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“No céu, todo mundo trabalha”, diz menino que inspirou “O Céu É de Verdade”

ceu1Publicado por Roberto Sadovski

Colton Burpo atende ao telefone com voz grave. Aos 15 anos, ele não é mais o garotinho que fica na memória após uma sessão de O Céu É de Verdade, drama de inspiração cristã baseado em uma experiência que ele teve aos 4 anos de idade. Em 2003, um apêndice perfurado o levou a uma cirurgia de emergência arriscada. Quando estava na mesa de operação, Colton diz que deixou seu corpo, viu seus pais em outros pontos do hospital e foi levado ao Céu, ao paraíso cristão, por Jesus. Conheceu sua irmã que morreu antes de nascer, conversou com seu bisavô, teve um vislumbre da vida do outro lado… e voltou para contar a história. “O Céu é como a Terra, todo mundo trabalha, todo mundo tem uma função”, explica, ao telefone. “Só que tudo lá é mais bonito.”

A história de Colton, narrada em fragmentos para seus pais, o pastor Todd e sua mulher, Sonja, causou problemas em sua comunidade, a pequena Imperial, no estado de Nebraska. Muitos tomaram por alucinações na mesa de cirurgia. Outros, pela vívida imaginação de uma criança de 4 anos. “Eu mesmo duvidei de minha própria fé”, confessa Todd. “Mas ele contou coisas que ninguém sabia, descreveu pessoas e situações com uma riqueza de detalhes que ele não poderia inventar.” A história se tornou um livro, publicado em 2010. Hollywood não ignorou as vendas e o enorme público-alvo em potencial, e O Céu É de Verdade, com Greg Kinnear no papel de Todd Burpo, materializou-se pelo diretor Randall Wallace (Fomos Heróis). O resultado foi um arraso: o filme faturou 90 milhões de dólares, um sucesso absoluto.

A verdadeira família Burpo, à época da publicação de O Céu É de Verdade

A verdadeira família Burpo, à época da publicação de O Céu É de Verdade

“É bizarro e assustador ver sua história ser interpretada por outras pessoas em um filme”, conta Todd, sempre bem humorado. “O livro é nossa visão do que aconteceu, já o filme conta sua própria história.” Em outras palavras, Hollywood dramatizou um recorte da vida da família Burpo e a experiência de Colton. Apesar de estar descrito em várias obras literárias, inclusive a própria Bíblia, o Paraíso cristão é, para muitos, uma metáfora, uma demonstração poderosa da força do simbolismo religioso. Não para Colton. “Eu ainda lembro de tudo claramente”, conta, tímido. “Sentei no colo de Jesus, conheci meu bisavô. Eu sei o que vi e o que vivi”. E como a descrição de Hollywood se compara com o que ele testemunhou? “Ah, eles fizeram um trabalho bacana.” Todd acrescenta: “A primeira vez que eu vi Connor Corum, que interpreta Colton aos 4 anos, foi como se estivesse vendo meu filho. Eles recriaram alguns dos momentos mais difíceis de minha vida.”

Difíceis. Igualmente fantásticos. Para quem não compartilha a fé dos Burpo, uma fantasia elaborada. Quando eu pergunto como eles acham que alguém que segue o Islamismo ou o Budismo veria o Céu, caso tivesse uma experiência como a de Colton, a resposta é supersônica. “Não sei, não posso nem imaginar”, dispara Colton. “Acho que, ver o que eu vi, é para quem acredita em Jesus e em seu amor.” Religião é, de fato, assunto complexo. Mas Todd se apressa em fugir da pregação. “Muitas pessoas tiveram experiências como a de Colton”, continua. “Muitos adultos, porém, tem medo de relatar o que viveram, justamente pelo temor em serem chamados de malucos.” O pastor conta que, após a publicação do livro, muitos o procuraram, mesmo ser compartilhar sua fé cristã, para dizer que acreditam em Colton.

