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Led Zeppelin: clássico é usado em campanha da Igreja Universal

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Publicado no Whiplash

O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, aprontou mais uma em campanha publicitária para divulgar uma de suas maiores obras, em promoção ao Templo de Salomão.

Desta vez, ele usou trecho do clássico “Kashimir”, do LED ZEPPELIN, com um quê de canto gregoriano, para dar ênfase à construção do local de adoração e louvor, que pretende ser uma réplica do citado no Velho Testamento.

No vídeo institucional, o pastor diz: “Você tem que sacrificar tudo, tudo… para alcançar!”. Engajado, Edir Macedo parece não saber dos flertes do guitarrista JIMMY PAGE com o ocultismo outrora.

A canção, presente no sexto álbum de estúdio da banda, Physical Graffiti, lançado em 1974, seria chamada de “Driving to Kashimir” (Viajando para Kashimir, em tradução livre) e fala de um suposto viajante do espaço e do tempo, onde relata que um dia “tudo será revelado”.

Veja a campanha abaixo.

As regras do Templo de Salomão

Vista aérea do Templo de Salomão (IURD)

Por Anna Virginia, na Folha de S. Paulo

A Igreja Universal do Reino de Deus divulgou um manual de etiqueta para quem quiser conhecer o Templo de Salomão, “o lugar que Deus escolheu para habitar”.

Entrar lá exige dresscode.

Nada de boné, camiseta de time, roupa com mensagem política ou comercial, chinelo, bermuda, decote, minissaia e óculos escuros. “Vista-se como se fosse se encontrar socialmente com uma pessoa muito importante”, orienta o bispo Renato Cardoso em vídeo divulgado nesta terça (15) na internet.

O bispo Edir Macedo designou Renato, seu genro, para ditar as regras aos visitantes da réplica da obra bíblica, que abrigará até 10 mil pessoas em 74 mil m² de área construída na zona norte de São Paulo.

Entrar lá não é para qualquer um.

Após inaugurada, em 31 de julho, a nova igreja se fecha a visitantes sem credencial por um tempo –possivelmente, até 2015. Ou você entra como convidado ou paga para participar de uma das caravanas organizadas pela igreja.

Pastores vendem ingresso para os ônibus nas igrejas –sair do centro de São Paulo, por exemplo, custa R$ 45. O lote de agosto está quase esgotado.

Entrar lá tem preço. Mas nenhuma selfie para contar a história.

O bispo Renato explica que não será permitido fotografar dentro do santuário e que todos os visitantes serão revistados. Serão barrados no baile gospel aqueles que levarem iPhone, celular, máquina fotográfica, iPod etc.

Nenhum Instagram, contudo, será ferido durante a realização desta caravana: do lado de fora, fotógrafos da Universal estarão à disposição para registrar o momento, diz o bispo. O retrato poderá ser baixado na internet.

Dilma Rousseff está entre os convidados confirmados para a inauguração. Autoridades, por sinal, foram orientadas a não levar celular.

Record intima artistas a inaugurar templo da Universal e cria mal-estar

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ANTONIO CHAHESTIAN/TV RECORD

Publicado no Notícias da TV

A Record está convidando apresentadores, atores e jornalistas para a inauguração do templo de Salomão, projeto faraônico da Igreja Universal do Reino de Deus, no próximo dia 31, em São Paulo. Os convites, no entanto, estão sendo interpretados como intimação, porque a Universal é liderada pelo bispo Edir Macedo, dono da Record. “Não se recusa convite do dono da empresa”, justifica um jornalista, que pede para não ser identificado.

A iniciativa da Record gerou constrangimentos nos bastidores da emissora. Elenco e executivos contrários à convocação argumentam que não se deve misturar religião com trabalho. Profissionais temem se “queimar” no mercado se aparecerem em fotos e reportagens sobre a inauguração do templo, que deverá contar com a presença da presidente Dilma Rousseff, contrariando conselhos de assessores do PT. Alguns artistas já estão providenciando viagens e compromissos fora de São Paulo no dia 31 para terem uma boa desculpa para a ausência.

Todos os apresentadores, os principais jornalistas e algumas dezenas de atores já foram ou serão convocados para irem à inauguração da igreja, que terá lugar para 10 mil pessoas sentadas. Vários nomes de peso já são dados como certos no evento, entre eles os apresentadores Rodrigo Faro, Ana Hickmann e Edu Guedes e os jornalistas Celso Freitas e Adriana Araújo, do Jornal da Record.

Em construção desde 2010, o templo é uma réplica ampliada da lendária igreja construída pelo bíblico rei Salomão em Jerusalém, há mais de 2.500 anos, com o interior e o altar cobertos de ouro. O templo de Edir Macedo está sendo erguido no bairro do Brás, na zona leste de São Paulo. Com 74 mil metros quadrados de área construída e 56 metros de altura, o equivalente a um prédio de 18 andares.

O projeto da igreja segue “orientações bíblicas” e incorpora elementos para “resgatar a atmosfera da época vivida por Salomão”, como madeira, pedra e cobre, que “serão usados em larga escala na área da nave”. Edir Macedo decidiu não revestir seu templo com ouro, mas importou pedras de Israel.

O templo terá duas inaugurações. uma no dia 31, com autoridades e elenco da Record, e outra no dia 14, com todos os pastores da Universal no Brasil e representantes da igreja no mundo todo.

Igrejas vizinhas temem trânsito após abertura do Templo de Salomão, em SP

14164762Vanessa Correa, na Folha de S.Paulo

Três gigantes da fé se encaram no cruzamento da avenida Celso Garcia com rua José Monteiro, no Brás: a sede da Assembleia de Deus, a centenária igreja de São João Batista e a futura sede da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus), em final de obra.

