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Salmo do desespero

Ricardo Gondim

Certa mulher sofria de uma síndrome rara. Na flor da idade, dores, mal estar, debilitação, passaram a fazer parte do seu cotidiano. Na cabeceira do seu leito de hospital, enfermeiras encontraram um papel amassado. Abriram imaginando tratar-se de alguma receita médica ou talvez alguma correspondência recebida durante o tratamento. Para a surpresa de todos, era um Salmo desesperado:

Hoje quero escrever um Salmo em que derramo todo o meu rancor contra um Deus que nos faz esperar sem necessidade. Deus nos deixa sofrer sem precisão.

Que Deus é esse que se revela conceitualmente, mas não se mostra em um prosaico remédio que cura uma doença banal? Que Deus é esse que se faz carne para revelar seu rosto amoroso, mas não se faz carne para revelar a vacina contra malária.

Em meu Salmo, digo o que os cantores de Israel nunca tiveram coragem de dizer: fomos criados para a tragédia; nossa breve e estúpida existência não passou de um erro cósmico.

No dia em que o sol explodir e a terra deixar de existir, o universo não sentirá nossa falta. Deus não sentirá falta da humanidade.

Mas nós, desaparecidos e reduzidos a nada, retribuiremos nosso desprezo ao Divino. Nossa não-existência será um tapa na cara de Deus. Nós também não sentiremos sua falta. 

As enfermeiras choraram. Mas, nas lágrimas derramadas, jamais se entenderá a angústia de alguém que precisou escrever uma poesia tão dolorida.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Igreja Maranata: mais de R$20 milhões teriam ido parar no bolso de pastores

Letícia Cardoso e Vilmara Fernandes, na Gazeta Online

Um esquema de corrupção para desviar recursos provenientes do recolhimento do dízimo foi montado na cúpula da Igreja Cristã Maranata, com o envolvimento de pastores, diáconos e até fornecedores. A ação, identificada em uma investigação da própria instituição, foi parar na Justiça. Nela, aparece o nome do vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos. Estimativas iniciais da igreja indicam que o rombo é de, no mínimo, R$ 21 milhões. Mas a ação protocolada na Justiça pede o ressarcimento de R$ 2,1 milhões.

A Igreja Cristã Maranata é uma das que mais crescem no país. Acima, foto do templo na Praia da Costa

A diretoria da Maranata diz que a situação é grave e que já adotou as providências contra as irregularidades que vinham sendo praticadas. Uma delas foi afastar três pastores e um diácono das funções administrativas e religiosas.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual. Em nota, o MP adiantou que os documentos exigem melhor apuração, mas apontam para várias irregularidades e crimes. Diz ainda que, se aproveitando da isenção de tributos que as igrejas possuem e da boa-fé dos fiéis, pastores estariam usando bens da igreja em benefício próprio. A lista de prováveis crimes praticados inclui desvio de recursos para o exterior, criação de empresa irregular, contrabando, fraudes ao Fisco e ao sistema financeiro.

O pastor Antônio Ângelo e o contador Leonardo Alvarenga, vice-presidente e o contador da instituição, respectivamente, são acusados de desvio

Derrame

Cerca de 5 mil templos no Brasil são administrados pelo presbitério da igreja, em Vila Velha, que concentra o dízimo doado no país. O dinheiro foi desviado desse caixa único. A igreja não informa quanto arrecada, mas sabe-se que é a segunda em número de evangélicos no Estado e uma das que mais crescem no país.

O golpe era viabilizado por notas fiscais frias, que permitiam a retirada de valores do caixa da igreja. Segundo documentos obtidos pela Rádio CBN Vitória e pelo jornal A GAZETA, as notas eram emitidas por fornecedores do Presbitério da Maranata. Há indícios de que empresas foram criadas – em nome de laranjas – somente para essa finalidade.

O dinheiro desviado era destinado a um grupo de pastores. Além do nome do vice-presidente, as investigações chegaram ao do contador da Maranata, Leonardo Meirelles de Alvarenga. Eles foram denunciados na ação judicial aberta pela igreja. Há indícios de participação de mais pastores e funcionários. Nas apurações, envolvidos afirmaram que o dinheiro serviria para “ajudar irmãos no exterior”.

