Arquivo da tag: Jesus

Homem gay enfrenta pastor homofóbico em metrô e é aplaudido

Homossexual é aplaudido por passageiros após enfrentar pastor homofóbico que pregava ódio aos gays em metrô.

gay-metro-nyc

Publicado no Pragmatismo Político

Quem nunca se deparou com pessoas pregando ideais religiosos em pleno transporte público?

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metrô em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado.

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metrô.

Confira abaixo trecho da conversa.

Pastor: “Vocês veem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é uma bicha. Se eu não fosse pastor e visse você, e não sendo da igreja, eu pegaria minha escopeta”

Rapaz: “Não, essa não é a era do ódio. Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista abaixo ao vídeo legendado

Dica do Fabio Pereira

A Bíblia é livro para criança

leitura-a-pares1

Ariovaldo Ramos

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar… Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz… E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura… E disse (Jesus): Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.” Gn 3.15; Is 9.6; Lc 2.12; Mt 18.3

Criança! Está no centro da Bíblia!

No jardim a Trindade nos prometeu a Criança!

O antigo testamento conta com o Deus formou e conduziu um povo que a Criança, nascendo de mulher, pelo poder do Altíssimo, fosse trazida para a história, a fim de abençoar a humanidade.

O novo testamento conta como a Trindade formou e conduz o povo que leva a Criança a toda a humanidade para abençoar a nossa história, fazendo-a terminar em salvação.

E a Criança, que cresceu em graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens, portanto, sem perder a “criancitude”, disse que quem quiser viver sob o reinado dos céus tem de se tornar criança.

Criança é a fase do ser humano onde o Pai é tudo, sabe de tudo, e pode tudo!

Criança confia no Pai, e não tem medo da vida, porque o Pai pode tudo!

Criança usa a sabedoria do Pai, e não tem medo do desconhecido, porque o Pai sabe tudo, de tudo!

Criança usa o discernimento do Pai, e sempre sabe o que é certo e o que é errado, porque o Pai discerne tudo!

Criança desfruta do sustento do Pai, e não tem medo do infortúnio, porque o Pai tem tudo.

Criança ama o Pai com tudo!

Criança obedece o Pai em tudo!

Criança depende do Pai em tudo e para tudo!

Criança descansa no Pai!

Criança, nos braços do Pai, está salva; é segura; se gosta, porque se sente amada; e é feliz!

O Deus Filho se fez criança para que todo o ser humano criança se deixe fazer.

O FIlho se fez criança para nos mostrar o Pai! O Pai que é tudo e, tudo, a nós, em nós, e, para nós, quer, e graças ao Filho, o pode ser.

A Igreja é a parte da humanidade que, por meio do Filho, foi adotada pelo Pai, e habitada pelo Espírito; recuperando, assim, a “criancitude”.

A Igreja é a parte da humanidade que sabe, que ser adulto é ser criança que cresceu em graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens.

A Igreja proclama: O Pai nos mandou o Filho, o Filho nos leva de novo ao Pai e o Espírito nos faz nascer de novo, e faz, de nós, filhos, nos faz crianças de novo, crianças como todo ser humano deveria ser.

A Igreja convida: vem ser criança com a gente!

A Bíblia é o livro, cujo centro é a Criança! A Bíblia é o livro da Criança, para que crianças voltemos a ser… E para sempre. A Bíblia é livro para criança!

fonte: Facebook

Homens bons, religiosos maus

Religião-

Ricardo Gondim

No judaísmo contemporâneo de Jesus, o fariseu representava uma facção austera, conservadora, dogmática. Embora tenham sido execrados como ícones da demagogia religiosa, é preciso todo cuidado para não discriminá-los. Não devemos generalizar, nem quando se trata de uma seita rotulada a priori como falsa. Sim, é verdade, Jesus denunciou que eles estavam fermentados pela hipocrisia. Contudo, torna-se necessário também reconhecer que mesmo em uma instituição religiosa adoecida, joio e trigo convivem juntos.

Hipocrisia, no contexto dos fariseus, significa falsidade, dissimulação, mera representação, incoerência. Um hipócrita religioso, então, seria alguém que prega, mas não vive – um santarrão público, pecador de bastidores.

