Karen Armstrong: “Não espere muito do papa Francisco”

A mais importante historiadora das religiões diz que o novo pontífice não será capaz de reformar a Igreja Católica

TRANSCENDENTE Karen Armstrong, em São Paulo. Para ela, Deus responde à necessidade humana de alcançar o inexplicável (Foto: Alexandre Severo/ÉPOCA)
TRANSCENDENTE
Karen Armstrong, em São Paulo. Para ela, Deus responde à
necessidade humana de alcançar o inexplicável
(Foto: Alexandre Severo/ÉPOCA)

Luís Antônio Giron, na Época

A britânica Karen Armstrong, de 68 anos, tornou-se freira em 1962, num gesto de revolta contra o materialismo de sua família. Seus ideais religiosos se desfizeram nos sete anos em que esteve no convento. Quando desfez os votos, depois de se formar em letras na Universidade Oxford, já não acreditava em Deus. Passou a estudar as religiões para tentar recuperar a fé. Tornou-se a mais eminente historiadora das religiões da atualidade. Escreveu duas dezenas de livros sobre o tema. Foi pela ciência que ela diz ter reencontrado Deus. Há duas semanas, ela participou da série de debates Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre e São Paulo. Falou com ÉPOCA sobre intolerância religiosa, fundamentalismo e ateísmo. Para ela, Deus não existe se não é praticado.

ÉPOCA – O papa Francisco promoverá mudanças importantes na Igreja Católica?
Karen Armstrong –
A chegada de um papa latino-americano está dando um ar novo ao Vaticano, um local que precisa se livrar da poeira. O cardeal Jorge Mario Bergoglio conviveu com a pobreza na Argentina. A escolha do nome Francisco comprova seu compromisso com um voto de pobreza. Gostei de vê-lo se hospedar num hotel modesto de Roma. Foi um gesto natural e bonito. Mas ele continua a ser conservador, escolhido pelo mais retrógrado dos papas, João Paulo II. Não espere muito do papa Francisco. Não só porque é difícil romper com a rigidez e a decadência do Vaticano, mas também porque seu perfil é austero. Ele não realizará as reformas radicais de que a Igreja Católica precisa.

ÉPOCA – Uma reforma poderia abrir a Igreja à maior participação das mulheres. Se a senhora fosse eleita papisa num conclave, quais seriam suas primeiras medidas?
Karen –
Seria impossível. Mas começaria fazendo aquilo que Bergoglio deveria ter feito no instante em que apareceu à multidão do balcão da igreja de São Pedro: pedir desculpas pelos pecados que a Igreja cometeu nos últimos anos. Pediria perdão às crianças assediadas sexualmente por sacerdotes. Pediria perdão às vítimas, porque o papa João Paulo II ocultou esses problemas, incentivando a pedofilia no seio da Igreja. Eu me desculparia com as freiras, por elas sempre ocuparem um lugar secundário tanto nas missas como na hierarquia da Cúria romana. Decretaria, além da participação das mulheres religiosas em todos os níveis da Igreja, o fim do celibato e o direito à opção sexual dos religiosos. Isso traria uma renovação espiritual ao catolicismo. O celibato clerical surgiu arbitrariamente, no século XI, por decreto do papa Gregório VII. Esse decreto está mais do que na hora de cair. É impossível manter a Igreja com proibições que vão contra a natureza humana. O resultado são escândalos sexuais em todos os lugares envolvendo padres.

ÉPOCA – O aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo podem ser aceitos por alguma igreja cristã?
Karen –
A permissão do aborto e do casamento gay será muito difícil, senão impossível, pois são temas tabus, que chocam milhões de pessoas. Para ser sincera, considero o aborto e o homossexualismo reflexo da civilização egoísta, materialista e consumista em que vivemos. São temas pouco relevantes numa revolução religiosa. Há coisas mais urgentes a fazer, como as que citei anteriormente.

ÉPOCA – Seu livro 12 passos para uma vida de compaixão afirma que a solução para os conflitos mundiais está em aplicar a “regra de ouro”, de Confúcio: “Não trate os outros como você não gostaria de ser tratado”. É suficiente?
Karen –
Sim, porque a regra de ouro é prática. Ela implica uma ação. Ela sugere a prática de um valor que está em quase todas as religiões: a compaixão – palavra que significa “colocar-se no lugar de outra pessoa e sentir o que ela sente”. Daí nasce a atitude altruísta, que pode mudar a história. As religiões são disciplinas que levam seu praticante a agir.

