Mais um momento de falta de noção e de intolerância no Facebook. Erraram até no nome do pastor-deputado
dica do Israel Anderson
Lauro Jardim, na Veja on-line
Marco Feliciano, embora evangélico linha dura, parece estar ampliando sua fé e apelando para outras entidades.
Hoje, o gabinete de Feliciano disparou um e-mail com texto de apoio ao deputado pastor assinado por Pai Uzeda – folclórica figura que costuma perambular entre gabinetes do Congresso se apresentando como babalorixá para aparecer – para os 513 deputados da Casa.
No comunicado, Uzeda pede aos opositores de Feliciano que pensem antes de julgá-lo e conclui com o clichê: “deixem o deputado trabalhar”. Como pode se ver, está valendo tudo para Feliciano.
dica do Israel Anderson
Judias só podiam orar em silêncio e longe de homens.
Policiais escoltaram grupo de ativistas feministas durante ritual.

Mulher faz oração sob proteção policial no Muro das Lamentações em Jerusalém (Foto: Amir Cohen/Reuters)
Publicado originalmente no G1
Ativistas feministas judias rezaram nesta sexta-feira (10) pela primeira vez livremente e sob proteção policial no Muro das Lamentações em Jerusalém, onde ultraortodoxos que tentaram se opor a sua ação foram detidos.
O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, declarou à agência de notícias France Presse que 1.000 ultraortodoxos foram mantidos à distância de um grupo da associação “Mulheres do Muro”, que faziam sua oração mensal com xales de oração, após uma decisão da justiça que as autoriza a fazê-lo.
Manifestantes ultraortodoxos tentaram passar à força, alguns chamando os policiais de nazistas, outros insultando as ativistas. Lançaram garrafas de água, sacos de lixo, cadeiras de plástico e ovos tanto contra os policiais quanto contra as mulheres, contou um jornalista da agência. Dois policiais ficaram feridos sem gravidade. A polícia deteve cinco ultraortodoxos por “desordens públicas”, indicou o porta-voz.

Policiais mantêm à distância cerca de mil ortodoxos das mulheres judiais que faziam orações (Foto: AFP)
Depois que terminaram de rezar, os policiais escoltaram as mulheres em direção a um ônibus que as levou para fora da Cidade Velha, depois de terem sido atacadas por pedras, segundo Rosenfeld.
Por mais de 20 anos, estas ativistas feministas pediram às autoridades que fossem autorizadas a rezar no Muro das Lamentações – o local mais sagrado do judaísmo, último vestígio do segundo Templo destruído pelos romanos no ano 70 da era cristã – em voz alta, vestindo o xale de oração, tefilins, o solidéu e lendo a Torá, uma maneira de orar tradicionalmente reservada aos homens.
Até agora, as mulheres judias podiam orar ao pé do Muro das Lamentações, mas em estrito silêncio e afastadas dos homens. Se não respeitassem isso, corriam o risco de ser detidas pela polícia ou incomodadas por ultraortodoxos.
Mas no mês passado um tribunal decidiu que o comportamento deste grupo de mulheres não provoca nenhuma desordem, razão pela qual não existe justificativa para detê-las ou interrogá-las, como vinha ocorrendo nos últimos meses. O tribunal decidiu então que as ‘Mulheres do Muro’ poderão rezar neste local sagrado de acordo com seus rituais.
“Pudemos realizar uma oração histórica, embora tenha sido difícil”, declarou a porta-voz da associação, Shira Pruce.
Segundo ela, 400 ativistas participaram desta oração. “Estamos muito orgulhosas e muito felizes por termos podido rezar livremente e em paz”, disse, ao mesmo tempo em que saudou a ação da polícia.
a reportagem pode ser assistida aqui http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/projeto-em-israel-permite-que-mulheres-possam-rezar-no-muro-das-lamentacoes/2547510/
Narrador se identifica como o arcanjo em inscrição do século 1° a.C.
Peça é tida como mais importante achado arqueológico desde anos 1950
Publicado originalmente no G1
Museu de Israel, em Jerusalém, expõe ao público pela primeira vez a Pedra da Revelação do Anjo Gabriel, considerado o mais importante achado arqueológico na região desde a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, nas décadas de 1940 e 1950.
A peça é o objeto central da exposição “Eu sou Gabriel” e abordará a figura desse arcanjo nos primeiros anos do judaísmo rabínico, do cristianismo e do islamismo. A exposição foi inaugurada no dia 1° deste mês e vai até fevereiro do próximo ano. A inscrição, do século 1° antes e Cristo, foi descoberta em 2007 na região do Mar Morto.
Ela havia sido adquirida por um colecionador suíço que declarou tê-la comprado em Londres, de um antiquário jordaniano.
De acordo com pesquisadores, a peça procederia da margem leste do Mar Morto, na Jordânia.