Existe, todavia, outra possibilidade de entender a hipocrisia, percebendo a incoerência dos fariseus em sentido inverso. Eles se mostravam bons quando se distanciavam dos espaços religiosos, mas se comportavam como gente horrorosa, quando investidos nas funções sacerdotais. O farisaísmo tipificou um clero perverso nos conclaves e dóceis na vida privada.

Jesus lidou com os fariseus em ambientes distintos. Nas refeições, nas conversas em “off”, eram afáveis, curiosos e abertos para o diálogo. Contudo, no instante em que se reuniam para deliberar sobre seus interesses religiosos se transformavam em pessoas temíveis. Jesus nunca evitou encontrar-se com qualquer fariseu fora do templo. E não há registro de ele comparecer a qualquer assembleia oficial da seita.

O sumo sacerdote Caifás não devia ser tão ruim quando brincava com os netos, mas na hora em que assumia as funções de chefe do templo revelava-se um facínora. Caifás foi capaz de conspirar na morte de um homem bom.

Conheço líderes religiosos cordatos e amigáveis, mas só se rodeados de filhos e netos. Desfrutei da intimidade de alguns e testemunho que foram companhias agradabilíssimas, desde que em ambientes não-religiosos. Os mesmos, vestidos em hábitos clericais, assustam. Reencontrei “companheiros” presidindo reuniões plenárias em suas instituições, e tremi. Um título tem força de desfigurar. Paletó e colarinho clerical ajudam na empáfia. Cargos têm força de suscitar pessoas implacáveis, legalistas e maquiavélicas. Um religioso não deve ser bom apenas no particular, ele tem de se mostrar coerente nos corredores eclesiásticos.

A religião pode adoecer porque convive com três forças avassaladoras: poder, dinheiro e fama. O perigo aumenta exponencialmente quando se reivindica o nome de Deus. Facilmente um sacerdote pode se valer da Bíblia para escudar comportamentos nefastos. Quando influenciado por falsa onipotência, o religioso não hesita derrubar quem se coloca no meio do caminho. Consciente de que sua verdade é a revelação divina, elimina quem julgar nocivo. Imbuído de uma cruzada de conquistar o mundo, arrasa possíveis inimigos. Nessa trilha, o líder religioso vai se desfigurando, desfigurando, até encarnar o Iníquo.

Paulo advertiu a Timóteo que os “últimos dias” seriam difíceis (2Tm 3.1); previu sacerdotes vivendo uma “forma de piedade, mas negando-lhe o poder”. Que seriam inescrupulosos a ponto de entrarem “sorrateiramente nas casas para seduzir mulheres incautas”. Donos de um perfil pernicioso se pareceriam com bandidos comuns.

“Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois líderes religiosos serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, antes amigos dos prazeres que amigos de Deus”.

O maior desafio de um líder não é só viver o que prega, mas tornar a sua religiosidade pública parecida como a que vive na vida particular. Para ser verdadeiro, basta que deixe a humanidade particular transbordar para os espaços religiososos. Se os santos engravatados continuarem tão humanos quanto as pessoas que vestem bermuda, está de bom tamanho.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Para além da Comissão de Direitos Humanos

Fazem da boa nova de Jesus um anúncio da condenação alheia, esquecendo que a mensagem de Jesus é a maravilhosa notícia de que Deus não faz acepção de pessoas

faleePSC_640

Caio Marçal, no Novos Diálogos

Para além de da Comissão de Direitos Humanos, há uma série de interesses inconfessáveis nas disputas políticas que corroem por dento a democracia brasileira. Nas entrelinhas, fica patente que o que está em vista é a antecipação do ano eleitoral de 2014. Conchavos e interesses diversos ao bem comum, modelos de representação que revelam o quão longe estamos de ver a causa da Justiça e da Equidade sendo representadas. Nada mais e nada menos denunciam também o jeito como nós conduzimos em amplas esferas da vida brasileira nossas relações sociais.

