USB possui brecha de segurança que não pode ser resolvida

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Publicado no Olhar Digital

Dois pesquisadores de segurança estão prestes a divulgar uma descoberta sobre o USB que decreta o formato como um dos mais inseguros da atualidade.

Karsten Nohl e Jakob Lell construíram provas de conceito indicando que é possível contaminar uma unidade USB sem tocar na memória flash, focando apenas no firmware que controla suas funções.

Isso significa que nem a varredura mais completa encontraria o arquivo malicioso, e que qualquer coisa que use saída USB pode ser infectada – incluindo periféricos como teclado e mouse, além de pendrives.

Eles conseguiram colocar malwares nos chips usados para conectar um dispositivo ao computador e esses arquivos maliciosos são capazes de controlar funções e alterar pastas, além de direcionar o tráfego da internet a sites de interesse do atacante. Tudo sem serem notados.

O USB pode infectar o computador ou ser infectado por ele, e em nenhum dos casos o usuário comum tem chance de descobrir. Apenas um especialista com conhecimentos em engenharia reversa poderia encontrar o problema, mas só se estivesse procurando – e o firmware não costuma levantar suspeitas.

Os pesquisadores mostrarão como isso funciona durante a Black Hat, conferência anual sobre segurança que ocorre na semana que vem em Las Vegas, na intenção de estimular as pessoas a tomarem cuidado com o USB, porque este é um problema sem solução.

O que Nohl e Lell pretendem com a divulgação de suas descobertas é fazer um alerta para que as pessoas tratem dispositivos como pendrives da mesma forma que tratam seringas: cada um só pode usar o seu. É a única forma de garantir que não haverá complicações.

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Facebook exclui perfis brasileiros com ‘nomes estranhos’

Publicado no Techtudo

Usar o Facebook é simples. Basta se inscrever usando nome e e-mail para criar um perfil com foto, gostos pessoais e amigos. Porém, nem sempre é fácil. Alguns esbarram no primeiro passo. É o caso de Nilmar e Luís Henrique, que carregam no sobrenome palavras que a rede social considera ofensivas a ponto de desativar seus perfis, com base em normas de uso polêmicas.

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“No final de maio, meu primo falou para eu tentar entrar no meu Facebook, pois a conta dele não estava mais logando, com aviso de desabilitada. Mais tarde, nossa família foi excluída do Facebook”, conta Nilmar Piroca, 25 anos, que entrou na rede social em 2010 e alega nunca ter recebido qualquer notificação ou advertência.
Caso semelhante acontece com Luís Henrique Fuck, de 23 anos. Ele conta que a rede social nunca aceitou seu sobrenome. “Ao criar uma conta ou, mais tarde, ao tentar modificá-la, aparece uma mensagem indicando que devo usar meu ‘nome real’. Passei a abreviar e utilizar meu outro sobrenome”, explica.

Nilmar Piroca teve perfil no Facebook apagado por causa do seu sobrenome (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)
Nilmar Piroca teve perfil no Facebook apagado por causa do seu sobrenome (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Os dois brasileiros foram impedidos de manter contas com seus nomes reais. Em função disso, o primeiro perdeu todos os dados armazenados por quatro anos, enquanto o segundo é obrigado a ocultar o sobrenome. Tudo isso acontece por conta da rígida política de uso: “O Facebook é uma comunidade na qual as pessoas usam suas identidades verdadeiras”. Sendo assim, solicita que forneçam nomes reais, por razões de segurança.
Entretanto, nem todos são aceitos. Os perfis com nomes que usam símbolos, números, repetição de caracteres ou pontuação, letras em mais de um idioma, apelidos ou palavras ofensivas, são desativados quando reconhecidos entre os demais. É aí que mora o problema: nomes considerados ofensivos.

Em contato com o TechTudo, o Facebook Brasil disse que não comenta casos específicos e orientou a cadastrar um nome alternativo e/ou entrar em contato por meio do formulário para problemas de login e acesso a perfis.

Família banida

Segundo Nilmar, a perda de perfis aconteceu também com parentes. “Todos foram, sem aviso ou motivo algum, banidos, tendo suas contas apagadas. O aviso ao tentar logar ou entrar é de conta desabilitada”, lamenta. Um passo atrás, Luís Henrique diz que toda a família procuram usar o nome de outro jeito. “Minha avó e muitos de meus primos escrevem o sobrenome apenas com “Fuc”, sem o “k” no final. Outros, como eu e o meu irmão, apenas abreviam o Fuck (“F.”) e usam outro sobrenome”, conta.

Luís Henrique Fuck usa sobrenome de outras formas para evitar patrulha do Facebook (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)
Luís Henrique Fuck usa sobrenome de outras formas para evitar patrulha do Facebook (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Em busca de uma solução, Nilmar conta que achou uma opção na Central de Ajuda do Facebook. “Escrevi que minha conta está desativada devido ao meu sobrenome e anexei minha CNH”, reclama ele que perdeu informações importantes em grupos da faculdade, além de suas fotos pessoais.

Segundo o jovem, depois de preenchido o recurso com as informações solicitadas, foi enviado um email automático do Facebook que informava violação na Declaração de Direitos e Responsabilidade. “No final desse email, dizia que minha conta não poderia ser reativada de forma alguma, nem divulgar mais informações, e que essa é uma decisão final e não pode ser contestada”, diz.

“Fiquei completamente arrasado e humilhado depois que tive a conta desabilitada. Ali eu armazenava contatos de familiares, amigos e profissionais. Sou da comissão dos formandos, havia informações importantíssimas na minha conta sobre tudo que envolve a formatura de mais de 25 pessoas”, lamenta.

