10 lições de Jesus para sua empresa

Paulo Lima, no Ideia de Marketing

Minha intenção aqui não é falar sobre religião. Aliás, longe disso.

Já falei aqui sobre o Barcelona e o Santos, sobre o Chaves, sobre Xadrez, e até sobre religião (inclusive, estou no meio de uma série sobre religião e marcas). Mas sabe por quê? Porque eram analogias. As pessoas gostam de analogias, elas entendem melhor as coisas com elas. Meu objetivo é fazer com que no final de cada analogia, você, amigo leitor, consiga observar as coisas de outra forma, encontrar oportunidades nas coisas que vê todos os dias mas não enxerga nada além de coisas e no final, como objetivo central, aprenda de verdade.

Hoje, minha analogia na verdade não é minha. Ela vem dos pensamentos de Dom François Van Thuan, um bispo vietnamita que passou boa parte de sua vida na prisão. E antes de sua morte (2001) em Roma, ele palestrou para alguns homens de negócios e deixou lições para eles, e para outros milhares deles espalhados pelo mundo, fazendo uma analogia com a vida (ou missão se preferir) de Jesus. Portanto, a seguir, apegue-se à história e não à religião propriamente dita.

Compartilho abaixo suas lições com uma pitada de interpretação “de mim mesmo”:

1ª Esteja bem preparado

Por quanto tempo você se preparou para enfrentar determinado desafio? Saiu da faculdade com a convicção que iria conquistar o mundo mas percebeu que a vida real é um pouco diferente? Achou que estava pronto para abrir seu próprio negócio mas não passou por experiências e fatos que o ajudassem construir uma base para um passo tão importante?

Costumamos nos frustar com falhas que poderiam ser evitadas com um bom preparo (e planejamento).

- Para realizar sua missão de três anos, Jesus se preparou por trinta.

2ª Determinação e metas

Mantenha firme a determinação de concretização. Não deixe-se levar por fatores externos, acredite mais em si próprio e menos no desanimo dos outros. Pessoas que irão te desanimar há de monte, posso arrumar 100 delas se quiser.

Fixe metas. Quando fixamos metas certas e decidimos atingi-las, não existirão fronteiras que o farão parar.

- Jesus tinha como meta salvar a humanidade e a realizou em três etapas: chamou um grupo de seguidores (apóstolos); formou-os; tomou a Cruz e foi em direção do Calvário.

3ª Escolha bem os colaboradores

Já falamos isso por aqui diversas vezes: forme bem sua equipe, treine-os, invista neles! Eles serão seu alicerce e força para o crescimento. Uma empresa não é feita de máquinas e engrenagens, e sim, no capital intelectual que a permeia.

- Jesus escolheu bem seus colaboradores, empregou um longo tempo e esforço de treinamento para transmitir e movê-los com sua essência.

4ª Supere obstáculos

Projetos precisam de pessoas que deem a vida  por eles. E isso está diretamente a lição anterior: o que e como você está formando seus aliados?

- São Paulo, ao aceitar o projeto de Jesus, enfrentou prisões, fome, açoites e até mesmo a morte para defendê-lo.

5ª Não deixe-se levar pela corrupção

Muitas empresas ou projetos não conseguem evoluir ou até mesmo sobreviver pois não dão um basta a corrupção. E será que temos que levar a palavra corrupção apenas ao pé da letra, como as lavagens? Será que em algumas empresas familiares, por exemplo, não há uma corrupção em forma de ganância, onde apenas o bem-estar do bolso é visto e os ideias deixados para trás? Eu, particularmente, não acredito em empresas que visam lucro, lucro, lucro… esquecendo assim da responsabilidade que as
organizações tem hoje na sociedade e até mesmo para nosso planeta.

- Jesus foi rápido e firme ao expulsar os mercadores do Templo de Jerusalém.