As informações fazem parte de investigação interna da igreja, que orientou uma auditoria externa, cuja análise preliminar confirma as irregularidades. “Elementos obtidos (…) são contundentes quanto à ocorrência de fraudes e desvios perpetrados pelo vice-presidente e o contador”, diz trecho do relatório da auditoria citado na ação judicial.

Parte dos recursos desviados era usada na compra de carros e imóveis e no pagamento de contas pessoais. “Por várias vezes fui orientado a depositar valores na conta do Antônio Ângelo para pagamento de cartão de crédito, prestação de veículos, condomínios, compras de equipamentos”, diz um funcionário ouvido na investigação.

Outra parte dos recursos era investida na compra de dólares, diz um empresário no mesmo relatório: “O valor era depositado nas contas das minhas empresas. No mesmo dia, eu comprava os dólares e os entregava no presbitério”. Os dólares eram levados para o exterior nas malas de fiéis.

Destruição

Para evitar que a prática dos crimes fosse descoberta, funcionários foram orientados a destruir cópias de recibos. “Fui orientado pelo Antônio Ângelo e pelo Leonardo a destruir todos os documentos, recibos e depósitos que não passavam pelo caixa central do presbitério para não cair em nenhum tipo de fiscalização”, relata um funcionário da igreja.

Há informações de que computadores foram formatados para que os rastros dos desvios fossem destruídos. “Os HDs foram corrompidos. Programas de envio de relatórios fiscais por internet (Receitas Federal e Estadual) foram apagados”, consta num dos documentos. Outro problema detectado são atrasos na contabilidade da igreja há pelo menos quatro anos.

“Um montante muito elevado, chegando a cerca de R$ 500 mil mensais nos últimos 30 meses e R$ 6 milhões em 2010″, relatório da Igreja Maranata sobre os desvios

Trechos da ação
“A igreja pagou um total de R$ 941 mil em notas fiscais que não correspondem a mercadorias efetivamente entregues”
“Relatório elaborado culmina com o prejuízo financeiro para os cofres da igreja equivalente a R$ 2,1 milhões”
“A senha do contador Leonardo Meirelles lhe dava amplos poderes, alguns dos quais extrapolavam os limites das atividades próprias de contador”
“Verifica-se que documentos emitidos pela empresa do contador Leonardo Meirelles, assim como os registros da contabilidade, foram fraudulentos”
Depois do questionamento, a expulsão
“Fui usado como mula. No ano passado, foram três viagens”
X, 28 anos, frequentava a igreja desde pequeno
“Fui um dos muitos fiéis que transportaram os equipamentos do projeto de videoconferência dos Estados Unidos para o Brasil. Fui usado como mula. Só no ano passado, foram três viagens. Trazia-os em minha bagagem, escondidos no meio das roupas. Nunca foram descobertos pela Alfândega. Após ganhar a confiança dos pastores, fui convidado pelo vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, no final do ano passado, para uma outra viagem. Só que desta vez deveria levar US$ 10 mil, valor máximo permitido para entrada nos Estados Unidos, e entregar a um outro pastor. Nesse dia, percebi que algo estava errado e o questionei sobre a legalidade das ações do Presbitério. Não aceitei levar os dólares e fui comunicado de que seria expulso de todos os trabalhos dentro da igreja.”

Filósofo Alain de Botton propõe templo para ateus em Londres

Matéria da BBC publicada no portal Terra

O filósofo e escritor suíço Alain de Botton propôs a construção de um prédio de mais de 45 metros de altura que serviria como uma espécie de templo para ateus. O templo seria construído no coração financeiro de Londres.

Segundo o filósofo, o templo seria usado para celebrar uma nova forma de ateísmo, que seria um contraponto ao ateísmo proposto pelos pensadores Richard Dawkins e Christopher Hitchens.

