Vídeos com ofensas a candomblé e umbanda se multiplicam na internet

2014-737560946-2014072864296.jpg_20140728
Devoção atacada: na imagem, adepta da umbanda acende vela em reverância a orixás. Culto às entidades africanas é associado ao demônio em vídeos na web – Domingos Peixoto / Agência O Globo

Publicado em O Globo

O roteiro é quase sempre o mesmo: numa igreja lotada de fiéis, o pastor informa que há ali uma alma atormentada. O anúncio é seguido pela entrada de um homem em espasmos, agarrado por um grupo de funcionários do templo. Ele se apresenta como Exu e responde a uma série de perguntas feitas por outro homem, que se identifica como pastor. Diz que quer destruir a vida do incorporado, frequentador de terreiros de candomblé. Mas admite ser fraco e acaba subjugado pela força divina.

A cena se repete em milhares de vídeos encontrados na internet. “Macumbeiro desafia pastor e se converte a Jesus”, “Expulsando 500 demônios e arrancando a macumba” e “Testemunho de ex-macumbeiro” são os títulos de alguns deles. Ainda que tenham sido removidos os filmetes ofensivos que deram início à controvérsia envolvendo o juiz da 17ª Vara de Fazenda Federal do Rio de Janeiro Eugênio Rosa de Araújo – que afirmou que candomblé e umbanda não se configuram como religiões -, insultos parecidos continuam a proliferar na rede.

- A internet tem sido usada de forma deliberada. As pessoas acham que a rede é terra de ninguém, então, atualmente, esse é um dos principais meios de disseminação das ofensas – afirma o delegado Henrique Pessoa, designado pela Polícia Civil para acompanhar os casos de intolerância religiosa no Rio. – Esse tipo de ação tem dificultado muito o trabalho de conter a discriminação. Há sites com insultos hospedados no exterior. E, mesmo quando os vídeos são retirados, pouco tempo depois, outros são colocados no ar.

ma busca rápida no YouTube indica as proporções do problema. A combinação dos termos “candomblé” e “demônio” resulta em 7.290 ocorrências. “Umbanda” e “Lúcifer”, em 4.610. Já a expressão “Ex-pai de santo” está associada a 13.600 vídeos da plataforma. Além de rituais de exorcismo, o material encontrado na web mostra um festival de ofensas às religiões de matriz africana, associadas erroneamente ao demônio. Em um deles, um pastor diz que uma mulher incorporada por Iansã – orixá das tempestades e ventanias na mitologia do candomblé – faz sexo com o diabo. Outro mostra a viagem de um pastor que vai à Bahia com a missão de desenterrar um despacho. Em um terceiro, um religioso diz que um jovem que “vive no homossexualismo” está incorporado por Lúcifer, mas agora fará “um pacto com Deus”.

A polêmica sentença do juiz do Rio se referia a 15 vídeos com conteúdo similar. Um deles mostrava uma “ex-macumbeira” relatando sua conversão a uma religião neopentecostal. Em outro, é exibida uma “entrevista com o encosto”. Havia ainda a apresentação de um “jovem ex-pai de santo manifestando um demônio na hora da reconciliação”. A ação que levou à retirada do material foi movida em fevereiro pela Associação Nacional de Mídia Afro (ANMA). O grupo pedia ao Ministério Público Federal que acionasse a Justiça para solicitar ao Google, proprietário do YouTube, a remoção dos filmetes, postados por pastores ou representantes de igrejas evangélicas. Depois de despertar a ira de adeptos do candomblé e da umbanda, Eugênio Rosa de Araújo reviu os fundamentos da sentença e admitiu o erro. Em junho, uma decisão liminar da 2ª Região da Justiça Federal determinou a retirada dos vídeos do ar.