Final Feliz
No último dia 3 de julho, Nilmar conseguiu voltar ao Facebook, após sair da rede social. “Eu voltei. Depois de toda vergonha que passei”, celebra em post público com a aprovação dos amigos. A vitória veio após uma rádio local do Rio Grande do Sul tornar sua história pública e atrair a atenção da rede social, que devolveu o seu perfil. O resto da família, no entanto, não teve a mesma felicidade – a política do site permanece inalterada.

dica do Emerson Catarina

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Jogo que satiriza pastores bate recorde de financiamento coletivo

Marcelo Del Debbio, da editora Daemon, criador do "Pequenas igrejas, grande negócios" (foto: Raquel Cunha/Folhapress)
Marcelo Del Debbio, da editora Daemon, criador do “Pequenas igrejas, grande negócios” (foto: Raquel Cunha/Folhapress)

Felipe Maia, na Folha de S.Paulo

O jogo de RPG Pequenas Igrejas, Grandes Negócios, que faz uma forte crítica a pastores evangélicos, bateu o recorde de arrecadação de recursos por “crowdfunding” (“vaquinhas” coletivas pela internet) para um produto em uma plataforma brasileira.

O game, no qual “ganha quem sobreviver com a reputação menos manchada no dia do arrebatamento”, arrecadou R$ 92,7 mil por meio da ferramenta de financiamento Catarse, a maior do país. O produto foi criado pela editora Daemon.

O segundo da lista, com R$ 62,1 mil, é um projeto do coletivo de design Zerezes para criação de óculos produzidos com restos de madeira.

No game, que vai custar cerca de R$ 60 mil para ser fabricado, jogadores assumem o papel de líderes religiosos em uma “disputa para ver quem consegue ficar mais rico e destruir a reputação dos outros pastores mais rápido”.

Para derrotar os rivais, é preciso jogar cartas em que eles são acusados de desvios de dinheiro ou de vender produtos como um óleo que restaura a virgindade.

Segundo Marcelo Del Debbio, 39, diretor da empresa, essas informações foram tiradas de notícias reais.

Ele afirma que o objetivo do jogo não é criticar a religião em si, mas, sim, líderes que usam a fé das pessoas para enriquecer. “No jogo também tem pai de santo picareta e rabino picareta”, diz.

A Daemon foi fundada em 1998 e lançou cerca de 40 jogos –o principal deles é um voltado para crianças, chamado RPG Quest, que pode ser usado para ensino de matemática. Foram vendidas mais de 60 mil unidades.

O empresário diz que o jogo sobre as igrejas não será vendido em bancas e lojas de brinquedos, como acontece com outros produtos da editora, em razão da polêmica. A tiragem, de 2.000 exemplares, será entregue aos apoiadores do projeto no Catarse e vendida também pela web.

Felipe Caruso, coordenador de comunicação da plataforma de financiamento, diz que a empresa não avalia a qualidade artística de um projeto. “A gente analisa se ele faz sentido, se não há algum crime e se o valor proposto é adequado.”

Ele atribui o sucesso da campanha à boa articulação da comunidade de games e à estratégia de divulgação adotada pela Daemon.

Debbio transformou a própria arrecadação em um jogo: ele estabeleceu metas em dinheiro e, à medida que elas eram atingidas, o game ia ganhando mais cartas ou mais recursos –quem apoiou o projeto primeiro incentivava a entrada de novos financiadores para receber mais itens do produto.

Davi Charles Gomes, 37, reverendo da Igreja Presbiteriana e chanceler da Universidade Mackenzie, diz que o jogo “faz pensar” e que sente “uma ponta de vergonha” pelo modo como pastores são retratados no produto.

“Eu não fico acanhado e não me sinto atacado porque não me reconheço nele”, conta. “A verdadeira religião não é isso.”

dica do Sidnei Carvalho de Sousa

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Vídeo mostra como a felicidade “editada” das redes sociais não é real

Publicado no Hypeness

Todos os dias, para não dizer a cada minuto, o usuário vai lá e checa sua conta do Facebook. É claro que em grande parte das vezes não está lá à toa e sim em busca de algumas curtidas, o famoso sistema de trocas vicioso da rede social.

Uma das características mais notáveis é que a felicidade alheia aparenta ser mil vezes maior do que a sua, seja com posts sobre o relacionamento perfeito ou com milhares de fotos mostrando apenas o lado bom da vida.

Partindo deste princípio básico da era moderna, o curta “What’s on your mind?“, em alusão à típica frase facebookiana “O que você está pensando?”, de Shaun Higton, gera polêmica ao questionar o problema da vida editada, que distorce a vida real. Essa sensação de que você é menor do que os outros é o fato preocupante, visto que ninguém deve se sentir desconfortável com o que tem, seja seu corpo, seu prato de comida ou sua viagem pra uma praia nada paradisíaca.

Claro que a exposição é relativa e nem todos usam o espaço virtual para se expor, mas a tal “felicidade” é algo recorrente na linha do tempo da grande maioria dos usuários de redes sociais. A verdade é que ninguém é tão feliz quanto aparenta o respectivo Instagram ou Facebook, mas, em contrapartida, que entediante e igualmente incômodo seria compartilhar os nossos problemas e reclamações o tempo todo na internet.

E aí, qual é a solução? Se expor menos? Largar as redes sociais? Continuar sendo feliz “o tempo todo”? Sem mais delongas, assista ao vídeo abaixo:

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