De Botton argumenta que o ateísmo proposto pelos dois pensadores é “destrutivo”, por atacar as religiões, ao contrário de sua proposta de harmonia entre as religiões.

“Em geral, um templo é feito para Jesus, Maria ou Buda, mas é possível construir um templo para qualquer coisa positiva e boa”, disse De Botton ao jornal britânico Guardian.

“Isso poderia significar um templo ao amor, amizade, tranquilidade e perspectiva. Porque o ateísmo de Richard Dawkins e Christopher Hitchens ficou conhecido como uma força destrutiva. Mas há muitas pessoas que não acreditam em Deus e não são agressivas contra outras religiões.”

Polêmica
A proposta de Alain de Botton provocou uma polêmica entre os pensadores, com declarações publicadas na imprensa britânica. Richard Dawkins criticou o plano do filósofo suíço, dizendo que isso seria um desperdício de dinheiro. Para ele, um templo para ateus é uma contradição.

“Ateus não precisam de templos”, disse Dawkins. “Eu acho que já formas melhores de se gastar este tipo de dinheiro. Se você vai gastar dinheiro com ateísmo, você poderia melhorar a educação secular e construir escolas não-religiosas que ensinam pensamentos racionais, céticos e críticos.”

Allain de Botton está lançando um livro novo sobre ateísmo, chamado Religion for Atheists: A Non-believer’s Guide to the Uses of Religion (ou Religião para Ateus: Um guia para Não-crentes sobre as Utilidades da Religião, em tradução livre).

Em fevereiro de 2010, o filósofo encomendou um projeto ao arquiteto Tom Greenall para a criação do templo. “Com 46 metros de altura e no coração da City londrina, o templo representa toda a história da vida na Terra: cada centímetro da sua altura equivale a um milhão de anos de vida do planeta “, afirma o arquiteto, em seu site.

“A um metro a partir do solo, uma fina linha de ouro – com não mais que um milímetro – representa toda a existência da humanidade. A visita ao templo serve dar outra perspectiva da vida aos visitantes.”

O filósofo afirmou ao Guardian que já captou metade dos recursos necessários para o templo, mas que os doadores preferem o anonimato. O templo começaria a ser construído no final de 2013, caso seja aprovado pela prefeitura. Ele disse que escolheu o centro financeiro da cidade porque seria onde as pessoas mais “perderam perspectiva” sobre as prioridades da vida.

Os pastores feiticeiros e seu evangelho pagão

Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus inovam. Pela TV, em Brasília, prometem bom desempenho em concursos públicos. O fiel só precisa levar caneta ou comprovante de inscrição ao templo para ser ungido. O discurso? “Se Deus te iluminar, te der a direção, nada dá errado” [Sonia Racy, no Estadão]

Ed René Kivitz

O pior dessa notícia é que tem uma lógica danada. Literalmente, a lógica é danada. É dos quintos dos infernos. Mas faz todo o sentido dentro da cosmovisão religiosa popularmente identificada como cristã, isto é, da subcultura sociologicamente definida como segmento religioso que se pretende cristão. Senão, observe.

  • Para quem crê em um Deus intervencionista, que se mete no cotidiano da vida humana vindo de fora (de outro mundo, da sala do trono, ou sei lá de onde), qual é o problema de pedir a Deus que favoreça um dos seus filhos em um concurso público?
  • Para quem acredita em unção como ritual litúrgico, e sai por aí passando óleo e azeite em portas e janelas, carros, pessoas, animais de estimação, propriedades, galpões empresariais e escritórios, e outras coisas mais, qual é o problema de ungir ritualisticamente uma caneta ou uma ficha de inscrição para um concurso público?
  • Para quem acredita que Deus revela segredos aos seus filhos, fala pela boca dos profetas e dá palpite na vida dos outros, qual é o problema em pedir uma iluminação ou uma direção, tipo informação privilegiada, como ajuda para o êxito num concurso público?
  • Para quem acredita que o templo é a Casa do Senhor, e que os pastores, bispos, apóstolos e patriarcas são Servos do Senhor, pessoas especiais, com uma unção especial de Deus, qual é o problema de participar dessa unção ritualística no Templo Sede Internacional e receber a bênção do homem de Deus antes de atravessar o desafio de um concurso público?
  • Para quem faz promessas de subir escadas de joelhos, realiza peregrinações carregando cruz nas costas, amarra fitinhas de santos no pulso, pendura no pescoço colares benzidos nos terreiros, carrega santinhos na carteira, ou participa de correntes da fé em busca de bençãos materiais e soluções para problemas circunstanciais, qual é o problema de ungir a caneta ou a inscrição para o concurso público?

