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Gustavo Mendes, a Dilma da internet, é retirado do palco durante show em Búzios (RJ) por causa de piada “religiosa”

Comediante foi retirado do palco durante um show em Búzios (RJ), neste domingo, (15) e alega ter sido agredido verbalmente

Gustavo Mendes como Dilma Rousseff

Gustavo Mendes como Dilma Rousseff

Gabriel Marchi, no Virgula

Gustavo Mendes, comediante conhecido pela sátira da presidenta Dilma Rousseff, foi retirado do palco durante um show em Búzios, Rio de Janeiro, neste domingo (15). O humorista se apresentou com o espetáculo de stand-up Mais que Dilmais no festival Búzios Love, que comemorava o Dia dos Namorados.

Ele alega ter sido agredido verbalmente nos bastidores por Robson Motta, Secretário Adjunto de Governo do prefeito André Granado (PSC), e fisicamente por um funcionário não identificado do staff da prefeitura.

De acordo com Gustavo, foi uma piada envolvendo religião que motivou as agressões. Na brincadeira em questão, Gustavo brincava com o fato de uma antiga proibição de venda de bebidas alcoólicas em festas religiosas, dizendo que “foi Jesus quem transformou água em vinho”.

Neste momento, o empresário de Gustavo foi notificado por funcionários da prefeitura que ele deveria deixar o palco. Nos bastidores, houve discussão e Robson o teria xingado. Na sequência, um funcionário da prefeitura, não identificado, deu um chute no humorista.

Sob vaias da plateia, Robson discursou contra o conteúdo do espetáculo de Gustavo. “Quero pedir desculpas aos familiares aqui presentes a intenção nossa era trazer cultura, mas de forma respeitosa para a família da cidade. O povo de Búzios não pode compactuar com essa sacanagem, temos que respeitar a comunidade católica”, disse, sob protestos e gritos de “censura!” de presentes.

Em nota, a Prefeitura de Búzios alega que pediu ao artista, previamente, “cuidado especial com o texto teatral para que fosse apresentado em praça pública”, por “se tratar de um show inserido em um evento de uma comunidade religiosa”.

Também em nota oficial, Gustavo argumenta que não foi informado de que o espetáculo estaria inserido em uma comunidade religiosa, e que a prefeitura tampouco pediu alterações no texto. Ele acrescenta ainda que quaisquer alterações caracterizariam “censura prévia” e que o ator “não aceitaria” participar do show nestas condições. Gustavo não registrou Boletim de Ocorrência – de acordo com sua assessoria de imprensa, ele e sua equipe deixaram a cidade com medo de maiores retaliações.

Assista ao vídeo do momento:

Você ainda acredita na instituição igreja?

UN GOSPEL W ASSAFAriovaldo Ramos

Há muitas críticas sobre a dimensão institucional da Igreja Evangélica. Você ainda acredita na instituição igreja? Se sim, como salvá-la?

A igreja é criação de Jesus. Em Mt 16.18, Jesus disse que edificaria a sua Igreja. Naquele tempo, Igreja significava um grupo de pessoas em torno de alguém, ou de ideias, ou de ambas.

Jesus falava de um grupo de pessoas que cressem ser ele Deus, que viera em carne e osso, para libertar a humanidade. Disse que trabalharia nessa Igreja, de tal maneira, que esta atacaria as portas da morte, libertando seres humanos que, por ele, seriam ressuscitados no último dia.

Estas pessoas, membros da Igreja, seriam trazidos ao Filho pelo Pai, por meio de uma revelação sobre a natureza divina e libertadora do Filho. Portanto, gente que adoraria ao Filho como Deus.

A Igreja é a consolidação desse grupo de Jesus, pelo Espírito Santo, por seu batismo e habitação, desde o Pentecostes.

O Espírito Santo disse que a Igreja é o corpo do Senhor, por meio do qual Jesus exerce a seu governo sobre todas as coisas. Que a Igreja é a casa de Deus, e o santuário onde Deus é adorado.

Nas palavras de Jesus, a Igreja assume um perfil relacional: onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Jesus, ele estará entre eles; e sacerdotal: se dois concordarem na terra será feito no céu.

Na ação do Espírito Santo, a Igreja assume um perfil operacional: todos os seus membros são cumulados de dons, de capacidades especiais para operar prodígios, assim, há, também, membros dessa comunidade que são destacados pelo Espírito Santo para prestar serviço para a Igreja, sem, com isso, ganhar qualquer posição hierárquica; todos continuariam a se ver e a se tratar, apenas, como irmãos.

