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Grupo multirreligioso de juristas é criado para combater intolerância

Contra o preconceito. Durante encontro, representantes religiosos decidem pela criação de novo grupo. - Divulgação

Contra o preconceito. Durante encontro, representantes religiosos decidem pela criação de novo grupo. – Divulgação

Advogados irão agir conjuntamente em casos de denúncias de discriminação

Juliana Prado, em O Globo

RIO – Representantes de várias religiões decidiram criar um grupo de juristas para defender fieis das mais variadas matizes de casos de preconceito e intolerância. A decisão foi anunciada por integrantes de Igreja Católica, Umbanda, Candomblé, Budismo, Islamismo e Judaísmo. O grupo foi recebido num templo de candomblé, localizado no Bairro de Bonsucesso, na Zona Norte, nesta segunda-feira. A ideia surgiu depois que o juiz Eugênio Rosa, da Justiça Federal, afirmou, em sentença emitida a um pedido de liminar, que umbanda e candomblé não são religiões.

A polêmica ainda não se encerrou, já que está em andamento um processo em que a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e a Associação Naconal de Mídia Afro pedem a retirada da internet de 16 videos ofensivos à umbanda e ao candomblé. Na última sexta-feira, o grupo teve uma vitória parcial, depois que o desembargador Roy Reis Friede determinou, via liminar, que o Google retire o material do ar sob pena de pagamento de multa de R$ 50 mil diários. No entanto, a decisão final sobre o mérito do processo cabe ao mesmo juiz, que já negou esse pedido no início do processo.

O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, representante do candomblé, celebrou o caráter “inédito” da criação do grupo de advogados para defender os direitos das manifestações religiosas – tenham elas o cunho que tiverem. Ele conta que a ideia surgiu de uma conversa com representantes da Igreja Católica e começou a ganhar força nas últimas semanas. O grupo também irá acompanhar o desenrolar do atual processo na Justiça Federal.

- Vamos manter a mobilização e nossa ofensiva junto ao Judiciário. Com o grupo, começaremos a monitorar outras agressões e casos de preconceito que possam surgir. Finalmente, poderemos agir de forma unida – afirma Ivanir, emendando, ainda, que a investida de se reunir juristas em torno de várias crenças é inédita “no mundo”.

A tentativa das lideranças é mais ambiciosa e terá um obstáculo pela frente: trazer para o debate sobre intolerância religiosa representantes dos evangélicos, que ainda não sinalizaram positivamente neste sentido. Alguns dos vídeos acusados de desrespeitar umbanda e candomblé – e alvos do processo judicial em curso – têm como cenário, justamente, templos neopentecostais. Ivanir dos Santos declarou que já se abriu uma porta ao diálogo com algumas lideranças, mas ainda não houve avanço em definitivo. Ele sustenta que, com a decisão liminar do desembargador, as esperanças de uma vitória final na justiça aumentam.

- Com a decisão do desembargador uma luz se acendeu. Mesmo com o processo voltando para o mesmo juiz, acreditamos que temos uma chance grande de sairmos vitoriosos. Não somos contra a liberdade de expressão, mas contra o ódio e o preconceito (que seriam expostos nos vídeos).

Você ainda acredita na instituição igreja?

UN GOSPEL W ASSAFAriovaldo Ramos

Há muitas críticas sobre a dimensão institucional da Igreja Evangélica. Você ainda acredita na instituição igreja? Se sim, como salvá-la?

A igreja é criação de Jesus. Em Mt 16.18, Jesus disse que edificaria a sua Igreja. Naquele tempo, Igreja significava um grupo de pessoas em torno de alguém, ou de ideias, ou de ambas.

Jesus falava de um grupo de pessoas que cressem ser ele Deus, que viera em carne e osso, para libertar a humanidade. Disse que trabalharia nessa Igreja, de tal maneira, que esta atacaria as portas da morte, libertando seres humanos que, por ele, seriam ressuscitados no último dia.

Estas pessoas, membros da Igreja, seriam trazidos ao Filho pelo Pai, por meio de uma revelação sobre a natureza divina e libertadora do Filho. Portanto, gente que adoraria ao Filho como Deus.

A Igreja é a consolidação desse grupo de Jesus, pelo Espírito Santo, por seu batismo e habitação, desde o Pentecostes.

O Espírito Santo disse que a Igreja é o corpo do Senhor, por meio do qual Jesus exerce a seu governo sobre todas as coisas. Que a Igreja é a casa de Deus, e o santuário onde Deus é adorado.

Nas palavras de Jesus, a Igreja assume um perfil relacional: onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Jesus, ele estará entre eles; e sacerdotal: se dois concordarem na terra será feito no céu.