Colton foi ao Céu, voltou e nem trouxe uma camiseta…

Colton foi ao Céu, voltou e nem trouxe uma camiseta…

Se, como filme, a história pode ser encarada como uma fantasia cristã, do lado de cá a família Burpo enfrentou críticas pesadas. Vários líderes religiosos atacaram a descrição nada bíblica do Paraíso feita por Colton, com Jesus montado em um cavalo colorido como um arco-íris, Maria ajoelhada ante o trono de Deus e uma vida no pós-vida não muito diferente do que temos por aqui. Já personalidades não religiosas apontam que tudo não passou de uma fantasia infantil, já que a mente de um menino de 4 anos ainda seria incapaz de discernir realidade e fantasia.

“Já ouvi todo tipo de agressão, mas também ouvi muitos testemunhos de fé”, conclui Todd. “Não posso dizer a ninguém no que acreditar. Eu mesmo demorei para fazer as pazes com minhas crenças! Mas acredito em meu filho, e acredito no que ele experimentou.” Mais de uma década depois, Colton Burpo segue a vida, um adolescente normal, nenhuma sequela nem de sua operação, nem de sua experiência fora de seu corpo. “Você então está OK, Colton?”, pergunto, no que logo sou interrompido por Todd Burpo, que brinca: “Fisicamente ele está ótimo, mas seus irmãos nunca vão dizer que ele é OK”.


dica do Tércio Ribas Torres

Jesus can’t be boring

A vida é curta, precária e frustrante, logo, uma hora dessas, ou Jesus ou Frontal vai bater na sua porta

foto: Rede Globo

foto: Rede Globo

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

Não, o título deste texto não é uma citação, apenas uma expressão que em inglês soa melhor. Se formos falar “Jesus não pode encher o saco” ou “Jesus não pode entediar”, isso não capta o sentido contemporâneo de Jesus como “commodity”.

Inglês é o idioma ideal para o mundo da mercadoria, porque vendemos tudo melhor em inglês. Imagine se fôssemos fazer um comercial sobre como Jesus tem que ser legal para você, se você for um jovem ou uma jovem de 20 anos? “Jesus can’t be boring” soaria muito melhor… Ou seja: Jesus tem que ser legal… E somar à sua vida… (ou “agregar valor”, expressão que eu pessoalmente detesto).

Estamos falando de mercado religioso. Sim, as religiões competem no mercado de “bens religiosos”: festas, significados para vida e para o sofrimento, laços sociais e afetivos dentro das comunidades de fiéis, casamentos, educação de filhos, narrativas de fim de mundo, rituais mágicos ou não, ferramentas de comunicação espiritual ou similares como TV ou mídias sociais, enfim, tudo o que uma religião oferece em termos de “bens de consumo”.

A vida não tem sentido aparente, é curta (só parece longa quando sua vida é muito péssima), precária, escassa, frustrante; logo, uma hora dessas, ou Jesus ou Frontal vai bater na sua porta. Se você for mais chique, um Buda light serve.

Vale lembrar que tudo o que falamos aqui sobre Jesus poderia ser falado sobre qualquer outra figura religiosa de peso. Não se trata de nenhuma forma de ironia ou sarro com o cristianismo especificamente. Como estamos numa sociedade majoritariamente cristã, nas suas diversas denominações, podemos falar em “Jesus como bem religioso” como símbolo de todo o processo de commoditização das religiões.

Commoditização das religiões significa a transformação das religiões em bens de consumo tratados via ferramentas de marketing, num mercado de comportamentos em que elas devem competir entre si e com as opções seculares.

Opções seculares são: ateísmo, quase ateísmo, agnosticismo (“não temos provas definitivas nem de que Deus existe nem de que não existe”, afirmação que para os ateus é ateísmo que não saiu do armário), humanismo ateu como o do autor britânico A. C. Grayling em seu livro “The God Argument, The Case Against Religion and for Humanism”, ou simplesmente, “bode dos deuses, e vamos viver o dia a dia para ver no que dá”.

As religiões devem vencer umas às outras como produto, e aos seculares também. É briga de cachorro grande. Nesse processo, a Igreja Católica apanha dos protestantes que já nasceram com a vocação para o business. As afro-brasileiras têm a seu favor a coisa de que são religiões de vítimas sociais –e,se você é branco e vai nelas, você é legal e sem preconceitos.