PASTOR: ‘A IGREJA OFERECE A PORTA DE LIBERTAÇÃO’

Diretor da Associação dos Pastores e Ministros Evangélicos do Brasil, Carlos de Oliveira diz que as cerimônias mostradas pelos vídeos são usuais em igrejas evangélicas neopentecostais e que o ritos não configuram desrespeito às religiões afro-brasileiras.

- Vivemos em um país democrático, e o lindo do país democrático é liberdade de religião. Há pessoas que adoram Satã. Elas sabem que o diabo sai pra fazer coisas ruins, mas resolvem adorá-lo. Mas nós consideramos que alguns personagens da religião africana não fazem o bem. Se a pessoa quer continuar com aquele ser, tudo bem. Mas, se procura ajuda, a igreja evangélica oferece a porta de libertação. O que não significa que o candomblé não tenha legitimidade de existir – opina o pastor da Assembleia de Deus.

Já o Google explica que não exerce censura prévia dos conteúdos do YouTube. Quando usuários do site sinalizam vídeos que podem violar diretrizes, a equipe revê o material para avaliar se deve removê-lo. “Não cabe aos responsáveis por plataformas digitais o papel de balancear direitos fundamentais, como liberdade de expressão e liberdade religiosa, para determinar quais conteúdos devem ou não ser removidos. Tal papel é exclusivo do Poder Judiciário. Se houver uma ordem judicial determinando a retirada do conteúdo, o Google irá cumpri-la”, acrescenta a empresa.

A importância da ação do Estado no controle da discriminação religiosa é destacada pelo advogado Hédio Silva Junior, que representou a ANMA no caso dos vídeos retirados do ar:

- O Brasil tem uma sociedade diversa do ponto de vista cultural e religioso. Em um contexto como esse, o Estado tem o papel de fomentar a convivência pacífica e garantir que todas as religiões sejam respeitadas – afirma o advogado. – Entendo que o país precisa de uma lei que discipline a liberdade de crença, que faria com que grupos minoritários se sentissem mais protegidos. O que o ocorre hoje é que as religiões chamadas majoritárias, sobretudo as que preservam uma proximidade com Estado, têm também suas decisões mais respeitadas.

Leia Mais

China quer criar sua própria teologia cristã

china

Publicado no Yahoo

A China quer criar sua própria teologia cristã, compatível com a cultura chinesa e o socialismo, informou nesta quinta-feira um jornal estatal, coincidindo com as tensões crescentes no país entre as comunidades cristãs e as autoridades. “A construção da teologia cristã chinesa tem que se adaptar às condições nacionais e integrar a cultura chinesa”, explicou Wang Zuo’an, líder da Administração de Estado para os Assuntos Religiosos, citado pelo jornal China Daily.

Esta teologia ao estilo chinês “tem que ser compatível com o caminho em direção ao socialismo” do Partido Comunista, indicou este funcionário.

A China conta com entre 23 e 40 milhões de cristãos protestantes, que representam entre 1,7% e 2,9% da população, segundo números divulgados em um seminário recente em Xangai e publicados nesta quinta-feira por vários meios de comunicação.

Cerca de 500.000 pessoas são batizadas todos os anos nas comunidades protestantes chinesas, declarou o China Daily.

“Nas últimas décadas, as Igrejas protestantes chinesas se desenvolveram muito rapidamente, com a adoção de políticas religiosas nacionais”, comemorou Wang.

As práticas religiosas na China são muito controladas pelo Partido Comunista, oficialmente ateu, mas que teme a emergência de contrapoderes. Os adeptos de diferentes cultos reconhecidos só podem se reunir em locais devidamente aprovados. As forças de segurança reprimem e dissolvem com frequência as igrejas não autorizadas, que prosperaram fora das organizações oficiais.

Inclusive igrejas reconhecidas sofrem às vezes a repressão do governo local: em abril, uma igreja protestante em Wenzhou (leste) foi destruída por ordem das autoridades, provocando grande comoção entre os fiéis.
Nesta cidade conhecida tanto pelo dinamismo de seus empresários quanto por sua importante comunidade cristã, a prefeitura considerou que o edifício, administrado por uma associação, era uma construção ilegal de dimensões excessivas.

