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“Jesus não me representa”, explica a igreja evangélica em Rede Nacional

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Publicado por Paulo Brabo

BRASÍLIA, DF. Em pronunciamento realizado em Rede Nacional a igreja evangélica desmentiu as recentes acusações de afiliação ao Jesus dos evangelhos. “Devo muito ao meu Salvador pessoal, mas infelizmente suas ações podem ser mal interpretadas e não tenho como apoiá-las”, explicou uma igreja contrita a uma assembleia de repórteres e adoradores.

O pronunciamento surgiu em meio a uma onda de acusações de falsidade ideológica promovida pelas redes sociais. “Fiquei tão chocada quanto qualquer um quando foi tuítado que Jesus teria sido visto na companhia de pecadores. Quando vi o filme no Netflix não tive escolha se não desligar-me ideologicamente das propostas dele. Jesus não me representa, como já coloquei no meu Facebook”.

Posando para os fotógrafos ao lado da igreja católica e usando uma camiseta com os dizeres “O Antigo Testamento me representa”, a igreja evangélica forneceu esclarecimentos adicionais.

“É uma confusão comum essa, achar que só porque Jesus é o Salvador do Mundo todo mundo deve viver como ele vivia. Só falando já fica claro o absurdo, né? Ele é Jesus, gente, veio para salvar, não para ser imitado. Para nortear a conduta temos o Velho Testamento e as cartas de Paulo, como sabe todo cristão.”

Quando perguntadas se estavam dispostas a devolver os valores que tinham angariado em nome de Jesus, as duas igrejas negaram-se a comentar.

20 Hábitos que matam uma Igreja

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Publicado por Nelson Costa Jr

“A crítica não tem sobre a psicologia das massas o poder sugestivo que têm as crenças afirmativas, mesmo falsas”.  Olavo de Carvalho

Em si mesma, toda Igreja é neutra ou deveria sê-la; mas o grupo da mesma anima, projeta nela suas chamas e suas demências; impura, transformada em crença, insere-se no tempo, toma a forma de acontecimento: a passagem da Igreja à epilepsia está consumada. Assim nascem as Igrejas de hoje, e suas doutrinas ideológicas sangrentas.

Já alertava o velho Freud: Da mesma forma que ninguém pode ser forçado a crer, ninguém pode ser forçado a não acreditar. Mas será que tais comunidades religiosas respeitam isso, ou anseiam para salvar o mundo?

Fundamentada em sua premissa mística, e no seu desejo de “salvar” – fazer imagem com Deus -, a Igreja rapidamente anuncia, condena, ridiculariza, e extermina preguiçosamente os que pensam diferente dela. Como num jogo de dados, ela apela para uma sorte baseada na condenação, e no seu desejo ilusório de ser provedora de todas as verdades universais, sem considerar quem está ferindo. Em sua futilidade ingênua, troca seu violento discurso por uma defesa sem sentido, e diz que o ataque veio do outro, sem si quer analisar o que pregava antes.

Mas nós sabemos, não?

Logo, como superar essa ignorância?

Bem, se a Igreja realmente respeitasse as Escrituras Sagradas como diz respeitar, faria o seguinte:

“Se, de fato, vocês quiserem fazer o bem, quem lhes fará o mal? Como vocês serão felizes se tiverem de sofrer por fazerem o que é certo! Não tenham medo de ninguém, nem fiquem preocupados. Tenham no coração de vocês respeito por Cristo e o tratem como Senhor. Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm. Porém façam isso com educação e respeito. Tenham sempre a consciência limpa. Assim, quando vocês forem insultados, os que falarem mal da boa conduta de vocês como seguidores de Cristo ficarão envergonhados”. (1 Pedro 3:13-16 NTLH)

Mas como a Igreja não respeita lá esses mandamentos bíblicos, eis vinte hábitos irrelevantes e desnecessários (Nem tanto assim) que aprendi apanhando em minha vida pastoral. Penso se a Igreja gastasse mais tempo com a reflexão interna, talvez estaria numa diferente situação. De qualquer forma, vamos as dicas então:

1 – A necessidade de ganhar: Nossa, os últimos acontecimentos na política religiosa brasileira nos mostra muito bem isso. A igreja esquece de sua função, e passa a ansiar por vitória a qualquer custo – em todas as situações, quando é preciso, quando não é preciso, e quando é totalmente irrelevante.