Como dizem os especialistas em religião e mídia Stewart M. Hoover e Lynn S. Clark, na coletânea organizada por eles, “Practicing Religion in the Age of the Media“, da Columbia University Press, de 2002, ou Heidi A. Campbell, no recente, de 2013, “Digital Religion: Understanding Religious Practices in New Media Worlds“, da editora inglesa Routledge: as religiões combatem o risco de invisibilidade num mundo veloz e pautado por projetos do self (já digo o que é isso), aprendendo a se tornarem commodities que circulam nas mídias falando a língua de pessoas voltadas para o consumo de bens de comportamento que tornem a vida mais fácil.

“Projetos do self”, conceito discutido por Hoover e Clark, são modos de viver em que tudo deve ser ajustado a personalidades narcísicas (leia “Cultura do Narcisismo“, de Christopher Lasch, clássico de 1979, sobre o que é ser um narcisista no mundo contemporâneo).

Essa personalidade “líquida”, como diz o Bauman, não tolera nada que pese como uma mala sem alça.

Amores, viagens, trabalho (claro, se eles têm grana, se não todo esse papinho vira pó), sexo, deuses, Jesus, tudo deve nos ajudar a emagrecer, a ter uma vida saudável, a cuidar de nosso corpo, e a me ensinar que eu sou a coisa mais importante para mim mesmo.

Sério! Quem quer um Jesus “para baixo”? Logo Jesus terá que vir de bike para a missa, e nada de cruz nas costas.

Xuxa comenta polêmica em Brasília: ‘Nem Jesus Cristo agradou todo mundo’

Após receber críticas do deputado Pastor Eurico, a apresentadora Xuxa Meneghel pede ajuda dos fãs e diz: ‘Ele já teve o seu momento de fama, não vamos dar mais força a ele’

Xuxa Meneghel (Blad Meneghel)

Xuxa Meneghel (Blad Meneghel)

Publicado na Caras

Xuxa Meneghel fez um desabafo no Facebook, nesta sexta-feira, 23, sobre a polêmica com o deputado Pastor Eurico, que a criticou durante a última sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A apresentadora pediu para que os fãs não culpassem os evangélicos pelo episódio.

“Gente, estava lendo o desabafo e a opinião de vocês sobre o acontecido no Congresso. Por favor, não culpem os evangélicos. Minha mãe é evangélica e me ensinou que nem Jesus Cristo agradou todo mundo, por que eu iria? Sei que minha mãe ficou muito triste com esse senhor. Mas ele já teve o seu momento de fama, não vamos dar mais força a ele”, disse Xuxa. “Mais uma vez obrigada pelas lindas palavras de carinho e respeito com meu trabalho, vou precisar de vocês e muito, e sei que vou poder contar sempre. Vejo isso lendo cada palavra de amor de vocês por mim, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada”, publicou.

O ator e cantor Junno Andrade, namorado de Xuxa, já tinha se manifestado sobre a polêmica. Em seu texto publicado também na rede social, ele defendeu sua amada, que recebeu críticas do deputado durante a votação da lei que tem o objetivo de coibir a violência contra a criança, agora chamada de Lei Menino Bernardo. Além disso, Junno festejou o sucesso da votação, que levará a lei para ser aprovada pelo senado. “Falta muito pouco… Tem pessoas que vieram pra esse mundo a passeio, outras, nem deveriam ter vindo, pois usam essa passagem apenas para benefício próprio, e pior, na maioria das vezes tirando de quem não tem, se aproveitando da carência, esperança e inocência dos menos favorecidos, alguns hipócritas tem o desplante e a coragem de agir “EM NOME DE DEUS” e ainda se sentem à vontade e no direito de apontar seus dedos sujos, cheios de culpa e preconceito para julgar alguém!!! Por outro lado, tem “GENTE” que veio nesse planeta pra fazer a diferença, pra realizar, pra nos encher de admiração e nos dar exemplo! Hoje creio eu, podemos marcar um “X” nessa data, pois se deu um passo de imensurável tamanho, onde as crianças e adolecentes terão os mesmos direitos de um Ser Humano. Parabéns à todos os envolvidos nesse caminho pra aprovar a “Lei da Palmada”, hoje Lei Bernardo, principalmente pra uma pessoa que poderia estar tirando onda numa praia qualquer, e no entando passa a vida se preocupando com razões sociais! Parabéns Xuxa (Xuxuca), hoje você demonstrou um pouco mais da sua linda missão nesse planeta! Posso imaginar o tamanho do seu sorriso nesse momento! Que HONRA poder caminhar ao seu lado!!!”, falou.