Na ação do Espírito Santo, a Igreja assume um perfil operacional: todos os seus membros são cumulados de dons, de capacidades especiais para operar prodígios, assim, há, também, membros dessa comunidade que são destacados pelo Espírito Santo para prestar serviço para a Igreja, sem, com isso, ganhar qualquer posição hierárquica; todos continuariam a se ver e a se tratar, apenas, como irmãos.

Na voz do Cristo, essa Igreja assume uma característica missional, ela tem de levar o conhecimento do Cristo e dos seus ensinos a todos os povos, tem de batizar os que, a exemplo do que aconteceu com os primeiros, forem recebendo a mesma revelação sobre Jesus de Nazaré.

E, nessa missionalidade, a Igreja tem de manifestar a presença do Reino, na história, por meio do serviço aos demais, através de obras boas, que provoquem transformações nas circunstâncias, e dêem direção para a sociedade.

Na perspectiva dos apóstolos, a Igreja passa a necessitar de estrutura mínima, que garanta as condições para que está se organize em função de sua missão. Daí, presbíteros, para que as pessoas, no exercício de seus dons, não percam o foco missiológico, transformando as capacidades que receberam em fim em si mesmas.

Não pode, outrossim, a Igreja se permitir a ser uma confraria fechada, um refúgio. Ela tem de se manter uma comunidade para a humanidade, sonhando com o dia em que toda humanidade seja Igreja. Daí, diáconos que garantam a igualdade entre irmãos e que promovam o senso de comunidade pela partilha e pelo acolhimento.

E como essa comunidade é um contingente geográfico, para além de ser uma comunidade virtual pelo Espírito Santo, ela tem de se reunir, e essas reuniões precisam manter-se relacionadas umas às outras.

Com o passar dos séculos esta estrutura deixou de ser mínima, e de manter a igualdade, passando á privilegiar a hierarquia, e a reconhecer apenas poucos como sacerdotes, embora, o sacerdócio seja universal. E a estrutura acabou por sequestrar a Igreja.

Nossa tarefa, hoje, é fazer que a estrutura volte aos moldes originais, que volte a ser o mínimo necessário para que a Igreja, a comunidade, seja o máximo possível.

fonte: Facebook

Arquidiocese notifica TV italiana por usar imagem do Cristo Redentor

Imagem do Cristo Redentor foi utilizada em propaganda de TV italiana - Ivo Gonzalez / Agência O Globo

Imagem do Cristo Redentor foi utilizada em propaganda de TV italiana – Ivo Gonzalez / Agência O Globo

A propaganda termina com o Cristo vestido com a camisa azul número 10, do craque italiano Antônio Cassano

Deborah Berlinck, em O Globo

BOLONHA – A Arquidiocese do Rio está pedindo entre 5 e 7 milhões de euros (entre R$15 e R$21 milhões) de indenização à maior rede de televisão da Itália, a RAI, por a emissora ter “vestido” o Cristo Redentor com uma camisa da seleção italiana de futebol, num filme para promover sua programação na Copa do Mundo. Além de desrespeito religioso, a Arquidiocese acusa a rede italiana de exploração “ilitica” da imagem do Cristo, lembrando que é dona exclusiva dos direitos autorais, materiais e morais do monumento.

- A Arquidiocese se sente ultrajada. É como se uma TV brasileira promovesse sua programação colocando mulatas com gladiadores no Coliseu de Roma. É um insulto a um simbolo nacional – disse Alexandro Maria Tirelli, o advogado italiano que enviou notificação a Rai, a pedido de Rodrigo Grazioli, advogado paulista contratado pela Arquidiocese.

Tirelli disse que entrou em contato com a direção da Rai na sexta-feira e que, aparentemente, a propaganda foi retirada. Agora faltam as indenizações. Na notifição por escrito que enviou a Rai, a Arquidiocese não menciona o montante da indenização. A entidade eclesiástica diz que tomou conhecimento da publicidade no dia 30 de abril através da rede social Youtube, e pede a retirada “imediata” do anúncio. A carta acaba com uma ameaça de entrar na Justiça caso não haja acordo que “englobe a indenização pela utilização indevida ja consumada”.

O advogado italiano disse que a Arquidiocese quer usar a indenização para obras caritativas da igreja.

- A motivação não é para fins lucrativos. Uma marca mundial de artigos de esporte propôs pagar à Arquidiocese US$ 2 milhões para vestir o Cristo Redentor com suas camisas. A Arquidiocese se recusou – disse Tirelli.

A Copa do Mundo no Brasil virou uma dor-de-cabeca inesperada para a Arquidiocese. Com o Cristo Redentor sendo o maior cartão-postal do Brasil, a Arquidiocese também ameaça comprar uma briga com a casa de apostas inglesa Landbroke. Numa publicidade, a Landbroke nao apenas vestiu o Cristo Redentor com uma camisa de futebol, como cobriu seu rosto. Um pedido de informação feita pelo GLOBO por email à assessoria de imprensa da Rai não foi respondido.

