Série fotográfica mostra que o nosso lixo vai parar dentro dos animais

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Valerie Scavone, no Hypeness

Esta série fotográfica é de cortar o coração. Trabalhado por Chris Jordan, o Midway é uma exposição assustadora do resultado da inconsciência do ser humano quanto à má educação em jogar o lixo por aí e também o consumo desenfreado.

No atol de Midway, no vasto Oceano Pacífico, um conjunto de ilhas com mais de dois mil quilômetros do continente mais próximo, Chris Jordan retrata a morte de milhares de albatrozes que foram alimentados por seus pais que confundiram o lixo flutuante com comida.  Uma tragédia ambiental espantosa!

Para mim, ajoelhado sobre as carcaças dos albatrozes, é como olhar para um espelho macabro. Estas aves refletem um resultado espantoso do transe coletivo do nosso consumismo e do crescimento industrial descontrolado.“, diz Chris Jordan.

O fotógrafo tem visitado este lugar com uma equipe e iniciou o projeto de um filme intitulado A Jornada Midway. Este, tem como objetivo fazer o telespectador sentir as justaposições de uma beleza deslumbrante e o nascimento da morte de milhares de albatrozes. Uma visita guiada às profundezas dos nossos espíritos que entrega uma mensagem profunda de reverência a amor que já está atingindo pessoas de todo o mundo.

O albatroz está entre as maiores aves do mundo e voam grandes distâncias com pouco esforço. Vale aqui uma reflexão sobre sua educação em relação ao seu lixo produzido e, também, sobre seu consumo.

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Mais uma vez, mais uma chance

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Publicado no site do Rosa de Saron

Aurora é a nova música do Rosa de Saron. Mesmo que tenha acabado de ser lançada, é uma música que já tem MUITA, mas muita história.

Aurora, apesar de inédita até aqui, já foi ouvida anteriormente por vários padres, bispos e membros do Comitê Organizador da JMJ Rio 2013. Isso porque ela foi composta inicialmente para participar do concurso que escolheria o hino oficial da JMJ. Foi inscrita, participou e como já se sabe, ela não foi a escolhida.

Após isso, a banda decidiu que a música não seria engavetada e que serviria então como uma homenagem, um presente, do Rosa de Saron para a Jornada e para todos que dela irão participar.

Surgiu em seguida a ideia de chamar mais alguém para participar da gravação, dividi-la com alguém. A escolha obedeceria a apenas dois critérios: Pessoas que fossem grandes amigos da banda e que cantassem muitíssimo bem, os nomes surgiram naturalmente: Jonny Voice, católico e Renato Vianna, evangélico, unindo ousadamente pessoas de igrejas diferentes cantando “Aleluia” para o mesmo e único Deus.

Gravação concluída, a banda resolve transformar essa música em vídeo clip e, mais uma vez, assim foi feito.

Já era reta final, momentos que antecediam a finalização do clip quando, por um descuido, a primeira versão, ainda bem crua, caiu na net e se esparramou através das redes sociais.

Esse imprevisto então acabou por levar a banda e a produtora a finalizar o clip antecipadamente, adiantando em alguns dias o lançamento oficial do vídeo.

Enfim, Aurora não é uma música qualquer, sendo assim, não poderia também ter uma trajetória qualquer.

Toda essa história leva a todos os envolvidos com essa canção, seja banda, produtora, estúdio, equipe, etc., a acreditar que ela tem uma missão muito especial a cumprir no coração das pessoas. Esse é o mais sincero desejo de todos.

Que assim seja, ou, como nós cristãos costumamos dizer: Amém!

Senhoras e Senhores Rosarianos, é com muita alegria que vos apresentamos: AURORA.

ps1: Renato Vianna foi o vencedor da ação online promovida pela Nextel “No Embalo da Rede” com Maria Gadú.

ps2: confira a ficha técnica aqui.