A emenda pretende alterar a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante.

Monique Evans tatua Jesus no braço e recebe críticas

Publicado no Terra

 Monique Evans Foto: Instagram / Reprodução

Monique Evans
Foto: Instagram / Reprodução

Na última terça-feira (13), Monique Evans mostrou aos seus fãs a nova tatuagem que fez no braço: o rosto de Jesus Cristo. “Agora tenho o Pai no meu braço direito!”, escreveu.

“Mesmo sabendo que ele está sempre ao meu lado! @joaquimtattoo ARRASOU!! Tá vermelho porque acabei de fazer e depois vou fechar com detalhes! @kikotattoorio é Demais”, finalizou.

Os fãs se dividiram na hora de dar opinião. “Tá, né, o braço é seu. Mas fato é que ninguém vivo viu ou sabe como foi o rosto de Jesus. É como tatuar o rosto de uma pessoa que se ouviu falar mas nunca viu”, disse @tatymovel.

“Não gostei, muito grosseiro para uma mulher. Mas cada um cada um. Jesus ama todos, mas não precisa disso. Falou tanto que a Bárbara ia virar um Matheus Verdelho da vida e agora quem tá se enchendo de tatuagem é a própria”, afirmou @andressamelo87. “Ser rídicula é o seu forte”, escreveu @rosangelamaria2.

“Que gente chata. Ela faz o que quiser! Se ficou grosseira ou não problema dela! Tá muito bem feita”, ponderou @ celinatoledo.

Jesus era uma metralhadora de spoilers

E aí eu vou dizer: “perdoa, pois eles não sabem o que fazem”. Ai a galera fica olhando, é muito louco

E aí eu vou dizer: “perdoa, pois eles não sabem o que fazem”. Ai a galera fica olhando, é muito louco

Publicado no Pdh Título original: O spoiler e toda sua complexidade

Jesus era uma metralhadora de spoilers. Contou aos apóstolos, no auge de sua trama pessoal, que seria capturado e crucificado. Contou para eles também que a reviravolta aconteceria com a traição de um dos seus. Como se não bastasse, abriu para todos, como se fosse normal e pertinente, que ele voltaria depois do fim, como se as cenas pós-créditos não tivessem o mesmo peso no que houve e no que estaria por vir.

Indo mais a fundo, o messias ainda colou em um solitário Pedro e, sem botar hashtag alguma, soltou ao coitado que, antes do galo cantar, ele o negaria por três vezes. E foi batata.

Foi ainda nesse ano que, falando sobre final de séries ou algo que valha, surgiu no papo o desfecho de LOST, série que tinha tudo — pelo impacto que teve em seus primeiros anos — para estar entre as mais queridas e lembradas de todos os tempos, mas que ficou guardada atrás de outras caixas de lembranças das pessoas. Nesse papo, antes que desenvolver qualquer raciocínio, o Guilherme se colocou em posição de defesa e mandou em alto e bom tom: “sem spoiler, hein. Eu ainda não vi”.

Quatro anos se passaram e, mesmo sem continuar com ele por perto, me senti na liberdade de desenvolver o assunto, atitude não tomada pelo bom senso, e não por algum decoro. Poxa, uma copa do mundo de distância. Não se pode pedir segredo com esse tanto de água passada por debaixo da ponte. Isso me lembrou de outro fato curtinho.

Anos antes, antes mesmo de LOST estar entre nós, fui a um sebo e comprei, dentre outras delicinhas, o Histórias Extraordinárias do Edgar Allan Poe. Nele, há o conto “O Gato Preto”, um dos mais legais do autor. Em outro papo com amigos, um deles — que já havia lido o livro — me disse que eu iria adorar ler o conto d’O Gato Preto e, em sua análise, contou a porra do conto todo. Eu, claro, fiquei chateado.