2 – O hábito de adicionar muito valor: o desejo irresistível do crente de adicionar seus dois centavos em cada discussão teológica é um absurdo.

3 – O hábito de julgar: A Igreja diz não julgar, mas julga. Ele costuma tachar os outros com os seus padrões.

4 – Os destrutivos comentários: O sarcasmo religioso desnecessário é o agente primordial para espantar gente séria. Quantos cristãos já não receberam a seguinte crítica: “Irmão, cuidado para não perder a salvação hein?

5 – O hábito do não, mas, e no entanto: Como a cristandade faz uso desses qualificadores negativos que secretamente interrompe a educação de muitos.

6 – O hábito da inteligência superior: A necessidade de mostrar às pessoas que é a Igreja verdadeira. Que está além do que muitos pensam.

7 – Uso das emoções: O que a Igreja mais gosta é utilizar de volatilidade emocional como uma ferramenta de classificação espiritual.

8 – Negatividade: “Deixe-nos explicar porque você está errado”, muitos crentes costumam pregar – Mesmo quando não foram convidados a expressar o que pensam.

9 – Retenção de informações: O hábito cristão de recusar em dizer que estava errado em sua teologia é algo ridículo. O tal “santo” diz uma coisa durante anos, e de repente, do nada, muda o discurso, mas não admite.

10 – O hábito de não reconhecer: A incapacidade de elogiar ou até mesmo recompensar alguém que saiu da comunidade e cresceu. Quantas histórias amargas são possíveis ouvir por aí de cristãos abusados.

11 – O crédito que não merece: Toda Igreja adora receber crédito pelo que não fez. Condena uma narrativa, e depois toma posse dela como se fosse revelação divina, sem considerar o pesquisador por trás da mesma.

12 – O hábito do excesso de desculpa: Errar é humano, e Cristo ensinou o perdão, mas vem cá, insistir no mesmo erro várias vezes tem limites, certo?

13 – Ignorar o passado: A necessidade da Igreja de desviar a culpa dela mesma, e colocar nos outros, é um hábito que já matou muitos! De forma simples, ela é incapaz de assumir suas responsabilidades ou de reconhecer suas ações negativas – Procure na história.

14 – O jogo dos favoritos: Talvez devido a teoria da predestinação, alguns líderes religiosos possuem o hábito de privilegiar alguns, e tratar injustamente outros.

15 – A falta de lamentação: O orgulho da superioridade salvífica não é bom. Talvez o lamento, de ver o número de pessoas que estão deixando as Igrejas, ajudaria a recompor o lado sagrado dela.

16 – A falta de ouvir : A forma mais passiva (agressiva) de desrespeito para com os de fora da Igreja.

17 – A falta da gratidão: Ninguém é obrigado a nada. É sempre bom reconhecer os feitos que alguém faz por uma comunidade.

18 – Punir o mensageiro: A necessidade equivocada em atacar os inocentes cristãos que estão, talvez de uma forma diferente, tentando ajudar a comunidade a crescer.

19 – O passar da bola: A necessidade de culpar o Mundo, e não o “Deus” que prega.

20 – O Ego: Exaltar as falhas eclesiásticas como virtudes é ridículo. Talvez se as Igrejas gastassem alguns anos analisando o problema do ego, muita coisa se resolveria.

‘Não temos condições de ficar’, diz pastor de igreja atacada em Sumaré

Após adolescente de 16 anos levar tiro no braço, templo vai mudar de lugar. 
Pai e filho invadiram o local na noite de sábado incomodados com barulho. 

