Pesquisa diz que adolescentes estão abandonando as redes sociais

National Texting Championship Held in Times Square

Ismael dos Anjos, na Abril

Tudo tem um fim: inclusive as redes sociais. E aparentemente para a maioria delas, ele está se aproximando. De acordo com uma pesquisa feita pelo banco de investimentos PiperJaffray entre março/abril de 2012 e o mesmo período de 2013, os jovens estão cada vez menos interessados em sites como Facebook, Twitter, Google + e Flickr.

Em 2012, 32,5% dos 5 mil adolescentes entrevistados consideravam o Facebook a principal rede social disponível. Em 2013, esse número caiu para cerca de 22.5%. O mesmo fenômeno negativo afetou também – embora em menor escala – páginas como YouTube, Twitter, Google + e Flickr (só o Pinterest escapou). Confira os dados no quadro abaixo*:

teen-pesquisa

Tá, mas para onde estão indo esses adolescentes insatisfeitos? Desligando o computador e indo ler um livro? Aparentemente não: eles estão migrando. Redes sociais menos centradas em perfis, mas com um forte fluxo de mensagens e atualizações – como Snapchat (com cerca de 100 milhões de mensagens compartilhadas por dia) e Kik (que agora tem 30 milhões de usuários) – cresceram de importância no mesmo período.

Embora a pesquisa seja centrada apenas em opiniões, é bem possível que os dados de uso dos sites passem a refletir esse sentimento de insatisfação. Ou como observou John Herrman, do BuzzFeed: talvez já estejam refletindo. “Considerando o quanto algumas dessas companhias evitam falar sobre seus usuários mais novos, talvez o êxodo já esteja a caminho”.

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Vídeo no YouTube e petição na web fazem Hasbro fazer “forninhos” com igualdade de gêneros

Ismael dos Anjos, na Superinteressante

Depois de anos de luta pela igualdade entre os sexos e pelo menos alguns milhares de chefs homens espalhados pelas cozinhas do mundo, era de se esperar que a cozinha não fosse mais considerada um lugar restrito às mulheres. Era. Por que é difícil mudar essa mentalidade quando brinquedos infantis, como os forninhos, apostam em um marketing dedicado exclusivamente às meninas. De olho nessa lacuna e em dar um bom presente de Natal para seu irmãozinho, a adolescente americana McKenna Pope foi à luta: quem disse que cozinha é lugar de garotas?

Começou assim: tão logo Gavyn pediu um Easy Bake Oven (forno de assar fácil, em tradução do inglês) da Hasbro para fazer seus experimentos culinários infantis no Natal, McKenna e os pais saíram para comprar o brinquedo. Não acharam um que servisse à situação: todos eram vendidos em cores como roxo e rosa, e acompanhavam detalhes femininos. Revoltada, McKenna fez o que todo adolescente conectado faz hoje em dia: xingou muito no Twitter postou um vídeo no YouTube e começou uma petição online pela igualdade de gêneros nesse tipo de produto.

Deu certo. Mais de 160 mil visualizações 45 mil assinaturas depois, a adolescente de New Jersey conseguiu que a fabricante do forninho se comprometesse a lançar o produto nas cores preta e prata, além de fazer comerciais que indiquem que o brinquedo pode ser utilizado por ambos os sexos. “Sou muito grata a todos os que apoiaram essa campanha. Com os novos produtos, a Hasbro está dizendo que qualquer um pode cozinhar e eu mal posso esperar para dividir esse presente com meu irmãozinho Gavyn”, disse.

É a internet dando mais um tapa na cara da sociedade :-) .

Abaixo, assista ao vídeo que motivou a mudança (vale o clique para conferir a fofice do pequeno Gavyn: “eu quero um dinossauro e um forno de assar fácil):

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