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‘O Deus de Israel não gosta de covardes’

noe-2014título original: Nôach

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

O Deus de Israel não gosta de covardes. Homem, mulher, criança, todos são chamados à coragem, à dor e a tomar decisões difíceis.

Noé (Nôach), foi um desses heróis. Erich Auerbach, no seu “Mímesis”, afirma que Deus testa seus heróis e heroínas, levando-os ao limite do insuportável, para que, sobrevivendo ao teste, descubram por que foram eleitos. Deus funda, assim, a ideia de autoconhecimento na literatura ocidental.

“E os que vieram, macho e fêmea, de toda criatura vieram, como Deus lhe havia ordenado; e o Eterno o fechou para protegê-lo. E foi o dilúvio quarenta dias sobre a terra, e multiplicaram-se as águas, e alcançaram a arca, e levantou-se de sobre a terra” (Gênesis, 7; 16-17, edição hebraica).

O filme “Noé”, de Darren Aronofsky, é sobre eleição. “Eleição” é um conceito, muitas vezes, pouco compreendido pelo mundo contemporâneo, maníaco por felicidade “projetos do self” e sucesso.

Os eleitos pelo Deus de Israel só têm problemas; a solidão os assola, o medo e o sofrimento os persegue. Erich Auerbach entende muito mais de “eleição” na literatura israelita do que muito rabino, pastor e padre por aí, obcecados por vender autoajuda espiritual. “Dificilmente, um deles não sofre, como Adão, a mais profunda humilhação…”, afirma Auerbach.

O diretor do filme, faz licenças poéticas, e algumas delas (não tenho como saber o quão consciente ele estava quando as fez) muito sofisticadas, levando em conta a “dramaturgia” do Velho Testamento, como falam os cristãos quando se referem à Bíblia hebraica.

Uma delas, muito pontual, é o uso da pequena tira de couro que o pai de Noé, e depois o próprio, enrola no braço: uma referência direta ao “tefilin” (filactério). A palavra hebraica tem sua raiz em “tefilá”, que significa prece. Hoje, ela “virou” um cordão de couro ligado a duas caixinhas que o judeu amarra daquele jeito e também na cabeça (é bem maior do que mostra o filme).

Uma das preces ali contidas é o famoso “Shemá Israel”, a qual lembra aos judeus que Deus é um só: “Shemá Israel, Adonai eloheinu, Adonai echad” (Ouve Israel, Adonai é nosso D’us, Adonai é Um”), na tradução feita pelo movimento religioso judaico Chabab.

Outra liberdade de roteiro está na longa discussão acerca das mulheres e da infertilidade da personagem que casará com Sem, filho mais velho de Noé. Na narrativa bíblica sobre o dilúvio não existe esta controvérsia que domina o filme. Sem, Cam e Jafé, filhos de Noé, já entram na arca com suas mulheres.

Mas, se para o homem bíblico o drama é o coração reto que serve a Deus, para a mulher, o drama é a fertilidade. Muitos criticam esse enfoque porque entendem que o homem tem um drama moral acerca da liberdade da vontade (tema muito bem trabalhado no filme) e a mulher tem um drama “fisiológico”, portanto, alheio à liberdade.

Mas, ao enfrentar o mal da infertilidade e ao ser objeto de milagre (como no filme e em vários casos na Bíblia), a mulher revela sua vocação de ser a (desesperada) terra (in)fértil onde Deus deixa sua marca.

O medo da infertilidade no mundo semítico antigo acompanha muitas heroínas, como Sara, mulher de Abraão, e Rachel, mulher preferida de Jacó (mais tarde, chamado Israel, pai das 12 tribos).

O profeta Isaías, 54:1-55:5, compara as agonias e posteriores alegrias da mulher infértil (ou desamparada ou solitária) às águas de Noé: “Canta, ó estéril que não deste à luz; rompe em cânticos, e clama com alegria, tu que não tiveste dores de parto; porque mais serão os filhos da mulher solitária do que os da casada, diz o Eterno”.

Adiante, o profeta compara a promessa de Deus a Noé, de que não mais lançará águas sobre a face da terra, com a promessa feita à infeliz de que Ele não terá mais ira contra sua revolta nem a repreenderá.

