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Nestas imagens, apenas uma pessoa está em movimento

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Valerie Scavone, no Hypeness

O designer gráfico e fotógrafo inglês Nicolas Ritter criou uma série de GIF´s intitulada One, onde ele destaca, dentro de uma fotografia rodeada de pessoas, apenas uma em movimento.

O projeto incide sobre um único indivíduo na multidão. Praticamente imita a forma que o olho humano enxerga. Não costumamos observar muitas pessoas como muitas pessoas, há a captação de micro cenas.” Em One, o foco se resume em encontrarmos o movimento na foto, no estilo “Onde está Wally”.

Idioma português é o que mais cresce no Facebook

Publicado originalmente no Link

O português é o idioma que obteve o maior crescimento no Facebook em dois anos. Segundo dados da SocialBakers, o número de usuários que optaram por visualizar o site em português saltou de 6,1 milhões (maio de 2010) para 58,5 milhões (novembro de 2012), mantendo o idioma atrás do inglês, com quase 360 milhões de usuários, e o espanhol, com 142 milhões.

Veja a lista completa aqui.

O português cresceu praticamente 10 vezes entre 2010 e 2012. Tamanha ascensão não se repetiu com os demais. O inglês teve um aumento de 1,6 vezes e o espanhol, 2,3. Além do Brasil, o mais notável se dá com a língua árabe, o nono idioma mais usado, que chegou a um número de usuários quase seis vezes maior.

Comparando-se os países, o Brasil é o segundo com maior quantidade de perfis na rede social, que já passa dos 1 bilhão de usuários. O Brasil, à frente da Índia e atrás dos EUA, responde por 61,8 milhões dos usuários (a diferença entre este número e de usuários que visualizam a rede em “português” se dá simplesmente pelo fato de muitos usuários falantes da língua optarem por um idioma alternativo ao seu nativo), mas está em 42º no ranking dos países que mais cresceram no Facebook nos últimos seis meses (o primeiro é o Vietnã; veja).

Cinco coisas que preciso fazer antes dos 40 anos

Arte de Van Dongen

Publicado por Blog do Carpinejar

Por um golpe do acaso, reencontrei minha agenda de estudante da 8ª série. Estava dentro da caixa dos troféus e medalhas de futebol, na garagem.

Cometi o erro de abri-la. Não se mexe em arquivos impunemente. Não dá para passar os olhos e deixar por isso mesmo. Somos absorvidos, tragados pela curiosidade da comparação. Os cinco minutinhos destinados ao assunto se transformam em dez horas. Nem notamos o dia migrar para a noite. Interrompemos uma encomenda urgente, apagamos reuniões, desaparecemos para a família, seduzidos pela nossa caligrafia desgovernada e antiga.

O que me espantou é que havia uma cartinha presa com clipe nas costas do volume: Cinco coisas que desejo fazer antes dos 40 anos.

(Em tempo, completo 40 anos em outubro. Não duvido que não tenha programado meu corpo a procurar a agenda perto do aniversário. Foi um alarme posto na memória para soar num prazo de vinte e sete anos.)

Mas por que 40, e não 30? Juntei as pontas e identifiquei que era a idade de meus pais na época.

Eu gargalhei quando li o que esperava de mim em 2012:

1) Saltar de paraquedas.
2) Não casar.
3) Conhecer Tóquio.
4) Aprender francês e italiano.
5) Ser milionário com a indústria de cinema.

Tive 100% de fracasso. Não cumpri nenhuma das alternativas. Assinei o atestado de incompetência perante aquele adolescente disposto a ganhar o mundo.

E me deu orgulho. Fiquei orgulhoso da decepção. Ri emocionado de minha invalidez estratégica, da minha nulidade profética.

Foi um sinal de saúde. Quem cumpre objetivos é neurótico.

É bobagem elaborar metas para atingir em determinada idade. Felicidade não se planeja, felicidade se descobre.

Ingenuidade congelar lista de intenções como se a vida não nos transformasse dia a dia.

O que vale alcançar objetivos como uma maratona turística? Para quê?

Nosso legado é o que falamos aos outros, não o que aparentamos ser. Todos os desejos terminam, no fundo, iguais porque não temos a coragem da simplicidade.

Amigos não admitem morrer sem visitar as pirâmides, por exemplo. Eu não quero morrer sem visitar meu pai ou minha mãe.

Ainda que eu tivesse apenas uma semana de vida não mudaria meu temperamento. Felicidade é improvisar, é estar disposto não sabendo o que vai acontecer.

Não troco em nada o inventário do que realizei nestas quatro décadas.

(X) Dois filhos
(X) Casado
(X) Vinte livros
(X) Lê espanhol e desenha inglês
(X) Apartamento financiado.

Não é mais verdadeiro?

Por que a educação moderna criou adultos que se comportam como bebês

Camila Guimarães, Luiza Karam e Isabella Ayub, na Época

Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura. Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais. Elas foram repetidas nove vezes em 13 minutos. “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo. (…) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus. Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são.”

Mimados (Foto: Marcelo Spatafora)
O que aconteceu nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa postal. Paravam na rua para cumprimentá-lo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo. Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los. “Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele a ÉPOCA. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro.”

A reação ao discurso do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. “Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo.”

Como domar um ego adolescente (Foto: Marcelo Spatafora)

Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.

Fotos: Marcelo Spatafora

Justiça Inglesa autorizou notificação judicial através do Facebook

Publicado originalmente na Rede Fonte

O Supremo Tribunal inglês autorizou o uso do Facebook para enviar uma notificação judicial pela internet.Tudo isso aconteceu depois de um caso de uma disputa judicial entre Fabio De Briase e Anjam Ahmad, por questões de negócios.

Os advogados de Ahmad tentaram notificar De Briase através de uma carta, enviada para a sua residência, mas não tiveram sucesso. Então, pediram ao tribunal a permissão para notificar o cliente através do Facebook.

A justiça certificou que conta no Facebook pertence mesmo a De Briase. No entanto, foi dado um prazo para ele, devido ele não acessar regularmente a sua conta.

Normalmente as notificações são feitas de forma impressa, entregues em mãos, por correio ou por fax.

dica do Márcio Rosa