Na voz do Cristo, essa Igreja assume uma característica missional, ela tem de levar o conhecimento do Cristo e dos seus ensinos a todos os povos, tem de batizar os que, a exemplo do que aconteceu com os primeiros, forem recebendo a mesma revelação sobre Jesus de Nazaré.

E, nessa missionalidade, a Igreja tem de manifestar a presença do Reino, na história, por meio do serviço aos demais, através de obras boas, que provoquem transformações nas circunstâncias, e dêem direção para a sociedade.

Na perspectiva dos apóstolos, a Igreja passa a necessitar de estrutura mínima, que garanta as condições para que está se organize em função de sua missão. Daí, presbíteros, para que as pessoas, no exercício de seus dons, não percam o foco missiológico, transformando as capacidades que receberam em fim em si mesmas.

Não pode, outrossim, a Igreja se permitir a ser uma confraria fechada, um refúgio. Ela tem de se manter uma comunidade para a humanidade, sonhando com o dia em que toda humanidade seja Igreja. Daí, diáconos que garantam a igualdade entre irmãos e que promovam o senso de comunidade pela partilha e pelo acolhimento.

E como essa comunidade é um contingente geográfico, para além de ser uma comunidade virtual pelo Espírito Santo, ela tem de se reunir, e essas reuniões precisam manter-se relacionadas umas às outras.

Com o passar dos séculos esta estrutura deixou de ser mínima, e de manter a igualdade, passando á privilegiar a hierarquia, e a reconhecer apenas poucos como sacerdotes, embora, o sacerdócio seja universal. E a estrutura acabou por sequestrar a Igreja.

Nossa tarefa, hoje, é fazer que a estrutura volte aos moldes originais, que volte a ser o mínimo necessário para que a Igreja, a comunidade, seja o máximo possível.

fonte: Facebook

Cristãos dos EUA criam grupos para estudar a Bíblia bebendo cerveja

Publicado em O Globo

Com mudanças de turno imprevistas e expedientes de sábado às vezes esticados, a vida de comerciários não permitia a um casal de funcionários do bar Silver Cow (Vaca de Prata, em tradução livre), em Jacksonville, na Flória, frequentar a Igreja no domingo de manhã, com seus amigos e conhecidos. Ela imaginou então reunir um grupo, pequeno que fosse, para beber alguns copos de boas cervejas… e conversar sobre a vida sobre os ensinamentos do livro sagrado mais lido do mundo, a Bíblia.

Fã de barleywines assim como este repórter, a dona do Silver Cow, Kelsey Dellinger, contou, em entrevista por e-mail ao Dois Dedos de Colarinho, que a funcionária sugeriu a realização do grupo de estudos bíblicos no bar. Com a ajuda de um blogueiro local, Brian Little, do Beer Apostle (Apóstolo da cerveja), que convocou via Facebook “gente de todas as origens e todas as fés” a conversar a partir da leitura do Evangelho segundo João. 

Kelsey aproveitou para “praticar a caridade” e ofereceu um descontinho de US$ 1 em cada copo que os fiéis secassem.

— O Silver Cow certamente não é único estabelecimento que tem permitido estudo bíblico e encontros de grupos ligados a igrejas. Bold City Brewery, Intuition Ale Works e Seven Bridges Grille and Brewery, todos têm grupos assim que mantêm encontros regulares — enumerou a dona do bar, que é também blogueira (sob o curioso pseudônimo JaxBrewBitch).

encontro narrado pelo repórter Andrew Pantazzi, do Florida Times Union, começou com a leitura do Gênesis. Para acompanhá-la, nada mais adequado do que uma He’Brew Genesis Ale (sim, essa cerveja existe), da cervejaria nova-iorquina Schmaltz.

O retorno do público religioso à cerveja é uma tendência que vem fortalecendo nos últimos anos. São tantos que, recentemente, o blog Belief, da CNN percebeu. No ano passado, o pastor evangélico John Donnelly, lançou o grupo Beer, Bible and Brotherhood. A Irmandade Adath Israel se reúne mensalmente em um restaurante indiano (viva a globalização) para discutir a Torah (ou Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia).476_555-alt-beer-Bible-Florida-times

Em Abilene, no Texas, o Memories Bar abriga, nos domingos de manhã, a Bar Church da Igreja de Cristo de Southern Hill, onde qualquer pessoa – independente de sua história, realizações, falhas ou questões – possam experimentar amizade, aceitação e a graça que vêm por meio de Jesus”. A Valley Church, de Allendale, Michigan, é a sede do grupo “What Would Jesus Brew?”, em que a cerveja é mais do que uma coadjuvante do processo de discussão. 


