Juliana Paes, 34, é uma das estrelas da Globo que vão dar a cara no programa “Sagrado”.
A atração da emissora pretende retratar a diversidade religiosa do Brasil e mostrar aspectos culturais das religiões que existem no país.
A protagonista de “Gabriela” foi escolhida para falar sobre o candomblé por ter afinidade com a religião.
Também participam, entre outros, o ator Eriberto Leão, 40, tratando do catolicismo, e a atriz Mayana Neiva, 29, discutindo a umbanda.
Haverá ainda programas sobre igrejas protestantes, espiritismo, islamismo, budismo e judaísmo, entre outras.
O programa, que estreia nova temporada na segunda-feira (29), é exibido de segunda a sexta em compactos de dois minutos por volta das 4h45 da manhã e, aos domingos a partir das 5h45, em um compacto apresentado por Ana Maria Braga, 64.
Uma missão evangélica liderada por brasileiros virou caso de polícia no Senegal. O pastor José Dilson da Silva, da Igreja Presbiteriana Betânia de Niterói, e a missionária Zeneide Moreira estão presos há quatro meses em Thiès, a 70 quilômetros da capital do país, Dakar. Os religiosos, há 22 anos pregando na África, são acusados de formação de quadrilha, aliciamento e tráfico de menores no projeto Obadias, criado pelo pastor em 2011. A iniciativa consistia em dar abrigo, comida e educação evangélica a 17 crianças de origem islâmica recolhidas nas ruas de Dakar.
A denúncia chegou à polícia em novembro do ano passado por Abdou Fall, pai de um dos meninos acolhidos. Segundo ele, os missionários não tinham autorização dos pais para levarem as crianças. Há 12 dias, a Justiça senegalesa negou um pedido de habeas corpus feito pelos advogados dos religiosos.
José Dilson está preso há 4 meses Foto: Arquivo pessoal
O pastor numa obra de casas do projeto Mibur (Foto: Arquivo pessoal)
O pastor Josué Oliveira, da mesma igreja do missionário e interlocutor da família no Brasil, afirma que em sua viagem ao Senegal, no ano passado, encontrou um clima hostil sobre o caso:
— Como a religião predominante no Senegal é o islamismo, missões evangélicas são vistas com maus olhos.
Enquanto o processo se desenrola na Justiça senegalesa, José Dilson reclama das condições precárias do presídio, em Thiès, a 60km da capital. Cartas do pastor à família, obtidas pelo EXTRA, revelam que ele está em uma cela compartilhada com 30 pessoas, sem janelas.
O religioso teria tido problemas para se adaptar às refeições da cadeia por ser diabético. Há um mês, ganhou o direito de receber comida especial enviada diariamente por sua mulher, Marli.
“Todas as noites são quentes, sem espaço pra me virar, desconfortáveis ao extremo. Com tudo isso, sei que Jesus está ao meu lado e isso me conforta”, escreveu ele.
O pastor José Dilson com a mulher, Marli, e as crianças (Foto: Arquivo pessoal)
Crianças da Guiné
O caso veio à tona na imprensa senegalesa quando o jornal “Le Populaire” publicou a manchete “Pastor brasileiro convertia crianças ao cristianismo”, em novembro. Os menores recolhidos são da Guiné Bissau, país vizinho onde se fala português.
Governo brasileiro
A assessoria de imprensa do Itamaraty alega que o órgão não pretende pressionar o governo senegalês: “Essa é uma questão jurídica, e não política. O efeito de uma possível pressão poderia ser contraproducente, até porque há uma questão religiosa envolvida”.
Até seis meses
A Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, que financia o projeto Obadias e cuida dos trâmites jurídicos para o pastor, afirma que vai recorrer contra a prisão até a última instância. No Senegal, acusados por um crime podem ficar até seis meses em prisão preventiva.
Não legalizado
Segundo a família do pastor, os problemas com a Justiça se deram porque o escritório contratado pelos brasileiros em 2011 para conseguir as autorizações para a permanência dos menores não era legalizado.
dica do Sidnei Carvalho de Souza
neste link, abaixo-assinado da ONG Rio de Paz pedindo a libertação do pr. José Dilson. #assinado
Paquistaneses em comunidade muçulmana, em São José dos Campos (Foto: Fernando Vidotto / TV Globo)
título original: Diário da Copinha: time muçulmano, corneteiros e reza em São José
Fernando Vidotto e Guilherme Pereira, no Globo Esporte
A aventura da equipe do Globo Esporte na Copa São Paulo deste ano começou em São José dos Campos. Na cidade, fomos acompanhar um pouco mais a história do Al Shabab, um time formado pela comunidade muçulmana da cidade. Na Copinha, o clube entrou na disputa por causa de uma parceria com o São José, já que o torneio não permite a participação de clubes não profissionais.
Na cidade, a primeira gravação foi em uma mesquita para conversar com Gaber, presidente do Al Shabab. No local, tudo o que já esperavámos se confirmou. Tratar do tema islamismo não é simples já que religião sempre é um assunto que mexe com a emoção das pessoas. O dirigente, por exemplo, se emocionou ao explicar o projeto, que tem a intenção, além de profissionalizar e formar jogadores de futebol, de divulgar a religião islâmica.
