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“Precisamos chegar à presidência da República”, diz Marco Feliciano aos fieis gaúchos

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Publicado originalmente no Sul 21

Em discreta passagem pelo Rio Grande do Sul, para fugir dos holofotes da imprensa e da mira dos protestantes, o deputado federal Marco Feliciano (PSC – SP) participou do 5º Congresso Internacional de Missões, em Sapucaia do Sul. Aos fieis, introduziu argumentos políticos enquanto contava sua história e lia trechos bíblicos. O principal foco do discurso foi o ataque aos homossexuais, dos quais para ‘combater’ seria necessário, segundo ele, que pessoas como ele alcançassem o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Presidência da República.

“Na França, permitiram o casamento gay e hoje perderam essa luta. Por isso estou lá na Câmara Federal e precisamos chegar no Supremo Tribunal Federal. Precisamos chegar à Presidência da República, ao comando dos estados, prefeituras e câmara de vereadores”, disse no evento organizado pela Associação Missionária e Evangelística Luz das Nações. E falou que o início do processo de tomada de poder pelos evangélicos, chamado por ele de ‘avivamento do país, deveria começar pelo Rio Grande do Sul, já que os gaúchos “preservam suas raízes”.

Por 90 minutos, o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal fez a plateia chorar, gritar, aplaudir e ovacioná-lo. Os fieis também contribuíram com doações em dinheiro, cheque e cartão de crédito. “É a semente. Em 2014, quando voltar, vou reservar dez minutos para ouvir testemunhos de quem está dando a semente hoje. Se não tiver resolvido seus problemas financeiros, se a semente de hoje não tiver se multiplicado em casa própria, carro, emprego ou seja lá qual for a sua necessidade, desisto de ser pastor”, disse Feliciano.

Marina Silva, a ~conservadora~

O "ato" da Rede no evento gospel.

O “ato” da Rede no evento gospel.

Sérgio Pavarini

Na última quarta-feira foi publicado no blog do Fernando Rodrigues um texto intitulado “Rede, de Marina, coleta assinaturas em passeata anti-gay“.

Assinada por Bruno Lupion, a pretensa reportagem informava que o “o partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, aproveitou a multidão reunida em ato evangélico para coletar assinaturas”. O texto mencionava a participação de Malafaia, Feliciano e Bolsonaro no evento, além das aspas de um jovem evangélico “que mostrava discurso afinado contra o projeto que criminaliza a homofobia”. Somente no último parágrafo apareceu o desmentido da assessoria da Rede afirmando que não organizou a tal coleta.

Escaldado com a lambança recente de um jornal sobre a palestra de Marina Silva no Recife, me chamou a atenção que a foto e o texto mostravam apenas UM militante. Mesmo assim, o post recebeu + de 5 mil curtidas e ~inspirou~ outro texto no Estado de Minas, na mesma vibe do outro.

Hoje voltei ao post e, surpresa, o militante fotografado registrou alguns esclarecimentos na área de comentários: “Meu ato foi individual! Desconheço as lideranças dessa macha! (…) O blogueiro Bruno Lupion, responsável pela matéria agiu de má fé ao escrever comentários maliciosos e mentirosos. Em nenhum momento conversei c/ esse cidadão mal intencionado”. Em outro comentário, ele finaliza: “se fiz algo de errado, peço desculpas aos integrantes da #rede”.

Há algum tempo a ombudsman da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, colocou o dedo na ferida: “Não há dúvida de que existe na grande imprensa brasileira uma visão estereotipada e preconceituosa dos evangélicos”. #bingo

Forçar a barra para tentar rotular Marina e a Rede como megaconservadores não é exatamente bom exercício de jornalismo. Há inúmeros cristãos que não compactuam com a liderança personalista, interesseira e, sim, anticristã, de alguns personagens citados na matéria. O mesmo senso crítico usado para analisar as bobagens mensagens proferidas por eles nos púlpitos (e fora deles) também é usado para perscrutar cada linha e, principalmente, as entrelinhas.

PS: De manhã recebi a foto abaixo, postada no Flickr da Rede. Será tema de post no nobilíssimo blog do Fernando Rodrigues?

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dica do Sidnei Carvalho de Souza

Vocalista de banda de metal cristão nega ter planejado o assassinato da ex-mulher

Tim Lambesis, do As I Lay Dying, é acusado de pagar US$ 1 mil pela morte de Meggan Lambesis.