Seus integrantes declaram como missão “ajudar as pessoas a se conectarem com as outras e com Deus através da apreciação comum da cerveja“. 

Nós acreditamos que as Escrituras e a tradição pós-Bíblica testemunham que o consumo de álcool é tanto permitido quanto uma provisão divina para nossa satisfação, quando tomada com moderação, responsavelmente“, afirma o grupo, que mantém em sua página sobre “Cerveja e Deus” seções detalhadas abordando as citações bíblicas negativas e positivas sobre o consumo do álcool, bem como sobre a embriaguez, amplamente condenada.

Exemplos, definitivamente, não faltam.

Digo “retorno” do público religioso porque até uma recente onda de moralismo (coisa de dois séculos atrás até agora), muitos religiosos cristãos tiveram ligações estreitas com a produção de bebidas fermentadas. Não é a toa que as cervejas da Europa mais cobiçadas por especialistas são produzidas em monastérios católicos. 

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A Igreja Católica tem até um santo patrono dos cervejeiros, Arnulf de Metz, nascido no fim do século VI e morto na metade do século seguinte. Com sua origem germânica, os protestantes não têm muito do que escapar: até Martinho Lutero se referia favoravelmente à cerveja em suas correspondências pessoais.

Diversos autores, entre eles o jornalista inglês Michael Jackson, relatam que uma das traduções luteranas da Bíblia, nas Bodas de Canaã, dizia que Jesus transformou a água em cerveja. A base disto era uma ambiguidade do termo aramaico usado neste trecho, que significaria “bebida forte”.

O vinho, afinal de contas, era a bebida da elite romana. Muito mais lógico que a cerveja, que foi parte indispensável da vida cotidiana na Suméria e no Egito e cujo traço mais antigo conhecido vem do Iraque, fosse preferida pelo povo hebreu. A referência ao vinho teria aparecido nas traduções para o grego e para o latim.

Nada disso, é claro, altera de qualquer maneira o caráter sublime da narrativa do milagre.

dica do Gerson Caceres Martins

Gnomo com estátua de ‘Jesus com corpo de mulher’ é leiloado na web

publicado no O Globo

A estátua de gnomo que virou sensação na web por ter uma outra estátua – de uma figura que se parece com Jesus, mas com corpo de mulher - dentro dele está sendo leiloado no site eBay.

Heather Andrews, de 27 anos, de Lynnville (Tennessee, EUA), decidiu vender Pete por causa da inesperada e indesejada atenção que a estátua recebeu da mídia e na web. Além disso, muitos estão indo à casa da americana para dizer que a estátua é um sacrilégio e vai lhe trazer azar.

“Está atraindo mais atenção do que eu esperava. Agora recebo várias mensagens dizendo que eu abri as minhas portas para demônios. As pessoas estão vindo vê-lo e não quero pessoas que eu não conheça à minha porta”, disse Heather ao “Huffington Post”.

Reprodução/eBay

A americana descobriu o que havia dentro do gnomo quando tirava a estátua do carro. Ela caiu no chão e revelou que havia algo dentro.

Jesus e os pecadores, a Igreja e as pessoas (i)morais

fariseusEd René Kivitz

Passando por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: “Siga-me”. Levi levantou-se e o seguiu.
Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos e “pecadores” estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam.
Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com “pecadores” e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: “Por que ele come com publicanos e ‘pecadores’? ”
Ouvindo isso, Jesus lhes disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”.
[Marcos 2.14-17]

Fariseus, escribas, publicanos e pecadores. Os fariseus, nome que significa “separados”, eram o mais ortodoxo e rigoroso segmento do judaísmo dos dias de Jesus. Eles se consideravam “o verdadeiro Israel”. Os escribas, também chamados doutores da Lei, eram estudiosos e mestres da Torah, o texto sagrado dos judeus. À época os judeus eram colônia romana e pagavam impostos exorbitantes a Roma. Os publicanos eram os coletores de impostos nas províncias e colônias romanas. Além de serem considerados traidores de Israel, eram repudiados pelos fariseus e mestres da Lei, pois não apenas faziam o serviço sujo para Roma, como também estavam envolvidos em corrupção, cobrando impostos abusivos em benefício próprio.

Jesus estava à mesa com os pecadores e publicanos. O que surpreende, entretanto, não é que Jesus esteja à vontade na companhia de gente mal falada, mas que pessoas de reputação duvidosa e moral escandalosa se sintam perfeitamente à vontade na mesa de Jesus. Há razões para este aparente paradoxo.