Sabe-se que Deus escolhe Rachel como a que “amolece” Seu coração, quando Ele fica irritado com o povo israelita. Está aí o mistério da dor feminina que encanta até o Eterno.

Quando você ouvir alguém dizer que a Bíblia é um livro bobo, saiba que você está diante de um ignorante. Boa semana.

Batismo como Jesus custa mais de R$ 4.000 e inclui aluguel de bata e toalha

Publicado no UOL

Cristãos de todas as denominações e países invadem diariamente o parque turístico de Israel para se batizar no mesmo rio de seu Messias: o rio Jordão. O local tem vestiários, batas, toalhas, certificados, água do rio engarrafada e todo tipo de souvenir para os visitantes. Incluindo o viagem, o batismo por lá sai por, pelo menos, R$ 4.024,00. A equipe do UOL foi à Israel a convite do ministério do Turismo local. Por lá, aconteceu no último mês a primeira Marcha para Jesus em solo israelense, promovida pela igreja Renascer em Cristo.

Dica do Eliel Batista

Deus foi para a periferia

estrela_belemAriovaldo Ramos

Jesus nasceu onde tinha de nascer, em Belém, conforme disse o profeta Miquéias (5.2); a Trindade cumpriu a sua palavra.

Uns pastores foram avisados, logo, no dia do nascimento. E houve, a sauda-lo, Simeão, e a profetisa Ana, quando apresentado no Templo, no início de sua vida, e, então, o esquecimento.

Depois de cerca de dois anos, uns magos foram avisados, no longínquo oriente.

Eles foram avisados da forma mais estranha, por meio da descoberta de uma estrela, eles eram precursores da astronomia, numa época em que a ciência e a fé andavam juntos.

Isso quer dizer que Jesus estava entre os seus, era a promessa mais esperada de todas, e estava no ostracismo. Veio para o que era seu, mas os seus sequer o notaram.

Depois de cerca de 2 anos Deus atraiu a atenção de magos do Oriente.

Deprimente, de um lado, porque o povo que deveria estar “paparicando” o menino, nem percebeu a presença dele, mas, doutro lado, extraordinário, porque já demonstra a vocação universal do ministério do Senhor Jesus!

Eles trouxeram tesouros para honrar um rei especial. Ouro para que fosse um rei afortunado; perfume para ser destacado dos seus pares; e mirra para ser honrado, como um rei excelente, na sua morte.

Paulo disse que Deus escolheu o que não é para envergonhar o que é (1Co 1.26-29). E o Senhor escolheu uns magos, aparentemente, pagãos, do Oriente, para envergonhar os sacerdotes e escribas de Israel.

Eles vieram para honrar o Rei dos judeus, mas, fizeram mais, eles alertaram ao Rei Herodes e a toda a Jerusalém, sobre o nascimento daquele que eles deveriam estar adorando. Eles foram os primeiros pregadores gentios.

Nem os sacerdotes, nem os escribas, nem o povo de Jerusalém creu. A falsa religiosidade não o permitiu.

A lógica era: Deus jamais falaria através de pagãos! A falsa religiosidade tenta aprisionar Deus, se recusando a aceitar a liberdade divina. A falsa religiosidade obscurece Deus.

O povo de Deus foi, também, traído pelo etnocentrismo. A lógica era: Deus tem o seu povo, por que usaria outro povo para falar, ao seu povo, sobre promessas exclusivas? A segregação obscurece a humanidade e o amor de Deus por todos.

Que ironia! Uma pessoa acreditou: Herodes! O único que acreditou decidiu que mataria o Messias. O amor ao poder o impeliu.

A gente poderia dizer que os magos deveriam ter continuado a seguir a estrela, sem desvio. Não é tão simples, primeiro, porque parece natural que um povo saiba de seu rei, de um rei que até os céus anunciam; segundo, porque a estrela apontou para Israel, mas, só passou a precede-los depois de terem avisado as autoridades e a toda Jerusalém, e rumarem para Belém.

Em Belém, a estrela adiantou-se a eles e apontou a casa, então eles a viram e se alegraram. Foram comovidos à adoração, mas, o Senhor, primeiro, os levou à proclamação.

Como um evento divino que mexe com o cosmos e desperta os gentios, não encontra corações sensíveis entre o seu próprio povo?

