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Caso Boate Kiss: mensagem de Mãe para filha morta comove milhares no Facebook

Adriel Marcelo, no Portal Guaíra

Após 30 dias da tragédia que comoveu o Brasil inteiro, muita demostração de carinho, afeto e saudade tomam as redes sociais.

Pais, mães, irmãos, namorados, esposos, amigos… Enfim, pessoas que muitas vezes nem conhecíamos, mas, a partir do momento em que as notícias foram tomando conta do nosso timeline – pois amigos compartilhavam todo o tipo de informações a cada instante -, parecia que eram jovens da nossa turma; que a tal boate era em nossa cidade; que ouvíamos os gritos de socorro e os choros incessantes dos pais e mães pedindo ao “Mestre” para que os seus não estivessem naquele local.

Já se passaram 30 dias, mas parece que foi ontem. Nossas mentes não esquecerão tão cedo aquele domingo “macabro” que ceifou a vida de várias pessoas. Jovens que só queriam comemorar, dançar, se divertir… Infelizmente foram levados.

Quem sabe, mesmo com todo o sofrimento que suas famílias continuam sentindo, possam buscar conforto em saber que todos estão sentados ao lado do “Pai” e tendo uma aula de religião como eles nunca imaginaram. Que enquanto nossos corações – rasgados pela tristeza da perda –  e nossas mentes não conseguem nos levar próximo ao criador – devido a sede de justiça que clamamos a cada momento, nossos “entes queridos” possam estar recebendo o abraço do “Senhor”.

Sabemos que, pra nós leitores, espectadores, ouvintes, internautas vai levar um bom tempo pra que sobrem apenas poeiras de um domingo tão trágico, mas entendemos que para as famílias enlutadas a lembrança dos bons momentos sempre será ladeada pela dor da perda.

Concluindo nossos eternos votos de pesar, gostaríamos de compartilhar com os leitores, uma mensagem postada no Facebook por uma mãe para a filha que perdeu na tragédia.

REPRODUÇÃO DO FACEBOOK

Imagem reproduzida do Facebook de Isabella Fiorini

Imagem reproduzida do Facebook de Isabella Fiorini

30 DIAS SEM O MEU PINGO DE BRILHANTE CHAMADO ISABELLA

Filha, o vínculo construído entre nós é imensurável e jamais será rompido, nem pela tua ausência física. O amor que sinto por ti é quase divino, acredito que a nossa ligação espiritual será tão forte e com certeza maior que a nossa ligação terrena, porque para eu respirar preciso de ti e de agora em diante vai ser nas eternas e maravilhosas lembranças acompanhada da palavra sem definição chamada saudades.

Hoje, com a tua partida, tudo mudou, não tem norte nem sul, a minha direção está fora do prumo, a minha bússola aponta para o ponto chamado Isabella. Os momentos amenos são raros e fugazes, as perguntas sem respostas continuam a assolar a minha mente, aceitar os desígnios de Deus está sendo minha maior prova.

Questionamentos como pode ele me dar algo tão grandioso der ser mamãe de um ser tão maravilhoso e após 19 anos me tirar abruptamente? Onde foi parar a minha fé? Então quero que saibas que a sua ausência é a presença mais constante na minha alma, pensamento, coração, enfim, em todo o meu ser. Lembro do seu jeitinho meigo, do seu sorriso encantador do teu cheiro, do seu coração que era do tamanho do universo, do amor incondicional dedicado aos animais, enfim, das suas qualidades infinitas, ah, das suas mão macias me acariciando até os últimos segundos do seu corpinho aqui na terra.

Ah, fiz backup no disquete que está dentro do meu coração para não esquecer nem uma vírgula. Agora peço a Deus que me dê sabedoria para viver segundo os seus ensinamentos para que um dia eu possa novamente me encontrar contigo. ISABELLA HOJE VOCÊ É COMO O VENTO: NÃO POSSO TE VER, MAS POSSO TE SENTIR E COMO SEMPRE TE AMO + QUE A VIDA. Mamy Eli

“Tudo o que alcancei na vida”: Lista encontrada na Bíblia da filha ajuda pai a superar dor da tragédia em Santa Maria

Homenagens continuam presas à fachada da boate Kiss, em Santa Maria (RS), quase um mês após o incêndio que deixou 239 mortos no local no dia 27 de janeiro. Um ato em homagem às vítimas está marcado para as 8h desta quarta-feira (27), quando a tragédia completa um mês.

Homenagens continuam presas à fachada da boate Kiss, em Santa Maria (RS), quase um mês após o incêndio que deixou 239 mortos no local no dia 27 de janeiro. Um ato em homagem às vítimas está marcado para as 8h desta quarta-feira (27), quando a tragédia completa um mês.

título original: Um mês após tragédia de Santa Maria (RS), pais de vítimas buscam força ajudando uns aos outros

Thiago Varella, no UOL

“Se me perguntassem há alguns meses como eu reagiria se perdesse um filho, eu diria que iria enlouquecer”, disse Ogier de Vargas Rosado, 51. Há um mês, seu filho, Vinícius Montardo Rosado, 26, morreu na tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (RS). Outras 238 pessoas também perderam a vida no incêndio.

