10 sinais de que você pode ser um “chato da internet”

Cometer um deslize aqui e outro acolá é normal. Mas quando a exceção começar a se tornar regra, tenha cuidado

publicado no Administradores

Na internet, como no mundo off-line, há certos padrões de conduta que, quando quebrados, geram grandes riscos à nossa imagem. Cometer um deslize aqui e outro acolá é normal. Novamente, assim como na vida real, também temos nossos dias ruins no virtual. Quem nunca perdeu a paciência (seja on ou off) pelo menos uma vez na vida que atire a primeira pedra. Mas quando a exceção começar a se tornar regra, tenha cuidado. Você poderá estar queimando seu próprio filme.

O especialista em redes sociais Ediney Giordani, CCO da kakoi Comunicação, elencou 10 sinais que podem contribuir para colocar você no cada vez maior grupo dos “chatos de internet”. Confira abaixo:



Curtir as próprias postagens

Segundo Giordani, é péssimo fazer isso. “É o mesmo que você chegar a reuniões imensas e gritar: ‘olha como sou legal, olha como sei escrever’. Por favor, deixe esse hábito horrível de lado”, afirma.

Discutir agressivamente com quem discorda de você

“Todos têm direito de opinar e, ao mesmo tempo, o dever de respeitar a opinião alheia. Se seu amigo postou que gosta da cor preta e você a detesta, ok. Não crie caso por isso. Não encha a postagem do amigo com comentários contrários ao gosto dele. Se quiser colocar a sua opinião, tudo bem, mas não tente convencê-lo de que a sua cor é melhor do que a dele. Cada um tem uma opinião sobre cores, times de futebol, política, relacionamentos e religião, ou seja, não crie uma confusão só porque discorda de alguma coisa”, lembra Ediney.

Compartilhamentos infinitos e ao mesmo tempo

“Calma, não saia compartilhando tudo o que vê pela frente. Se isso acontecer, as chances de ser excluído por seus amigos são grandes. Pegue leve, compartilhe um ou outro conteúdo. Moderação é tudo”, acrescenta o especialista.

Marcar amigos em propagandas

“Muito usado nos tempos de Orkut com colagens nos murais, no Facebook essa prática chegou à loucura generalizada. Empresas, cantores, bares e ativistas políticos, por exemplo, fazem aquela arte de gosto duvidoso e começam a marcar todo mundo como se não houvesse amanhã. Para isso, uma solução é fechar seu perfil para postagens sem sua autorização”, aconselha Giordani.

Ficar perguntando: viu minha postagem?

“Se vi e não falei nada é porque não me chamou a atenção. Pronto”, resume.

Acreditar e compartilhar bobagens

“Fotos inéditas da morte dos Mamonas? O Bolsa Família vai acabar? Não compartilhe bobagens expressando sua indignada opinião. Pesquise, sempre”, recomenda.

Perfil 1, Perfil 2, Perfil 3…

“Se você tem 164 mil perfis, você está usando a internet e as suas redes sociais de maneira errada. Se você é tão popular assim, por que não abrir uma página? Tudo ficará mais fácil para você e para seus seguidores”, avalia.

Sua vida inteira nas redes

“As redes sociais não são um diário. Frases como ‘Bom dia, esse é meu café’; ‘Olha minha cama’, ‘#partiu tomar banho’, ‘#partiu almoço’, ‘estou cansado’, e assim vai são inúteis. As redes sociais servem para outras coisas, não para mostrar a vida inteira nelas. Claro que você pode postar coisas pessoais, mas não precisa dar um passo a passo da sua vida. Tudo deve ser feito com moderação”, alerta o especialista.

As famosas hashtags

Ah, essas “#pessoas #que #escrevem #tudo #com #o #uso #da #hashtag… Usem essa ferramenta de busca com moderação. “Usando desta maneira, não irá funcionar, seus colegas não vão conseguir ler e você perdeu o maior tempão com esse número de #”,  recorda Ediney.

Convite para joguinhos no Facebook

“Esse item pode ser polêmico, mas pense: você pode, sim, convidar a pessoa uma vez para que ela passe a jogar com você um determinado joguinho, mas nunca mais de uma vez. É chato e ninguém aguenta. Você acabará bloqueado”, finaliza o especialista.

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Site de pornografia plantará árvore a cada 100 vídeos vistos

Projeto, batizado de “Gives America Wood”, visa apoiar o Dia da Árvore, comemorado nos Estados Unidos no último dia 25 de abril

Árvore com biquíni pendurado

Gustavo Gusmão, na EXAME.com

Um dos maiores sites de conteúdo adulto (ou pornográfico, se preferir) do mundo, o Pornhub iniciou nesta semana mais uma de suas curiosas campanhas. Batizada de “Gives America Wood” (ou “Dando madeira à América”, em uma tradução livre de duplo-sentido), o projeto visa apoiar o Dia da Árvore, comemorado nos Estados Unidos no último dia 25 de abril.