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Lixo Extraordinário, por Vik Muniz

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Gabriel Wickbold, no Livo

Vou recomendar um documentário que assisti esses dias e reforçou muito a minha forma de pensar a arte, que além de encantar tem o poder de provocar e transformar. Estou falando do documentário Lixo Extraordinário, do artista plástico Vik Muniz.

Ele registra a jornada do artista no maior aterro sanitário da América Latina. Mas o principal ponto foi como transformei minha forma de ver o lixo e como compreendi um universo que até então era invisível.

O documentário nos mostra o lado humano dos personagens fotografados e como essa pessoalidade agrega valor à obra.

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‘Forbes’: confira 10 promessas que profissionais bem sucedidos fazem

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Publicado originalmente no Terra

Além das tradicionais promessas de Ano-Novo, como emagrecer, se exercitar e se estressar menos, profissionais e empreendedores podem tomar resoluções para seus negócios. O site da Forbes elaborou uma lista com 10 atitudes para 2013, que se inicia hoje, a partir de promessas – que são mantidas – encontradas nas pessoas bem sucedidas. Confira:

1 – Prometer gastar mais tempo em coisas que você não quer fazer
Criar uma lista das coisas que você não vai fazer permite que se invista mais nas poucas coisas que são mais importantes. Assim, se busca uma maior compensação para o que realmente importa e evita-se o que importa menos.

2 – Prometer fazer o essencial primeiro
Ao invés se distrair logo após se levantar – neste caso a revista cita o hábito dos americanos de checar os e-mails como primeira atividade do dia -, o objetivo é se focar na tarefa mais importante do dia, quando a mente está renovada.

3 – Prometer pensar no “quem” ao invés de “no que”
Segundo a revista, empresas de sucesso correm o risco de focar demais em seus produtos e distribuidores – nas coisas – perdendo a visão das necessidades dos consumidores – que mudam constantemente. A inovação, diz a revista, começa com os consumidores.

4 – Prometer encontrar seu objetivo
Começar uma carreira, uma empresa ou qualquer tipo de jornada requer que a pessoa esteja firmemente embasada em um propósito, que é fundamental para o sucesso ou a felicidade. “Se você não sabe qual o propósito da sua empresa ou o seu próprio, achar um é a resolução que mais vale a pena”, diz a Forbes.

5- Prometer apoiar uma causa
Apoiar causas como alimentar pessoas que passam fome, salvar florestas, apoiar quem luta contra o câncer, por exemplo, são situações que deixam as pessoas felizes em poder auxiliar.

6 – Prometer criar mais escolhas
Quanto mais escolhas uma pessoa tem, menos presa ela se sente e, consequentemente, mais feliz fica. Toda vez que se sentir triste, a ideia é fazer um brainstorming focando em possibilidades.

7 – Prometer achar um parceiro
Walt Disney e Roy Disney; Steve Jobs e Steve Wozniak; Orville Wright e Wilbur Wright. Quando há inovação, há um sonhador e um executor, diz a revista. A ideia é achar um parceiro para ajudá-lo a colocar em execução determinada inovação profissional ou empreendedora.

8 – Prometer sair da jaula
O lado triste e irônico de ser um expert no que se faz é que, ao chegar a este ponto, a pessoa tem dificuldade de ver outras possibilidades. Ao invés de confiar apenas na sua experiência, o ideal é achar outros experts que queiram resolver desafios similares aos seus. A ideia é perguntar a eles o que falta a você.

9 – Prometer ser criativo
Fazer três perguntas o ajudarão a manter-se longe do papel de vítima e ajudam na criatividade: Qual é o resultado que você quer? O que está em seu caminho? Como você superar esses obstáculos?

10 – Prometer planejar as férias (agora)
Planeje suas férias com um ano de antecedência. Ter algo para aguardar e para se lembrar é “precioso”, diz a publicação.

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Carta ao amigo que se suicidou

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Ricardo Gondim

Por que morreste?