A propaganda da Rai, de cerca de 30 segundos, reúne todos os clichês do Rio: crianças, futebol, favelas. E termina com o Cristo vestido com a camisa azul número 10, do craque italiano Antônio Cassano.

Ancelmo Gois, em sua coluna desta sexta-feira, publicou uma foto do perfil no Instagram do jogador italiano Mario Balotelli. O craque italiano aparece de braços abertos no alto do Corcovado, como o Cristo Redentor, com a camisa da Azurra.

Noé e os dinossauros

O fóssil batizado Ebenezer, que seria ‘contemporâneo de Noé’, é a ‘Mona Lisa’ do Museu da Criação (foto: divulgação)

O fóssil batizado Ebenezer, que seria ‘contemporâneo de Noé’, é a ‘Mona Lisa’ do Museu da Criação (foto: divulgação)

Anna Virginia Balloussier, no Religiosamente

Homens e dinossauros caminhando lado a lado. Se você acha que já viu esse filme, pode tirar o tiranossaurozinho da chuva.

No Museu da Criação, essa ideia não é uma fábula ficcional à la “Jurassic Park”.

O espaço, gerenciado pela igreja Answer in Genesis (“Resposta na Gênesis”), reproduz a noção bíblica de que Deus fez o mundo em seis dias e tirou uma folga no sétimo, há provavelmente 6.000 anos.

Os lagartões não seriam incoerentes com o “design inteligente”, como é chamado o planejamento divino da gênese: teriam brotado no sexto dia, junto com gado, répteis, feras, Adão e Eva.

“Nós usamos os dinossauros em todo o museu para proclamar as verdades da ‘Gênesis’ [livro inicial da Bíblia] e rejeitar a evolução darwiniana”, diz Mark Looy, diretor de comunicação do ministério evangélico, por e-mail.

A atual “Mona Lisa” da construção em Peterburg, Kentucky (EUA), é o fóssil de um Alossauro, tipo carnívoro com cerca de nove metros de cumprimento.

Segundo a curadoria criacionista, o animal morreu há aproximadamente 4.350 anos, no grande dilúvio dos 40 dias e das 40 noites, em que poucas e sortudas espécies se salvaram na arca de Noé.

O que vai por água abaixo, nesse caso, é a hipótese de que o último dinossauro desapareceu cerca de 60 milhões de anos atrás. As ferramentas científicas que corroboram a tese são vistas com desconfiança pelo grupo religioso.

“Esses ossos não têm rótulos anexados dizendo quão velhos eles são. A ideia de milhões de anos de evolução é apenas uma visão dos evolucionistas sobre o passado. Nenhum cientista estava lá para ver”, diz um texto no site do museu.

Os dinossauros, por outro lado, teriam deixado suas pegadas na Bíblia. Na “Gênesis”, Deus fala com Jó, aquele da paciência, sobre Behemoth, uma besta gigante que possui ossos “como tubo de bronze” e não treme nem “se o rio transborda”.

Estudiosos das Escrituras costumam associar essa criatura a um hipopótamo, mas criacionistas acreditam se tratar de um braquiossauro –dino herbívoro e pescoçudo.

Para desqualificar a teoria propagada por Charles Darwin, o museu questiona por que fósseis não revelam “dinossauros em transição”, ou seja, ossadas que mostrem como “répteis gigantes” teriam se transformado aos poucos em outro animal.

“Na verdade, se entrar em qualquer museu, você vai ver fósseis de dinossauros que são 100% dinossauro, e não algo entre os dois. Não há 25%, 50%, 75% ou mesmo 99% dinossauros. Eles são todos 100% dinossauros!”

O CARA DA CIÊNCIA’

Em fevereiro, um debate exibido pela internet opôs Ken Ham, presidente da Answer in Genesis, e Bill Nye, vencedor do Emmy pelo programa infantil em que se apresenta como “The Science Guy” (“o cara da ciência”).

A cena a seguir é relatada por um ex-criacionista: David MacMillan, blogueiro do site Huffington Post.

Nye foi disposto a mostrar uma verdade que estava o tempo todo aos pés do rival. Trouxe um pedaço de rocha do estrato que fica bem embaixo do Museu da Criação. Apontou camadas de criaturas fósseis microscópicas que só poderiam ter vivido e morrido em águas calmas e rasas. Ou seja, demoraram milhões de anos para se formar e jamais passaram por uma fulminante inundação global, como a enfrentada por Noé.

“Mas o criacionismo não é bem-sucedido porque ignora a evidência. O criacionismo é bem-sucedido porque sempre encontra maneiras de reinterpretar a evidência para encaixá-la em seus pressupostos”, escreve MacMillan.

“Ao longo do debate, Ham insistentemente repetiu que, enquanto a pesquisa científica do presente é testável e reproduzível, a investigação científica sobre o passado, o que ele chama de ‘ciência histórica’, nunca pode ser provada.”