Em síntese, apesar de grotesca e de causar espanto, respeitada a lógica religiosa popular cristã, não há nada de errado nessa prática noticiada pela Agência Estado. O desafio é responder se essa lógica expressa de fato o Evangelho de Jesus Cristo.

fonte: Blog do Ed René Kivitz

Nós, o Diabo… e a paciência inexplicável do amor de Deus

Caio Fábio

Hoje, pela milésima vez, me perguntaram por que Deus não acaba logo com essa briga entre Ele e Satanás; posto que, disse o perguntante, ele [a pessoa] não tem nada a ver com essa questão entre Deus e o Diabo.

A questão reflete o que já disse dezenas de vezes antes, até mesmo aqui no site — inclusive no texto hoje abundantemente visto como vídeo na Vem e Vê TV e no You Tube; a saber: PERDOEM-ME O DESGOSTO! …ESTÁ INSUPORTÁVEL! – VIDEO.

Isto porque e ênfase “evangélico/pentecostal” no diabo como ente onipresente, onipotente e onisciente — pois é assim que como criatura ele é tratado na prática — tem feito com que os crentes que vão se cansando da “igreja” passem a interpretar a questão em pauta desse modo [...]; ou seja: como uma briga multi-cósmica entre o Deus do Bem e o Deus do Mal; fato equivocado este, que, em tais pessoas tão ignorantes quanto cansadas, gera este tipo de questão.

E mais: essa ênfase, por tal equívoco, cria a ideia de que o Deus que a Escritura diz que é Amor, tenha inimigos ao modo humano de inimizar-se; o que O torna apenas um Diabo menos endiabrado um pouco…; posto que onde haja inimizade, segundo o Deus que é Amor nos ensina em Sua Palavra, aí há Diabo; [...] não havendo, portanto, espaço na natureza de Deus para o ódio; visto que ódio é treva, segundo João; e em Deus não há treva nenhuma.

A questão, todavia, implica em uma redução de Deus ao nível diabólico da pior das criaturas, visto que Satanás [...] seja ele quem for e como for [...], é apenas mais uma criatura livre, feita por Deus sem diabrices, mas que, à semelhança dos humanos, pela via do livre arbítrio, decidiu tornar-se quem se tornou…

O Diabo [diabo] é inimigo de Deus; Deus, porém, não é inimigo do Diabo ou de diabos; assim como o homem se tornou inimigo de Deus pelas suas escolhas, sendo chamado por Paulo pela designação de “inimigo de Deus” e de “filho da ira”, embora jamais se diga que Deus seja inimigo do homem [...] ou de qualquer de Suas demais criaturas.

Ao contrário, o Novo Testamento nos diz que, sendo nós inimigos de Deus, fomos, todavia, com Ele reconciliados; e isto unilateralmente, pelo Sangue da Cruz de Cristo; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo; e, segundo Paulo escrevendo aos Efésios, pelo mesmo ato, Deus estava reconciliando consigo mesmo [...] todas as coisas e criaturas, quer nos céus, quer sobre a terra; ou seja: em todas as dimensões.

Ora, na prática isto não muda por Decreto a relação dos inimigos de Deus com Ele, mas deixa claro que qualquer criatura pode ser aproximar de Deus, por causa de Jesus, sabendo que, havendo sincera liberdade e vontade arrependida [...], da parte de Deus o Caminho da Reconciliação está aberto e consumado.

Dou Graças a Deus [...] que Ele não tenha destruído e aniquilado Satanás ainda; pois, se assim o fizesse, quem mais, pelos critérios do mesmo juízo de aniquilamento, escaparia?