Foto: AP

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Fonte: Rolling Stone

Tim Lambesis, o vocalista do As I Lay Dying, se declarou inocente diante das acusações de que teria pago US$ 1 mil a uma pessoa para que ele estrangulasse sua mulher, noticiou a agência Associated Press. O cantor de heavy metal cristão, de 32 anos, foi acusado de assassinato pela corte de San Diego. Um juiz determinou sua fiança em US$ 3 milhões e afirmou que o cantor deve usar aparelho de GPS e sofrer restrições de viagem caso seja solto.

Lambesis foi preso na terça, 7, em uma livraria perto de San Diego, na Califórnia, depois de terem sido obtidas gravações em que ele diz a um agente de nome “Red” que queria que sua mulher, Meggan Lambesis, morresse. Tim Lambesis deu a Red um envelope cheio de dinheiro e forneceu instruções para o modo como matar a mulher, o endereço dela, senha do portão de segurança, fotografias e datas em que ele estaria com as três crianças para um álibi.

As autoridades fizeram a investigação depois que Lambesis disse a um homem em sua academia no mês passado que gostaria de ver a mulher morta porque estava dificultando o encontro dele com os filhos e a resolução do processo de divórcio. O advogado do caso, Anthony Salerno, disse à imprensa que o caso era uma armação.

“A aplicação da lei foi incentivada por alguém que eu acredito fortemente ser um delator, que tentava salvar a própria pele exagerando nas coisas”, disse Salerno, que insiste que o vocalista nunca teve a intenção de machucar ninguém.

O casal se separou em setembro do ano passado depois que o cantor enviou e-mail para a mulher durante uma turnê e afirmou que não a amava mais, disse o promotor do caso. Meggan Lambesis descobriu mais tarde que o marido estava envolvido com outra mulher.

No documento do divórcio, a mulher acusa o marido de dormir enquanto deveria estar cuidando das crianças perto de uma piscina e que estava gastando muito tempo e dinheiro com academia e tatuagens. Ela também diz que ele viaja seis meses por ano e fez duas viagens de última hora para a Flórida, onde encontrava a namorada.

Salerno diz que acredita que Lambesis irá arcar com a fiança, que inclui condições que o proíbem de entrar em contato com os filhos. O cantor também não poderá deixar San Diego, exceto para visitar o advogado em Los Angeles, o que frustra planos de uma turnê do As I Lay Dying por 30 cidades, que deveria começar no dia 30 de maio, em Oklahoma City.

Os outros integrantes da banda não deram declarações além de comunicado postado no site oficial na quarta, 8: “Nossos pensamentos agora estão com Tim, a família dele, e todo mundo que foi afetado por esta situação terrível.”

 

 

Evangélicos são maioria entre os jogadores brasileiros da atualidade

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Publicado originalmente no UOL

Os jogadores evangélicos são maioria no futebol brasileiro atual, revela uma pesquisa do UOL Esporte realizada com 105 jogadores de grandes times do país. Os atletas foram ouvidos sobre o tema em condição de anonimato.

Um terço dos atletas consultados (33%) está ligado a religiões evangélicas, enquanto que 18% afirmaram serem seguidores do catolicismo. Por fim, 2% declaram ser batistas.

Nas respostas, 19% dos jogadores consultados dizem estar distanciados de qualquer religião, enquanto que 28% optaram por não se manifestar a respeito do tema.

A reportagem do UOL ouviu jogadores de vários estados para traçar um raio-X do futebol no país através dos olhos dos boleiros. Em anonimato, atletas de grandes equipes falaram sobre temas controversos, como álcool, gays no esporte e relação com a imprensa.

Foram ouvidos jogadores de Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco da Gama.

Esta é a segunda edição do Pesquisão UOL Esporte com jogadores de futebol do país. No final de 2012, o levantamento trouxe opiniões polêmicas. Por exemplo, Kleber Gladiador foi eleito o jogador mais violento do país, e o corintiano Jorge Henrique, o mais irritante. Na mesma eleição, Milton Leite foi escolhido o melhor narrador, enquanto que Caio Ribeiro foi eleito o melhor entre os comentaristas da TV.

batistas ñ são evangélicos, UOL? #megafail