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CBF teria oferecido R$ 4 milhões para Lusa desistir de ações e jogar Série B

Héverton teria jogado de forma irregular (Foto: Marcos Bezerra / Futurapress)

Héverton teria jogado de forma irregular
(Foto: Marcos Bezerra / Futurapress)

Publicado no Globo Esporte

Um documento supostamente enviado pela CBF à Portuguesa é o novo ingrediente do imbróglio que envolve o Campeonato Brasileiro do ano passado. Segundo informações veiculadas no programa “Sportscenter”, da ESPN Brasil, a entidade teria oferecido um empréstimo de R$ 4 milhões ao clube para que ele desista de qualquer tentativa de alterar a decisão do STJD, que tirou quatro pontos pela escalação irregular do meia Héverton, e dispute a Série B.

Em uma das cláusulas do documento, a CBF determina dez datas para que a Lusa pague esse empréstimo somente no ano de 2015, em parcelas iguais de R$ 400 mil. Ou seja, sem juros. A entidade também trata o dinheiro como um adiantamento.

Ainda segundo a emissora, que exibiu o documento, a diretoria da Portuguesa não estaria disposta a aceitar a oferta. Em rápido contato com a reportagem do GloboEsporte.com, o presidente Ilídio Lico não quis comentar o assunto:

- Não confirmo e nem desminto, me desculpe.

Lico disse ainda que iria esperar uma posição do departamento jurídico. O diretor dessa área não atendeu às ligações da reportagem.

Dois dos tópicos do documento mostrado pela ESPN apontam:

- A Portuguesa renuncia de forma irrevogável e irretratável seu direito a questionar junto ao Poder Judiciário ou ao Tribunal Arbitral do Esporte (Suíça), obedecendo o que dispõe o § 2 do artigo 52 da Lei 9.615/98 (nota da Redação: Lei Pelé*), da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD.

- A Portuguesa renuncia de forma irrevogável e irretratável ao direito de disputar o Campeonato Brasileiro da Série A de 2014, como qualquer decisão do Poder Judiciário ou qualquer outro Tribunal venha a lhe conceder esse direito por decisão de qualquer natureza, inclusive liminar, antecipação de tutela ou por decisão tramitada em julgado.

Entenda o caso

No fim do ano passado, o STJD tirou quatro pontos da Portuguesa e do Flamengo por terem escalado Héverton e André Santos em condições irregulares, contra Grêmio e Cruzeiro, respectivamente. Esse cenário salvou o Fluminense, que havia caído para a Série B, e rebaixou o clube paulista. Uma série de liminares em ações impetradas por torcedores tem alterado a classificação do campeonato e incomodado a CBF.

* Obs: o trecho da Lei Pelé a que se refere o texto do documento diz que “o recurso ao Poder Judiciário não prejudicará os efeitos desportivos validamente produzidos em consequência da decisão proferida pelos Tribunais de Justiça Desportiva”.

Conheçam o “Bocejo”: o indicador do “mimimi” nos comentários em blogs

Publicado por Leonardo Sakamoto

Tenho dormido muito pouco ultimamente. Umas três horas por noite. Em parte, culpa minha, pois trabalho demais. Mas gosto de jogar parte da responsabilidade em um sabiá-laranjeira que, lá pelas 3h30, se põe a cantar loucamente na minha janela como se não houvesse amanhã. Canalha.

Como gosto de viver perigosamente, às vezes aproveito o silêncio da madrugada para dar uma espiada na área de comentários do meu blog. Vou de botina, porque – não raro – aquilo está uma lama.

Descobri, nessas andanças da madrugada por esse mundo selvagem, que algumas coisas me dão tanta preguiça que – veja só – me ajudam a pegar no sono. “Ah, que falta de respeito, com seus leitores! Só porque você não tem argumentos para contrapor a realidade irrefutável de que os médico cubanos são uma ameaça…” Viu! Não dá sono?

Criei um indicador: o “Bocejo”, que vai de um (menos sonolência) para três (mais sonolência). Não tem a ver com a gravidade da besteira proferida mas com o nível de sono que isso causa, levando em conta fatores como a repetição do argumento (sic), sua virulência, enfim. Para falar a verdade, não obedece a critério científico nenhum. Eu sei que não devia fazer cyberbullying em que faz cyberbullying, mas foi mais forte do que eu.

Usei exemplos tirados dos comentários e já comentados aqui.

(Para uma experiência mais próxima do real, sugiro a leitura sob a trilha de um sabiá-laranjeira.)