 

6ª Cultive bons relacionamentos

As pessoas precisam acreditar em você e acreditar que você pode mesmo fazer a diferença, e apenas com muita sinceridade e paixão pelo o que se visa.

- São João Batista é um bom exemplo: valorizava tanto a pessoa e a missão do Messias que não só preparou seus caminhos, como também, com firmeza e desinteresse, afirmou: “Não sou Messias. Ele vem depois de mim e é bem maior que eu.”

7ª Dê atenção especial a infância

Mas que bela dica, não? Em sua analogia, Dom François enfatiza a importância das empresas se importarem com a vida e saúde, os estudos e as necessidades de seus colaboradores. Porém, aproveitando a deixa, peço licença para ir pouco além: precisamos dar mais atenção à criatividade e ingenuidade das crianças. Nelas, está a sensibilidade capaz de mudar o mundo, as pessoas e todo o sistema que hoje nos cerca, e tanto nos aflige.

- Jesus insistiu com os apóstolos: “Deixai vir a mim as criancinhas.”

8ª Tenha disposição para enfrentas as dificuldades

Um dos assuntos mais falados ultimamente, ainda mais mais com o crescimento da internet, foi uma das lições mais interessantes do Bispo. A gestão de crises é nada mais é que a capacidade de enfrentar desafios e preciso estar preparado a elas, pois irão acontecer uma hora ou outra.

- Jesus falou seguidamente de sua Paixão e morte, preparando os discípulos para o momento da grande crise.

9ª Estabeleça prioridades

Principalmente nas tarefas do dia-a-dia, temos uma certa dificuldade em focar e tornarmo-nos vitoriosos na execução de todas elas. Podemos interpretar ainda essa etapa, como tornar prioritário missões e valores antes de qualquer ação (ou decisão) dentro da organização.

- Jesus deixou claro: prioritário é amar o Pai sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo.

10ª Prepare um sucessor

Engana-se quem acha que nunca terá que tirar uma licença, afastar-se. Uma das lições mais importantes (e difíceis) de um bom líder é escolher e preparar seu sucessor.

Hoje ainda, com a alta rotatividade e ansiedade dos colaboradores, é preciso pensar em sucessores para seus líderes, ou seja, preparar novos gerentes e diretores.

- Ao longo de três anos, Jesus preparou doze apóstolos. No final, escolheu Pedro como responsável e líder dos demais. A sábia lição de Jesus fez história: na pessoa dos Papas, Pedro teve sucessores ao longo dos séculos.

 

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Ceia contextualizada

Fernando Maciel, no Ide por Toda Web

Já não é a primeira vez que publico uma passagem bíblica contextualizada (Jesus nunca foi tocado por uma prostituta), e, tal como a outra digo que o nosso escândalo ou espanto em ver a imagem se da por conta do nosso espírito farisaico, simplesmente porque a imagem não difere em nada em seu acontecimento original a não ser culturalmente falando.

Na última ceia de Jesus com seus discípulos estão a mesa todos aqueles que religiosamente falando são excluídos, a começar pelo simples fato de que todos naquela mesa não puderam seguir um rabino, pois, não passaram pelas fases de estudos conhecidas no sistema judaico da época, “Beit Sefer” primeiro, “Beit Talmud” segundo e tão pouco pelo “Beit Midrash” terceiro nível, pois, não eram intelectualmente capazes de prosseguir nos estudos da torah, sendo assim, por exemplo os pescadores na mesa com Jesus tiveram que seguir a profissão da família mesmo por não serem capazes, sem contar os cobradores de impostos que também acompanhavam Jesus na partilha do pão e do vinho, completamente mal visto e mal quistos pelos religiosos da época.

Evidente que Jesus não estava nem um pouco preocupado por seus discípulos serem excluídos pela religião, tão pouco preocupado com o antigo ditado que diz, “diga-me com quem tu andas, que te direi quem tu és”, ate mesmo por esta conduta Jesus já tinha sido também chamado de bêbado e guloso, somente porque comia na casa e participava das festas daqueles que os religiosos nem perto queriam chegar, porém, destes Jesus convivia com intimidade.

