Pesquisa diz que brasileiros confiam mais nas notícias de jornais impressos

Publicado no Zero Hora

Num mundo cada vez mais digital, os jornais impressos lideram o nível de confiança da população brasileira em comparação a outros meios de comunicação como TV, rádio e internet. Esse é apenas um dos resultados interessantes sobre o consumo da informação no Brasil em uma pesquisa nacional divulgada pelo governo federal.

A pesquisa sobre os hábitos de consumo de mídia foi encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Ela foi feita entre outubro e novembro do ano passado pelo Ibope, contratado por licitação. Foram ouvidas 18.312 pessoas no país, sendo 602 em Santa Catarina.

Quando perguntados sobre as informações que apresentam maior nível de confiança, 53% disseram confiar sempre ou muitas vezes nos jornais impressos. Eles são seguidos pelas notícias do rádio e da TV, tecnicamente empatadas com 50% e 49%, respectivamente.

O menor nível de confiança entre os entrevistados está nas notícias publicadas por blogs – apenas 22% dos pesquisados confiam sempre ou muitas vezes nesse tipo de conteúdo. Em seguida, em posição um pouco melhor, aparecem notícias de redes sociais (24%) e de sites (28%).

A televisão é o maior hábito do brasileiro. Segundo a pesquisa, 97% dos entrevistados afirmaram ver TV. A internet e o rádio são meios de comunicação também muito presentes na vida das pessoas, ainda que em menor grau: 61% têm o costume de ouvir rádio e 47% têm o hábito de acessar a  internet. Já a leitura de jornais e revistas impressos é menos frequente e alcança, respectivamente,  25% e 15% dos entrevistados.

O meio de comunicação preferido pelos brasileiros é a TV (76,4%), seguido pela internet  (13,1%), pelo rádio (7,9%), pelos jornais impressos (1,5%) e pelas revistas (0,3%) — outras respostas  somam 0,8%. A pesquisa servirá de parâmetros para eficiência, visibilidade das ações e dos programas do governo, além de transparência na alocação dos recursos de publicidade.

Frequência e uso da internet

Sobre a internet, meio de comunicação que mais cresce entre os brasileiros, o estudo analisou a frequência e intensidade de uso.

Enquanto a maioria dos brasileiros (53%) nunca acessa a internet, cerca de um quarto da população (26%) o faz nos dias da semana e com intensidade diária de 3h39min de 2ª a 6ª feira e de 3h43min no final de semana.

A população mais jovem lidera o uso da internet. Dos entrevistados, 77% deles com menos de 25 anos têm contato com a rede pelo menos uma vez por semana. Esse percentual cai para 3% entre os entrevistados com mais de 65 anos.

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‘Fui assassinada’, diz mulher que criou ONG contra ‘vingança pornô’

‘Marias da Internet’ foi criada para ajudar vítimas de crimes pela internet.
ONG completa um ano e já salvou algumas vidas, afirma Rose Leonel.

A jornalista Rose Leonel foi vítima de um crime pela internet, em 2008 (Foto: Arquivo pessoal)
A jornalista Rose Leonel foi vítima de um crime pela internet, em 2008 (Foto: Arquivo pessoal)

Erick Gimenes, no G1

A ONG Marias da Internet existe há um ano e já salvou algumas vidas, segundo a criadora dela, Rose Leonel, que mora em Maringá, no norte do Paraná. O trabalho é feito para ajudar mulheres que foram vítimas de ‘vingança pornô’, ou seja, que tiveram fotos ou vídeos íntimos espalhados pela internet por ex-companheiros.

“Crimes como esses acabam com a vida da vítima. É um crime que não se apaga. A imagem sempre vai estar na internet, já foi espalhada. Posso te dizer que, depois de passar por isso, a pessoa morre, moralmente e até fisicamente, em casos de adolescentes que não resistem a todo esse julgamento da sociedade, por exemplo. Meu objetivo é dar alento, dar a mão, dizer: ‘Olha, eu estou aqui e já passei por isso. Quero ajudá-la a salvar sua vida'”, explica a jornalista.

Rose é uma das muitas mulheres que vivenciaram e sofreram com a exposição causada por homens com quem se relacionam. Há oito anos, o ex-noivo divulgou fotos íntimas dela pela internet porque, de acordo com a jornalista, não aceitou o fim do noivado. Além de divulgar as imagens, ele ainda insinuou em redes sociais que ela era uma garota de programa. Rose entrou na Justiça e, em 2010, ganhou a causa.