“Tá com dó? Leva para casa.”
Vem sempre seguido de algum preconceito contra crianças pobres, população em situação de rua, usuário de psicoativos, enfim.
Avaliação: 

“Para que libertar escravos se eles vão gastar o dinheiro que ganham com cachaça, muitos deles até cometer crimes”.
Liberdade, desde que vigiada.
Avaliação : 

 “Jogue o seu diploma no lixo.”
“Você é um mala.”
“Volta para o Japão!”
“Como os seus amigos te agüentam?”
“Cara, você tem cara de pirralho.”
“Dou como 95 por cento de chances que o seu problema é falta de mulher!”

No começo era divertido, mas o povo vai repetindo ataques pessoais. Tá chato. Fala criatividade na direita brasileira!
Avaliação: 

“Você não entende os desígnios de Deus e não dá a mínima para a vida.”
Realmente, não entendo. E tenho que confessar que missa me dá sono.
Avaliação: 

“Os negros continuam nessa situação hoje porque não quiseram trabalhar pesado ao serem libertados.”
É isso mesmo! Esses indolentes!
Avaliação: 


“Deus criou o homem para governar e a mulher para estar ao seu lado.”
“O marido tem direito a bater em sua mulher.”
“Lei Maria da Penha não deveria existir porque em briga de marido e mulher não se deve meter a colher.”

A maior parte dos comentários machistas são anônimos. Por que será?
Avaliação: 

“Esses sem-terra são um bando de vagabundos. Apanhar é pouco, deveriam matar mais alguns para que parem de atacar a propriedade alheia.”
É aquilo que falei nesta semana. Somos cães de guarda da injustiça social.
Avaliação: .

 “Trabalhei quando criança e isso formou meu caráter. Criança tem que trabalhar para não ficar fazendo arruaça na rua.”
“O trabalho liberta”, já dizia um portão por aí…
Avaliação: 

“Queria ver você ter um filho homossexual.”
Pode ser. Mas só vou ter tempo depois da Copa.
Avaliação: 

“Se você critica tanto São Paulo, seu fdp, porque não se muda daqui? Tenho orgulho de ser bandeirante, sou a locomotiva que puxa este país!”
“Em Bandeira ou Monção,/Doma os índios bravios,/Rompe a selva, abre minas, vara rios!” São Paulo tem hino, sabia?
Avaliação: 

 “Bandido bom é bandido morto”
Diga-me com quem andas que te direi quem és. Matar é a solução, porque pau que nasce torto não tem jeito, morre torto. E, na periferia, filho de peixe, peixinho é. Revidar é nosso direito, pois quem com ferro fere com ferro será ferido. Ou eles ou nós, pois o pior cego é aquele que não quer ver!
Avaliação: 

 “Você pensa assim porque um destes pulhas malditos ainda não estupraram sua mãe. Seja mais corajoso, pára de ficar escrevendo só o politicamente correto”
Brasil, o país da vitória da experiência individual sobre a necessidade coletiva, da emoção do momento sobre a racionalização necessária para que não nos devoremos a cada instante.
Avaliação: 

“Por que o país não acaba com essa merda de direitos humanos?”
Por que você não vai estudar? Quer uns livros?
Avaliação: 

“Pelas leis de Deus, há direitos dentro da relação e ninguém pode se intrometer nisso. Você não sabe o que levou o homem a determinado ato, então não se intrometa.”
Se você não é casado, faça-nos um favor, não case.
Avaliação: 

“Vi dois caras se beijando na rua e tive que me segurar para não partir para cima. Tenho nojo.”
Já saiu uma cura para homofobia, sabia?
Avaliação: 

“Há sim uma imposição gayzista no mundo. Se existe homens que querem largar o homossexualismo, o governo Dilma não deixa, agora, se um heterossexual quiser assumir ser gay, para os gayzistas, isso é um ‘direito humano’. Ou seja, é uma verdadeira hipocrisia esse movimento gay!”
Hannah Arendt remexe-se no túmulo.
Avaliação: 

“A natureza criou o homem com pênis e a mulher com vagina para se unirem e procriarem. Ninguém nasce pelo ânus para dizer que ânus é sexo.”
Descobriu isso sozinho ou leu num livro?
Avaliação: 

Sakamoto, o nível do teu ataque à família é tão baixo, mas tão baixo, mas tão baixo que coloca em dúvida o seu “doutoramento”. A questão não é julgar algo que não se escolhe, mas o problema é a campanha desmesurada pró-gay, como se isso fosse a salvação do mundo.
 Ataca-se tudo e a todos os que não são a favor da cultura gay. E isso é quê? Ditadura, talvez? Você é um monstro, que hoje se refestela na tua “criação”. Vai ter o dia que você vai se arrepender amargamente disso tudo. Fique com Deus.
Zzzzzzzzzz…

Silicone nos seios explode após chinesa jogar 4 horas no celular

Mulher ficou deitada de bruços até que próteses estouraram. Médicos afirmam que nunca atenderam caso parecido.

