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Estudo relaciona uso intensivo da internet a estresse e depressão

Publicado por UOL

Jogar no computador aumenta o risco de sintomas de depressão entre as mulheres, afirma o estudo

Um estudo da University of Gothenburg, na Suécia, identificou uma relação entre o uso intenso da internet e telefone celular com problemas de saúde (estresse, depressão e dificuldade para dormir). A pesquisa foi realizada durante um ano, com 4.100 pessoas na Suécia, de 20 a 24 anos.

“É fácil ficar mais tempo do que o planejado no computador [trabalhando, jogando ou conversando], o que acaba gerando uma pressão relacionada ao tempo, negligência de outras atividades e também de necessidades pessoais [como dormir, interagir socialmente, fazer atividade física]”, afirmou Sara Thomee, líder do estudo.

Ainda de acordo com o “Daily Mail”, ela cita problemas ergonômicos e uma “sobrecarga” mental com o uso excessivo do computador. Além da navegação na internet, os jogos online entraram na mira do estudo. “Jogar no computador uma ou duas horas por dia aumenta o risco de sintomas de depressão entre as mulheres”, disse Sara.

A pesquisa também identificou estresse por parte dos usuários de telefones celulares, pelo fato de estarem sempre disponíveis – especialmente quando se sentem pressionados para responder a mensagens ou culpados quando não o fazem. “Ligações que não são retornadas geram sentimentos de culpa”, disse a pesquisadora.

Essa sensação de constante disponibilidade também causa distúrbios quando os usuários estão muito ocupados e quando estão descansando, de acordo com o estudo. Há ainda a sensação de nunca se sentir livre e a dificuldade em separar a vida pessoal da privada.

Com essas conclusões, os pesquisadores aconselharam os usuários de tecnologia a estabelecer um limite de tempo em que passam em frente às telas (seja do computador ou do celular).

Conheça dicas de comportamento nas redes sociais para evitar problemas e gafes

Obras de Paulo Freire disponíveis na Internet

Originalmente publicado pela USP

Um dos sonhos de Paulo Freire era ver seu acervo pessoal acessível à população sem custos. Agora, com uma parceria firmada entre a Brasiliana USP e o Instituto Paulo Freire (IPF), o desejo do mais famoso educador brasileiro está mais próximo da realidade. Basta ter acesso à internet para ler online gratuitamente a vários trabalhos do pensador.

A iniciativa, que começou em 2011, faz parte do projeto “Paulo Freire Memória e Presença: preservação e democratização do acesso ao patrimônio cultural brasileiro”, desenvolvido pelo IPF. A Plataforma Corisco, desenvolvida pela USP, é o sistema que possibilita a disponibilização do acervo na rede. Ela já é utilizada pela Brasiliana USP, que está levando à internet os volumes doados pelo bibliográfo José Mindlin à Universidade – no total, são 40 mil.

A implantação foi feita em conjunto entre as equipes das duas instituições, com contribuições do IPF para o projeto desenvolvido pela USP. A Corisco, por sua vez, usa como base o sistema Dspace, criado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, e que é aplicado no mundo todo por centenas de instituições. “O que nós fizemos foi adaptar o Dspace para as nossas necessidades. Acrescentamos, por exemplo, um dispositivo para visualizar os livros completos na rede”, explica o professor Edson Gomi, da Escola Politécnica (Poli) da USP, responsável pela plataforma.

Na versão original, os livros precisavam ser baixados e lidos no formato PDF. “O problema é que isso requeria o uso de programas específicos, de empresas privadas. Na Corisco, é necessário apenas o navegador”, explica Gomi. Agora o IPF, que conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, trabalha na ampliação dessa funcionalidade para o acesso ao acervo audiovisual de Paulo Freire, com ferramentas para assistir a vídeos e ouvir arquivos sonoros – tudo online e sem custos para o usuário.

Por questões de direitos autorais, o IPF não pode digitalizar livros escritos por Paulo Freire. Tem direito, contudo, a colocar no ar artigos, manuscritos raros, itens não publicados, cartas e anotações dele. Também estarão disponíveis as publicações do instituto e textos de outros autores sobre o educador.