Interessante é que na pintura de Da Vinci representando a última ceia de Jesus, a mesa esta cheia de cálices, entretanto, na palestina na época de Jesus não era bem assim, neste tipo de ceia, o vinho era dividido entre todos no mesmo recipiente, o que me faz pensar em tantas coisas, porém, quero dividir apenas um pesamento:

“Será que tal como Jesus, nós estamos preparados para dividir a mesma mesa com os excluídos pela religião, e, não somente se assentar na mesma mesa, mas, dividir do mesmo copo o vinho?”

Pense em todos aqueles que pela religião são condenados e julgados, por seu comportamento, por sua sexualidade, cor, etnia, crença e se a resposta for Não, por que então não estamos preparados?!

Acredito e tenho fé de que um dos grandes ensinamentos deste momento da vida de Jesus é que não importam as nossas diferenças, pois, elas não devem nos separar mas sim em amor nos unir.

Suas instruções naquele dia foi para que quando cearmos, dividirmos a mesa, que assim seja feita em sua memória, por isso, quando penso em Jesus neste momento me vem a mente que naquela mesa ninguém foi excluído, nem aquele que minutos depois iria trai-lo, tão pouco aquele que horas depois iria nega-lo, porém, todos puderam dividir o seu corpo e o seu sangue representados naquela ceia.

E ainda ouso pensar que tal gesto realizado por Jesus, este de dividir o pão e o vinho dizendo“este é o meu corpo e o meu sangue que será entregue por todos vocês”, queira significar que o Senhor prefere ser divido ao meio para que não haja mais divisão entre nós, pois, somos todos irmãos.

Graça e Paz a todos!!!

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Carol Celico descarta rótulo de ‘santa’ em ensaio ousado e diz que não frequenta a Igreja

Publicado originalmente no UOL

Carol Celico ‘limpa o salão’ em foto de ensaio. Ela descarta o rótulo de certinha e diz que tem ‘crises’

Desde que se casou com Kaká e passou a ser conhecida pelo grande público, Caroline Celico ficou conhecida pela devoção à Igreja e a pose de ‘certinha’. Hoje, ela quer mudar essa imagem. A mulher do craque brasileiro posou para um ensaio ousado na revista RG, descartou o rótulo de santa e disse que não frequenta mais rituais religiosos.

Carol e Kaká eram os fieis mais conhecidos da Igreja Renascer e não escondiam a forte ligação com os fundadores. Desde que o casal anunciou seu desligamento da entidade, ela diz que só faz suas orações em casa e lê a Bíblia sozinha.

“Não me considero evangélica porque eu acredito que a única coisa que me liga a Deus é Jesus. Acabei me envolvendo numa doutrina religiosa e quando vi estava amando mais o local físico da igreja do que Deus realmente. Fazia as coisas para agradar aos outros, achando que assim estaria agradando a Deus. Eu não comungo mais dessas ideias”, afirmou à revista.

No entanto, diz que não se arrepende. “Hoje eu faria de outra maneira, mas acredito que todas as coisas acontecem para nos levar para algum lugar melhor. Sou como sou porque passei por alguns episódios traumáticos e outros muito bons. Mas sou curiosa e continuo superaberta a novas ideias”, explica.

Filha da diretora da Dior no Brasil, Rosangela Lyra, e do empresário Celso Celico, Carol se casou com o jogador em 2005. Os jovens logo se mudaram para Milão, onde o meia atuou pelo Milan, e hoje vivem na capital espanhola onde Kaká defende as cores do Real Madrid. Os dois têm dois filhos: Luca, de 3 anos, e Isabella, de um.

Apesar da fama que carrega de ‘mulher perfeita’, Carol diz que nunca quis passar a imagem de santinha. Na revista RG, ela aparece em poses ousadas, com decote e até ‘limpando o salão’ em uma brincadeira com uma camiseta.