“Fui assassinada. Fui morta moralmente. Hoje, eu ainda estou em recuperação, dia a dia. Não vai passar. Eu sofri com isso e decidi criar a ONG no auge da minha dor. Eu sei o que é estar desamparada em um momento desses. Em muitos casos, até a família se afasta e vira o rosto para você”, afirma Rose.

Como funciona

'É a minha bandeira', diz jornalista sobre a ONG Marias da Internet (Foto: Reprodução)
‘É a minha bandeira’, diz jornalista sobre a ONG
Marias da Internet (Foto: Reprodução)

A ONG funciona exclusivamente pela internet, como uma consultoria para vítimas de crimes virtuais. Por meio do site da Marias da Internet ou pelo Facebook, as mulheres contam as histórias pelas quais passaram, em mensagens que chegam diretamente para Rose. A jornalista lê, analisa e entra em contato com a pessoa que precisa de ajuda.

O primeiro passo é sempre o mesmo: oferecer uma palavra amiga, segundo ela. “Faço os primeiros socorros”, define. “Ligo para a pessoa e tento ouvi-la. Conto o que passei e acalmo a vítima. Tento mostrar que existe vida após um crime na internet”.

Depois da primeira conversa, Rose entra em contato com uma equipe de profissionais especializados em crimes pela internet, para oferecer assessoria à vítima. No time há advogados, peritos digitais e psicólogos, por exemplo – todos voluntários.

O grupo se mobiliza e aconselha a vítima sobre o que fazer e como agir a partir do crime. Além disso, os voluntários da ONG, incluindo Rose, também visitam escolas e proferem palestras em locais para os quais são convidados.

“O objetivo é informar, orientar e dar suporte para as vítimas. Sou uma mulher que quer lutar por todas as outras mulheres. Isso me fortalece, me faz caminhar. Me sinto sendo útil erguendo essa bandeira, tendo essa missão”, ressalta Rose. “Que bom seria se eu tivesse a oportunidade de conversar com todas as mulheres que passaram por isso. Quantas vidas seriam salvas, não é mesmo?”.

Onde encontrar
Qualquer mulher pode entrar em contato com a Marias da Internet para pedir ajuda, por meio do site da ONG ou pela página dela no Facebook.

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23 fotos que provam que a sociedade está perdida

Publicado no BuzzFeed

1. Essa foto de velhas amigas recordando sobre os bons e velhos tempos durante um brunch delicioso:

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2. Essa foto adorável de almas gêmeas se encontrado pela primeira vez.

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3. Essa foto de formandos indo embora da escola pela última vez, finalmente livres das algemas da educação.

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4. Essa foto inspiradora de fãs torcendo pelo seu time em uma importante final:

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5. Essa foto de amigas se deliciando com uma pizza:

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6. Essa foto de uma família maravilhosa agradecendo todas as sua bênçãos em um jantar de Ação de Graças.

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7. Essa foto de melhores amigas partindo para uma viagem de carro que vai mudar as suas vidas.

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8. Essa foto de adolescentes aproveitando as suas últimas férias de verão, que sem dúvida irá mudar as suas vidas:

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9. Essa foto de amigos discutindo as complexidades do amor e da vida enquanto degustam um bom vinho.

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10. Essa foto de cortar o coração de um irmão e uma irmã se reencontrando após uma década de separação.

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11. Essa foto de pessoas que gostam de ir a museus pra ver quadros lindos do Thomas Cole pela primeira vez, o tipo de arte que leva alguém às lágrimas.

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12. Essa foto de amigos muito animados durante um esquenta antes do jogo do ‘Niners.

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Facebook negocia compra de fabricante de drones por US$ 60 milhões

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Publicado no IDG Now

O Facebook negocia a aquisição da Titan Aerospace, uma fabricante de “drones” (aeronaves não tripuladas) que está desenvolvendo aparelhos capazes de voar por até 5 anos a altitudes “quase orbitais”, que poderiam ser usados da mesma forma que os atuais satélites de telecomunicações porém a um custo muito menor.

Segundo o TechCrunch, que ouviu a história de uma fonte que obteve “acesso não autorizado” a documentos relacionados e depois a confirmou com um dos membros da diretoria da Titan, o negócio é avaliado em US$ 60 milhões, apenas uma fração do que o Facebook pagou recentemente pelo WhatsApp. A idéia seria usar as aeronaves para levar conexão à Internet a áreas isoladas, como a África, como parte da iniciativa Internet.org.