“Alcançar Deus requer disciplina
e desprendimento. Não combina com a era tecnológica”

ÉPOCA – Um dos passos que a senhora arrola para viver em compaixão é bem difícil de praticar: “Ame seus inimigos”. Como é possível?
Karen –
Quando Cristo prega que precisamos amar o inimigo, ele não sugere que você se entregue a ele. Na realidade, ele aconselha evitar o ódio e a vingança. Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul) e o Dalai-Lama (líder espiritual tibetano) são exemplos atuais de homens que não praticaram o revanchismo nem o ódio em relação a seus inimigos. Mandela buscou a reconciliação, mesmo depois de ter permanecido na prisão por 27 anos. O Dalai-Lama não condenou os algozes do budismo, os chineses. Os dois não se vingaram. Preferiram a vida da compaixão.

ÉPOCA – No ensaio Em defesa de Deus (2009), a senhora associa a intolerância, o fundamentalismo e o ateísmo, como movimentos que reduzem o sentimento religioso. Como explica esse entrelaçamento?
Karen –
Um fenômeno leva ao outro. O ateísmo contemporâneo de Richard Dawkins (zoólogo inglês) e Sam Harris (neurocientista americano) é resultado do fundamentalismo religioso. Tanto ateístas como fundamentalistas são intolerantes, pois condicionaram a existência de Deus a provas factuais e materiais. Para eles, Deus deixou de envolver a transcendência.

ÉPOCA – Num mundo regido pela ciência, a visão reducionista de Deus pode ser contagiante. Seus estudos nas mais variadas religiões constituíram uma maneira de encontrar Deus. Onde podemos encontrar Deus nos dias de hoje, afinal?
Karen –
Há um Deus comum às três grandes religiões monoteístas, que surgiram na era que chamo “axial”. Foi então que os grandes filósofos, também teólogos, chegaram à ideia de Deus. Deus está no ar, nos pássaros, nas plantas. Deus está em você neste instante. Ele não existe dessa forma, não é o sujeito barbudo das representações pictóricas. Deus é o símbolo da transcendência, uma necessidade humana de alcançar o inexplicável. Nesse aspecto, religião e arte são atividades parecidas. Ambas tentam explicar de forma não racional o que não pode ser explicado, como a mortalidade, a injustiça e a dureza da vida. Parece algo simples, mas alcançar Deus requer disciplina e desprendimento. Não combina com a era tecnológica. Mas Deus pode retornar, pois uma revolução espiritual terá de acontecer. As religiões podem ajudar nessa mudança.

ÉPOCA – Os atentados a bomba na maratona de Boston, em 15 de abril, trouxeram de volta a questão do fundamentalismo. Os irmãos Tamerlan e Djokhar Tsernaev cometeram os atentados por excesso de fé?
Karen –
Eles não sabiam nada de islamismo. Não cumpriram nenhum decreto islâmico, não fazem parte de nenhum culto organizado. Fundamentalismo foi um desculpa esfarrapada. Os dois não professavam a fé islâmica, e sim participavam de grupos de discussão e redes sociais por motivação totalmente política. Tamerlan tinha o visto de trabalho, Djokhar é cidadão americano, ambos estavam entrosados na cultura americana, com seus valores consumistas e tudo o mais.

ÉPOCA – Muitos analistas associaram o atentado à vingança islâmica.
Karen –
É uma tendência ocidental associar o terrorismo político ao fundamentalismo religioso. Não há uma frase no Corão que pregue a violência e a destruição de outro ser humano. Osama Bin Laden morreu com fama de profeta maometano, mas agiu como um militante político contra a política internacional dos Estados Unidos e de Israel. Os manifestos de Osama tinham conteúdo materialista e militante. Ele menciona os “cruzados”. Esse termo não tem, em árabe, uma conotação religiosa. É o modo como os árabes se referem às tropas ocidentais. Quando dizia “sionistas”, referia-se ao Exército israelense. Osama lutava contra a interferência do Ocidente na Palestina, na Arábia Saudita e no Iraque. Os conflitos no Oriente Médio são seculares. Não existe uma luta pela supremacia de uma religião sobre a outra. Trata-se de uma guerra tradicional, por territórios e poder.

>> O filho de dois Franciscos  

ÉPOCA – Diante de sua atual visão não religiosa em relação ao conflito entre Oriente e Ocidente, como a senhora explica sua afirmação, publicada no livro de memórias A escada espiral (2004) de que o 11 de setembro mudou o curso de sua vida e sua visão sobre religião?
Karen –
Afirmei isso porque, a partir de então, o debate sobre o choque de culturas e religiões tornou-se central. Até 2001, não se falava tanto nisso. Trabalhava mais ou menos tranquila, à sombra das bibliotecas de universidades. De repente, comecei a ser chamada a falar sobre religião. Aí me dei conta de que uma historiadora da religião, como eu, passava a ser importante para as pessoas pensarem sobre o mundo contemporâneo. Fiquei surpresa. E me tornei uma viajante mundial, não porque goste disso – odeio avião –, mas porque fui levada a me manifestar.