Próteses de chinesa teriam explodido após a mulher passar 4 horas deitada jogando no celular (Foto ilustrativa. Divulgação/ Lifesil)

Próteses de chinesa teriam explodido após a mulher
passar 4 horas deitada jogando no celular
(Foto ilustrativa. Divulgação/ Lifesil)

publicado no G1

Em Pequim, na China, uma mulher precisou ser levada às pressas ao hospital e ficar internada depois que seus implantes de silicone nos seios explodiram, depois que a chinesa passou mais de quatro horas deitada jogando em seu smartphone.

De acordo com a agência de notícias “Xinhua News”, a mulher, identificada como “Xiao Ai”, havia feito a cirurgia de aumento dos seios há cinco anos, e estava em casa de bruços jogando seu iPhone. A mulher teria sentido muita dor após cerca de quatro horas, e foi levada ao hospital, onde descobriu que os implantes haviam rompido.

Os médicos disseram que o acidente ocorreu devido à grande quantidade de pressão exercida nas bolsas de silicone, mas que a mulher não corre risco de morrer. A equipe médica disse ainda que nunca havia atendido um caso parecido, e que desconfia da qualidade dos implantes.

Paciente com leucemia se casa em hospital: ‘Realização de um sonho’

Cerimônia foi realizada na Santa Casa de Misericórdia, em Goiânia.
Funcionários e voluntários fizeram campanha parar realizar a festa.

Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)

Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)

Gabriela Lima, no G1

Uma celebração mudou a rotina da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia neste domingo (9). O hospital realizou o casamento da paciente Valmina Nascimento, de 43 anos, com o mecânico Wesley José Pereira, 40 anos. Funcionários e voluntários fizeram uma campanha para conseguir realizar a festa, que emocionou os demais internos.

“É a realização de um sonho”, disse Valmina ao G1, após oficializar a união de 17 anos com o companheiro, com quem tem três filhos. Valmina está internada no hospital desde o dia 19 de março, quando recebeu o diagnóstico de leucemia. Ela ficou durante um mês na UTI, mas reagiu bem ao tratamento e agora está em um quarto do 2º andar da unidade, onde foi celebrado o casamento.

Valmina falou pouco e ficou a maior parte do tempo sentada. Por causa do tratamento, a cerimônia precisou ser rápida para os padrões de um casamento, cerca de meia hora. Mas teve tudo que um casamento tem direito: padrinhos, florista, porta-aliança e um casal de noivos emocionados.

Paciente passou maior parte da cerimônia sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)

Paciente passou maior parte da cerimônia
sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)

Filho mais novo do casal, Douglas Pereira, de 7 anos, participou da cerimônia e levou uma Bíblia ao altar. Os dois filhos mais velhos não estiveram presentes. A celebração contou com parentes e amigos. Funcionários e pacientes do hospital se agrupavam nas laterais e nos corredores para presenciar o momento.

Mesmo cansada, a noiva fez questão de jogar o buquê, que acabou caindo nas mãos da enfermeira Lílian Jerônimo, de 25 anos. “Todo casamento que eu vou eu pego o buquê. Mas esse é diferente”, comemorou Lílian.

A ideia de organizar a cerimônia surgiu do serviço de psicologia da Santa Casa. “O psicólogo perguntou o que a gente mais tinha vontade de fazer e a gente falou que era casar”, relata Wesley. Muito emocionado, o noivo disse ter se surpreendido com a mobilização do hospital: “É um carinho muito grande que eles estão demonstrando por ela”.

“A realização de um sonho traz emoções positivas e pode ser terapêutica, contribuir para o tratamento”, explica Cristiane Dias, uma das psicólogas da equipe.

Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)

Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)

Voluntários
Há uma semana, os preparativos da festa ganhou um reforço de peso: o Grupo Alegria, composto de jovens que fazem trabalhos voluntários em hospitais.

“Todo domingo a gente vem para a Santa Casa. Na semana passada, ficamos sabendo do casamento e decidimos participar”, disse ao G1 a consultora de vendas Ramila Guedes, 21 anos. A voluntária fez a maquiagem da noiva.

