O dedo que o Curiosity encontrou em Marte (ou mais uma diversão criada pela internet)

Érika Kokay, no Bombou na Web

Uma das coisas mais legais que está acontecendo no mundo (ou melhor, fora dele) é o robô Curiosity, da Nasa, pronto para explorar a superfície de Marte. O menino já tirou fotos incríveis do planeta, mediu a temperatura – cerca de 2ºC – e emitiu raios laser em uma pedra para estudar sua estrutura. E tem gente dizendo que até dedo ele já encontrou!

A Nasa divulgou uma foto em seu site que mostra parte do Curiosity e o chão de Marte cheio de pedras. Dias depois, internautas identificaram na imagem um objeto que se parece muito com um dedo – o suficiente para vários sites e blogs especializados em ufologia comentarem o assunto, como esse e esse.

De acordo com as páginas, as rodas do robô medem cerca de 76 centímetros, e um dedo humano, 9 centímetros em média. O “dedo” da foto da Nasa parece ter de 12 a 15 centímetros de comprimento. A dúvida dos que não acreditam que o tal “dedo” é apenas uma pedra qualquer é: o objeto fazia parte de uma estátua antiga ou é um dedo de verdade que virou fóssil? Só sei que já tem gente falando por aí em extraterrestres de mãos enormes.

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Twitter pode ajudar a manchar reputações políticas

Editora Globo
Guilherme Pavarin, na Revista Galileu

Ofensas gratuitas, boca suja, insensibilidade, erros gramaticais. Grande parte dos políticos ainda não aprendeu a usar o Twitter. Nos EUA, surgiu até um projeto que visa arquivar todas as gafes de autoridades na rede social, o Politwoops, para que nem mensagens deletadas caiam no esquecimento. Como um site assim ainda não existe por aqui, fizemos questão de relembrar alguns casos recentes.

1 – Soninha e o #mtoloco

Em maio, depois de um acidente na Linha Vermelha do metrô de São Paulo, Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura, afirmou que estava “sussa” em outra linha, a Verde, e nem saberia do infortúnio não fosse o Twitter. Soou arrogante e desproposital. Pior foi o uso da hashtag no fim da frase: #mtoloco. Ainda hoje, tuiteiros a usam para expressar algo oposto.

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Soninha Francine // Créditos: Daniela Toviansky

2- A inocência de Roberto Freire

O deputado federal Roberto Freire (PPS-PE) chegou ao topo do Trending Topics depois de acreditar numa notícia falsa, retuitá-la e comentá-la. A paródia jornalística do site G17 afirmava que Dilma pedira para imprimir “Lula seja louvado” nas notas de real. Revoltado, o político postou: “Isso é uma ignomínia!”. Alertado, pediu desculpas.

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Roberto Freire // Créditos: Gustavo Miranda

3- O dia em que Rebelo se rebelou

Certa manhã, Aldo Rebelo acordou de sonhos intranquilos e encontrou-se metamorfoseado num tuiteiro ferino. Em meio a uma polêmica sobre o Código Florestal, uniu frio de São Paulo, ambientalismo e consumismo. “Cadê a turma do aquecimento global? Nas lojas, ora, ora, comprando o último aquecedor… Elétrico! E viva Belo Monte!” Que deselegante.

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Aldo Rebelo // Créditos: Marcelo Min

4- Dilma, a oficial, leva prêmio de melhor fake

O Twitter não é seguro nem para quem some dele. Em maio, o perfil oficial da presidente Dilma Rousseff ganhou o prêmio de melhor fake no Shorty Awards. O Oscar do Twitter confundiu o verdadeiro @dilmabr com o falso @diimabr, também conhecido como Dilma Boladona. E a verdadeira Dilma, que não posta desde 2010, foi quem levou.

