“Encostos virtuais”: saiba como lidar com dez tipos de chatos das redes sociais

Chefe que cobra tarefas no seu mural, amigo que te marca em fotos constrangedoras e pessoas que fazem comentários preconceituosos em seus "posts": saiba agir com esses e outros malas das redes sociais

Andrezza Czech, no UOL

Aquele cliente que você nunca viu te adicionou no Facebook e tem insistido para que você o aceite. Um amigo resolveu fazê-lo passar vergonha com comentários preconceituosos em uma publicação sua. O chefe decidiu cobrar um relatório no seu mural. Como conseguir se livrar desses “encostos” sem parecer mal-educado e antipático?

Para te ajudar a driblar essas situações, o UOL Comportamento conversou com o economista e consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, a consultora de imagem pessoal e etiqueta Ana Vaz e a consultora em etiqueta e mídias sociais Ligia Marques, autora do livro Etiqueta 3.0 (Ed. Generale).

Contato de trabalho que você não conhece, mas te adiciona
Você costuma tratar de assuntos profissionais por e-mail ou telefone com ele, mas nunca o viu pessoalmente. Quando você menos espera, ele te adiciona no Facebook. Você finge que não viu, mas, logo que pode, ele faz questão de te lembrar de que te adicionou. O que fazer? Se não quiser ter o contato, basta recusar. Ou aceite e depois bloqueie a pessoa, para que ela não veja as suas atualizações. Se não quiser ver as dela, basta ocultá-las. Para Ana, vale dizer que não está adicionando ninguém no momento, pois fechará a conta. Por outro lado, se você trabalha em uma área que exija ter muitos contatos, uma boa ideia é criar um perfil para fins profissionais.

Chefe que cobra tarefas em seu mural
É claro que um chefe com o mínimo de bom senso sabe separar a vida profissional da pessoal, mas, infelizmente, nem todos são assim. Segundo a consultora Ana Vaz, o ideal é ser gentil e não confrontá-lo. Deixe o recado sem resposta e, depois, diga que não viu na hora. E, por isso, seria mais eficaz se ele cobrasse as tarefas por telefone ou e-mail. “Diga que alguns amigos até perguntaram se você é pouco produtivo”, diz ela. Para evitar que isso volte a acontecer, configure suas privacidades para que ninguém mais possa publicar na sua “timeline”.

Colega de trabalho que nunca te cumprimenta, mas te adiciona
Se você deseja fazer amizade com o tal colega, não há dúvidas. Mas e se você não está nem um pouco a fim de ter contato com ele? Como não é seu chefe e não há obrigação alguma de criar um vínculo, o melhor é fingir que não viu o pedido, segundo Ana Vaz. O problema é que, se o colega é realmente mala, ele dará um jeito de lembrar-lhe de aceitar o pedido no primeiro encontro no elevador. Nesse caso, diga que não costuma entrar nas redes sociais ou que sua namorada ou seu namorado entra mais do que você.

Conhecidos que insistem para que você curta a “fanpage” deles
Dependendo da relação que você tem com essa pessoa, curta. “Não há nada de mal em agradar os outros”, diz a consultora em etiqueta e mídias sociais Ligia Marques. Se depois achar que a página é inconveniente, “descurta”. Agora, se a ideologia da página não está de acordo com a sua (defende um partido político diferente do seu, por exemplo), explique isso, com educação.

Amigos que marcam fotos suas em situações constrangedoras
Se você tem todos os colegas de trabalho e até o chefe no Facebook, cuidado com os amigos inconvenientes. Se ele resolver marcar uma foto sua na balada, com um copo na mão e cara de quem passou dos limites, não pense duas vezes e desmarque imediatamente a imagem. Para a consultora Ana, se a pessoa continuar sendo inconveniente, avise por mensagem privada que você tem muitos contatos profissionais no seu Facebook e não quer aparecer dessa forma para eles. Para que não aconteça de novo, o melhor é escolher a configuração de privacidade que exige que você aprove as fotos antes que elas apareçam em sua linha do tempo. Caso a pessoa continue com sua foto constrangedora no álbum dela e isso te incomode, não se acanhe e peça que ela apague, mas com jeitinho, para que ela não se ofenda.