Os números divulgados nesta quinta-feira pelo China Daily não incluem os católicos, que só podem se reunir em igrejas certificadas e vigiadas dentro de paróquias que rejeitam a autoridade do Vaticano e do Papa.

Paralelamente foi constituída uma Igreja católica clandestina, leal à Santa Sé.

Os especialistas estimam que a China conta com ao menos 12 milhões de católicos, divididos entre as duas Igrejas.

Segundo números de 2013, 65 milhões de exemplares da Bíblia haviam sido impressos no total na China, incluindo edições nos idiomas das minorias étnicas.

Leia Mais

PT e PSDB terão menos líderes evangélicos em suas campanhas

Publicado na Folha de S. Paulo

Personagens com participação controversa na eleição de 2010, pastores evangélicos deverão desempenhar um papel mais discreto no primeiro turno da disputa deste ano.

Isso porque a presença de lideranças religiosas nas campanhas mais competitivas deverá ser menor agora.

Do lado petista, muitos dos que apoiaram a presidente Dilma Rousseff quatro anos atrás não estão mais com ela.

É o caso do bispo Manuel Ferreira, líder do ramo Madureira da Assembleia de Deus, e do senador Magno Malta (ES), embora seu partido, o PR, esteja coligado com o PT.

Hoje, os dois pedem voto para o Pastor Everaldo (PSC), outro membro do ramo Madureira, ele próprio também apoiador de Dilma em 2010.

Tido como um dos mentores da candidatura Everaldo (3% no Datafolha), Ferreira diz que as igrejas se afastaram de Dilma “por uma questão de princípios”. Faltou a ela a defesa de pilares firmados com o PT, como “a defesa da vida” (referindo-se ao aborto) e “o respeito à família tradicional” (em oposição à ampliação de direitos de homossexuais), afirma.

Líder da Sara Nossa Terra e também pró-Dilma em 2010, o bispo e ex-deputado Robson Rodovalho está indeciso.

Assim, entre as evangélicas com muitos seguidores, a Igreja Universal poderá ficar como a única apoiadora de Dilma neste ano. Na quinta (31), ao lado do bispo e empresário Edir Macedo, ela prestigiou a inauguração de um enorme templo da denominação em São Paulo.

Segundo o senador e candidato a governador do Rio, Marcelo Crivella (PRB), sobrinho de Macedo, tanto na Universal como no partido há “muitos comentários [contrários] voltados ao PT e à militância do PT, mas não à pessoa da presidente”. Para ele, Dilma manteve o compromisso de não tomar iniciativa em questões como união entre pessoas do mesmo sexo, aborto e liberação de drogas.

ESVAZIAMENTO

Do lado tucano, a situação é parecida. Nem todos os apoiadores de Serra em 2010 estarão com Aécio Neves neste ano. Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial, não deu sinais de que irá se envolver na eleição presidencial. Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, também fechou com Everaldo.

“Vamos marcar posição. Se os evangélicos são 25% [da população], Everaldo pode chegar a 8% ou 10% e ser um cara fundamental para decidir o segundo turno”, diz.

Outros dois influentes apoiadores do PSDB em 2010 ainda não definiram posição. Um deles é Renê Terra Nova, com forte atuação na região Norte. O outro é José Wellington Bezerra, da Assembleia de Deus Belém, o maior grupo dentro da denominação.

Bezerra é antigo apoiador dos tucanos paulistas. Neste ano, porém, um de seus filhos tenta a reeleição de deputado pelo PR, coligado ao PT.

Cientistas políticos concordam que os evangélicos poderão ficar menos visíveis no primeiro turno. Mas não necessariamente mais fracos.

“Com candidato próprio, a tendência é de fortalecimento político”, diz Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC. “Num segundo turno acirrado, terão enorme poder de barganha.”