Jesus não usava sua autoridade para se distinguir, mas para seduzir. O biógrafo de Jesus, Marcos, parece desenvolver sua narrativa de modo a nos conduzir propositadamente a essa cena. Apresenta Jesus ensinando com uma autoridade jamais vista anteriormente, e contrapondo seu ensino ao modelo dos religiosos escribas e fariseus. Admiradas, as pessoas se perguntavam a respeito de Jesus: o que é isso? Um novo ensino? De onde vem essa autoridade?” (Marcos 1.22,27). Os mestres de Israel formavam uma casta iniciada na Torah, e por isso se julgavam acima do povo simples, com quem falavam assentados “na cadeira de Moisés”. Jesus se misturava entre as gentes, e enquanto falava compartilhava os mistérios do reino de Deus a quem estivesse de coração aberto. Geralmente os pecadores estavam mais prontos a ouvir, pois não se sentiam intimidados nem menosprezados por Jesus. Sim, Jesus revela mistérios espirituais aos simples.

Jesus não usava seu poder para destruir, mas para promover libertação. Os demônios devem temer a Jesus. Os seres humanos, não. Diante de Jesus os espíritos maus davam passos para trás, em tom suplicante para que não fossem destruídos (Marcos 1.23-26). Jesus não ameaça os seres humanos com seu poder espiritual. Não é um feiticeiro gerando medo, adulação indevida e subserviência. Diferentemente dos neofariseus, Jesus coloca os homens em pé, os ensina a andar com suas próprias pernas e os conduz à autonomia responsável e reverente a Deus. Sim, Jesus expulsa demônios e liberta seres humanos.

Jesus não usa sua pureza para segregar, mas para abraçar os excluídos. O leproso que de Jesus se aproxima sabe que pode ser purificado. Na tradição de Israel, o leproso era impuro, e todo aquele que com ele tivesse contato se tornaria igualmente impuro. Mas Jesus, ao tocar o leproso, purifica o leproso. Com o seu toque, em vez de ser maculado pela lepra, transfere sua pureza ao leproso (Marcos 1.40-42). Sim, Jesus abraça os impuros.

Jesus não usava seu crédito para condenar, mas para oferecer perdão. O paralítico que lhe é apresentado tem seus pecados perdoados (Marcos 2.5-7). Os religiosos, partindo do princípio que perdoar pecados é prerrogativa divina, expressam sua contrariedade. Jesus poderia lhes estender a mão: “Muito prazer, Deus em carne e osso”. Sabedor de seu direito e do débito dos homens, Jesus estende a mão como oferta de aproximação, pacificação e reconciliação. O olhar de Jesus não é condenatório. Sua voz não é acusadora. Seu tom não é moralista. Sua mensagem não é de juízo, mas de salvação. Não vem para promover “o dia da vingança de Deus”, mas para anunciar “o ano da graça do Senhor”. Sim, Jesus perdoa pecados.

Jesus não usa sua tradição religiosa para se eximir das dores do mundo, mas para promover a vida. Os religiosos querem saber se é lícito curar no sábado (Marcos 3.1-6). A interpretação de que guardar o sábado implica indiferença ao sofrimento humano é absolutamente rejeitada por Jesus. A Torah é caminho de vida e não pode ser usada para garantir aos religiosos o lugar confortável e asséptico da indiferença ao ser humano que sofre. O sábado foi criado para o homem, e não o homem para o sábado, ensinou Jesus (Marcos 2.17). Sim, Jesus usa sua religião em favor da vida.

Devem ser temidos os homens que se valem de sua autoridade e poder espiritual para intimidar e abusar de gente simples, sua pretensa superioridade moral para segregar os pecadores, sua pseudo virtude para condenar os que não se encaixam em seus padrões de pureza, sua religião para lavar as mãos enquanto o mundo chora.

De fato, não surpreende que publicanos e pecadores se sintam à vontade na companhia de Jesus. A mesa está posta: partilha dos mistérios divinos, ação que promove libertação, abraços de inclusão, oferta de perdão, compaixão, solidariedade e generosidade.

Para quem imagina que Jesus é condescendente com pecados, coração corrupto, e comportamento imoral, é importante sublinhar que chamava todos ao arrependimento. Não legitimava a vida torta. Mas não olhava torto para ninguém. Aliás, olhava sim. Olhava torto para os que acreditavam que não precisavam se arrepender.

fonte: Facebook