MACACADA

Ken Ham, contudo, não está só. Cerca de um terço da população estadunidense não acredita, por exemplo, que o homem evoluiu de outra espécie, de acordo com uma pesquisa do Pew Research Center feita com 1.983 adultos em 2013 (a margem de erro é de 3%).

Mark Looy, o chefe de comunicação da igreja, afirma que o Museu da Criação atraiu dois milhões de visitantes em sete anos –na semana passada, aliás, esbarrou com uma família de São Paulo por lá.

A entrada para adultos custa US$ 29,95. Para matar a fome, o Café do Noé tem sanduíches como o “Cheese and Bacon Creation Burguer” (US$ 5,59).

Há ainda oferta de oficinas como “Monkey Business” (“negócio de macaco”).

Eis a descrição: “Os macacos são diversão para crianças de todas as idades, mas tornam-se um negócio sério quando alguns cientistas afirmam que os seres humanos vieram dos macacos! Neste workshop divertido e interativo, as crianças vão aprender que Lucy [famoso fóssil hominídeo] e outros homens chamados de macacos não estão na árvore genealógica humana. Em vez disso, entenderão que as pessoas foram criadas especialmente à imagem de Deus”.

Boneco desbocado de Ratinho vira pastor e critica Macedo e Santiago

Eduardo Mascarenhas manipula Xaropinho em culto da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo (foto: Arquivo pessoal)

Eduardo Mascarenhas manipula Xaropinho em culto da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo (foto: Arquivo pessoal)

Paulo Pacheco, no Notícias da TV

O rato Xaropinho, personagem desbocado do Programa do Ratinho, virou pastor. Seu manipulador, Eduardo Mascarenhas, pastor da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo há quatro meses, leva o boneco aos cultos, mas não para orar ou ler a Bíblia, e sim para tirar sarro dos fiéis. A liderança religiosa faz parte da nova rotina do artista, que pretende, aos poucos, deixar o mascote da atração do SBT, por problemas de saúde e para se dedicar à igreja.

“Eu não descaracterizo o Xaropinho. Na igreja, ele continua doido, brincalhão, falando abobrinha. Não quero ficar podando meu humor por causa do puritanismo. Quando não estou fazendo humor, sou pastor Eduardo. Não vou deixar de fazer piada, mas sem falar nenhum palavrão cabeludo”, diz Mascarenhas, que pede permissão a Ratinho, dono de Xaropinho, para manipular o personagem nos cultos.

A ideia de levar Xaropinho à igreja surgiu após Mascarenhas perceber que os frequentadores dos cultos não fazem outra atividade cultural senão ir à igreja: “Quando anuncio o Xaropinho, claro, sempre atrai um ou outro curioso para a igreja, mas levo porque a Igreja é muito séria, sisuda, carrancuda. Pensei nas famílias que não podiam pagar para irem ao cinema, ao teatro”.

O artista, hoje pastor, faz questão de se manifestar contrário às grandes igrejas, como a Mundial, de Valdemiro Santiago, e a Universal, de Edir Macedo. Para Mascarenhas, essas igrejas são “caça-níqueis” e visam apenas o dinheiro.

“Sou contra essas igrejas caça-níqueis que surgem a todo instante. Os caras não fazem nada útil, só fazem igreja para encher de gente, tomar grana [dos fiéis] e comprar emissoras de TV”, critica o pastor, que se sustenta com o salário do SBT e arrecada dinheiro na igreja para seu projeto social, o Instituto Xaropinho.

Na igreja, Mascarenhas manipula Xaropinho como ventríloquo. O rato já aparece gritando e xingando. Chama os fiéis de “feios” e diz que os pastores se parecem com o pugilista Adílson Maguila ou o apresentador José Luiz Datena:

Xaropinho - Beleza, Brasil, vai começar o Programa do Ratinho!

Mascarenhas - Está louco, Xaropinho? Você está na igreja!

Xaropinho - Meu Deus, que povo estranho… aquele é o Maguila ou o Datena?

Mascarenhas - Não, ele é o pastor.

Xaropinho - Pastor é para pastar?

Mascarenhas - Não, é para pastorear!

Xaropinho - Pastorear o quê?

Mascarenhas - As ovelhas. Todo esse povo são as ovelhas!

Xaropinho - Nossa, tem cada ovelha feia! Sabia que ovelha faz cocô redondinho?

Mascarenhas - Você está louco! Aqui é a casa de Deus!

Xaropinho - Deus está me ouvindo? Estou ferrado!

O pastor Eduardo Mascarenhas manipula o boneco Xaropinho durante culto (foto: Arquivo pessoal)

O pastor Eduardo Mascarenhas manipula o boneco Xaropinho durante culto (foto: Arquivo pessoal)

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