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Homem perde memória e usa Facebook para se lembrar do passado

Thiago Barros, no TechTudo

Mayank Sharma, indiano de 27 anos, é a primeira estrela do Facebook Stories. O rapaz de Nova Deli contraiu uma doença no sistema nervoso central e acabou perdendo a memória. No entanto, graças à rede social, ele começou a reunir algumas lembranças das pessoas que conhecia. O caso inaugura uma nova sessão do site que documenta as melhores experiências reveladas por usuários com o Facebook, que agrupa vídeos mensais sobre histórias de superação relacionadas ao serviço.

Mayank Sharma, um jovem indiano (Foto: Reprodução)

O vídeo, que conta a história de Sharma, tem pouco menos de três minutos de duração e mostra o rapaz falando um pouco sobre sua vida e todas as dificuldades que encontrou por conta da doença, contraída em 2010. Enquanto se recuperava em um hospital na cidade, o jovem passou a não reconhecer mais os membros de sua família. E não sabia nem mesmo quem era ele próprio, já que a sua memória havia se apagado totalmente. Os médicos acreditam que ele vai recuperar as lembranças um dia. Mas, até lá, o indiano segue utilizando o “crowdsourcing” e as redes sociais para se inspirar.

“Quando decidi entrar em contato com as pessoas para me redescobrir, sabia que haveria uma coisa ou outra que não seriam tão prazerosas. Mas acredito que este é um preço pequeno a se pagar por quase três décadas de experiências que vivi e não me recordo”, explicou.

Mayank Sharma foi diagnosticado com meningite tuberculosa, que é uma das formas mais graves desse tipo de doença. A transmissão ocorre por via aérea e entre 20% e 50% das pessoas que são infectadas morrem. Quem sobrevive, costuma ter defeitos neurológicos.

“Durante a minha recuperação, todo mundo ficava lá no quarto tentando me ajudar a lembrar das coisas. Acho que me recordo somente deles me contando, porém não consigo me imaginar nas cenas. Acredito que ainda não me lembro do passado, mas sim dos outros me contando”, contou.

O caso do indiano está sendo tratado, mas o diretor da clínica de tuberculose no Texas Children’s Hospital e especialista na doença, Jeff Starke, diz que os médicos estão “confusos” com a história do rapaz. Afinal, não é normal que “o dano ao cérebro seja tão grande” a ponto de fazê-lo esquecer de tudo.
“Depende muito do paciente e de outros problemas que ele possa ter. Infelizmente, esta doença é difícil de diagnosticar e não há nenhuma forma de fazer uma previsão sobre quais complicações vão ocorrer. Mas não esperava que ele tivesse tantos problemas”, observou Starke.

Sharma é relativamente conhecido no mundo tech da Internet, já que escreve artigos para PC Plus, Linux Format e Windows: The Official Magazine. O indiano está escrevendo normalmente nos últimos meses, mas só sai de casa com supervisão e para fazer exercícios autorizados. O rapaz criou, inclusive, um site oficial no qual convida as pessoas para “navegarem pelo seu cérebro”.

Assista ao vídeo de Mayank Sharma no Facebook Stories abaixo:

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Estudo mostra que e-mail toma quase 30% do tempo de trabalho

Ismael do Anjos, no blog Tendências

Aparentemente, o e-mail é o mais novo vilão quando o assunto é perda de tempo no trabalho. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo McKinsey Global Institute, os americanos gastam, em média, 28% das horas trabalhadas lidando com mensagens e spams que lotam as caixas de correspondência eletrônica.

Levando em conta uma jornada normal, de oito horas de trabalho, isso significa que mais de duas horas por dia são dedicadas somente aos e-mails. Outro dado importante do levantamento: se, ao invés de boicotar, as empresas investissem no uso de redes sociais para comunicação interna, o montante de tempo perdido seria reduzido entre 25 a 30%.

Pelo menos em tese, isso significaria mais tempo dedicado para o trabalho em si. E aí, você acha que isso funcionaria na vida real? Será que seu chefe topa?

Via Mashable

foto: Getty images

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