A emoção continuou ditando a conversa, principalmente quando nossa equipe conversou com duas crianças paquistanesas que moram no Brasil há dois anos. Muito inteligentes e se comunicando em inglês, ela explicaram de forma simples e realista os horrores da guerra. Mas, o sorriso apareceu no rosto ao serem questionadas se gostavam de morar no Brasil.
- Sim, aqui há paz – disse uma delas.
Da mesquita para o estádio
Quando a bola rolou no Estádio Martins Pereira, a cidade de São José dos Campos parou. Torcedores lotaram para ver de perto a estreia do time da cidade na competição. O resultado, dentro de campo, não foi dos melhores para os locais já que o São José/Al Shabab foi derrotado por São Francisco, por 3 a 1.
É muito divertido assistir aos jogos de times pequenos no interior do estádio. A arquibancada vira palco de tudo: corneteiros, torcida contra a arbitragem e até comemoração quando o auxiliar levou uma bolada na lateral de campo.
Após o jogo, mais um momento importante: acompanhar a reza dos jogadores muçulmanos. Neste sábado, dia 5, você vai poder acompanhar em detalhes como foi o dia da reportagem do Globo Esporte no “Pela Estrada Afora”. Fique ligado!
Torcida de São José dos Campos viu a derrota do Al Shabab na Copinha (Foto: Fernando Vidotto / TV Globo)
Como seria se o filho de Deus nascesse em 25 de dezembro de 2012? Em um mundo repleto de computadores, celulares e tablets, a história de Cristo transcende gerações e, hoje, se reflete na internet, usada por 2,4 bilhões de pessoas.
Nesta época do ano, os ensinamentos de fé e amor ao próximo se espalham por redes sociais, cultos e missas on-line, vídeos e nos 140 caracteres do Twitter, utilizado até pelo líder do catolicismo, o Papa Bento 16, que aderiu à rede este mês.
Criador da maior religião do planeta e profeta no islamismo e no judaísmo, Cristo foi tão importante que a contagem do tempo se divide em A.C. e D.C. Confira abaixo o que o Diario de Pernambuco/Correio Braziliense preparou para você vivenciar essa data relevante. Portanto, compartilhe solidariedade, retuíte esperança e curta a paz. Feliz Natal!
Governo francês reforça segurança em representações diplomáticas no mundo muçulmano
A revista semanal satírica “Charlie Hebdo” publicou mais uma vez charges do profeta Maomé, em uma decisão criticada por autoridades francesas, que enviaram a polícia para proteger os escritórios do semanário. Temendo uma onda de reações violentas no exterior, o governo mandou reforçar a segurança de sedes diplomáticas e fechará embaixadas, escolas e consulados franceses em ao menos 20 na próxima sexta-feira – dia de orações no mundo árabe.
A capa da nova edição da revista, que foi às bancas nesta quarta-feira, mostra um judeu ortodoxo empurrando uma figura de turbante em uma cadeira de rodas e várias caricaturas do profeta, incluindo algumas em que ele aparece nu. A publicação acontece em meio a indignação generalizada sobre o filme anti-Islã “Inocência dos muçulmanos”, postado na internet. O chanceler francês Laurent Fabius criticou a decisão da “Charlie Hebdo” e disse que ordenou que a segurança fosse reforçada em representações diplomáticas francesas em todos os países de maioria muçulmana. Na próxima sexta-feira, embaixadas, consulados e colégios franceses serão fechados em 20 países islâmicos. Em alguns casos, o fechamento será prolongado. Na Tunísia, por exemplo, as aulas serão suspensas a partir desta manhã até segunda-feira.
Fabius ressaltou que, mesmo que a França respeite o direito à liberdade de imprensa, não é inteligente que meios de comunicação se utilizem de polêmicas no atual contexto. Em nota, o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, reprovou a divulgação das caricaturas, fez um apelo por “um sentido de responsabilidade de todos” e considerou as charges “uma provocação”.
A polícia reforçou a segurança nos arredores da redação da “Charlie Hebdo”, que foi atacada em novembro do ano passado, após a publicação de outra caricatura de Maomé. Desde o incidente, o diretor da revista, que se identifica apenas como Charb, e um cartunista, chamado como Luz, vivem sob proteção judicial.
Em resposta a críticas sobre a divulgação das caricaturas, Charb falou sobre liberdade de expressão e disse a questão da representação de Maomé tem que ser abordada.
- Se não levantarmos a questão sobre se temos o direito de desenhar Maomé ou não, sobre se é perigoso fazê-lo, a questão que virá depois é se podemos falar dos muçulmanos na mídia (…). No final, naõ poderemos fazer mais nada e um punhado de extremistas que protestam na França e pelo mundo terá ganhado – disse o editor.
A publicação já gera críticas na comunidade islâmica francesa. Mohammed Moussaoui, presidente do Conselho Francês de Fé Muçulmana, disse que há um sentimento de “indignação” entre os fiéis e que as charges “insultam o profeta do Islã”.
Na França, onde vivem 6 milhões de muçulmanos, a reação ao filme anti-Islã “Inocência dos muçulmanos” se limitou à uma pequena manifestação em frente à embaixada americana no sábado último.
Em 2005, caricaturas dinamarquesas do profeta provocaram uma onda de protestos violentos em todo o mundo muçulmano, matando pelo menos 50 pessoas. Para o Islã, qualquer representação de Maomé é considerada um pecado, ainda mais as insultuosas.