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Hora da compaixão

Marília César

Karen Armstrong: “A compaixão pede que não nos coloquemos numa categoria especial. Pede que nos retiremos do trono e ali coloquemos o outro”

No dia 25 de dezembro, quando boa parte das famílias do Ocidente estiverem reunidas para celebrar o Natal, a escritora britânica Karen Armstrong estará sozinha. Sem peru nem ceia, sem presentes nem árvore de Natal, ela pretende simplesmente confraternizar com seu trabalho, que inclui consultorias e conferências na área de religião comparada. Aos 68 anos, Karen é uma das mais prestigiadas autoras de livros sobre a fé. Entre seus mais de 20 títulos estão best-sellers como “Uma História de Deus”, “A Bíblia, uma Biografia” e “Jerusalém: Uma Cidade, Três Religiões”.

“Não tenho família. Estarei sozinha. Não me importo, porque posso ter tempo para trabalhar”, conta Karen, que acaba de lançar no Brasil seu último livro, “12 Passos para uma Vida de Compaixão” (Paralela), obra que pretende despertar um jeito de viver mais compassivo em seus leitores.

Para Karen, o Natal deveria nos levar de volta aos momentos mágicos da infância e a refletir mais sobre os sem-teto, uma vez que a história do nascimento de Jesus começa com um casal de refugiados que não encontra abrigo nas hospedarias de Belém. Mas o consumismo, marca de um mundo “dominado pelo mercado”, tira o brilho natalino, o que não impede o Ocidente de parar por uma noite a fim de celebrar a chegada de Jesus. Para a escritora inglesa, que foi freira durante sete anos e formou-se em literatura pela Universidade de Oxford, a mensagem cristã reverbera ainda hoje porque Jesus foi um autêntico praticante da Regra de Ouro – “não faça ao outro aquilo que você detesta” – ensinando-a, na verdade, em sua versão positiva – “faça aos outros o que gostaria que eles lhe fizessem”.

Os primeiros passos de Karen rumo ao mundo religioso foram dados aos 17 anos, quando entrou para um convento católico na Inglaterra. Viveu sete anos de conflito pessoal e espiritual e decidiu desistir da vida restritiva de sua ordem religiosa em 1969. Nunca havia ouvido falar de Beatles nem da guerra do Vietnã. Questionou sua fé, formou-se, lecionou literatura na Universidade de Londres e se reencontrou com a religião ao escrever seus livros. “Monoteísta freelancer”, Karen também tem títulos sobre Maomé e Buda e defende o diálogo religioso.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao Valor.

Valor: Ao olharmos para nosso mundo, como a senhora sugere no segundo passo de seu livro mais recente, encontramos uma sociedade que realiza façanhas no campo da ciência e da tecnologia, mas com poucos gênios espirituais. O fascínio da ciência calou a voz dos pensadores da espiritualidade?

Karen Armstrong: Sim, o desenvolvimento da ciência no fim do século XVII tornou o pensamento religioso difícil para as pessoas. Apesar do brilhantismo tecnológico, o pensar religioso é subdesenvolvido, primitivo. Lemos os textos sagrados, por exemplo, com uma literalidade que é sem paralelo na história da religião.

Valor: Por que a vida de Jesus teve o poder de marcar tão profundamente a humanidade?

Karen: Certas pessoas parecem simbolizar o que o ser humano pode ter de melhor. Jesus é uma dessas pessoas, para muita gente. Vemos nos Evangelhos alguém que é muito humano e corajoso, sempre pronto a desafiar o sistema e derrubar barreiras, alguém que sai de seu caminho para praticar a compaixão pelos outros, até para pessoas que não são tão boas ou merecedoras. Mas Jesus é apenas uma dessas figuras paradigmáticas. Confúcio, Buda e Sócrates, todos têm um efeito parecido nas pessoas.

“Temos que amar o estrangeiro, nossos inimigos, e alcançar todas as tribos e nações. Isso não é nada fácil de fazer, requer um esforço diário”

Valor: No período do Natal as pessoas se predispõem mais a ter atitudes compassivas, a reconciliações e ao perdão?

Karen: Penso que é um período no qual as famílias se reúnem e nos lembramos dos Natais mágicos que tivemos na infância. Mas também é verdade que as pessoas podem fechar as portas para o resto do mundo nessa época. Não tenho família. Estarei sozinha neste Natal. Não me importo, porque posso ter tempo para trabalhar. Se há momentos nos quais somos inclinados ao perdão e à reconciliação, eles são superficiais, porque não sobrevivem à época do Natal. Penso que a fúria consumista do Natal é estressante. Não se trata de hipocrisia, apenas uma marca de nossa sociedade dominada pelo mercado. A história do Natal deveria nos fazer refletir sobre os proscritos. Ela fala dos refugiados da crueldade, da pobreza e da falta de um teto. Da falta de um lugar na hospedaria.