Sei que o Diabo existe; assim como sei que milhões e milhões de homens/diabos existem também; os quais, na maioria das vezes, são os que determinam a História da Civilização; a qual não é feita de Gandhis, de Madres Teresa ou de Paulos, mas de Neros, Calígulas, Domicianos, Gengis Kans e Hitlers.

Além disso, dou também Graças a Deus que o Diabo não tenha sido ainda aniquilado em razão de que em quase toda família humana, empresa humana, sistemas políticos, ou poderes conhecidos neste mundo, etc… — eu enxergue todos os dias milhões e milhões de diabos; sim, de criaturas que existem contra Deus, o amor e a vida; e que, em tais existências só se pode ver a imagem e semelhança de Satanás; posto que existam para realizar os desejos homicidas, egoístas, caprichosos, mentirosos, enganadores, aproveitadores, gananciosos, manipuladores, dissimuladores, narcisistas e perversos do Diabo; seja oprimindo como humanos as suas próprias famílias, seja como governantes despotizando povos, seja poderosos controlando os tesouros e recursos naturais ou destruindo-os; ou ambicionando serem os senhores dos destinos humanos…

Assim, a paciência do amor de Deus para com o Diabo é equivalente à paciência do amor de Deus para com a Humanidade!

O fato é que o homem foi se tornando tão semelhante ao Diabo [...] que o Diabo foi se tornando semelhante ao homem; e, você, durma com o barulho louco de tal constatação!…

Desde o Éden que o homem aprende consciente e inconscientemente com o Diabo — e isto por vias, meios e modos diferentes —, e, em menor escala, o Diabo também aprende com o homem; posto que se trate de um encontro entre criaturas; uma delas com mais poder, o Diabo; outra menos poderosa, o homem; porém, ambos, homem e Diabo, vivem em estado de troca [...] como criaturas.

Deus não tem nada a aprender com o homem ou com a criação, como sugerem alguns “teólogos”; porém, no nível da criação, aí sim, existe uma antroposatanologia relacional e do processo.

Ora, foi Paulo quem disse isto ao afirmar que os “Principados e Potestades” —bons e maus— estão sempre se perplexificando ante á produção dos filhos de Deus, para o bem; assim como se colocam em estado de perplexidade para o mal quando os humanos “fazem aquilo que nem os demônios acreditam” —; usando eu uma expressão chula a fim de descrever o que acontece.

Desse modo, o Amor Divino que exerce paciência com a diabrice humana, dando oportunidade de retorno à sensatez, é, ainda que nos pareça chocante, a mesma que trata o resto da criação e das criaturas com a mesma Graça; o que fará com que o Dia do Juízo se torne mais do que inapelável; posto que em tal Dia/Momento/Eterno, até o Iniquo dele venha a sair mudo e sem palavras!

No fim, o Lago de Fogo — no qual o Diabo e seus anjos, assim como a Morte e o Inferno serão lançados… — será um ato de Soberania Divina de Suicídio de criaturas e estados de existência, pela via do livre arbítrio de tais criaturas e estados de existência.

“Serão lançados nos Lago de Fogo ardente” todos os que todos os dias treinam tal salto para ele!…

Dessa forma, não querendo escrever mais [...], apenas digo que é estranho assim o Amor de Deus; o qual, por definição, excede a todo o nosso entendimento; incluindo o entendimento que até Satanás possa ter [...]; se é que pela sua maldade deliberadamente essencial ainda lhe restou alguma coisa que, não sendo inteligência, ou intelisatanencia, pudesse ser chamada de Entendimento; o qual [o verdadeiro entendimento], na sabedoria divina, é o saber que decorre não do intelecto, mas do saber que aprende em amor; o que, no caso do Diabo, parece ter se tornado, por sua total, livre e perseverante escolha de ser, uma inimaginável possibilidade humana quanto a conceber de outro modo.

Nele, em Quem até o Diabo é tratado com a Paciência do Amor que não se exaspera do mal,

fonte: site do Caio Fábio