Familiar que te constrange
Você coloca uma letra de música em um “post”, e aquela tia, desconfiada, vem perguntar o que você quis dizer com isso. Depois, posta uma foto e ela não pensa duas vezes em dizer: “Como você está lindinho, bebê!” ou “O que está fazendo com essa cerveja na mão, hein?”. Como lidar com os constrangimentos que os familiares proporcionam nas redes sociais? Primeiro, ignore. Cedo ou tarde, o parente deve desistir, mas, se não for suficiente e as atitudes forem realmente incômodas, converse. “Como é alguém com quem você tem intimidade, vale pedir, pessoalmente, que a pessoa pare de agir assim. Mas isso não significa que você será compreendido”, diz Ana Vaz. “Muitas vezes, é melhor ignorar”, afirma.

Pessoas que fazem comentários preconceituosos em seus posts
Você compartilhou uma notícia sobre um tema comum, mas, quando viu, um contato decidiu polemizar e escrever comentários preconceituosos ou violentos. A opinião dele é tão extremista que gerou uma enorme discussão. O que fazer? Exclua os comentários e, se ele não se tocar, apague o “post”. “Se você deixar, por mais que a internet seja um espaço democrático, outras pessoas podem achar que você compartilha dessa opinião”, diz Ana. Se for um amigo, diga em mensagem particular que aquele tipo de comentário não o deixou confortável. Se não for, exclua-o da sua lista. Mas aproveite para avaliar se uma pessoa com esse tipo de opinião merece sua amizade, nas redes sociais ou fora delas.

Gente que te inclui em conversa que você não quer participar
Um amigo decide criar um grupo de conversa com várias pessoas que você não gosta ou, simplesmente, sobre um assunto que não lhe interessa. Para conseguir escapar do papo chato, segundo o consultor de marketing pessoal Cláudio Pelizari, o ideal é dizer que você vai dar uma saída da rede social e sumir da conversa. Se tiver paciência de aguentar os avisos de novas mensagens, deixe que o povo converse e simplesmente não participe.

Agitadores culturais
Eles vivem criando eventos nas redes sociais e convidando toda a lista de amigos e conhecidos para fazer parte –e você já não suporta mais recusar os convites. Como agir? Se você já recusou milhões de chamados e eles ainda não desistiram de você, peça para não ser mais incluído. É educado enviar uma mensagem particular agradecendo o convite e pedindo para que a pessoa não se preocupe mais em te chamar, porque você está sem tempo. Se nem assim o mala se tocar, a saída é bloqueá-lo. “Isso é spam. Você tem o direito de fazer isso”, diz Ana.

charge: Stefan

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Jovens americanos acham o Facebook mais estimulante do que sexo

Lu Galastri, na Galileu

Uma pesquisa, feita pela Universidade de Chicago, sugere que jovens americanos ficam mais tentados a entrar no Facebook e no Twitter do que a responder suas necessidades sexuais. É isso mesmo – fuçar no perfil das pessoas pode ser mais tentador e estimulante do que o ato sexual em si.

Para chegar a essas conclusões, cientistas entrevistaram 250 universitários e descobriram que a preferência vem da facilidade das mídias sociais. Segundo eles, o apelo do Facebook é comparável ao de uma janela – você não consegue ficar sem olhar por muito tempo, já que está lá ao seu lado, fácil. Já a vida sexual seria mais trabalhosa.

Além disso, quanto mais tempo os entrevistados ficavam sem usar redes sociais maior era sua urgência de retornar, sua vontade de olhar pela janela.

Você conhece gente que realmente se comporta assim? Sente que vive demais em suas redes sociais? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carioca, do Pânico: “Sou fã do Edir Macedo”

Divulgação

título original: ‘Galvão Bueno é uma imitação inatingível’

Léo Dias, em O Dia

Tufão, Edir Macedo, Boris Casoy e Amaury JR. são alguns dos personagens do momento que Márvio Lúcio dos Santos Lourenço, o Carioca do ‘Pânico na Band’, encarna todos os domingos. Em entrevista à coluna, o humorista contou histórias de bastidores do programa, falou de suas imitações e de política. “Não votaria em Charles Henriquepédia”.