Para além dos interesses inconfessáveis das disputas políticas, torna-se mais visível certos segmentos evangélicos que traem a contribuição protestante para o processo de laicização do Brasil. Um protestantismo sem reforma, deformado e que parece querer usar a força do Estado para cristianizar o povo na marra. Que usam o evangelho contra os outros e combinam uma proposta de espiritualidade anacrônica, uma santidade que odeia. Fazem da boa nova de Jesus um anúncio da condenação alheia, esquecendo que são igualmente humanos e que a mensagem de Jesus é a maravilhosa notícia de que Deus, em seu amor, não faz acepção de pessoas e que, portanto, todos somos igualmente amados por Deus, independente de nossa condição. Seus líderes, elevados à condição de total infabilidade, parece que esqueceram que o discipulado de Jesus convoca a não agredir, a oferecer a outra face e tocar aqueles que estão à margem.

Para além desse segmento do campo evangélico, há ainda alguns ativistas que ainda desconhecem a herança e legado pacifista deixados pelos grandes defensores dos direitos humanos. Embora com palavras em defesa da igualdade, liberdade e fraternidade em seus discursos, suas posturas às vezes denotam uma agressividade que reproduz o comportamento que dizem achar inaceitável, e que acaba “validando” o discurso que se contrapõe ao deles.

Para além de alguns ativistas raivosos, temos uma mídia que trata o imbróglio como um espetáculo circense, que frequentemente faz análises rasas e pouco isentas. Concentrada na mãos de um poucos poderosos, com raras exceções, parece gostar de alimentar o caldo belicoso que hoje nos envolve a todos. Pior é ver que parte dessa mesma mídia que tentou abrandar as declarações de Feliciano, critica agora Nicolas Maduro por chamar seu opositor de “princesinha” na Venezuela. Maduro não pode fazer declarações homofóbicas, mas Feliciano pode? Há algo de podre no Reino de Terra Brasillis.

Para além da falta de profundidade e isenção da mídia, existe um grupo de cristãos protestantes inquietos que compreende que o mundo evangélico é diverso e não aceita os “Sumos Pontífices dos crentes”, intocáveis que agem como caciques de uma tribo qualquer. Discorda dos encabestramentos e encajadamentos que deixam nódoas na imagem pública da igreja. Não se vê representado nem pelos “evangélicos que odeiam” nem pelos maniqueísmos doentios ou o tom agressivo desnecessário no debate sobre direitos humanos.

Embora perplexos, teimam em propor o caminho do respeito, da tolerância e do entendimento. Sabem que esse país ainda tem uma enorme dívida com os mais pobres e excluídos, e que o papel da igreja não é alimentar projetos de Poder, pois entende que o único projeto deixado pelo Mestre é servir, amar e doar a vida. Reconhecem que é pelo lavar de pés dos outros que o Reino de Deus é revelado. Que os cristãos não podem se mancomunar com os tronos dos Césares, e que se opõem conscientemente às lógicas dos Reinos desse Mundo, que só querem tiranizar e controlar toda Criação.

Esses irmãos e irmãs sabem que a unidade cristã é importante, mas não a qualquer custo e, com uma coragem cheia de fé, proclamam a Paz nesse tempo de conflito e guerra. Mesmos incompreendidos pelos seus próprios irmãos que ou optaram ficar em cima do muro ou do lado cômodo do corporativismo religioso, oram e agem para que o bom senso prevaleça.

Para além de tudo isso, há um Deus nos Céus, esperança nossa. Pai Nosso, que deseja que vivamos como uma Grande Família redimida e reconciliada. Que nos convida para o abraço terno e caloroso, nos quer como filhas e filhos queridos e tem “pensamentos de paz, e não de mal” (Jr 29.11).

Marco Feliciano: “Deus matou John Lennon”


x
“Um tiro em nome do Pai, o outro em nome do Filho e o outro em nome do Espírito Santo.”

Em mensagem antigona, Marco Feliciano desfila sua ~elegância~ e suas frases de (d)efeito. Pra lembrar:

- o “pouco tempo depois” corresponde a cerca de 14 anos (1966 a 1980)

- Mark David Chapman disparou 5 tiros, dos quais 4 acertaram John Lennon

- em 2008, o papa Bento XVI perdoou Lennon pela declaração.

Se o tal “anjo do Juízo” está correndo a terra, é melhor colocar a chapinha de molho.

dica do Sidnei Carvalho de Souza