Quando o fiel se torna o gabarito de Deus, Deus passa a ter que satisfazer as expectativas do fiel. Quando as expectativas do fiel passam a aferir o que é ou não de Deus, o fiel veio para o centro, e Deus foi para a periferia.

fonte: Blog do Ariovaldo Ramos

10 nomes do Metal que assumiram ser cristãos

metal-cristaoPublicado originalmente por SoundTech

O Heavy Metal e as suas vertentes possuem uma certa fama anti-cristã (exceto o Black Metal que afirma ser influenciado pela ideologia satanista e o White Metal que é considerado uma espécie de Metal Gospel), mas no geral quando se ouve o termo “Metal” vem à cabeça um gênero fortemente brutal inspirado pelas “forças ocultas do demônio”. Não se sabe exatamente a origem deste pensamento, Talvez se deve à agressividade do gênero, que foi uma novidade no cenário musical da época em que surgiu, ou letras de algumas bandas que são explícitas ou até mesmo implícita sobre o tema da religião cristã, ou também pelo visual dos integrantes ou pelo simples ditado: “O diabo é o pai do Rock!”. Mas há grandes astros do gênero que afirmam serem cristãos, católicos ou evangélicos, mesmo possuindo uma certa fama considerada pejorativa. Vamos conferir alguns:

1. Dave Mustaine

O primeiro da lista não podia ser nada mais ou nada menos que Dave Mustaine (Megadeth) que após anos se envolvendo com drogas (o que levou a sua expulsão do Metallica) e se metendo em confusões, decidiu se converter à fé cristã e chegou até mesmo a ser batizado novamente no ano de 2004, o que o fez até parar de tocar algumas músicas do Megadeth com letras mais “sombrias” como “The Conjuring”. Em sua própria autobiografia ele relata a sua jornada espiritual e alega que teve momentos difíceis por assumir ser cristão. Uma última curiosidade: em maio de 2005, Mustaine cancelou dois show na Grécia e um em Israel, pois se negou a subir ao palco com bandas de Black Metal, que utilizavam muitas referências Anti-Cristo em suas letras.

2. David Ellefson

Outro membro do Megadeth que assume a sua fé cristã é o baixista David Ellefson. “Eu percebi que minha fé no cristianismo é honesta e verdadeira, e não apenas para diversão e distração. Ser um cristão e um roqueiro não são duas coisas totalmente opostas. Algumas pessoas saem de uma para crer em outra, mas para mim, as duas trabalham muito bem juntas. Quando você quer começar a ser honesto e crer em si mesmo, você perseguirá as virtudes que o Senhor colocou em você”, afirma Ellefson em uma entrevista.

3. Marty Friedman

Não é à toa que muitos dizem que o Megadeth se tornou uma banda cristã. Outro que também se considera cristão é o ex-guitarrista Marty Friedman que esteve presente no Megadeth no ano de 1990. Ele tocou por um bom tempo com a banda Cristã Tourniquet na gravação do “Where Moth and Rust Destroy”, tido como o melhor álbum deles. Sua saída do Megadeth foi devido a sua própria decisão de rumo de carreira.

4. Ozzy Osbourne

Mesmo considerado como o “Princípe das Trevas”, Ozzy Osbourne considera-se católico apesar de ter um Buda completamente de ouro em sua casa, que deu de presente para sua mulher Sharon, que se considera budista. Também não se pode esquecer de algumas de suas atitudes de um “bom cristão”, como por exemplo dando seu colar com crucifixo, no valor de nada menos que 3.000 libras (em torno de 8.000 reais) a um pedinte, e o pedindo para que rezasse por um futuro melhor. Para quem costuma ser chamado de ‘príncipe das trevas’, esta foi uma atitude bastante cristã.

5. Nicko McBrain

O baterista da mais famosa banda de Heavy Metal, Iron Maiden, converteu-se em 1999 na companhia da sua esposa cristã Rebecca, na igreja de Spanish River perto da sua casa em Boca Raton (Flórida). Segundo relatos do próprio, a sua esposa orava por ele há bastante tempo e ao entrarem os dois na igreja, Michael teria chorado e ouvido um chamamento. Em depoimentos posteriores, disse: “Sentei-me a pensar, ‘não bebi nada ontem, porque não consigo manter-me de pé?’” e “‘Eu tinha uma fervente relação com Jesus a acontecer no meu coração”.