Foto: Marcello Carvalho/G1

Foto: Marcello Carvalho/G1

Publicado originalmente no G1

Depois de um adolescente de 16 anos ter sido agredido e levado um tiro no braço após um culto na Igreja Assembléia de Deus Ministério Gerizim, no Jardim Santa Clara, em Sumaré (SP), na noite de sábado (23), o pastor titular e os membros da igreja decidiram se mudar do local. “Estamos fechando a igreja, vamos nos mudar, não temos condições de ficar aqui”, disse o pastor Alessandro Pereira Godoy.

Segundo o religioso, o motivo da mudança é que os agressores são vizinhos da igreja e, por isso, o risco de acontecer outro ataque é grande. “Nós não sabemos o que vai acontecer, se eles conseguirem sair da delegacia podem vir aqui e matar todo mundo, nós não queremos morrer”, desabafou. Os suspeitos, identificados como Domingos e Pablo estão presos na cadeia de Sumaré, informou a Polícia Civil.

O local onde será criado o novo templo já está definido. Segundo os membros da congregação, um amigo, que pertence à outra igreja, já cedeu um barracão no mesmo bairro para que eles possam se mudar. Na manhã deste domingo (24), eles recolheram cadeiras, mesas, instrumentos musicais e todos os objetos da igreja para fazer a mudança para a nova sede.

Andréia Pacheco estava no salão no momento do ataque e ficou chocada com o que aconteceu. “Ficamos desesperados, queríamos defender o adolescente, mas não tínhamos como. É uma crueldade, eles ia matar um jovem de 16 anos”, contou a vendedora. Ela, que frequenta a igreja todos os dias, afirmou que não tem mais segurança nenhuma para ficar. “Se nós não mudarmos daqui eu não venho mais, é muito perigoso”, completou.

Ataque

O adolescente levou um tiro de raspão no braço e foi agredido com chutes e socos após o culto. Os suspeitos da ação são vizinhos do templo e estariam incomodados com o barulho, segundo a Polícia Militar. Eles foram presos.

De acordo com Godoy, os agressores são pai e filho, um de 57 anos e outro com idade entre 20 e 30 anos. Um pastor, de Bertioga (SP), também foi agredido, segundo testemunhas. Cerca de 30 pessoas estavam no local na hora da confusão.

Godoy disse que após o culto terminar os suspeitos atravessaram a rua e começaram a agredir com tapas e socos o religioso de Bertioga, que falava ao celular na calçada. Após a confusão, o agressor, de 57 anos, voltou para casa e pegou uma arma de fogo e foi para dentro do templo do Ministério Gerizim.

Ameaças

Dentro da igreja, apontou a arma para o pastor Godoy, que se escondeu no banheiro. Depois, pai e filho teriam ido em direção ao jovem de 16 anos para agredi-lo.

A cozinheira Lindinalva Pereira Cunha, que estava no culto, relata que tentou separar o adolescente dos agressores, mas não conseguiu. Depois de dar socos e pontapés no rapaz, o homem armado deu um tiro à queima roupa que acertou o braço do jovem.

Ele foi levado ao Hospital Estadual de Sumaré e não corre risco de morte. “Foi muita crueldade. Ele tentou matar um menino de 16 anos. Tentei separar, mas eles me jogaram do altar”, lembra Lindinalva. Na igreja ainda havia marcas de sangue na manhã deste domingo.

Tiros

Depois de atirar contra o jovem, segundo o pastor, o vizinho foi procurá-lo no banheiro. Como a porta estava trancada ele deu um tiro na fechadura, que ficou destruída. O religioso conseguiu fugir e o agressor teria disparado dentro do banheiro feminino e outro no teto do templo. Ao saírem da igreja pai e filho foram detidos pela Polícia Militar.

G1 foi até a casa dos suspeitos, mas ninguém quis comentar o caso. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como tentativa de homicídio.

A sonegação de Feliciano

Documentos obtidos por ISTOÉ mostram que o polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara escondeu da Justiça Eleitoral ser dono de empresas, entre elas um consórcio de imóveis que ele próprio induzia fiéis a comprar em seu programa gospel.