No total, serão 50 mil páginas de texto, mais de 3 mil fotos, 200 videos e cerca de duas mil páginas de obras em áudio, incluindo obras famosas do autor como Pedagogia do Oprimido e Aprendendo com a Própria História – disponíveis apenas na versão para ouvir. “Nada desse acervo pode ser utilizado para uso comercial ou obras derivadas”, explica Anderson Fernandes de Alencar, coordenador do projeto.

Até o final deste mês, todas as páginas devem entrar no ar. Os vídeos já foram digitalizados e agora estão na fase final de conversão para a web. Estão sendo utilizadas extensões livres, que não requerem programas pagos para rodar. A única exceção são os arquivos para celular no formato mp4. “O objetivo é eliminar ao máximo as restrições de acesso à obra”, diz Alencar.

Dica de Lucy Luz

Veja aqui o acervo do Instituto Paulo Freire.

Que cristianismo de araque é esse o nosso?

Edson Camargo, no Mídia sem Máscara

“Quanto mais você está certo de uma crença, mais ela passa a ser parte de sua alma, e mais você conta com ela como base para sua ação”.

O cristianismo que se torna relevante culturalmente é aquele que é vivido de fato. Na vida individual dos milhões de cristãos de um país, na vida das famílias cristãs, nas comunidades, nas igrejas, até chegar ao grande debate político e cultural, à Academia, até, por fim, tornar-se uma força transformadora onde os rumos de uma nação são decididos. Assim surgiu o mundo ocidental, ainda que com seus muitos conflitos e problemas, e assim surgiu e velha e gloriosa Europa cristã, onde as artes, a música, a grande literatura, e a ciência moderna floresceram. A Europa de Shakespeare e Bach, Dante e Dührer, Leibniz e Kepler. O segredo: a profunda influência da cosmovisão cristã na cultura.

E por que falar disso? Ora, estamos no Brasil, e acabou de sair o Censo 2010 do IBGE, com informações sobre o segundo maior país cristão do mundo. Sim, e um dos mais violentos, constando no ‘Top 20’. O pior nos exames internacionais de educação. Um país alinhado em sua política externa com o Eixo do Mal: Irã, Venezuela, Cuba, etc. Um país com péssima colocação em liberdade econômica, em qualidade de modelo institucional, e despontando nos índices de corrupção. Com um mínimo de vergonha na cara, cabe aos cristãos brasileiros perguntarem a si mesmos: que cristianismo de araque é esse o nosso?

Penso que vale um autoexame com algumas questões. Qual é o real conteúdo da nossa fé? Qual a real força dessa fé? E, por último, mas não menos importante: quão central é na vida dos brasileiros que se dizem cristãos esta fé? A centralidade desta fé diz respeito ao quanto as convicções a ela ligadas são decisivas para dar suporte a outras e para modelar a cosmovisão pessoal, sobretudo nas grandes questões existenciais: a natureza da verdade, o caráter de Deus, a estrutura da realidade imanente e transcendente, o reconhecimento de aspectos fundamentais da condição humana, e então, daí, para os grandes temais sociais e contemporâneos. Com isso em mente, podemos perguntar: “sou cristão, mas até que ponto?”

Perguntar a si mesmo sobre o conteúdo real de sua fé pode levar a pessoa a perceber que, ainda que siga uma denominação cristã, ainda que se sinta alinhado com certas correntes teológicas e filosóficas, no fundo, crê de forma meramente parecida e ainda viva de forma totalmente dissonante com o que profere publicamente. Realmente creio como os grandes sábios, mártires, teólogos e heróis da fé criam? Até que ponto vivo conforme creio? Ou apenas creio conforme vivo? Crer conforme vive talvez seja a descrição mais perfeita do idiota, do filisteu, do homem-massa, do novo bárbaro, e dos portadores do “eu vazio” (ver a obra de Phillip Cushman), essa epidemia dos nossos tempos e, infelizmente, de nossas igrejas.