6. Alice Cooper

Conhecido pela sua performance de palco e seus cenários e visuais macabros, Alice Cooper se considera cristão, e afirma: “Eu sou um cristão normal”. “Leio a Bíblia de manhã e à noite. E dou aulas de cristianismo, às vezes”, diz Cooper. Em 2007, Alice Cooper abriu um centro cristão para jovens na cidade de Phoenix, viabilizando o projeto com cerca de US$ 2 milhões.

7. Dan Spitz

O ex-guitarrista da lendária banda norte-americana Anthrax é outro do gênero que se converteu após a sua saída do grupo, mas por que a sua saída? Porque um dos membros fundadores que criaram um gênero musical inteiro parte para o isolamento levando suas habilidades de compôr com ele; doando 53 guitarras e deixando a si mesmo sem nada. Descubra a resposta no que Dan nos contou no Cornerstone: “Isso não foi simplesmente um caminho viável para viver depois da mudança de 5 mil anos da pura e antiga linhagem sanguínea judaica ortodoxa para se tornar um cristão como aconteceu na minha vida. Eu ainda tentei voltar atrás algumas poucas vezes. Eu me encontrei em completa desilusão e caí profundamente do abismo do inferno. Se compor música, na próxima vez, for usar meus talentos dados e abençoados por Deus, certamente isso não seria para a glória do lado errado. Esteja pronto para um novo som, para um novo propósito, e para todas as tropas estabelecidas nas trincheiras da guerra para abraçar um nova missão.

8. Brian Head

O fundador e ex-guitarrista da banda Korn anunciou numa rádio dos Estados Unidos sua saída do grupo após converter-se ao Cristianismo, notícia confirmada pela banda logo após. Após perder a sua esposa devido às drogas, Brian decidiu dedicar-se mais a sua filha e à religião, mas segue em carreira solo. “It’s Time Too See Religion Die” é o nome do álbum solo do músico.

9. Reginald Arvizu Fieldy

Outro membro do Korn que se converteu ao cristianismo foi o baixista Reginald Arvizu “Fieldy”, que era conhecido pela sua paixão pelo álcool, mas se converteu aproximandamente há 3 anos, e afirma que estar muito feliz pois lembra de tudo que aconteceu do início desse período para cá.

10. Michael Kiske

Em 1994, ano de sua saída do Helloween, correu um boato que o ex-vocalista Michael Kiske tinha se convertido ao cristianismo. E ele se “mostrou” cristão após publicar um nota em sua página do Myspace na qual mostrava o seu repúdio ao Satanismo. “De tempos em tempos recebo pedidos para serem meus ”amigos” de pessoas com perfis muito estranhos. E antes de eu ou Jutta (responsável pelo site) decidirmos a quem aceitar ou negar, nós os checamos primeiro, e se encontrarmos neles qualquer forma de brutalidade, satanismo, porcarias glorificando o mal, pornografia ou algo do gênero, eles simplesmente não podem ser meus amigos. Isso está muito longe de quem eu sou e do que eu quero me conectar. Alguns músicos e bandas aceitam todo mundo – quanto mais, melhor – mas para mim é muito mais importante quem será membro de uma coisa chamada ‘Amigos do Kiske’ e não quantos serão. Todo mundo que sabe quem eu sou e como eu penso entenderão isso perfeitamente”.

“Eu sei que algumas dessas pessoas simplesmente não sabem o que estão fazendo e com o que estão lidando, e para alguns isso é só ‘coisa de criança’. E outras pessoas ainda não conseguem entender porque eu levo essas coisas a sério; bem, porque elas são! Mas eu também sei muito bem, que o materialismo não respeita mais nenhuma moral. Mas eu não sou materialista; sou um Cristão (de nenhuma igreja), e não quero NENHUM site oficial meu como plataforma para essa doença que é o Satanismo! Eu definitivamente não sou amigo de pessoas que servem o Anticristo. Não estamos do mesmo lado! – JESUS CRISTO para sempre”!

dica do Sidnei Carvalho de Souza

o post é do ano passado mas é extremamente atual.