Para isso, a página promete plantar uma árvore para cada cem vídeos assistidos dentro de uma determinada categoria. Só para você ter uma ideia do tamanho do Pornhub dentro da web, o endereço já contabiliza mais de 11.600 mudas até o momento – e a contagem seguirá crescendo até esta próxima sexta-feira, 2 de maio. Dá para acompanhá-la por aqui (o link não leva a nada explícito).

Mas como bem ressalta o DailyDot, não dá para saber se esse número é realmente verdadeiro ou mesmo se o site realmente cumprirá a promessa. Por ora, segundo afirmou a assessoria do Pornhub ao portal, a companhia por trás da rede de pornografia está definindo, entre três possíveis, o parceiro que ajudará na plantação das árvores.

Histórico de campanhas

O Pornhub já é bem conhecido lá fora por suas campanhas, comunicados e homenagens a feriados. Neste ano mesmo, por exemplo, o site deu acesso ilimitado a todo seu conteúdo no dia dos namorados norte-americano (14 de fevereiro). No ano passado, por sua vez, ofereceu ajuda a Obama para manter o healthcare.gov, e em 2012, iniciou uma campanha para incentivar a pesquisa de tratamentos contra o câncer de mama.

A popular rede de pornografia também fez seu nome com pesquisas, como a anual que traz os termos mais buscados divididos por país. No caso de 2013, a análise revelou que “teen” (“jovem” ou “adolescente”) foi o item mais procurado na página, enquanto “novinha” foi o segundo mais popular no Brasil. Vale conferir a notícia com mais dados – incluindo meses de mais atividade – aqui.

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Pare de usar o Internet Explorer, recomenda governo dos EUA

internet-explorerPublicado no Olhar Digital

O departamento do governo americano responsável pela segurança na internet recomendou hoje que os usuários do Internet Explorer deixem de utilizar o navegador até que a vulnerabilidade anunciada no sábado seja consertada.

A brecha é grave e afeta todas as versões do software – 6, 7, 8, 9, 10 e 11. Por meio dela, é possível executar um código remotamente através do navegador. “A vulnerabilidade existe na forma como o Internet Explorer acessa um objeto na memória que foi excluído ou não tenha sido devidamente alocado”, explica a MS.

Segundo a empresa, o invasor pode hospedar um site especificamente criado para explorar a falha e convencer o usuário a acessá-lo através de links por e-mail ou comunicadores instantâneos.

Em nota a Microsoft diz estar “consciente das limitações e possíveis problemas” e encoraja os clientes a seguir as orientações descritas no comunicado de segurança (em inglês) divulgado por ela para “amenizar eventuais ocorrências”.

Alternativas

Nesta lista do Olhar Digital você encontra sete opções para substituir o navegador da Microsoft, desde os concorrentes mais populares, como Google Chrome e Mozilla, a plataformas menos conhecidas. Porém, se quiser continuar utilizando o IE, consulte as dicas elaboradas pela empresa de segurança FireEye.

De acordo com a consultoria StatCounter, o IE é o segundo browser mais popular no Brasil, utilizado por 16% das pessoas com acesso à internet.

Via: US-CERT 

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‘A Internet virá abaixo e viveremos ondas de pânico’, prevê estudioso

Filósofo Dan Dennett alerta para nossa dependência da internet Wikipédia
Filósofo Dan Dennett alerta para nossa dependência da internet Wikipédia

Dan Dennett, respeitado filósofo norte-americano, avalia as repercussões de uma queda total da rede no mundo digital

Publicado em O Globo

MADRI – Dan Dennett, nascido em Boston, em 1942, é um homem pausado. Com barba branca, aspecto de catedrático entranhável e andar tranquilo, ninguém esperava quando subia os degraus até o palco do TED que o respeitado filósofo americano estava a ponto de pronunciar um discurso que ressoa ainda pelos corredores do teatro construído pelo arquiteto David Rockwell: “A Internet cairá e quando isso acontecer viveremos ondas de pânico mundial. Nossa única possibilidade é sobreviver às primeiras 48 horas. Para isso temos de construir —se me permitem a analogia— um bote salva-vidas”.

