Arquivo da tag: Índia

Estudantes indianos criam roupa íntima antiestupro que dá choques

Publicado por UOL

Mecanismo da roupa íntima anti-estupro que dá choques de 3.800 kV criada por estudantes indianos (Techpedia)

Mecanismo da roupa íntima anti-estupro que dá choques de 3.800 kV criada por estudantes indianos (Techpedia)

Três estudantes indianos criaram uma roupa íntima feminina com dispositivo antiestupro que tem GPS e pode dar choques nos agressores. O aparelho, ligado a uma lingerie por fios, é um dos ganhadores do prêmio indiano de tecnologia Gandhian Young Technological Innovation Award.

Manisha, uma das idealizadoras do produto, disse ao jornal “Times of India” que o mecanismo tem GPS integrado, é sensível à pressão, é capaz de emitir até 82 choques de 3.800 kV e pode mandar mensagens de texto para familiares e polícia em casos de emergência.

Os circuitos que podem emitir choques ficam localizados perto da região dos seios porque, segundo pesquisas citadas pelos estudantes, esta é a área que costuma ser atingida primeiro durante agressões.

Os jovens criadores estudam na universidade SRM, em Chennai: Niladri Basu Bal é estudante de engenharia aeronáutica e Manisha Mohan e Rimpi Tripathi cursam engenharia de controle e instrumentação.

Eles defendem no projeto do produto que “legisladores demoram muito para inventar leis e, mesmo assim, mulheres estão em perigo. Portanto, nós promovemos a ideia de auto-defesa que protege a mulher do abuso em casa, na sociedade e no trabalho”.

“Usamos tecnologias que são utilizadas no cotidiano (GPS, GSM, sensores de pressão) em nosso produto para entregar uma solução simples para um problema sério em nossa sociedade”, dizem.

A organização que premiou o produto avaliou que ele ainda precisa ficar mais compacto. Os jovens planejam integrar funcionalidade Bluetooth ao aparelho para conectá-lo a smartphones para ele emitir mensagens de texto mais rapidamente.

Em dezembro de 2012, o estupro de uma jovem de 23 anos em Nova Déli provocou protestos populares e um debate sem precedentes sobre a situação da mulher na Índia.

Desde então, a imprensa indiana publica diariamente denúncias de violações registradas em todo o país.

Indiano gasta R$ 46 mil com camisa de ouro para impressionar mulheres

Fernando Moreira, no Page not Found

Datta Phuge está com dinheiro sobrando e mulheres faltando. O indiano de 32 anos gastou 46 mil reais com uma camisa de veludo toda coberta com pequenos pedaços de ouro na expectativa de impressionar o sexo feminino.

Um equipe de 15 ourives confeccionou a peça em duas semanas – 16 horas de trabalho todos os dias. A peça tem seis botões feitos com cristais Swarovski, de acordo com o “Pune Mirror”.

Para completar, o indiano, que vive de emprestar dinheiro para os mais pobres, tirou da gaveta muitas joias de ouro. Pela “façanha”, Datta está sendo chamado de “O Homem de Ouro de Pimpri” (cidade onde mora e tenta chamar atenção das mulheres).

“Sei que não sou o cara mais bonito do mundo, mas certamente nenhuma mulher escaparia de ficar fascinada por essa camisa”, disse.

Loja que usa o nome de Hitler faz sucesso na Índia

Clientes da loja não querem mudança de nome, diz um dos sócios
Clientes da loja não querem mudança de nome, diz um dos sócios

Publicado originalmente no Terra

Uma loja na Índia, aberta em agosto na cidade de Ahmedabad, chamada de Hitler, em referência ao ditador alemão responsável pelo holocausto de judeus na segunda guerra mundial, se recusa a mudar de nome e afirma que os clientes gostam da escolha, de acordo com informações da Bloomberg. Conforme a publicação, um dos sócios do local, Rajesh Shah, diz que a popularuidade da loja decorre do nome e que o ditador nunca fez nada prejudicial ao país.

Segundo a Bloomberg, marcas associadas ao nome Hitler estão ganhando força no país; o livro escrito pelo ditador (Minha Luta) é um dos mais vendidos e o nome é utilizado como uma gíria para designar pessoas autoritárias na TV e no cinema.

Apesar da polêmica em torno da apologia ao antissemitismo, no país o novo culto a Hitler não faz parte de um movimento de extrema direita, de acordo com a Bllomberg. Segundo o professor de ciências sociais Navras Jaat Aafreedi, da Universidade em Nova Delhi, a falta de aulas de história europeia nas escolas faz com que os habitantes do país acreditem que se o ditador não tivesse enfraquecido o império britânico, a Índia nunca teria conseguido a independência.

A pequena comunidade judaica no país, de cerca de 5.300 pessoas, é uma das poucas do mundo que nunca foi perseguida, diz a publicação.

Foto: Reprodução

Sul-coreano que viaja pelo mundo é roubado 4 dias após chegar ao país

Na quinta-feira, após a história de Kim ser exibida na TV, três homens, um deles armado, assaltaram o trio, que estava acampado em uma praia de São Vicente Leia mais
Na quinta-feira, após a história de Kim ser exibida na TV, três homens, um deles armado, assaltaram o trio, que estava acampado em uma praia de São Vicente

Natália Cancian, na Folha de S.Paulo

O sul-coreano Kim Haeng-Chang, 48, já passou por Tailândia, Índia, Istambul, Croácia, Alemanha e pelo Senegal. No último dia 8, desembarcou no Brasil. Mal chegou e já foi assaltado –a ação aconteceu quatro dias após Kim entrar no país e atrasou seus planos.