Quisera dar-te, amigo, as coragens que me fizeram um menino ousado na conquista da primeira namorada. Dar-te-ia também os medos que frearam a ensandecida ladeira por onde eu podia despencar na irresponsabilidade juvenil. Se pudesse, cortaria um pedaço do coração, transplantaria para teu peito a felicidade do beijo que desvirginou os meus lábios. Eu te diria que o amor resiste ao tempo e que as boas memórias que carregamos transformam qualquer tristeza em alegria. Eu te diria que tua vida ainda seria brindada por coragens e medos, alegrias e tristezas.

Quisera poder te chamar para pedalar ao meu lado até a mangueira grande e discreta, onde, solitário, confidenciei em solilóquios intermináveis alguns sonhos impossíveis. Lá veríamos juntos que, se todos os sonhos não se cumprem, persegui-los dá algum sentido à nossa vida banal.

Quisera dar-te, amigo, todos os questionamentos e descobertas que fiz sobre o mistério de Deus. Eu te convidaria a assistir ao meu primeiro rasgo de conversão. Tu serias testemunha de como, hesitante, desejei a verdade – a mesma verdade que insiste em distanciar-se de mim sempre que imagino tê-la em meus braços.

Quisera fazer-te parceiro de minha Primeira Comunhão católica em Londrina. Depois eu te chamaria para presenciar a noite de minha Profissão de Fé presbiteriana. Tu me acompanharias à vigília de oração onde recebi o Batismo no Espírito Santo pentecostal. Daí eu gostaria de conversar contigo sobre minhas recentes aberturas para uma espiritualidade existencial, comprometida com o aqui e agora.

Quisera poder falar contigo sobre a jornada em direção ao Divino, nem sempre ascendente, mas repleta de altos e baixos. Repartiríamos assim entusiasmos e tristezas. Trançaríamos nossa amizade espiritual parecida com a corda de muitos fios.

Quisera dar-te, amigo, os instantes magros em que contabilizei fracassos, derrotas, perdas – instantes que forjaram em mim o dever de perseverar. Na derrota aprendi que muitos de meus ideais não nasciam da esperança. Eu estava engolido por um quixotismo bobo. Achava que alcançaria qualquer projeto faraônico. Aprender a caminhar pelos vales, cabisbaixo e sem arrogância, nunca é fracasso.

Quando me achava onipotente fui simplório. Ingênuo, tapei buracos enormes para não ter que lidar com a des-ilusão. Mal sabia que é melhor a dura realidade do que viver escondido sob a mentira da ilusão. Para preservar instituições falidas, relevei decepções. Eu havia me convencido de que horrores éticos, que me afrontavam, não passavam de mal-entendidos. Saí da alucinação de minha prepotência para salvar a alma. Presentear-te com os meus desapontamentos seria um jeito de te pedir: não desista; não vire o tablado do jogo. A vida é assim mesmo, dura. Nem todas pessoas são confiáveis – inclusive nós mesmos. Mas vale a pena continuar. Está escrito: “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.

Quisera dar-te, amigo, meu ouvido discreto, meu olhar atento, meu abraço silencioso. Partiste sem me dar a chance de te acolher. Eu faria tudo para te salvar da loucura de sair da vida antes do tempo. Para evitar a tua tragédia, fico com o ímpeto, se possível, de me colocar na trajetória da bala, na frente do trem, no olho do furacão, no meio do terremoto. Para te poupar, estaria disposto a ser antídoto, escudo, parapeito, boia, escada, paraquedas. Para te ajudar, faria qualquer coisa: massagem cardíaca, respiração boca a boca, transfusão de sangue.

Por que não me consideraste teu psicanalista, confessor, saco de pancada? Eu não te condenaria. Não te cobraria. Não te rejeitaria. Só pediria: não jogue a toalha.

Amigo, saber que segaste a vida por conta própria foi um duro golpe. Acordei desolado. O mundo ficou árido. Agora vejo que não te conhecia bem.

Carregarei a sensação de que poderia ter sido um amigo mais achegado que irmão. Não fui. Todos perdemos. Mas ao contrário de ti, não desistirei. Sei que ainda posso ser amigo de outro.

(Faz pouco tempo. Ainda dói)

 Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

imagem: Internet

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