Escrita em tinta sobre pedra, o texto de 87 linhas em hebraico está em primeira pessoa e o narrador identifica-se como o Anjo Gabriel. Aparentemente, trata-se de uma conversa do arcanjo com um profeta.
A exposição exibirá outros manuscritos raros, como cópias antigas da Bíblia e fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto e do Codex de Damasco do século 13.
Ribner criou guia com ilustrações que ficam fechadas dentro de envelope. Sexo é tabu para judeus ortodoxos, permitido só depois do casamento.
publicado no G1
Sexo é um assunto delicado, mas entre judeus ultraortodoxos pode ser mais sensível ainda. Para tentar quebrar um pouco o tabu que gira em torno do tópico, um terapeuta em Jerusalém elaborou um manual de sexo específico para esta comunidade.
Até um tempo atrás havia uma sex shop no caminho para o consultório do Dr. David Ribner, o autor do livro, no centro de Jerusalém. A placa ainda está lá, com letras garrafais vermelhas: “Sex shop, Sex, Love”, mas mal dá para ler porque o letreiro foi danificado.
A loja fechou e atualmente há somente um sex shop na cidade, o que não é surpresa diante do grande número de devotos religiosos.
Ribner nasceu nos Estados Unidos e em Nova York foi ordenado rabino e fez doutorado em Trabalho Social. Posteriormente mudou-se para Israel, onde há 30 anos trabalha como terapeuta atendendo judeus devotos. Ele também fundou um programa de treinamento de terapia sexual na Universidade de Bar-Ilan, em Tel Aviv.
Ele acredita que a publicação de um manual de sexo para judeus ortodoxos já devia ter sido feita há muito tempo.
Tabu
Meninos e meninas ultraortodoxos estudam em escolas separadas com pouca ou nenhuma educação sexual e têm pouca interação com o sexo oposto até a noite do casamento, em que espera-se que consumam a união.
O contato físico entre homens e mulheres – até mesmo um simples apertar de mãos – só é permitido entre marido e esposa ou entre parentes próximos. Acesso a filmes e à internet é geralmente restrito.
“Nós gostaríamos que o livro fosse uma referência para que as pessoas dissessem ‘eu não sei nada (sobre sexo) e quero aprender alguma coisa”, diz o psicanalista.
O The Newlywed’s Guide to Physical Intimacy (Guia de Intimidade Física para recém-casados, em tradução livre), que Ribner escreveu juntamente com o pesquisador ortodoxo Jennie Rosenfeld, começa com o básico, explicando, por exemplo, como as formas dos corpos de homens e mulheres são diferentes.
Segundo Ribner, o judaísmo encara o sexo como algo positivo entre marido e mulher, e espera-se que o casal tenha muitos filhos. Mas conversar sobre o assunto é ainda um grande tabu.
“O sexo só é apropriado no contexto de casamento”, diz Ribner. “Mas ninguém fala sobre assunto, tornando o diálogo algo muito difícil”.
Envelope selado
Folheie as páginas do guia e você não verá ilustrações. Mas um envelope selado colado na aba de trás adverte os leitores que dentro há ‘figuras sobre sexo’.
O psicanalista abre o envelope e me mostra o que há dentro: três desenhos de posições sexuais básicas.
“Nós queríamos dar às pessoas uma ideia de não somente onde colocar seus órgãos sexuais, mas também suas pernas e braços”, diz Ribner. “Se você nunca assistiu a um filme, nunca leu um livro, como vai saber?”, indaga.
O livro tem linguagem direta, tocando em assuntos que podem ser delicados, como masturbação e sexo oral.
O sexólogo Nachshon David Carmi, baseado em Jerusalém, está acumulando cópias do guia em seu consultório e aconselha a leitura para seus pacientes.
Ele avalia que o silêncio sobre sexo cria uma “barreira de vergonha” e que os que procuram se educar sexualmente podem ser vistos como “subversivos e rebeldes”.
O livro de Ribner foi lançado no ano passado em inglês e será publicado em hebraico nas próximas semanas, tornando-o mais acessível ao público em Israel.
Quando a nova edição chegar às livrarias, deve provocar “um estrondo”, acredita Menachem Friedman, professor e sociólogo que já escreveu vários livros sobre a comunidade judaica ultraortodoxa.
“Eu acredito que a reação será extremamente negativa”, prevê.
Para testar possíveis reações, eu levei uma cópia do livro a um centro de estudos judaico ultraortodoxo, onde encontro um homem de 22 anos de barba usando um chapéu preto típico. Entramos numa salinha e mostro o guia de sexo.
“Eu não conheço nenhum livro deste tipo por aqui, mas acho que há a necessidade de explicar este tópico e entendê-lo”, acrescenta.
Ele me leva para o andar de cima, onde não há ninguém, para dar uma olhada nas ilustrações.
Assim que ele começa a manusear os desenhos, muda de ideia e os enfia de volta no envelope.
“Eu ainda não sou casado”, diz ele. “Vou esperar a minha hora”.