Mundo tem 35,8 milhões de escravos

Brasil tem cerca de 155.000 pessoas submetidas à servidão, diz ONG

Criança em campo de refugiados no sudoeste da Mauritânia. País tem a maior proporção de escravos no mundo (foto: VEJA)
Criança em campo de refugiados no sudoeste da Mauritânia. País tem a maior proporção de escravos no mundo (foto: VEJA)

Publicado na Veja on-line

Um novo levantamento mostra que 35,8 milhões vivem como escravos no mundo. O total chega a 0,5% da população mundial, segundo a fundação Walk Free, que analisou dados em 167 países.

De acordo com o levantamento, o país com o maior número de escravos, proporcionalmente, é a Mauritânia, no noroeste da África, com 4% de sua população de 3,9 milhões submetida à servidão. Em números absolutos, a Índia aparece na frente, com 14 milhões de escravos. Tanto a Ásia quanto a África apresentam os números mais preocupantes, segundo a organização. A prática é menos prevalecente na Europa, mas a Rússia aparece em quinto lugar em números absolutos, com 1,05 milhão de escravos. Juntos os cinco países com mais escravos no mundo respondem por 61% dos números de pessoas submetidas à prática.

O número total revelado no relatório deste ano é 20% mais alto do que o apurado em 2013. Segundo a Walk Free, a explicação é a mudança na metodologia, e não um aumento geral da prática.

Embora ainda existam cativos à moda das antigas sociedades escravagistas, a pesquisa mapeia principalmente o que se convencionou chamar de trabalho escravo contemporâneo ou moderno. São pessoas vítimas de trabalho forçado – por violência ou por dívida -, tráfico humano, exploração sexual e casamentos forçados. Outros levantamentos, como da Organização Internacional do Trabalho, estimam que 21 milhões de pessoas vivem como escravos.

O Brasil tem 155.300 escravos, segundo o levantamento, ou 0,0775% de sua população, aparecendo em 143° lugar entre os países analisados. O número total é mais baixo do que o dado apurado no ano passado, 220.000. O relatório aponta alguns pontos preocupantes no Brasil, como a alta incidência de adolescentes trabalhando em serviços domésticos, mas faz elogios ao Brasil no combate à escravidão, citando o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que foi assinado por mais de 300 empresas até o ano passado.

Nas conclusões, a Walk Free pede mais esforços da comunidade internacional para combater a escravidão e aumentar as punições por tráfico humano e para as empresas que fazem uso da prática.

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Cão fica 11 dias sem comer deitado na cova do dono na Índia, diz socorrista

Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)
Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)

Publicado no UOL

Um cachorro mostrou sua lealdade em Chennai, no sul da Índia, mesmo após a morte do dono, um adolescente de 18 anos. O cão passou 11 dias junto à cova dele, sem comida ou água, segundo relato de uma mulher que o resgatou.

Bhaskar Shri, 18, morreu no último dia 2 de agosto em um acidente de carro. Shri, funcionário na construção civil, tinha adotado o cachorro, que batizou de Tommy, há dois anos, e o levava diariamente ao trabalho.

Tommy foi salvo por Dawn Williams, que trabalha na Cruz Azul, ONG que resgata animais. “Eu vi o cão marrom deitado em uma cova recente em uma tarde enquanto caminhava, isso na primeira semana de agosto. Naquela época, eu não fiz nada”, conta Dawn.

“Mas em 13 de agosto, estava no local de novo em uma missão de resgate diferente e o vi. Ele estava sentado no mesmo local e na mesma posição. É como se ele não tivesse se mexido durante semanas.”

Dawn encontrou o cão em péssimas condições. “Ele estava faminto e estou certa de que tinha lágrimas nos olhos. Dei a ele água e biscoitos, mas ele nem se mexia. Então, com meus colegas, passei pela vizinhança e perguntei se alguém conhecia o cão. Foi quando me disseram que se chamava Tommy e guardava o túmulo do dono”, lembra.