Valor: A “Bíblia” diz que Jesus se relacionou com pessoas consideradas impuras e odiosas pela sociedade da época, como os cobradores de impostos, as prostitutas e os leprosos. Se andasse pelas ruas de Jerusalém hoje, para quem ele olharia com maior compaixão?

Karen: Creio que gostaria de alcançar todos os judeus e palestinos em Jerusalém que perderam seus amados na luta, os que foram feridos, emocional e fisicamente por anos de guerra. Pediria aos extremistas dos dois lados que o coração deles não ficasse pesado pelo sofrimento, mas que vissem que o outro lado também está sofrendo. Pediria ao povo judeu que se lembrasse como se sentiu quando eles mesmos perderam sua terra, quando estiveram sem teto e privados de tudo – e que deixassem que essa lembrança conduzisse o seu jeito de lidar com os palestinos, que hoje passam por experiência semelhante. Que se lembrassem de Hilel, contemporâneo mais velho de Jesus, que resumiu toda a lei judaica desta forma: “Aquilo que detestas, não faça ao seu próximo. Esta é a ‘Torá’, o resto é comentário”. Jesus pediria aos israelenses para aplicar esse ensinamento à situação política atual. Também lembraria aos palestinos os sofrimentos que os judeus experimentaram na Europa no século XX, trauma que está vivo. O sofrimento e o medo distorcem a maneira como respondemos a uma situação. Jesus pediria às pessoas que olhassem para toda a dor que já experimentaram e que se lembrassem de que seus “inimigos” também estão sofrendo. (mais…)

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O pedreiro cheio de irmãos: os anos ocultos de Jesus

Eduardo Szklarz e Alexandre Versignassi, na Superinteressante

O Novo Testamento contém 27 livros, 7 956 versículos e 138 020 palavras. E uma única referência à juventude de Jesus. O Evangelho de Lucas nos conta que, aos 12 anos, ele viajou com os pais de Nazaré a Jerusalém para celebrar o Pessach, a Páscoa judaica. Quando José e Maria retornavam a Nazaré, perceberam que Jesus tinha ficado para trás. Procuraram o garoto durante 3 dias e decidiram voltar ao Templo, onde o encontraram discutindo religião com os sacerdotes. “E todos que o ouviam se admiravam com sua inteligência” (Lucas 2:42-49).

Isso é tudo. Jesus só volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao ser batizado no rio Jordão por João Batista. É quando o conhecemos realmente. Da infância, as Escrituras falam sobre o nascimento em Belém, a fuga com os pais para o Egito – para escapar de uma sentença de morte impetrada por Herodes, rei dos judeus – e a volta para Nazaré. Da vida adulta, o ajuntamento dos apóstolos e a pregação na Galileia, além do julgamento e da morte em Jerusalém. Mas o que aconteceu com Jesus entre os 12 e os 30 anos? Qual foi sua formação, o que moldou seu pensamento nesses 18 “anos ocultos”? Afinal, o que ele fez antes de profetizar na Galileia?

A notícia para quem deseja reconstruir o Jesus histórico é que novas análises dos Evangelhos, documentos históricos e achados arqueológicos nos dão pistas sobre a sociedade da época. E dessa forma podemos chegar mais perto de conhecer o homem de Nazaré. E entender o que passava em sua cabeça.

O pedreiro cheio de irmãos

Uma coisa é certa. Aos 13 anos, Jesus celebrou o bar mitzvah, ritual que marca a maioridade religiosa do judeu. E é bem provável que ele tenha seguido a profissão de José, seu pai. Carpinteiro? Talvez não. “Em Marcos, o mais antigo dos Evangelhos, Jesus é chamado de tekton, que no grego do século 1 designava um trabalhador do tipo pedreiro, não necessariamente carpinteiro”, diz John Dominique Crossan, um dos maiores especialistas sobre o tema. Para o historiador, os autores de Mateus e Lucas, que se basearam em Marcos, parecem ter ficado constrangidos com a baixa formação de Jesus. E deram um jeito de melhorar a coisa. Mateus (13:55) diz que o pai de Jesus é que era tekton. E Lucas omitiu todo o versículo.

As mesmas passagens de Marcos e Mateus informam que Jesus tinha 4 irmãos (Tiago, José, Simão e Judas), além de irmãs (não nomeadas). Mas dá para ir mais longe a partir dessa informação. “Se os nomes dos Evangelhos estão corretos, a família de Jesus era muito orgulhosa da tradição judaica. Seus 4 irmãos tinham nomes de fundadores da nação de Israel”, diz a historiadora Paula Fredriksen, da Universidade de Boston. “Seu próprio nome em aramaico, Yeshua, recordava o homem que teria sido o braço direito de Moisés e liderado os israelitas no êxodo do Egito, mais de mil anos antes.” (mais…)

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