Os planos para isso incluem a construção de 11 mil unidades do Solara 60, uma aeronave ainda em desenvolvimento que, segundo a Titan, será capaz de levar uma carga de até 100 Kg a 19.800 metros de altura, mantendo-a “estacionada” em relação ao solo. Após a aquisição, toda a produção da Titan seria destinada ao projeto.

O Facebook não é a única empresa que estuda o uso de aeronaves de grande altitude para levar o acesso à internet a áreas isoladas. A Google tem o “Project Loon” que usa um fluxo constante de balões levados por correntes atmosféricas a mais de 18 Km de altura para transmitir um sinal de banda larga para o solo, com velocidade de acesso equivalente à de uma rede 3G. Os primeiros testes em pequena escala do projeto foram feitos na Nova Zelândia.

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Ian SBF, do Porta dos Fundos: ‘Não há nenhum tema proibido para a gente’

Ian SBF, fundador do canal Porta dos Fundos Simone Marinho / Agência O Globo
Ian SBF, fundador do canal Porta dos Fundos Simone Marinho / Agência O Globo

Publicado no O Globo

Único dos sócios fundadores do Porta dos Fundos que não é ator, o diretor Ian SBF, que será jurado do concurso The Walkers, de curtas para o YouTube, fala dos novos caminhos do audiovisual e diz que não abre mão da liberdade proporcionada pela internet.

Por que aceitou o convite para ser jurado do concurso de curtas para o YouTube?

Achei a ideia interessante, porque sou cria da internet. Eu até tinha um projeto semelhante com o Google, que não andou. Acho legal a ideia de revelar novos talentos. Vim disso aí. Se um concurso como esse tivesse acontecido anos atrás, antes do Porta, eu teria participado, com certeza, porque pra mim faz todo sentido.

A internet, para você, é um meio ou um fim para a sua produção?

Tenho dois momentos de relacionamento com a internet. Comecei a carreira tentando fazer cinema, mas era muito difícil, nunca consegui. Aí busquei a internet, com o canal de humor Anões em Chamas. Ao mesmo tempo, fui fazer TV, como produtor e diretor, impulsionado pelo sucessinho do canal. Logo percebi que a televisão não permitiria fazer tudo o que gostaria de fazer, como eu gostaria de fazer, e então criamos o Porta. Descobri que a internet era onde eu deveria estar.

Então a internet te dá a liberdade e o controle que você não tinha na TV ou no cinema?

Com certeza. Na internet, você não passa pelo critério de avaliação de ninguém, só o seu. O que acho legal nela é justamente isso: ali, é você e o público, sem intermediários, seu trabalho não passa por diretores gerais, acionistas, advogados. Você cria e vai direto para o público, tem uma respostas rápida.

A internet é o futuro do audiovisual?

Ela é apenas um meio de acesso aos produtos audiovisuais. O que vemos nela não é muito diferente do que se faz há quase cem anos nas mídias tradicionais. O que vemos na Netflix, por exemplo, é diferente do que vemos na TV convencional? Acho que a internet é só uma nova maneira de as pessoas assistirem a esse tipo de conteúdo.

O Porta já recebeu propostas para produzir conteúdo para a TV?

Já tivemos muitas ofertas, de TVs abertas e cabo. Mas o que apresentavam não era o modelo de produto que queríamos fazer. Aqui temos liberdade total, ganhamos dinheiro, então qual o motivo de fazer TV?

Quais os próximos passos do Porta?

Vamos lançar quatro séries temáticas ainda este ano, com quatro episódios cada uma, a serem disponibilizadas em quatro meses diferentes. Esperamos exibir a primeira ainda em abril. Já estamos escolhendo os assuntos e escrevendo os roteiros. E continuamos trabalhando em um longa-metragem para cinema, mas é uma projeto ainda muito embrionário.

Já esperavam tentativas de censura aos vídeos do Porta? Há algum tema proibido para vocês?

Na verdade, ficamos surpresos que as reações não tivessem sido mais fortes. Mas são problemas pontuais. As pessoas estão mais abertas a um tipo de humor mais pesado ou a conteúdos que não estavam preparadas para ver na TV. Hoje em dia, posso dizer que não há nenhum tema proibido pra gente. Se acharmos engraçado, fazemos. A coisa que mais prezamos é a liberdade de expressão.

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