Outra integrante do grupo, Alana Soares Sousa, 22 anos, foi a porta-alianças. Ela contou que o grupo fez uma campanha no Facebook e conseguiu, em menos de uma semana, arreacadar presentes como roupas de cama e peças para a cozinha do casal. As voluntários entregaram os presentes aos noivos no fim do casamento.

O Grupo Alegria também providenciou peruca, luvas e buquê. Valmina ganhou duas tiaras, uma de flores e outra de strass. Na hora de escolher uma delas, não teve dúvidas. “Quero ir de princesa”, disse a noiva, decidida. O vestido ficou por conta da equipe médica.

Todos os preparativos foram acompanhados de perto pela sogra de Valmina, a costureira Glória José Pereira, 57 anos. Ela conta que o filho e a nora se prepararam para casar várias vezes durante os 17 anos de união, mas nunca havia dado certo. Na hora do “sim”, ela não conteve as lágrimas: “Estou sentindo uma emoção que nunca senti na minha vida”.

Como Wesley é evangélico, um pastor fez a celebração. “Para mim foi algo surpreendente. Considero providência de Deus proporcionar um momento tão especial. É motivo de muita alegria fazer parte dessa festa. É algo que ficará marcado na minha vida e mostra que, de tudo, o que fica é o amor”, disse ao G1 o pastor Braz Modesto de Araújo Jr.

Valmina continuará na Santa Casa de Misericórdia. Segundo o coordenador do serviço de psicologia do hospital, Roberto Ribeiro de Moura, apesar de estar respondendo bem à quimioterapia, a paciente apresentou uma infecção pulmonar e ficará internada até a melhora do quadro.

Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)

Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)

Fábulas (1)

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Publicado por Tuco Egg

1. Uma lenda de carne e osso
O que me choca no pensamento ateu não é que Deus não exista, mas que não seja possível acreditar em fábulas. O raciocínio ateu arremessa toda fantasia, toda história de fadas, todo conto fantástico no limbo da bobagem. Nenhuma fábula aconteceu de fato nem jamais acontecerá, é o veredito final decorrente do ateísmo (ou mesmo das formas mais radicais de liberalismo teológico).

Nossa história resume-se, desde sempre e para sempre, em matemática, química e física. Os milênios de histórias, de lendas, de horror e assombro diante do imponderável sempre à espreita, pronto a materializar-se, são desprezados como criancice  ainda que respeitosamente, ainda que com carinho e nostalgia.

Talvez seja necessário frisar que não estou aqui em uma cruzada para me opor ao ateu, muito menos para converte-lo. Entre as muitas formas de fé que desenvolvemos, a do ateu está certamente entre as mais respeitáveis. É evidente que devemos deixar de fora os ateus militantes e proselitistas, que chegam a ser tão desagradáveis quanto os religiosos carolas.

O que quero dizer e não me canso de imaginar, é que cada lenda que surgiu na história foi absolutamente possível e até provável na mente e no coração daquele que a criou. Desejável, com certeza. Que no nascedouro de cada mito houve sempre a ideia subversiva e esperançosa de que ele um dia se realizasse. E não me canso de lastimar o eco que a ausência dessa esperança, decorrente de uma convicção naturalista irrevogável, pode fazer soar na vastidão desabitada de um coração humano.

O que faz do cristianismo um pensamento no mínimo interessantíssimo, é justamente a ousadia que o faz encher o peito e jogar na cara da humanidade, com uma convicção arrebatadora, que enfim, de fato, uma lenda vestiu-se de carne e osso. E não uma lenda qualquer, mas a matriz de todas elas. A redenção final materializou-se nas dimensões do espaço-tempo.

Uma fábula soprada de boca em boca, de geração em geração, em rodas de fogueira nos fins de tarde, sob a luz da lua e o assobio das aves noturnas, em cada um dos cantos mais remotos do planeta, por séculos e séculos, das mais variadas formas, tornou-se real. O mito rasgou a sensatez ao meio e cravou-se nas nossas páginas de matemática, física e química, manchando-as para sempre com magia, milagre e esperança.

Sei que nesse momento alguém pode levantar-se no meio de meus estranhos argumentos e afirmar que, se for assim, se for preciso que algo se materialize, seria melhor crer em duendes e fadas de uma vez, do que apegar-se as histórias do Novo Testamento. Que entre um e outro, não haveria diferença alguma. Pois bem, meu amigo. Vá em frente. Já é um bom começo.

[ continua ]