Twitter pode ajudar a manchar reputações políticas

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Guilherme Pavarin, na Revista Galileu

Ofensas gratuitas, boca suja, insensibilidade, erros gramaticais. Grande parte dos políticos ainda não aprendeu a usar o Twitter. Nos EUA, surgiu até um projeto que visa arquivar todas as gafes de autoridades na rede social, o Politwoops, para que nem mensagens deletadas caiam no esquecimento. Como um site assim ainda não existe por aqui, fizemos questão de relembrar alguns casos recentes.

1 – Soninha e o #mtoloco

Em maio, depois de um acidente na Linha Vermelha do metrô de São Paulo, Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura, afirmou que estava “sussa” em outra linha, a Verde, e nem saberia do infortúnio não fosse o Twitter. Soou arrogante e desproposital. Pior foi o uso da hashtag no fim da frase: #mtoloco. Ainda hoje, tuiteiros a usam para expressar algo oposto.

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Soninha Francine // Créditos: Daniela Toviansky

2- A inocência de Roberto Freire

O deputado federal Roberto Freire (PPS-PE) chegou ao topo do Trending Topics depois de acreditar numa notícia falsa, retuitá-la e comentá-la. A paródia jornalística do site G17 afirmava que Dilma pedira para imprimir “Lula seja louvado” nas notas de real. Revoltado, o político postou: “Isso é uma ignomínia!”. Alertado, pediu desculpas.

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Roberto Freire // Créditos: Gustavo Miranda

3- O dia em que Rebelo se rebelou

Certa manhã, Aldo Rebelo acordou de sonhos intranquilos e encontrou-se metamorfoseado num tuiteiro ferino. Em meio a uma polêmica sobre o Código Florestal, uniu frio de São Paulo, ambientalismo e consumismo. “Cadê a turma do aquecimento global? Nas lojas, ora, ora, comprando o último aquecedor… Elétrico! E viva Belo Monte!” Que deselegante.

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Aldo Rebelo // Créditos: Marcelo Min

4- Dilma, a oficial, leva prêmio de melhor fake

O Twitter não é seguro nem para quem some dele. Em maio, o perfil oficial da presidente Dilma Rousseff ganhou o prêmio de melhor fake no Shorty Awards. O Oscar do Twitter confundiu o verdadeiro @dilmabr com o falso @diimabr, também conhecido como Dilma Boladona. E a verdadeira Dilma, que não posta desde 2010, foi quem levou.

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Homem perde memória e usa Facebook para se lembrar do passado

Thiago Barros, no TechTudo

Mayank Sharma, indiano de 27 anos, é a primeira estrela do Facebook Stories. O rapaz de Nova Deli contraiu uma doença no sistema nervoso central e acabou perdendo a memória. No entanto, graças à rede social, ele começou a reunir algumas lembranças das pessoas que conhecia. O caso inaugura uma nova sessão do site que documenta as melhores experiências reveladas por usuários com o Facebook, que agrupa vídeos mensais sobre histórias de superação relacionadas ao serviço.

Mayank Sharma, um jovem indiano (Foto: Reprodução)

O vídeo, que conta a história de Sharma, tem pouco menos de três minutos de duração e mostra o rapaz falando um pouco sobre sua vida e todas as dificuldades que encontrou por conta da doença, contraída em 2010. Enquanto se recuperava em um hospital na cidade, o jovem passou a não reconhecer mais os membros de sua família. E não sabia nem mesmo quem era ele próprio, já que a sua memória havia se apagado totalmente. Os médicos acreditam que ele vai recuperar as lembranças um dia. Mas, até lá, o indiano segue utilizando o “crowdsourcing” e as redes sociais para se inspirar.

“Quando decidi entrar em contato com as pessoas para me redescobrir, sabia que haveria uma coisa ou outra que não seriam tão prazerosas. Mas acredito que este é um preço pequeno a se pagar por quase três décadas de experiências que vivi e não me recordo”, explicou.