A força da fé não é menos importante, e parece que é o principal alvo de ataque dos secularistas, sejam eles defensores das modernas ideologias de massa, sejam os pseudo-cristãos adeptos do liberalismo teológico em suas mais diversas vertentes. Até que ponto você crê que milagres são possíveis? O quão à vontade e convicto você se sente para declarar publicamente que você acredita, sim, piamente, que Adão e Eva de fato existiram (como Jesus afirmou), que Ele, Jesus, nasceu de uma virgem e que, de fato, ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus? Como bem observa J. P. Moreland, de quem faço uso da obra O Triângulo do Reino para tratar destes três aspectos da fé: “Quanto mais você está certo de uma crença, mais ela passa a ser parte de sua alma, e mais você conta com ela como base para sua ação”. Daí se vê também a importância do trabalho e da instrução apologética, que tem sido negligenciado nas igrejas (e daí o imenso número de jovens cristãos que largam a fé assim que adentram as Universidades) e corrompido na internet.

A verdade é que é altamente problemático tratar dessas questões num país que vive uma derrocada cultural sem precedentes, pois este caos adentrou as igrejas, muitas vezes adornado de bela roupagem pseudoteológica, ou mesmo travestido de piedade, devoção e consagração. O fato é que não temos mais a antiga visão cristã do que é o conhecimento. Ou, se a temos, não a ensinamos, nem a vivemos. É preciso recuperá-la para logo compreender que o crescimento espiritual e o crescimento intelectual andam juntos, um fortalecendo o outro. Avivando, e gerando talentos. Trazendo renovo para a cultura e restauração às almas.

Sem esse crescimento integral, o segundo maior país cristão do mundo continuará sendo uma vergonha para o cristianismo a cada índice internacional que for divulgado.

Imagem: ‘Adão e Eva’, ou ‘A Queda do Homem’, gravura de Albrecht Dürer, 1504.

1/5 das páginas da web leva usuário ao Facebook

Nayara Fraga, no Radar Tecnológico

Vinte e dois por cento das páginas da web contêm URLs que direcionam o usuário para o Facebook, segundo análise do pesquisador Mathew Berk. Acrônimo para Uniform Resource Locator, URL é o endereço de um recurso disponível em uma rede, como o endereço para chegar a este post ou o endereço de um post da editoria de Economia&Negócios no Facebook.

Com a ajuda de uma ferramenta para coletar informações na web chamada Commom Crawl, o pesquisador examinou 1,3 bilhão de URLs neste ano e descobriu que 242 milhões delas são de páginas que levam o usuário à rede social de Mark Zuckerberg. “Estabelecer conexões sociais não está relacionado apenas a pessoas: tem a ver com interconexões entre conteúdos estruturados, entidades e pessoas”, diz Berk em seu site.

O uso do Facebook por meio de outros sites também foi revelado no estudo: 7,6% das páginas continham ferramentas que permitem a interação com o Facebook sem sair delas. Exemplo disso são os botões “curtir” que aparecem em notícias publicadas em sites ou blogs. Quando clicados, eles costumam gerar uma janela pop-up do Facebook, e o usuário pode fazer o login na rede social e comentar o que está curtindo sem sair da notícia.

Para Berk, o resultado de sua pesquisa mostra que a web passa por uma momento de transformações no qual as páginas da web em si estão perdendo espaço para as conexões geradas entre elas. Páginas no Facebook, perfis no LinkedIn e artigos na Wikipedia estão conectados uns aos outros e às pessoas por meio de conexões significativas, como “curtiu”, “trabalhou com”, “recomendou”, explica. Ele descreve esse novo momento como “a web de ponta-cabeça”.

Megaupload vai voltar, diz fundador

Publicado originalmente no Estadão.com

“A Sopa está morta. A Pipa está morta. O Acta está morto. O Mega (Megaupload) vai voltar. Maior. Melhor. Mais rápido. Sem taxas e protegido contra ataques. Evolução!”. Foi o que disse Kim Dotcom, fundador do serviço de compartilhamento de arquivos, em sua conta pessoal no Twitter nessa quarta-feira, 4.

Comemorando que as três leis antipirataria (Sopa, Pipa e Acta) não vingaram, Dotcom, que foi preso e teve seus bens apreendidos por “sistematicamente violar direitos autorais”, não diz quando o serviço volta ao ar, mas rumores dão conta de que isso aconteceria já na próxima segunda-feira, dia 9.

O recomeço de Dotcom começou já no fim de junho, quando ele colocou no ar um serviço de compartilhamento e streaming de música, o Megabox.