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Pardon anything

turistas-rio-01Gregorio Duvivier, na Folha de S.Paulo

Hello, Gringo! Welcome to Brazil. Não repara a bagunça. Don’t repair the mess. In Brazil we give two beijinhos. Em São Paulo, just one beijinho. If you are em Minas, it’s three beijinhos, pra casar. It’s a tradition. If you don’t give three kisses, you don’t marry in Minas. In the other places of Brazil, you can give how much beijinhos you want. In Rio, the beijinho is in the shoulder.

The house is yours. Fica à vontade. Qualquer coisa é só gritar. Shout. Mas keep calm. Como é que se fala keep calm em inglês? Here the things demoram. It’s better to wait seated. Everything is atrasado, it’s like subentendido that the person will be atrasada. For a meeting, it’s meia hora. For a party, it’s two hours. For a stadium, it’s one year. For the metrô, it’s forever.

Never say you are a gringo. Yes, people love gringo but people also love money and gringos have money so people vai cobrar de você mais money because you are gringo. Say you are from Florianópolis. People de Florianópolis look like gringo and they have a strange sotaque igual like you. People will believe you are from Florianópolis.

Politics is complicated. We don’t like Dilma because of corruption but I think she don’t rob but people from PT rob and Dilma don’t do nothing to stop people robbing but politics is complicated.

Try this moqueca. Put some farofa. Try this açaí. Put some farofa. Try this chicken we call à passarinho because it looks like a little bird. Now put some farofa. Now put some ovo inside the farofa. Mix with some banana. Delicious. You don’t have farofa in your country? You know nothing, you innocent.

I’m catholic but I’m also budista and I am son of Oxóssi. How do you say Oxóssi in english? It’s the brother of Ogum. You don’t know Ogum? They are guerreiros. And my moon is in Áries. Ou seja. Imagine the mess.

Try this xiboquinha. It’s cachaça with canela and honey. Try this Jurupinga. It’s cachaça with wine. Or maybe it’s wine and sugar. Nobody knows. It’s delicious. Try this soltinho da Bahia. It’s organic. I only smoke when I drink. But the problem is drink a lot. Try this brigadeiro. This is called larica. Now put some farofa. Delicious.

This cup passed really fast. Volte sempre. Come back always! Fica lá em casa. We are family now. You like that? You can keep it. It’s your. Faço questão. I make question. Go with god and desculpa qualquer coisa. Pardon anything.

Cadelinha de ‘lorde’ inglês vive em suíte exclusiva no Copacabana Palace

cadela-luxo

Publicado na Folha de S. Paulo

Há nove meses ela tem um endereço que é para poucos: uma suíte de 70 metros quadrados no prédio anexo do Copacabana Palace.

Ali, a inglesa Lady Bella, 11, conquistou privilégios que nenhum outro hóspede do hotel tem direito.

Ela é a única a ser convidada para dormir, dia sim, dia não, na cama da diretora-geral do hotel, Andrea Natal. Sempre que está cansada, ganha colinho dos funcionários.

Lady Bella é uma cadelinha branca, da raça bichon frisé -muitas vezes confundida com poodles, mas, dizem os especialistas, mais inteligentes e comportados.

A diária de uma suíte nessa parte do hotel custa no mínimo R$ 1.500. Mais exclusivo que a ala em que ela se hospeda, só mesmo o prédio principal, de frente para o mar.

Lady Bella tem funcionários do Copacabana Palace à sua disposição 24 horas por dia, seja para levá-la para uma caminhada ou uma leve corridinha pela praia.

São eles também que lhe fazem companhia quando seu “pai”, o inglês Benjamin Bowen, 39, conhecido no hotel como lorde Bowen, está em uma de suas viagens.

Desde julho do ano passado, Bowen vive no “Copa”. O inglês decidiu passar um período sabático no Rio, longe de seus negócios, acompanhado apenas da “filha”.

Nos últimos meses, porém, precisou fazer algumas viagens. Atualmente, está há quase um mês fora do hotel.

Para minimizar o impacto de suas ausências, ele mantem a suíte para que Bella não sinta falta de uma casa. Conta com a equipe do “Copa” para cuidar da cadelinha.

PET, PRAIA E MIMOS

“Levamos ao pet shop para banho e cuidados uma vez por semana e ela volta linda, parece um pompom”, explica Andrea Natal, diretora-geral do Copacabana Palace.

As fotos para esta reportagem foram marcadas para as 10h, sem atrasos, porque às 11h, ela tinha consulta com seu veterinário carioca –levada, é claro, por funcionários.

Os dias dessa bichon frisé são passados nos escritórios do hotel, com alguns intervalos para passeios na praia. Apesar de ser moradora vip, Bella só pode circular pelas áreas comuns no colo de alguém, para evitar reclamações de hóspedes.

Há outras restrições. Por ordem do lorde, a Lady não pode aproveitar as delícias dos restaurantes do “Copa”, como o italiano Cipriani ou o asiático Mee. “Ela come ração seca pela manhã e úmida à noite”, explica Andrea.

A diretora-geral se afeiçoou tanto a ela que a leva, em dias alternados, para dormir em sua suíte. Nas noites em que fica em sua própria “casa”, Bella é acompanhada por um funcionário.

O hotel costuma receber hóspedes com seus bichinhos, mas é a primeira vez que um deles fica sozinho.

