Sarah Sheeva, sobre Kristen Stewart: “Cachorrete, mula, burra, apática”

Kristen Stewart

Publicado originalmente na fan page da Pastora Sarah Sheeva

Tá bom, tá bom… vou teclar só mais uma coisinha antes de dormir:

Sabe essa atriz que fez filme de vampiro onde ela fazia o papel de cachorra e ele de “príncipe”? Essa que namorou o ator por 4 anos e que agora foi pega pelos paparazzi TRAINDO o namorado/ator?

Pois é, a criatura é tão cachorrete que além de trair o cara com um homem CASADO (ou seja, além de ser DESTRUIDORA DE LAR e de família) teve a CARA DE PAU de declarar numa revista que AMA o namorado (o chifrudo, ou seria um ALCE?), OU SEJA, a CACHORRETE pensa que o cara é burro o suficiente pra acreditar que apesar das fotos dela rindo sendo “encoxada” pelo amante-casado, ela “na verdade” ama é ele!! Alhôooou? kkkk! Mêêêo Dêoooos!

Uma das coisas que eu mais gosto nos homens é que eles não são como nós mulheres: eles não tem facilidade em acreditar em PALAVRAS, mas só em ATITUDES.

Mesmo assim a mula, ops, a tal atriz, além de DESTRUIR a própria vida (porque tem furor uterino) ainda expôs o coitado do cara (namorado/ator) ao RIDÍCULO em rede MUNDIAL!

Ô Jeová, me ajuda!

Que menina burra gente!

Bem que ela tinha cara de ser, mas eu não levei fé de que era tanto assim. Agora tenho certeza que é.

Essa aí tem que ir no Culto das Princesas-TURBO-VIGÍLIA pra dar jeito! Tem que ser o próprio JESUS encarnado pra expulsar o “espírito de burrice” que baixou na apática. rs

(só pra vcs rirem um pouco antes de dormirem… rs)

Bjs e Paz!

foto:  Link Atual

dica da Wanessa MnAr

rir ou chorar? de acordo com essa ~teologia~ estribada no éden, tudo é sempre culpa das mulheres, esses seres ~satânicos~ que cismam em tirar os varões (sem trocadilho) do caminho santo.

percebam que o ~pai de família~ que, dizem, mantinha um relacionamento com a atriz há vários meses, ñ recebeu 1 único adjetivo. #chatiado 

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Pare de ensinar a ética de Jesus

Por Peter Rollins
Tradução de Nelson Costa Jr.

Há uma forte tendência entre os freqüentadores de igreja de extrair, e ensinar a estrutura ética encontrada nos Evangelhos. Em algum momento, por exemplo, as pessoas organizam uma comunidade aonde elas tentam viver certos princípios como ajudar alguém em necessidade, dar a outra face para bater, e viver de forma simples.
Há no entanto, um certo número de problemas inter-relacionados com esse tipo de abordagem. Em primeiro lugar, tende a gerar culpa. Em outras palavras, quanto mais seguramos certos princípios, maior é a tendência de nos sentirmos culpados quando falhamos.
Isto nos leva a um segundo problema denominado por repressão. A fim de lidarmos com a culpa, passamos a evitar o confronto direto com nossas falhas. Desta forma, negamos intelectualmente o que estamos fazendo.
Uma das minhas parábolas favoritas, é aquela em que um rei retorna à sua casa um certo dia, e encontra um mendigo na frente de seus portões. Ao ver o pobre homem em trapos, o rei corre para o palácio e convoca um de seus servos, e diz: “Há um mendigo lá na entrada do palácio, retire-o de lá imediatamente! Você não sabe que sou um homem muito bom e compassivo a ponto de não poder olhar par tal sofrimento?”
Esta é lógica banal que brincamos diariamente: “Não me mostre a sujeira que ocorre nas indústrias de lacticínios pois, eu amo tanto os animais que não suporto ver tanta dor”. “Não me diga aonde esta roupa foi feita porque não posso nem imaginar se ela é produto do trabalho escravo”. Aqui, nossas” crenças “são nada mais do que uma forma de incredulidade – são histórias que contamos a nós mesmos, sobre nós mesmos, a fim de evitarmos a verdade. É incredulidade porque é totalmente firmada naquilo que acreditamos, e porque de certa forma mascara o que realmente acreditamos – Este assunto sobre incredulidade, é algo que irei abordar no meu próximo livro “A idolatria de Deus”.
Finalmente, isso nos leva ao sintoma. Em outras palavras, somos capazes de manter a atitude que expressivamente condenamos, sem realmente sermos confrontados diretamente por elas. Só dai percebemos o quanto algumas organizações defendem conscientemente as piores, e mais destrutivas estruturas éticas – o lado sombrio do abuso sexual na Igreja Católica pode ser um dos exemplos.
Esta foi a visão que Paulo teve sobre a lei. Ou seja, quanto mais evitarmos a imoralidade por causa da moralidade, maior será a imoralidade. Quanto mais alto for o “Não”, maior será a tentação de transgredir o “Não”. O resultado é a culpa. A culpa que é gerada através da repressão, e a repressão que, por sua vez, empurra nossas ações destrutivas para o inconsciente, aonde se manifesta em nossas ações clandestinas – i.e. sintomas.
Logo, qual seria a alternativa para tentar manter os princípios éticos? A resposta estaria na criação de um espaço de graça, ao qual nos convida a expor nossas trevas – uma comunidade que não condena nossas ansiedades, ou muito menos nos exige mudança. Em suma, um lugar onde podemos confrontar nossa humanidade ao invés de fugirmos dela.
O segredo está em criar uma atmosfera de graça, amor e aceitação, aonde as pessoas não ficam dizendo às outras o que fazer, mas, aprendem a heresia que ensina embora nem tudo convém, tudo é permitido. Em outras palavras, ainda que haja comportamentos destrutivos, eles podem ser trazidos para luz sem medo ou condenação. Em tal ambiente, ações éticas irão emanar do corpo, como o calor emana da luz. Não será necessário ensinar o zelo obrigatório porque será mais fácil se inclinar ao cuidado.
O desejo de seguir regras éticas possui a tendência de proibir. Isso cria um espiral de culpa, repressão, e negação sintomática. Em contraste, ao colocarmos de lado o estabelecimento de tais preposições éticas, aprenderemos a aceitar o outro e a nós mesmos em graça, e a abrir caminhos para as mesmas preposições que colocamos de lado.