Os botes salva-vidas são, segundo Dennett, o antigo tecido social de organizações de todo tipo que se viram (quase) aniquilados com a chegada de internet. “Algumas tecnologias nos tornaram dependentes e a internet é o máximo exemplo disso: tudo depende da rede. O que aconteceria se ela caísse? Nos Estados Unidos tudo desabaria em questão de horas. Imagine: acordar e a TV não estar funcionando? Obviamente não tem sinal no celular. Você não tem coragem de pegar o carro porque não sabe se essa vai ser sua última reserva de gasolina e os únicos que se prepararam para isso são todos esses malucos que constroem bunkers e armazenam armas. Certeza de que queremos que eles sejam nossa última esperança?”.

Dennett, famoso por suas teorias sobre a consciência e a evolução, e considerado um dos grandes teóricos do ateísmo, não mantém — explica a “El País” — um tom alarmista, e também não quer ser acusado de catastrofista: “O que digo não tem nada de apocalíptico, pode falar com qualquer especialista e lhe dirá o mesmo que eu, que é questão de tempo para a rede cair. Só o que digo é que deveríamos preparar-nos: antes costumava haver clubes sociais, congregações, igrejas etc. Tudo isso desapareceu ou vai desaparecer. Se tivéssemos outra rede humana pronta… Se você soubesse que pode confiar em alguém, em seu vizinho, em seu grupo de amigos, porque previram a situação, não estaria mais tranquilo?”, pergunta Dennett, sentado em uma cadeira e acariciando-se a barba enquanto mastiga cada palavra.

O filósofo tem certeza: “a internet é maravilhosa mas temos que pensar que nunca fomos tão dependentes de algo. Jamais. Ao pensar a respeito, é bastante irônico que o que nos trouxe até aqui possa levar-nos de volta à idade de pedra”, argumenta.

O professor na universidade de Tufts, considerado dono de uma das mentes mais brilhantes das últimas décadas, tem claro como chegamos até aqui: “Da invenção da agricultura, há 10.000 anos, a cultura evoluiu de um modo puramente darwiniano mas a chegada da tecnologia acelerou esse processo até um ponto imprevisível. Quem compra música agora? E livros? O mesmo pode ser dito do cinema ou de qualquer outra disciplina artística. O papel da cultura mudou completamente, exatamente o mesmo que acontece com a religião. E a tecnologia tem um papel muito relevante em tudo isso”.

E pergunta-se: “Isso tem solução?”. E responde: “Claro, os humanos somos incríveis prevenindo catástrofes. O que acontece é que ninguém recebe uma medalha por algo que não aconteceu. Os heróis são sempre os que atuam a posteriori, mas não tenho nenhuma dúvida de que a humanidade saberá se preparar para o que está por chegar. Há 20% de possibilidades de que esteja equivocado, também podemos nos agarrar a isso”.

Ponta de humor

Ironicamente, o site humorístico “The Onion” publicou em 2003 uma matéria satírica intitulada “48-hour internet outage plunges nation into productivity” (‘Apagão de 48-horas na internet mergulha nação em surto de produtividade’, na tradução livre). Na paródia, empresas não tiveram outra saída — diante da parada da internet — senão produzir como nunca antes fizeram, desde que a grande rede se tornou ubíqua em escritórios.

 

 

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Marco Civil da Internet foi aprovado no Senado e agora depende de sanção presidencial

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Publicado no Gizmodo

Em votação simbólica, o Senado Federal aprovou na noite de ontem, 22, o texto do Marco Civil da Internet. Foi muito mais rápido do que na Câmara dos Deputados – lá, o projeto trancou a pauta por meses. Agora resta apenas a presidente Dilma Rousseff sancionar para ele se tornar lei.

E isso deve ser feito muito em breve. A ideia é que Dilma leve o Marco Civil já como lei durante a abertura da NetMundial, evento que começa hoje em São Paulo e reunirá lideranças mundiais para discutir os rumos do controle da internet.

No Senado, o Marco Civil encontrou muito menos resistência do que na Câmara dos Deputados, e foi aprovado sem nenhuma alteração em relação ao texto votado no final de março. Alguns senadores da oposição queriam mais tempo para analisar o projeto e propor algumas alterações, mas acabaram cedendo e votaram a favor da proposta. Mesmo alguns líderes do governo no Senado achavam que uma ou outra alteração poderia ser feita – Eduardo Braga (PMDB-BA) chegou a propor a mudança do termo “autoridades administrativas”, no artigo 10 (sobre acesso a dados pessoais dos usuários de internet por autoridades) para “delegado de polícia e Ministério Público”, para deixar o texto um pouco menos vago. Mas ele também cedeu – disse que aceita que essa alteração seja feita através de medida provisória.

Portanto, o Marco Civil da Internet, a nossa “Constituição da Internet”, enfim vai sair do papel, após anos e anos de discussão. Alguns pontos importantes – a neutralidade de rede e a privacidade dos usuários – foram mantidos. Você pode ler o texto final aprovado pela Câmara aqui.

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