ENROLADO O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano, terá de se explicar por ter sonegado informações ao tribunal

ENROLADO
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano,
terá de se explicar por ter sonegado informações ao tribunal

Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres, na IstoÉ

“Realize, em nome de Jesus, o sonho da casa própria. Com apenas R$ 300 por mês você adquire um consórcio que dará uma carta de crédito de R$ 30 mil.” Era com essa frase que o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) encerrava, até bem pouco tempo atrás, seu programa de pregações na tevê.

Na tela, o sermão teatral era substituído pelo apelo comercial, enquanto números de telefones em seis capitais, inclusive Brasília, surgiam no canto da tevê com o logotipo da empresa GMF Consórcios. Quando foi questionado por estar se utilizando da fé alheia para acumular lucros, Feliciano saiu com a desculpa de que fazia apenas a propaganda de um patrocinador de seu programa televisivo.

Agora se sabe que ele não falou a verdade. A GMF pertence ao próprio pastor. Foi criada em 2007 com mais três pastores. A atividade econômica era “comércio de programas de computador e serviços de internet”, mas mudou para “administração e representação comercial de consórcios de bens e direitos”. No contrato social, obtido por ISTOÉ, os sócios foram substituídos por Edileusa Feliciano, sua mulher.

Poderia ser uma questão meramente ética ou ideológica. Uma discussão sobre a mercantilização da fé, de um pastor que se notabiliza por arrancar senhas de cartões de crédito e somas em dinheiro de milhares de fiéis. Afinal, o que esperar de um líder religioso que prega a intolerância sexual e o preconceito racial? Nada disso o impediu de assumir, após uma costura partidária atrapalhada, a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

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Trata-se da maior aberração política dos tempos recentes. E Feliciano ainda cometeu desvios graves de conduta, incompatíveis com o exercício do mandato parlamentar. Na declaração de bens que apresentou à Justiça Eleitoral em 2010, por exemplo, ele omitiu ser proprietário da GMF Consórcios.

Outra empresa também ficou fora da declaração de renda de Feliciano: a Cinese – Centro de Inteligência Espiritual, um curso preparatório para concursos cujas atividades foram encerradas no fim de 2009 e deveriam constar na declaração de Imposto de Renda do ano seguinte.

Entre os R$ 634,8 mil em bens declarados oficialmente pelo pastor-deputado constam apenas as empresas Kakeka Comércio de Brinquedos e Vestuário, Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos, e Tempo de Avivamento Empreendimentos, além de cinco veículos e oito imóveis. Informações registradas em base de dados de crédito, porém, indicam ao menos outros seis endereços em seu nome. Os imóveis ficam localizados nas cidades paulistas de Orlândia, Ribeirão Preto e São Paulo.

Os negócios tocados por Marco Feliciano e sua mulher, Edileusa, obedecem a um “modus operandi”. Primeiro, as empresas são criadas em nome de pastores que trabalham para a dupla. Em seguida, eles repassam suas cotas para Feliciano.

Alguns desses ex-sócios hoje têm seus salários pagos com verba da Câmara. É o caso do pastor André Luis de Oliveira, que recebe até R$ 7 mil do gabinete de Feliciano, mas nem sequer bate ponto lá. Oliveira, na verdade, comanda o templo da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento em São Joaquim da Barra (SP).

O pastor foi um dos fundadores da GMF Consórcios, ao lado de Joelson Heber Tenório, outro assessor fantasma cujos vencimentos somam R$ 6 mil. Tenório dirige a filial da igreja de Feliciano em Ribeirão Preto. O mesmo acontece com Rafael Octavio, pastor da igreja em Franca, funcionário do gabinete com salário de até R$ 7 mil e ex-sócio na Grata Music, empresa registrada em nome da mulher de Feliciano. Além de agraciar com dinheiro público pastores amigos, eles ainda eram sócios de Feliciano quando este já era deputado, o que pode complicar ainda mais a sua situação.