Mayank Sharma foi diagnosticado com meningite tuberculosa, que é uma das formas mais graves desse tipo de doença. A transmissão ocorre por via aérea e entre 20% e 50% das pessoas que são infectadas morrem. Quem sobrevive, costuma ter defeitos neurológicos.

“Durante a minha recuperação, todo mundo ficava lá no quarto tentando me ajudar a lembrar das coisas. Acho que me recordo somente deles me contando, porém não consigo me imaginar nas cenas. Acredito que ainda não me lembro do passado, mas sim dos outros me contando”, contou.

O caso do indiano está sendo tratado, mas o diretor da clínica de tuberculose no Texas Children’s Hospital e especialista na doença, Jeff Starke, diz que os médicos estão “confusos” com a história do rapaz. Afinal, não é normal que “o dano ao cérebro seja tão grande” a ponto de fazê-lo esquecer de tudo.
“Depende muito do paciente e de outros problemas que ele possa ter. Infelizmente, esta doença é difícil de diagnosticar e não há nenhuma forma de fazer uma previsão sobre quais complicações vão ocorrer. Mas não esperava que ele tivesse tantos problemas”, observou Starke.

Sharma é relativamente conhecido no mundo tech da Internet, já que escreve artigos para PC Plus, Linux Format e Windows: The Official Magazine. O indiano está escrevendo normalmente nos últimos meses, mas só sai de casa com supervisão e para fazer exercícios autorizados. O rapaz criou, inclusive, um site oficial no qual convida as pessoas para “navegarem pelo seu cérebro”.

Assista ao vídeo de Mayank Sharma no Facebook Stories abaixo:

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Estudo mostra que e-mail toma quase 30% do tempo de trabalho

Ismael do Anjos, no blog Tendências

Aparentemente, o e-mail é o mais novo vilão quando o assunto é perda de tempo no trabalho. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo McKinsey Global Institute, os americanos gastam, em média, 28% das horas trabalhadas lidando com mensagens e spams que lotam as caixas de correspondência eletrônica.

Levando em conta uma jornada normal, de oito horas de trabalho, isso significa que mais de duas horas por dia são dedicadas somente aos e-mails. Outro dado importante do levantamento: se, ao invés de boicotar, as empresas investissem no uso de redes sociais para comunicação interna, o montante de tempo perdido seria reduzido entre 25 a 30%.

Pelo menos em tese, isso significaria mais tempo dedicado para o trabalho em si. E aí, você acha que isso funcionaria na vida real? Será que seu chefe topa?

Via Mashable

foto: Getty images

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Analista culpa entrada de pais no Facebook pela queda das ações da rede social

Entrada de pais no Facebook espanta jovens da rede social
Entrada de pais no Facebook espanta jovens da rede social

Publicado originalmente no UOL

O vexame da queda das ações do Facebook após o IPO da empresa em maio tem um novo responsável: os pais. A entrada dos “coroas” nas redes sociais para monitorar as ações dos filhos tem causado impacto negativo nas finanças do site. Pelo menos é o que garantiu o analista financeiro Trip Chowdry, em entrevista para o site da “NBC”.

Chowdry diz que o crescimento da rede social ocasionou uma preocupação dos pais e eles começaram a entrar no Facebook para monitorar as ações dos filhos adolescentes. Os jovens, por sua vez, se sentiram incomodados com a presença dos parentes mais velhos e pararam de interagir na rede social. “As crianças estão passando menos tempo no site, como seus pais também já estão no Facebook”, afirmou.

Isso pode ter como consequência a diminuição do engajamento do público no site e queda de anúncios. O que, para Chowdry, resultou na queda das ações do Facebook. Para ele, os jovens estão migrando para o Twitter. No microblog, há mais privacidade e a rede não (ainda) foi invadida pelos pais.

Para ele, a solução poderia estar no banimento dos pais da rede social. Mas o próprio Chowdry sabe que é impossível. “Se os pais fossem banidos, o Facebook poderia se tornar uma rede social mais legal. Mas isso não é possível, porque traria repercussão negativa para o site”, explica.