“O problema é que ela está ficando muito mimada. Com lorde Bowen ela se comporta como uma lady, mas está sendo tão paparicada a que agora até late se alguém demora para atender seus desejos”, afirma Andréa.

Inglês escala sem proteção pontes e guindastes. E faz acrobacias lá em cima

Reprodução/Instagram

Reprodução/Instagram

Paulo Anshowinhas, no UOL

Se você tem medo de altura é melhor não ver esses vídeos. É sério. Eles mostram o inglês James Kingston escalando sem proteção pontes e guindastes com mais de 100 metros de altura. Lá em cima, ele ainda desafia a morte se pendurando com apenas uma das mãos ou fazendo acrobacias em lugares estreitos.

A última peripécia de Kingston aconteceu na cidade de Kiev, na Ucrânia. Ao lado de um dos mais alucinados escaladores do mundo, que atende pelo nome de Mustang Wanted, ele subiu a Ponte Moscou, de 119 metros de altura. O vídeo foi veiculado pelo canal online Epic TV, especializado em esportes radicais.

Como se não bastasse ter feito a escalada sem cordas ou algum outro tipo de proteção, Kingston desafia o perigo (e a vertigem dos telespectadores) ao dar um cambalhota no topo da estrutura.

O vídeo mais famoso de Kingston, que o transformou em celebridade na internet, foi gravado há dois anos em Southampton. Na ocasião, ele escalou também sem proteção um guindaste de mais de 100 metros. “Eu não tive medo. Você não pode ficar com medo quando você está pendurado pelos dedos de suas mãos. Eu fiz isso por aventura. A vida é muito curta para ficar sentado preocupado com o futuro. Eu não fui até lá para morrer. Eu fui lá para viver”, “, disse o rapaz de 23 anos, praticante de escalada livre e parkour, em entrevista para o jornal britânico The Sun na época.

Repórter estrangeiro vem conhecer o Rio – e é assaltado

Episódio foi mencionado em matéria do jornal inglês The Independent. Objetivo da viagem, paga pelo governo brasileiro, era promover imagem positiva do país

Orla de Copacabana, no Rio: a caminhada rápida entre restaurante e hotel de madrugada "provou-se uma má ideia - e talvez ingênua" por parte do grupo de repórteres estrangeiros no Brasil

Orla de Copacabana, no Rio: a caminhada rápida entre restaurante e hotel de madrugada “provou-se uma má ideia – e talvez ingênua” por parte do grupo de repórteres estrangeiros no Brasil

Marco Prates, na Exame

O jornalista inglês Ian Herbert veio ao Brasil para conhecer três cidades sede da Copa do Mundo 2014 e, naturalmente, escrever sobre elas no jornal em que trabalha, The Independent. A ironia é que a viagem, custeada pelo governo brasileiro para melhorar a imagem do país, acabou envolvendo uma desagradável tentativa de assalto na madrugada do Rio de Janeiro.

“A caminhada deste correspondente na praia de Copacabana com outras quatro pessoas às duas horas da manhã provou-se uma má ideia – e talvez ingênua – quando meia dúzia de jovens se materializou exigindo relógios e dinheiro e empunhando armas”, escreveu ele na reportagem, publicada no último domingo.

Apesar do susto, o repórter afirma que o grupo foi embora sem levar “nada”. Em entrevista ao UOL, que descobriu o caso, o jornalista disse que os profissionais gritaram para chamar atenção e que a chegada de um casal acabou dispersando os ladrões.

A viagem, que durou toda a semana passada, foi oferecida pelo governo brasileiro. Chamadas de “press trips”, esses convites são usados rotineiramente pelo poder público e por empresas para apresentar a pessoas da imprensa novos produtos e lugares (e estimular que abordem o assunto em textos jornalísticos, se acharem interessante).

Outros cinco profissionais também vieram ao país. Mas um deles, do jornal The Guardian, não fez referência ao episódio em matéria publicada no último sábado.

A Embratur, órgão que promove o turismo nacional no Brasil e exterior, foi quem bancou a viagem, que incluiu ainda as cidades de Fortaleza e Manaus. O valor gasto não foi divulgado até o momento.

Apesar da tentativa de promoção, o titulo da matéria do The Independent – “É caos no Brasil, mas não entre em pânico” indica que a iniciativa acabou tendo efeito contrário.

Uma leitura atenta, porém, mostra que o jornalista Ian Herbert, apesar de mencionar todos os problemas envolvendo a organização do evento, teve olhos mais benevolentes e contextualizadores que a média do que é publicado lá fora.

“Nada disso significa que a Copa não funcionará”, salienta ele em determinado trecho, completado por uma fala do secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes.

“Se as pessoas não tiverem uma visão mais generosa (em relação aos países em desenvolvimento), então esses eventos se tornarão festas de homens ricos”, afirmou o segundo homem na hierarquia do Ministério do Esporte.

O Independent cita também que várias obras não teriam começado sem o Mundial, e que hoje é possível “enviar e-mail com um vídeo de um celular enquanto se navega no rio Amazonas, se você preferir não olhar para os jacarés Cayman”.

“O torneio que está para começar pode ter imperfeições, mas vai viver por muito tempo na memória”, encerra a reportagem do jornalista. E tudo isso apesar do assalto.

dica do Ailsom Heringer