Para Ricardo Ismael, da PUC-Rio, o ambiente favorece Everaldo: “No mundo de hoje, em que muitos desconfiam dos políticos, ele tem um diferencial. Repare que ele adotou ‘pastor’ no nome e já está à frente de candidaturas ideológicas, como a do PSOL. Ninguém baterá nele, então poderá crescer”.

pastores eleições

Leia Mais

Suprema Corte dos EUA determina aplicação de lei da Califórnia que proíbe ‘cura gay’

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Publicado em O Globo

A Suprema Corte dos EUA abriu o caminho para iniciativas que embarreiram a “cura gay”, ao determinar a aplicação de uma lei da Califórnia que proíbe o aconselhamento psicológico que visa a transformar menores gays em heterossexuais.

A Lei da Califórnia deveria entrar em vigor no ano passado, mas ficou em espera por conta de ações que tentaram derrubá-la. A Justiça não atendeu ao recurso de apoiadores da chamada conversão ou terapia reparativa.

Os juízes mantiveram uma decisão de agosto de 2013 que dizia que o banimento cobria atividades profissionais que cabem ao estado regular, e que não violava a liberdade de expressão dos profissionais e dos pacientes buscando tratamento.

​No ano passado, o Tribunal de Apelações dos EUA foi favorável ao entendimento, defendido por ​legisladores da Califórnia, de que ​terapias destinadas a mudar a orientação sexual para menores de 18 anos estavam fora das pesquisas científicas e têm sido repudiadas pelos principais grupos médicos, além serem consideradas potencialmente perigosas.

“A Suprema Corte decidiu bloquear qualquer abertura possível para se permitir mais abuso infantil psicológico na Califórnia”, disse o senador estadual Ted Lieu, autor da lei, nesta segunda-feira. “A recusa do Tribunal em aceitar o apelo de terapeutas com fundamentos ideológicos extremos e​ que​ praticam o charlatanismo de terapia de conversão gay é uma vitória para o bem-estar da criança,​ da​ ciência e​ dos​princípios humanos básicos.”

A lei diz que terapeutas profissionais e conselheiros que ofereçam tratamentos destinados a eliminar ou reduzir atração pelo mesmo sexo em seus pacientes estão apresentando conduta não profissional e, por isso, est ​ão​ sujeito​s​ a sofrer revisões em seus licenciamentos. A lei, entretanto, não abrange ações de pastores e conselheiros leigos que forneçam terapias de “cura gay” por meio de programas da igreja.

Os grupos que criticam a lei argumentam que os legisladores não têm comprovação científica de que a terapia faz mal. O governador de Nova Jersey Chris Christie assinou uma lei proibindo a prática em seu estado no ano passado.

Leia Mais

Cristãos aproveitam jogos da Copa para evangelizar torcedores na terra do Candomblé

Para integrantes da Igreja Batista Missionária da Independência e da Convenção Batista Brasileira, a Copa é um espaço de convivência entre as diferenças - André Miranda / O Globo
Para integrantes da Igreja Batista Missionária da Independência e da Convenção Batista Brasileira, a Copa é um espaço de convivência entre as diferenças – André Miranda / O Globo

Arena Fonte Nova recebe grupo inusitado que não está ali para ver os jogos, mas para passar mensagem religiosa e levar paz aos estádios

André Miranda, em O Globo

SALVADOR — Era só um torcedor gritar “A taça é de Portugal, ô pá”, para se ouvir em resposta que não era nada daquilo. “A taça é do Senhor Jesus”, repetiam os voluntários da Convenção Batista Brasileira, tudo isso numa das entradas da Arena Fonte Nova, com as estátuas dos orixás do Dique do Tororó ao fundo. Não muito longe, também ao lado do estádio, outro grupo, este da Igreja Batista Missionária da Independência, distribuía panfletos com o título “Estratégia para a vitória”, enquanto eram acompanhados pelo Sal da Terra, um bloco bem baiano, mas nada terreno. É a Copa servindo de mote para passar uma mensagem cristã, numa Salvador mais conhecida por seus terreiros de candomblé.