Cacete, estamos falando de uma historieta publicada no começo do começo do século 19!

É, se o spoiler for medido em tempo, teremos mais paradoxos do que julga nossa vã filosofia de internet. Querendo desabafar, eu fui contar a um casal de amigos o que o cara me fez e, empolgado em minha própria narrativa revoltosa, contei a eles a porra do conto. Eles também não haviam lido esse livro do Poe.

Não há tempo como unidade de medida para um spoiler. Duas horas, oito minutos, três vidas inteiras. Há que se respeitar o momento do outro.

Coisa da mais simples, segurar a ponta da língua pra dentro da boca alguns segundos. Ao mesmo tempo, cabe ao não-curioso de saber seu lugar e não empacar um papo interessante por conta de ainda não ter assistido ao filme. Quer se preservar contra spoilers, não dê pano para manga e, o quanto antes, bota a bunda na cadeira e vá ver o que precisa ser visto. Ou lido. Ou escutado. Deu pra entender.

O bom e velho equilíbrio. Eu não conto e você não fica escutando. Li, em algum lugar na internet ontem de manhã que, se a pessoa realmente se interessa pela obra e não quer saber nenhum detalhe que possa lhe estragar a experiência, vai ver o quanto antes. Se assim não o fez, é porque não era tão importante assim. Achei bem pesado.

Eles estão em todos os lugares

Eles estão em todos os lugares

Sabemos que há situações que não dá pra ver na hora que se está passando. A maluca dicotomia embalando nossos argumentos. Assim como é bem triste ver os caça-spoilers se aventurando no Facebook logo pela manhã atrás de quem está “erroneamente” contando pra deus e o mundo o que deveria ser segredo. Se sabe que o bom senso não impera em nosso planeta, me parece bem errado contar com a sorte e sair lendo tudo o que contenha a palavra-chave da sua série favorita ou filme que quer ver.

Mas estamos na era dos exageros. Tempos velozes em que a internet, as redes sociais e a fibra óptica te botaram em contato com milhares e milhões de pessoas, muitas delas desprovidas de qualquer noção. Mesmo tentando escapar dos spoilers, granadas visuais são jogadas — imagens da cena final ou das pessoas que você jurava ter morrido retornando ou casais improváveis se abraçando, qualquer uma dessas bombas que não precisa nem ler para interpretar tudo — e pessoas da maior confiança pisam na bola, muitas vezes até sem querer.

Não é nem um pouco saudável também ficar se esquivando constantemente em seu Facebook ou Twitter ou o que mais apeteça. O amigo Rodolfo Viana escreveu sobre esse lance de spoilers. Mais interessante que sua opinião (desculpa, amigo), foi o comentário de uma menina que disse:

Quer dizer, internet é putaria. Mas mesmo assim tem que rolar uma ética e tal.

O problema provavelmente está na internet. Você conhece seus amigos, sabe quais deles não suportam a ideia mais vaga de poder, em qualquer momento, ouvir um suspiro que seja sobre qualquer coisa. Você tem outros camaradas que, ao contrário, ficam empolgadíssimos para ver algo justamente quando lhe contam uma parada fundamental. Já na internet, você não tem como saber da sensibilidade dos vários amigos que não são seus amigos. Mais ainda quando você amplifica sua voz em uma página pública, uma “fanpage”.

Ora pitombas, se não sabe com quem tá lidando, é hora de limar por baixo e botar um simples aviso de que está para contar algo revelador. Os menos afetados lerão sem problemas. Os afetadinhos seguirão com suas vidas e os muito afetados vão reclamar mesmo sem ter lido. Mesmo com ética e tal, a internet ainda será putaria.

Mais do que pensar em regras, há que se pensar no respeito com outra pessoa de não relevar nada que poderia estragar a experiência de alguém e, ao mesmo tempo, entender que a outra pessoa tem liberdade para falar sobre o que quiser, mesmo que seja sobre o final da sua série ou filme favoritos.

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Se você não liga para spoilers, agradeça a Deus. Se você odeia, reclama lá com Jesus.