m² de área construída na zona norte de São Paulo.

Entrar lá não é para qualquer um.

Após inaugurada, em 31 de julho, a nova igreja se fecha a visitantes sem credencial por um tempo –possivelmente, até 2015. Ou você entra como convidado ou paga para participar de uma das caravanas organizadas pela igreja.

Pastores vendem ingresso para os ônibus nas igrejas –sair do centro de São Paulo, por exemplo, custa R$ 45. O lote de agosto está quase esgotado.

Entrar lá tem preço. Mas nenhuma selfie para contar a história.

O bispo Renato explica que não será permitido fotografar dentro do santuário e que todos os visitantes serão revistados. Serão barrados no baile gospel aqueles que levarem iPhone, celular, máquina fotográfica, iPod etc.

Nenhum Instagram, contudo, será ferido durante a realização desta caravana: do lado de fora, fotógrafos da Universal estarão à disposição para registrar o momento, diz o bispo. O retrato poderá ser baixado na internet.

Dilma Rousseff está entre os convidados confirmados para a inauguração. Autoridades, por sinal, foram orientadas a não levar celular.

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