Ele saiu da Coreia do Sul há cerca de dois anos com os dois filhos gêmeos, os meninos Muni e Miri, hoje com cinco anos. A ideia, segundo Kim, que deixou o trabalho de professor universitário para viajar, era “mostrar o mundo” aos filhos sem que eles tivessem de interromper os estudos.

Os três já passaram por países da Ásia, Europa e África. O trio chegou ao Brasil de navio e, desde então, está em São Vicente, no litoral sul paulista.

De lá, deve seguir para Curitiba e depois a outros países da América do Sul, como o Paraguai. Parte do percurso é feito em cima de uma bicicleta, ligada a uma carroça de madeira decorada com frases como “Your help make our world tour” (sua ajuda faz nossa volta ao mundo).

Segundo o viajante, na estrutura coberta por lona cabem os filhos sentados, e, atrás, a bagagem –roupas, remédios, comida, uma barraca e sacos de dormir.

“Acho que, com os dois, soma mais de 150 kg. É quase um tanquinho de guerra”, diz, aos risos, em inglês.
A aventura deve acabar em agosto de 2013, quando Kim reencontrará a mulher e uma filha de sete anos, na China.

ROUBADOS

Um imprevisto atrapalhou os planos da família. Na quinta-feira, após a história de Kim ser exibida na TV, três homens, um deles armado, assaltaram o trio, que estava acampado em uma praia de São Vicente. Levaram US$ 600 e uma bolsa com documentos –incluindo os passaportes.

“Já tinha sido roubado em outras viagens sozinho, na Nigéria, por exemplo. Mas levarem meu passaporte é a primeira vez”, conta Kim, que não reagiu para preservar a segurança das crianças.

Após o roubo, ele recebeu ajuda de moradores e registrou um boletim de ocorrência. Na delegacia, encontrou o instrutor de voo Sérgio de Carvalho, 39, o Neco da Asa-Delta, que tinha sido furtado dias antes. “Na hora, senti que deveria ajudá-lo”, diz o instrutor, que ofereceu abrigo em uma casa da família.

A vizinhança toda ficou curiosa para conhecer a história do “china”. Hoje, Kim e os filhos ocupam um quarto na casa de Célia Carvalho, 65, a “brazilian mother” (mãe brasileira), na definição carinhosa da família.

Lá, os meninos aproveitam os brinquedos que ganharam dos vizinhos (não poderão levar na viagem), assistem TV e desenham com lápis de cor.

A estadia deve durar até recuperarem os passaportes. Ontem, estiveram no consulado, em São Paulo, para providenciar o documento, que deve ficar pronto em duas semanas.

Célia diz que eles podem ficar o tempo que quiserem. “São como meus netinhos. Não vou soltar para o incerto jamais”, afirma.

‘Creme de virgindade’ gera polêmica na Índia

Publicado originalmente em BBC Brasil [via Estadão]

Uma companhia da Índia lançou o que afirma ser o primeiro creme para “estreitar a vagina”, chamado 18 Again (18 de novo), que afirma fazer a mulher se sentir ”como uma virgem” novamente.

A empresa Ultratech afirma que o produto oferece poder às mulheres, mas os críticos dizem que ele faz exatamente o contrário.

O comercial do 18 Again mostra uma indiana trajando um vestido característico do país, cantando e dançando, como em um filme de Bollywood.

”Eu me sinto como uma virgem”, afirma a personagem da publicidade, ainda que o anúncio deixe claro que ela não o é.

Seus sogros, chocados, observam-na. Logo seu marido se junta a ela, dançando salsa.

”Me sinto como se fosse a primeiríssima vez”, ela afirma, enquanto dança.

A sogra faz uma expressão de nojo ao observá-la, mas ao final do anúncio até ela parece ceder, ao comprar o produto pela internet, diante do olhar de aprovação do marido.

‘Produto revolucionário’

A Ultratech, fabricante do 18 Again baseada em Mumbai, diz que o produto é o o primeiro no gênero em toda a Índia (cremes semelhantes existem em outras partes do mundo, como os Estados Unidos).

O proprietário da Ultratech, Rishi Bhatia, afirma que o creme, que está sendo vendido por US$ 44 (cerca de R$ 90), contém ingredientes naturais, como pó de ouro, aloe vera, amêndoa e romã, e foi clinicamente testado.

”É um produto único e revolucionário, que também contribui para aumentar a autoconfiança de uma mulher e seu amor próprio”, afirma Bhatia, que acrescenta ainda que o objetivo do produto é dar mais poderes às mulheres.

Ele frisa que o produto não se diz uma restauração da virgindade de uma mulher, mas sim resgatar as emoções de ser uma virgem. ”Estamos apenas dizendo, ‘sinta-se como uma virgem’. É uma metáfora. Ele tenta retomar a sensação que uma pessoa tem aos 18 anos de idade.”

Mas a estratégia de marketing da empresa gerou críticas de médicos, grupos feministas e usuários de redes sociais. Os criticos afirmam que o produto reforça a visão amplamente difundidade na Índia de que o sexo pré-nupcial é algo recriminável, um tabu considerado até pecaminoso por muitos. Continue lendo