A própria NBC ironizou o comentário do analista na reportagem: “Então o Facebook não vende mais por causa dos pais? Sem mais perguntas”.

foto: Thinkstock

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Internet é a maior causa de procrastinação, diz estudo


Segundo pesquisa, 25% das pessoas gastam até uma hora do trabalho com assuntos particulares.

Juliana Vines, na Folha de S.Paulo

Aquela olhadinha despretensiosa no Facebook pode consumir horas de trabalho. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente, 62% das pessoas admitem que navegar na internet faz com que elas procrastinem, adiem tarefas profissionais e pessoais.

O estudo, coordenado pelo consultor em gestão do tempo Christian Barbosa, foi feito com cerca de 4.000 pessoas e publicado no livro “Equilíbrio e Resultado – Por que as Pessoas Não Fazem o que Deveriam Fazer?” (Sextante, 144 págs., R$ 24,90), que acaba de ser lançado.

Na pesquisa, 71% dos entrevistados disseram deixar tudo para a última hora. “Eles reclamam de falta de tempo, mas perdem tempo em redes sociais”, diz Barbosa.

A internet não é a única culpada, mas é como se ela juntasse a fome com a vontade de comer: a preguiça com a oferta de algo divertido que exige pouco esforço. “Procrastinação sempre existiu, mas antigamente não tinha Skype e Facebook. Hoje a luta é mais severa, há mais coisas para nos sabotar”, afirma Barbosa.

Para a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, a internet é um “facilitador do ‘deixar para depois’” e, ao mesmo tempo, uma desculpa para o adiamento. “A culpa é da falta de vontade. O que eu quero mesmo, eu faço. Mas, na falta de vontade, como não priorizar o prazer?”

Mais de 86% dos entrevistados da pesquisa disseram que procrastinam as tarefas chatas; 51%, as longas.
as mais adiadas

Em primeiro lugar no ranking de atividades mais proteladas, nenhuma surpresa: exercício físico. Em segundo, leituras e, em terceiro, cuidados com a saúde.

“Quando as pessoas precisam adiar algo, elas adiam coisas pessoais. Muitas vezes são coisas vitais que a longo prazo podem até diminuir a expectativa de vida, como exercício físico”, diz Barbosa.

Nessa hora, a falta de cobrança externa conta bastante. Afinal, ninguém vai ser demitido por faltar à academia ou deixar de ler.

Outro problema é a aceitação das “desculpas emocionais”, de acordo com a psicóloga Rachel Kerbauy, professora aposentada da USP e uma das pioneiras no estudo do tema no Brasil.

“Sempre há uma desculpa pronta: está cansado, tem muita coisa para fazer… Falta planejamento e falta a pessoa aprender que, às vezes, para ganhar no futuro tem que perder a curto prazo.”

As atividades campeãs de procrastinação têm em comum os resultados demorados. “O reforço não é imediato. O Facebook me dá um retorno muito rápido. O prazer é instantâneo”, afirma Rita Karina Sampaio, psicóloga e pesquisadora da Unicamp.

DESPERTADOR

Como não cair na tentação de fuçar o site de fofocas no meio do expediente?

Para Ruffo, se o problema não for mais sério, como no caso de dependência de internet (quando as horas à frente do computador são tantas que prejudicam a vida social), um alarme já ajuda.

“A pessoa pode estabelecer que vai ficar 20 minutos na rede e colocar um despertador para se lembrar de sair na hora certa.” Outra ideia é estabelecer metas com prêmio: uma tarefa feita é igual a uma olhadinha no Twitter.

A psicóloga Rita Sampaio sugere que as metas mais difíceis sejam compartilhadas com um amigo ou parente para que a cobrança aumente. E, para os planos mais longos, é interessante definir submetas atingíveis, em prazos menores. “Todo procrastinador tende a ser ‘oito ou oitenta’ e ter uma visão distorcida do tempo.”


Editoria de Arte/Folhapress

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