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Na semana passada, o presidente da Comissão de Direitos Humanos esteve sob fogo cruzado. Foi divulgado também que Feliciano usou a verba de gabinete para pagar advogados de suas empresas. Rafael Novaes defende a empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais na ação em que é acusada de não cumprir contratos e embolsar o dinheiro de um evento ao qual o pastor não compareceu. O advogado Matheus Bauer também está na folha de pagamento da Câmara, apesar de não trabalhar no gabinete e compor a equipe do escritório Favaro e Oliveira. O escritório recebeu mais de R$ 30 mil da verba indenizatória.

As suspeitas de sonegação de informações sobre patrimônio e de desvios de recursos públicos podem transformar Feliciano em réu na Comissão de Ética da Câmara. Dependerá da disposição de seus colegas de Parlamento, que até agora fizeram vista grossa aos protestos contra a permanência do pastor na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Mas, diante das novas denúncias, já há uma movimentação nos bastidores da Casa para não só apeá-lo do cargo como questioná-lo por quebra de decoro na Comissão de Ética.

Com posições que agridem garantias e direitos assegurados pela Constituição, Feliciano passou a última semana se defendendo das críticas de organizações civis. O PSC chegou a se reunir para discutir a indicação de outro nome para a comissão, mas no fim optou pelo enfrentamento. A bancada preferiu culpar as legendas que preteriram a comissão, num recado direto ao PT, que por uma década dominou o colegiado.

Ao assumir os trabalhos da comissão na quarta-feira 13, Feliciano retirou da pauta todos os temas considerados relevantes, como a discussão sobre união estável entre pessoas do mesmo sexo. Em mais um capítulo da batalha, 11 parlamentares recorreram ao Supremo Tribunal Federal para tentar inviabilizar a gestão de Feliciano. “Apelamos para o Judiciário para impedir que a comissão se transforme em um centro fundamentalista e retrógrado”, afirma Domingos Dutra (PT-MA), antecessor do pastor no cargo.

Fotos: Celio Messias/Folhapress; Marcelo Piu/Agência O Globo

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

Marco Feliciano usa mandato em benefício de suas empresas e igreja

20130308220526422921uDeputado utiliza a cota parlamentar em atividades ligadas às suas empresas e emprega pastores da congregação dele

Helena Mader, no Correio Braziliense

O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que esta semana assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em meio a uma saraivada de críticas, usou o mandato parlamentar em benefício de suas empresas e das atividades de sua igreja.

Além de destinar verbas públicas para seus negócios particulares, ele paga salário a um funcionário fantasma, que na verdade trabalha em um escritório de advocacia de Guarulhos. Essa firma recebeu R$ 35 mil da cota parlamentar do deputado desde que ele tomou posse. Feliciano também repassou recursos públicos ao escritório de outro advogado, que o defendeu em um processo eleitoral às vésperas do pleito.

O gabinete 254, no Anexo 4 da Câmara, é quase uma filial da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento: o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias emprega cinco pastores da congregação que ele preside, e ainda cantores de música gospel que trabalharam na gravação de seu CD. Além de deputado, pastor e empresário, Feliciano também é músico.

Personalidade de sucesso no mundo gospel, e requisitado para palestras e pregações em todo o país, o parlamentar é dono de dois negócios: a Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos Ltda. e a Tempo de Avivamento Empreendimentos Ltda.

Em 2008, a primeira empresa foi contratada pela Nettus Criação de Eventos, uma firma gaúcha, para que o pastor se apresentasse em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Ele seria a grande estrela da festa, que reuniu ainda cantores e outros pastores evangélicos.

A empresa contratante repassou o dinheiro a Feliciano, mas ele não compareceu. Os representantes da Nettus recorreram à Justiça e o processo se arrasta até hoje na 2ª Vara Cível da Comarca de São Gabriel. Os donos da empresa lesada pedem R$ 950 mil de indenização.