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Que cristianismo de araque é esse o nosso?

Edson Camargo, no Mídia sem Máscara

“Quanto mais você está certo de uma crença, mais ela passa a ser parte de sua alma, e mais você conta com ela como base para sua ação”.

O cristianismo que se torna relevante culturalmente é aquele que é vivido de fato. Na vida individual dos milhões de cristãos de um país, na vida das famílias cristãs, nas comunidades, nas igrejas, até chegar ao grande debate político e cultural, à Academia, até, por fim, tornar-se uma força transformadora onde os rumos de uma nação são decididos. Assim surgiu o mundo ocidental, ainda que com seus muitos conflitos e problemas, e assim surgiu e velha e gloriosa Europa cristã, onde as artes, a música, a grande literatura, e a ciência moderna floresceram. A Europa de Shakespeare e Bach, Dante e Dührer, Leibniz e Kepler. O segredo: a profunda influência da cosmovisão cristã na cultura.

E por que falar disso? Ora, estamos no Brasil, e acabou de sair o Censo 2010 do IBGE, com informações sobre o segundo maior país cristão do mundo. Sim, e um dos mais violentos, constando no ‘Top 20’. O pior nos exames internacionais de educação. Um país alinhado em sua política externa com o Eixo do Mal: Irã, Venezuela, Cuba, etc. Um país com péssima colocação em liberdade econômica, em qualidade de modelo institucional, e despontando nos índices de corrupção. Com um mínimo de vergonha na cara, cabe aos cristãos brasileiros perguntarem a si mesmos: que cristianismo de araque é esse o nosso?

Penso que vale um autoexame com algumas questões. Qual é o real conteúdo da nossa fé? Qual a real força dessa fé? E, por último, mas não menos importante: quão central é na vida dos brasileiros que se dizem cristãos esta fé? A centralidade desta fé diz respeito ao quanto as convicções a ela ligadas são decisivas para dar suporte a outras e para modelar a cosmovisão pessoal, sobretudo nas grandes questões existenciais: a natureza da verdade, o caráter de Deus, a estrutura da realidade imanente e transcendente, o reconhecimento de aspectos fundamentais da condição humana, e então, daí, para os grandes temais sociais e contemporâneos. Com isso em mente, podemos perguntar: “sou cristão, mas até que ponto?”

Perguntar a si mesmo sobre o conteúdo real de sua fé pode levar a pessoa a perceber que, ainda que siga uma denominação cristã, ainda que se sinta alinhado com certas correntes teológicas e filosóficas, no fundo, crê de forma meramente parecida e ainda viva de forma totalmente dissonante com o que profere publicamente. Realmente creio como os grandes sábios, mártires, teólogos e heróis da fé criam? Até que ponto vivo conforme creio? Ou apenas creio conforme vivo? Crer conforme vive talvez seja a descrição mais perfeita do idiota, do filisteu, do homem-massa, do novo bárbaro, e dos portadores do “eu vazio” (ver a obra de Phillip Cushman), essa epidemia dos nossos tempos e, infelizmente, de nossas igrejas.

A força da fé não é menos importante, e parece que é o principal alvo de ataque dos secularistas, sejam eles defensores das modernas ideologias de massa, sejam os pseudo-cristãos adeptos do liberalismo teológico em suas mais diversas vertentes. Até que ponto você crê que milagres são possíveis? O quão à vontade e convicto você se sente para declarar publicamente que você acredita, sim, piamente, que Adão e Eva de fato existiram (como Jesus afirmou), que Ele, Jesus, nasceu de uma virgem e que, de fato, ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus? Como bem observa J. P. Moreland, de quem faço uso da obra O Triângulo do Reino para tratar destes três aspectos da fé: “Quanto mais você está certo de uma crença, mais ela passa a ser parte de sua alma, e mais você conta com ela como base para sua ação”. Daí se vê também a importância do trabalho e da instrução apologética, que tem sido negligenciado nas igrejas (e daí o imenso número de jovens cristãos que largam a fé assim que adentram as Universidades) e corrompido na internet.

A verdade é que é altamente problemático tratar dessas questões num país que vive uma derrocada cultural sem precedentes, pois este caos adentrou as igrejas, muitas vezes adornado de bela roupagem pseudoteológica, ou mesmo travestido de piedade, devoção e consagração. O fato é que não temos mais a antiga visão cristã do que é o conhecimento. Ou, se a temos, não a ensinamos, nem a vivemos. É preciso recuperá-la para logo compreender que o crescimento espiritual e o crescimento intelectual andam juntos, um fortalecendo o outro. Avivando, e gerando talentos. Trazendo renovo para a cultura e restauração às almas.

Sem esse crescimento integral, o segundo maior país cristão do mundo continuará sendo uma vergonha para o cristianismo a cada índice internacional que for divulgado.

Imagem: ‘Adão e Eva’, ou ‘A Queda do Homem’, gravura de Albrecht Dürer, 1504.

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