As ações das duas igrejas reuniram quase 500 seguidores para cada dia dos dois jogos já realizados em Salvador, o primeiro na última sexta, entre Espanha e Holanda, e o segundo nesta segunda-feira, entre Alemanha e Portugal. O grupo da Convenção Batista Brasileira usava camisas amarelas onde se lia na frente a frase “Jesus Transforma” atrás os nome e número “John 3.16″, em inglês mesmo para chamar atenção dos turistas. Trata-se de um versículo do Evangelho de São João, um que começa dizendo que “Deus amou o mundo”.

Eles apostavam em atividades lúdicas convidando os torcedores que passavam a fazer embaixadas, tentar acertar o gol numa mini-trave feita de canos ou pintar o rosto nas cores dos países que participariam dos jogos. Também distribuíam leques — essenciais para o calor “do capeta” que fazia em Salvador — com sugestões de frases em português, entre elas “Deus te abençoe!”, e alguns ensinamentos sobre as ações de Cristo.

O programa da Igreja Batista se chama TransCopa e tem sido replicado em todas as cidades que servem de sede para a competição. Durante a partida entre Alemanha e Portugal dos 230 presentes na capital baiana, ninguém assistiu à partida: eles esperaram o jogo começar para, depois, ajudar na limpeza do entorno da Arena Fonte Nova.

— Nós estamos aqui para incentivar a paz — explicou Miguel Calmon, coordenador da TransCopa Salvador. — Temos gente de vários estados participando. Já fizemos isso na Copa das Confederações, no ano passado, e certamente estaremos no Rio, para as Olimpíadas de 2016.

Enquanto a turma da TransCopa brincava com as turistas de um lado da Fonte Nova, o outro lado da arena foi tomado pelo batuque do Sal da Terra. O bloco, organizado pela Igreja Batista Missionária da Independência, já existe há 15 anos e sempre desfila em eventos populares de Salvador. O grupo foi representado por mais de 200 pessoas, puxado por porta bandeiras que levavam os símbolos de Brasil, Alemanha e Portugal.

Logo atrás, alguns de seus seguidores faziam coreografias e outros caprichavam nos instrumentos. Os turistas, naturalmente, paravam para tirar fotos a toda hora e, invariavelmente, captavam em suas lentes as mensagens religiosas que o Sal da Terra queria mostrar em cartazes anti-aborto, contra a prostituição infantil, além de pedidos para evitar o uso de drogas e pela paz.

Eles distribuíam panfletos em que definiam sua “estratégia para a vitória”: “permanecer naquilo que Deus ensina em sua palavra”. Curiosamente, o panfletos estavam decorados com sombras de jogadores de vôlei e não de futebol. Mas, tudo bem, a gente aprende no catecismo que perante Deus os esportes são todos iguais.

— Nossa ideia é trazer a mensagem de Jesus para as pessoas — explicou o pastor Ubiratan Gomes, da Igreja Batista Missionária da Independência. — Esperamos que todas as nações que estejam aqui sejam abençoadas.

Nesse clima de paz, os representantes dos dois grupos batistas não se incomodaram em falar sobre as religiões afro-brasileiras, comuns em Salvador e cujas cerimônias costumam chamar a atenção dos turistas estrangeiros. Tanto para um quanto para o outro, a Copa é um espaço de convivência entre as diferenças.

— A religião é uma escolha da pessoa. Não vemos rivalidade. Mas é importante que todos conheçam um pouco de cada religião para melhor optar —afirmou Miguel Calmon.

— Salvador tem todas as vertentes religiosas e nós respeitamos. Por isso nossa ação aqui é passar um ensinamento, não impor uma crença — concluiu o pastor Ubiratan.

Leia Mais