A reportagem completa está na edição de hoje do jornal

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Cicarelli de Rio das Ostras dava aulas de catecismo e já foi evangélica

Wanderleia participava de encontros de casais Foto: Fábio Guimarães / Extra

Wanderleia participava de encontros de casais Foto: Fábio Guimarães / Extra

Andrea Machado e Paula Fernandes, no Extra

Quem assiste ao vídeo de Wanderlea dos Santos Silva, de 41 anos, “namorando” dentro d’água no carnaval, não imagina que, no passado, a “Cicarelli de Rio das Ostras” dava aulas de catecismo na Igreja São Francisco de Assis, perto de onde mora, no bairro Vale do Ipê, em Belford Roxo.

— A igreja foi fundada no ano em que nasci. Meu pai, minha mãe e meus tios ajudaram a construí-la. Por volta de 1988, dei aulas de catecismo para crianças de 8 a 10 anos. Falava com eles sobre Deus, lia a Bíblia e ensinava a rezar — conta Wanderlea, que durante alguns anos frequentou uma igreja evangélica mas, há pouco tempo, voltou às origens católicas para felicidade da família.

E não era só para crianças e adolescentes que Wanderlea, mãe de três filhos, dava aulas de religião… Durante alguns anos, a dona de casa também participou de grupos de família e encontro de casais na paróquia.

Advogado é Deus

Preocupada com a fama repentina, Wanderlea teme perder a guarda dos filhos, gêmeos de 9 anos. A filha de 19 — que mora em Rio das Ostras — nem quer papo com ela por causa das cenas escandalosas na praia.

— Minha filha nem quer falar mais comigo. E nem sei como será amanhã, com meus filhos voltando para a escola, porque os amiguinhos deles me conhecem. Pedi ao meu Deus para cuidar de mim, porque só ele pode ser meu advogado neste momento — reflete.

Na vizinhança, Wanderlea já caiu na boca do povo. Basta andar pelas ruas próximas à sua casa para ouvir: “Estão procurando a taradona?” ou “Se aquilo não era sexo, era o quê?”. Enquanto o tema está entre os mais comentados por ali, a dona de casa parece buscar inspiração no cantor Jair Rodrigues: prefere deixar que digam, que pensem, que falem…

— Já me chamaram até de vagabunda, mas não ligo para isso. Estou controlada por causa do meu marido, que está me dando apoio. Meu pai também me apoia, mas ele está chateado com tudo o que estão fazendo contra mim e falando.

O companheiro, Johne Max Geraldo dos Santos, de 38 anos, por sua vez, não demonstra ciúmes ao ouvir as declarações da amada. Porém, manda um recado aos que andam fazendo comentários maldosos sobre ele e Wanderlea.

— É fácil falar, difícil é ser eu. Quero ver pagar minhas contas. Sou um cara muito tranquilo, não vou dar ouvidos a isso, já falei para ela fazer o mesmo — diz Max (como prefere ser chamado), antes de soltar mais uma frase de efeito: — Falem mal, mas falem dela. Vou saber amanhã (hoje) como será a reação no trabalho. Podem falar à vontade, não vou me preocupar — antecipa ele, que trabalha numa transportadora.

‘Essa armação é coisa de homem recalcado’

Para Wanderlea, essa confusão toda que aconteceu em Rio das Ostras não passa de “armação de homem recalcado”. Ela conta que, assim que chegou à praia, foi comprar cerveja num quiosque. Lá, então, foi abordada por um rapaz que a convidou para beber. Ela recusou.

— E esse cara é o tal Rafael que testemunhou contra mim. Ele me chamou para tomar cerveja, mas eu não dei ideia. Homem quando leva um fora… Essa armação é coisa de homem recalcado, ele quis se vingar de mim. Acho que tudo foi uma armação dele com o Léo — acusa a $de casa, referindo-se ao homem com que teria dado uns amassos na água.

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Wanderlea conta que sempre fez muito sucesso com os homens e que, talvez, por isso atraia a inveja das pessoas.

— As pessoas têm inveja. Sempre foi assim. Sou muito carismática. dizem que sou atraente — confidencia.

Seu olhar é o que mais chama atenção, segundo a própria. Como explicar esta fórmula de sedução?

— Sou uma mulher bonita para a minha idade, sou muito conservada.