“Eu tenho minhas crises! As pessoas acham que tudo é perfeito e falam que eu estou sempre impecavelmente arrumada. Gente, eu não vou postar nas redes sociais uma foto minha feia, mas, sim, quando estou maquiada! Também não vou mostrar imagem minha e do Kaká brigando!”, argumentou.

Apesar de ter nascido em ‘berço de ouro’ e de ter como prioridade a criação dos filhos, Carol não deixa de trabalhar. Já fez cursos de culinária, de moda e lançou um CD gospel, que ela considera ser pop.

O novo projeto está ligado ao empreendedorismo. A ‘senhora Kaká’ vai abrir uma franquia de uma loja espanhola para bebês, em São Paulo. A loja venderá produtos naturais, artigos de higiene para bebês e brinquedos lúdicos, além de incluir aulas de estimulação para crianças de 3 a 8 anos de idade.

“Minha vida está aqui, sou apaixonada pela cidade. Vou ficar indo e vindo. Kaká já está numa idade de projeção de futuro diferente e temos planos de voltar para Brasil”, revelou.

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Didi, um herege?

Felipe Cavalcante Costa, no Mero Cristianismo

Muito se tem dito estes dias sobre o filme estrelado por Renato Aragão, o Didi. Em blogs e perfis em redes sociais, simpatizantes ou seguidores do cristianismo, têm desencadeado uma perseguição religiosa contra o eterno Trapalhão.

Dentre tudo que li até agora, muito me choca a falta de sabedoria das pessoas que agem como massa de manobra com uma facilidade impressionante. O fato é que as informações sobre a película “O Segundo Filho de Deus” são pouquíssimas e mesmo assim, pessoas estão retirando dos celeiros tochas, garfos e porretes.

“Como Jesus veio à Terra e não conseguiu cumprir a sua missão, porque os homens não deixaram, Deus resolve mandar um segundo filho. Aí, sim, Ele cumpre a missão”, teria afirma Aragão (Gospel Prime). Tirando o fato de que a única informação que se tem de confiável seja o da revista Veja, que não menciona em tempo algum a afirmação acima, apenas blogs evangélicos propagam a informação.

Baseado na informação (ou desinformação) que se tem, afirmo realmente, A MISSÃO NÃO ESTÁ COMPLETA! Jesus durante seu ministério terreno deixou claro que havia chegado o reino dos céus e que uma mudança de mentalidade, metanóia, era necessária: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt 4:17). E por seguinte a máxima de que algo ainda não estava concluso: “E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou” (Lc 22:29).

O “pontapé inicial” foi dado pelo Cristo que deixou instruções de como prosseguir com o reino, em particular no Sermão do Monte, somado ao sacrifício salvífico do qual somos agraciados com o perdão. Mas a continuidade do reino é responsabilidade “dos outros filhos de Deus”, eu e você.

No entanto, o que vejo é um grande número “cristãos” se preocupando com o que um humorista diz (?). Por que essa turma não se revolta contra as interpretações bíblica oriundas de interesses nababescos? Com a turma da televisão que está enriquecendo ás custas da ignorância dos famintos? Por que não se revoltar e fazer correntes, propagar imagens e criar abaixo-assinados em busca de mudanças sociais que visem cumprir o reino? Respondo: fazer uma nova inquisição contra o humorista é mais fácil e cômodo. Não precisa ler e aprender da Bíblia para corrigir o que está errado. Basta repostar uma imagem no facebook.

A hipocrisia e inércia da igreja evangélica me cansa. Como cristão e evangélico estou a cada dia mais decepcionado com tanta ignorância. Se a frase for mesmo do Didi, digo que é algo “profético”, pois os homens continuam a não deixar o reino de Deus avançar e assim a missão de Deus ser concluída. Que Deus não nos deixe dormir para sempre.

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