Aos 36 anos, o pai de Nicolas, de 3 anos, e Lorena, de 10 meses, vai subir ao altar em novembro com Lorena, mãe de seus filhos e com quem mora há seis anos. No bate-papo, Carioca contou que teve uma vida dura antes de se tornar famoso. “Tive que descarregar carreta de cimento aos 14 anos. Paguei meus estudos com muito trabalho”.

Você está bombando, com várias personagens no ‘Pânico, na Band’. É uma fase boa?
Acho que é trabalho mesmo. Estou muito focado. Fico prestando atenção em cada tipo de assunto, em ada personagem que se encaixa com aquilo. Coitados dos meus filhos, quase não os vejo mais.

Você viu muito vídeo do bispo Edir Macedo?
Eu sou fã do Edir Macedo, acredita?

Não, não acredito.
Acredite. Sou católico, meu casamento vai ser na igreja católica, mas o admiro como um cara que mobilizou a galera, criou uma seita, uma igreja. Ele é talentoso, tem retórica, a figura dele, a voz, o personagem. Foi ele que desenvolveu o estilo dele e é o precursor dessa parada aí.

Quando você o imita, você olha para cima, vira para o lado… Qual é a marca registrada dele?
Há muito tempo que eu queria fazer o Edir Macedo. Vejo sempre os vídeos dele na Internet, brigando com as novas seitas que aparecem, acho aquilo muito engraçado. Tinha uma pastora que caía no chão e ele começou a chamá-la de “cai-cai”. Vejo isso com humor. Esse cara é engraçado.

Você vai levar o Edir Macedo (fundador da Igreja Universal e da TV Record) para alguma festa da Globo?
Levei para a festa da novela ‘Balacobaco’, mas o elenco da Record é um pouco… (risos). Bom, particularmente, eu não conhecia ninguém ali.

Você tem total liberdade na Band?
Total liberdade. Para mim, não mudou nada. O que a gente não faz é por restrição jurídica. A lei tem que ser cumprida e eu não vou descumpri-la. Só quero fazer humor. Leia + aqui.

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Redes sociais viciam mais que sexo e cigarro

Carol Castro, no Ciência Maluca

Tá tão difícil assim controlar a vontade de ver quantas pessoas curtiram seu último post no Facebook? Você não está sozinho, amigo. Uma pesquisa da Universidade de Chicago mostra que é mais fácil suportar a vontade de fazer sexo, beber ou fumar do que aquela de checar as redes sociais.

Para chegar ao resultado, a equipe distribuiu smartphones a 205 voluntários, que tinham entre 15 e 85 anos. A cada meia hora, os pesquisadores entravam em contato com os participantes para saber quais eram os principais desejos de cada um deles – e quão irresistíveis eram. O teste durou uma semana.

Aí veio a surpresa: eles sentiam muito mais vontade de checar as redes sociais do que fazer qualquer outra coisa. Até fumar. Ou beber e fazer sexo. “As pessoas conseguiam resistir bem aos impulsos sexuais e consumistas, o que é surpreendente na cultura moderna, que tem uma falha desastrosa em controlar esses impulsos”, diz Wilhelm Hofmann, autor da pesquisa.

O cigarro e a bebida, acredita Hofmann, são menos tentadores por outro motivo: dinheiro. É mais barato checar o Twitter ou Facebook do que comprar um maço de cigarros ou uma latinha de cerveja.

Francamente, hein, pessoal.

Crédito da foto: flickr.com/chrisjl

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Vidente sabe toda a sua vida, afinal, ele está na internet

Marcelo Coleto, via Mistura Urbana

Já pensou se você vai em um desses videntes que tem por aí e o cara realmente sabe tudo da sua vida? Até eu acreditaria. O banco belga Febelfin resolveu pregar uma peça e ao mesmo tempo alertar os seus clientes.

Na ação criada pela agência Duval Guillaume, o que rolava era que os clientes do banco eram convidados a fazer uma “consulta” com o tal vidente e este, baseado nas informações que obteve à respeito dessas pessoas na internet “adivinhava” tudo o que se passava com elas.

O que o Febelfin queria era promover o seu internet banking e mostrar para seus clientes que era preciso tomar cuidado com as suas informações na internet, já que elas estavam disponíveis para quem as quisesse ver. Acho que isso não serve só para os belgas clientes do banco não é mesmo ?

Assista ao filme da campanha do Febelfin abaixo.

 

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