Quando a “reconstrução” do original templo de Salomão, da Iurd, estiver pronta, pode atrair até 10 mil fieis em dia de culto cheio. Somados aos 5.500 da Assembleia e aos 400 da igreja de São João, serão quase 16 mil pessoas circulando.

Essas três igrejas podem ser as maiores e mais vistosas, mas não são as únicas da avenida da zona leste.

A reportagem encontrou 11 templos na via -a maioria, evangélicos (veja mapa). Com a inauguração da sede da Iurd, prevista para 31 de julho, a avenida deve se consagrar definitivamente como a via da fé em São Paulo. Há expectativa de que se torne até lugar de peregrinação.

Essa concentração religiosa na via e em suas imediações não é obra divina. Tem uma lógica simples, explica o urbanista Renato Cymbalista.

“A região do Brás é local de convergência de imensos sistemas de circulação: trem, metrô, Radial Leste, av. do Estado. Em dias úteis, milhões de pessoas passam por ali. Aos domingos, esse sistema fica disponível para levar as pessoas para as igrejas.”

Além disso, diz Cymbalista, a região era uma área industrial, com grandes lotes, o que veio a calhar com a demanda por grandes templos. “Quase todos estão em terrenos de antigas fábricas.”

Com a proximidade da inauguração do templo de Salomão, o maior temor das igrejas vizinhas é a piora no trânsito. “Acho que terá um grande impacto. Quando temos culto aqui, a rua de trás já fica bem complicada”, diz Ana Lopes, 37, assessora da Assembleia de Deus no Brás, instalada em grande edifício espelhado de visual e porte comparáveis aos de um shopping center.

Logo ao lado, na paróquia de São João Batista, o temor é semelhante: “gente demais para a infraestrutura viária do bairro”, diz Mônica Chagas, 48, que trabalha na secretaria e loja da igreja, construída há 105 anos. “Nos finais de semana, há filas de ônibus, por vários quarteirões.”

E a presença de uma nova e gigantesca igreja, com sua fachada revestida de pedras importadas de Israel, altar folheado a ouro, não incomoda?

Para Ana Lopes, não há medo de ovelhas se desgarrarem. “A Assembleia tem mais de cem anos, é a pentecostal mais antiga do Brasil. Não vai ter impacto com os fiéis.”

Segundo Mônica, da paróquia de São João Batista, há católicos que ficam um pouco incomodados com a ostentação logo em frente à igreja. Mas o que ela reclama mais é da “afronta” de alguns evangélicos. “Já entraram aqui para falar que a gente é de Baal, deus do dinheiro, como pode? Mas você já viu o tamanho da menorá [tipo de castiçal judeu] no jardim deles?”

Igreja Universal faz planos de deixar a Record até 2020

universallogoRicardo Feltrin, no F5

Não, amiguinhos e amiguinhas, vocês não leram nada errado. É isso mesmo. Na surdina, dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus já fazem planos de abandonar as madrugadas da emissora até o final desta década.

Motivo: um elaborado plano autossustentável de doação e amealhamento de mais fiéis graças aos espaços ocupados em outras emissoras, além da Record.

COMO SABEM….

Nos últimos dois anos, a Universal simplesmente se infiltrou em praticamente todas as emissoras abertas —exceto Globo e SBT. Ocupa espaço na Gazeta, Record, RedeTV!, Band, Canal 21, fora uma infinidade de rádios. Por isso, já há otimismo latente de que a igreja possa finalmente sair da Record. Uma das rejeições à Record no mercado é o fato de não poder ser considerada uma emissora laica.

JÁ ERA TEMPO

Na verdade, o prazo de seis anos para a saída pode ser ainda menor, dependendo da “competência” que o Departamento Comercial mostrar. Explico: há 20 anos, quem banca a maior parte dos gastos e das produções da Record —inclusive a compra do megalomaníaco complexo RecNov no Rio— é justamente as dezenas de milhões de reais que a igreja paga mensalmente para ocupar as madrugadas. É um acordo de mão dupla: a Universal se estabelece numa emissora aberta, a segunda do país, e por sua vez a Record perde qualquer chance de faturar ou ter ibope nas madrugadas. Dito isso…

ADORO A EXPRESSÃO: DITO ISSO…

Pois bem, DITO ISSO algumas cabeças da igreja de Edir Macedo acham que já é hora de o Comercial da emissora parar de fazer farol e bancar de fato a infraestrutura e funcionamento da empresa. Sozinho. Sem o dinheiro da Universal, a Record viveria os últimos 20 anos no mais profundo vermelho. Quem fecha as contas, quem paga as contas é a igreja.

DITO ISSO…

Não fica legal mesmo esse dito isso? Tá, tá, vou continuar a coluna. Como a Universal se espalhou por inúmeras emissoras e exibe nelas sua pregação (ou ladainha, para aqueles radicais que detestam essa palavra mesmo sem saber seu significado), ela já vê no médio prazo a possibilidade de manter seu crescimento financeiro e fiel, sem a necessidade da Record. Claro que isso ainda deve demorar, mas uma coisa é certa: quando essa data chegar vai haver muito choro e ranger de dentes, porque haverá demissões em profusão.

POR QUÊ?

Porque hoje o nababesco dinheiro que a igreja injeta da Record lhe permite fazer algumas apostas mais altas, investir em novelas mais caras, dar partida em produções mais elaboradas, contratar gente de primeira linha e coisa e tal. Só que, quando esse dinheirão acabar, muitas cabeças rolarão…

E DITO ISSO…

Tô brincando, não tenho mais nada de dito isso. Só queria fazer uma pirracinha.