A funcionária da Cruz Azul encontrou a mãe de Bhaskar. Assim que viu a mulher, Tommy correu em sua direção. Ela contou que o cão havia desaparecido desde a morte do filho e ficou feliz em poder levá-lo para casa. “Ela disse que o cão era um amigo leal e que cuidaria dele para lembrar de seu próprio filho”, disse Dawn. (Com NY Daily News)

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Vídeo mostra indiferença dos indianos diante de estupro em Nova Délhi

Experimento do grupo ‘YesNoMaybe’ simula jovem pedindo ajuda dentro de van em estacionamento

Estudantes indianas participam de protesto contra violência sexual em Hyderabad (foto:  NOAH SEELAM / AFP)
Estudantes indianas participam de protesto contra violência sexual em Hyderabad (foto: NOAH SEELAM / AFP)

Publicado em O Globo

Em meio a uma série de estupros e assassinatos de mulheres na Índia, o grupo “YesNoMaybe” realizou um experimento em Nova Délhi que constatou a indiferença das pessoas diante de uma situação de estupro. A organização filmou em um estacionamento do subúrbio da cidade a reação das pessoas a uma gravação de uma mulher trancada em uma van pedindo ajuda.

A maioria dos pedestres e ciclistas que passam pelo local para ao ouvir as súplicas, mas segue em frente. Apenas um jovem tenta abrir a força a van e um homem mais velho bate no veículo com uma vara para tentar parar o abuso. O vídeo já foi visto mais de 1,2 milhão de vezes desde que foi publicado na semana passada.

— Na Índia, ouvimos falar de estupro todos os dias. Milhares vão às ruas protestar, mas poucos reagem quando é realmente necessário. Nós nos propomos a descobrir o quanto as pessoas ajudam se alguém estiver em apuros — informou o grupo.

No estado indiano de Uttar Pradesh, no Norte do país, casos recentes de estupros seguidos de enforcamento têm pressionado as autoridades e mobilizado a comunidade internacional. Nos últimos dias, cinco mulheres foram violentadas e assassinadas na região.

A violência sexual na Índia afeta particularmente as mulheres Dalit — o grupo mais baixo na hierarquia de castas indianas. Os abusos começaram a ganhar uma maior repercussão após uma jovem ser estuprada e assassinada por seis homens em um ônibus da capital, em dezembro de 2012.

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Justiça da Índia terá de decidir se guru milionário está morto ou meditando

Publicado no UOL

Depois de um desentendimento entre seguidores de um líder espiritual indiano e sua família, a Justiça da Índia foi acionada e terá de decidir se ele está vivo ou morto. Os devotos de Shri Ashutosh Maharaj acreditam que o guru está passando por um estado profundo de meditação, mas os parentes do religioso dizem que ele, na verdade, está morto desde janeiro.

Certos de que, aos 70 anos de idade, Maharaj está vivenciando o Samadhi, quando se alcança um nível de profunda meditação, seus seguidores resolveram congelar seu corpo até que o mestre desperte, em Punjab (400 km de Nova Déli), e se negam a entregar seu corpo para a cerimônia de cremação, de acordo com o jornal britânico “The Telegraph”.

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Médicos já declararam a morte clínica do guru, fundador da ordem religiosa Divya Jyoti Jagrati Sansthan, após uma suposta parada cardíaca, informação que é negada por seus discípulos, que inclusive publicam em seu site oficial que Maharaj “está meditando desde 29 de janeiro de 2014″.

Embora a polícia também já tenha confirmado a morte, a Alta Corte de Punjab não aceitou a constatação, e o governo local decidiu que a disputa se trata de um assunto espiritual.

Restou à mulher e ao filho de Maharaj pedir à Justiça que investigue a morte e ordene à devolução do corpo à família.

Dilip Jha, 40, filho do líder espiritual, acredita que os interesses dos devotos de seu pai são muito mais mundanos do que se imagina. Para Jha, os seguidores de Maharaj mantêm seu corpo para poder controlar suas finanças; os bens imobiliários do guru têm valor estimado em cerca de R$ 370 milhões.

A ordem religiosa Divya Jyoti Jagrati Sansthan foi criada em 1983 para “a elevação e o fortalecimento dos mais desfavorecidos, carentes e desprivilegiados da sociedade”, com o objetivo de ajudar as pessoas a compreender seus “papéis individuais em moldar o mundo”.

O movimento cresceu e ganhou fama internacional, com seguidores em vários lugares, unidos pela esperança da “paz mundial”.

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