Ogier não enlouqueceu. Pelo contrário, o drama pessoal o deixou ainda mais lúcido. Tampouco parecia estar desesperado. O pai precisou aprender a juntar forças para conseguir passar pelo momento mais triste de sua vida.

Já no velório, Ogier começou a se dar conta que seu filho havia morrido tentando ajudar amigos a sair da boate. Saber que o jovem pensou no bem de outras pessoas durante um incêndio tão devastador ajudou o pai a aceitar a morte de Vinícius.

“Se ele tivesse sobrevivido, o corpo dele estaria conosco, mas acho que a alma ficaria na boate”, afirmou Ogier.

Conversar com outros pais de vítimas também auxiliou Ogier. Diante de famílias que perderam dois ou três filhos, ele se deu conta de que sua tragédia, por mais gigantesca que fosse, poderia ter sido ainda pior. Sua filha, Jéssica, 24, também estava na Kiss durante o incêndio, mas conseguiu se salvar.

Compartilhar a dor e, até mesmo, auxiliar quem está tendo dificuldade em lidar com a perda de um filho levou Ogier a colaborar com a recém-criada Associação dos Pais e Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia em Santa Maria. Eleito diretor de Comunicação, ele trabalha para evitar que a história se repita.

“Estamos curando nossa dor, ajudando os outros. Os estudantes vão continuar querendo se divertir em Santa Maria. Preciso lutar para que essa diversão ocorra com total segurança”, disse.

História muito parecida tem o presidente da entidade, Adherbal Alves Jennefer Mendes FerreiraFerreira, 48, que perdeu a filha, Jennefer Mendes Ferreira (foto), 22, no incêndio.

Adherbal ficou arrasado. Sua vida parecia acabada em casa, já que a falta que sentia da sua filha era gigante e também no trabalho, já que a jovem era a gerente da loja da família.

No entanto, no sétimo dia após a tragédia, Adherbal decidiu reagir. No meio de uma missa em homenagem às vítimas, pediu o microfone para o padre e, em suas próprias palavras, “abraçou os outros pais usando o som”. Também sugeriu a criação de uma associação. No último sábado (23), foi eleito presidente da organização .

“Nunca fui membro de nada. Jamais achei que teria um cargo assim”, disse. Adherbal só aceitou assumir a associação porque viu, nas reuniões, que os outros pais estavam se sentindo bem naquele ambiente.

Ele decidiu, então, assumir essa missão como a coisa mais importante a se fazer de agora em diante. Além de ajudar os outros pais e buscar justiça –o que para ele é totalmente diferente de vingança–, quer, de alguma maneira, humanizar mais as pessoas.

Essa é a sua maneira de buscar forças para superar a dor.  Claro que momentos de choro e sofrimento, após apenas um mês, ainda surgem. Todos os dias, antes de dormir, Adherbal espera que consiga sonhar com a filha.

“Quero sonhar com ela todos os dias”, disse. “Para aliviar a saudade, passo um tempão no quarto dela. Virou meu santuário. Vou ali e rezo bastante.”

Há poucos dias, encontrou dentro de uma Bíblia uma lista, escrita por Jennefer, com tudo aquilo que já havia alcançado na vida.

Para cada item, a jovem fez um agradecimento a Deus. Ao ver aquilo, Adherbal sentiu que sua filha estava preparada para morrer em paz. “Aquilo me deu certo alívio. Acho que ela está bem”, desabafou.

Igreja capixaba tenta alugar a boate incendiada em Santa Maria

Publicado originalmente em A Gazeta

Foto: EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: Evelson de Freitas / Estadão Conteúdo

A Missão Praia da Costa, em Vila Velha, vai alugar um espaço na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em um local próximo da Boate Kiss, onde 239 jovens morreram em um incêndio, em janeiro. Membros da igreja serão enviados para o local para consolar as famílias das vítimas e também evangelizar os jovens da cidade.

O pastor da Missão, Simonton Araújo, explica que a ideia inicial era alugar ou arrendar a própria boate, mas, como o local está interditado, a igreja vai alugar um prédio comercial de dois andares no mesmo quarteirão.

“Não queremos ficar só orando à distância. Queremos ajudar a juventude e toda a cidade na prática. A intenção é transformar o espaço em um gerador de vida e esperança. O objetivo é oferecer atividades e mostrar aos jovens que é possível ser feliz sem drogas e alcoolismo”, explica o pastor.

Simonton Araújo: "Não queremos ficar só orando à distância. Queremos ajudar a juventude e toda a cidade na prática" Foto: Bernardo Coutinho

Simonton Araújo: “Não queremos ficar só orando à distância. Queremos ajudar a juventude e toda a cidade na prática” Foto: Bernardo Coutinho

Lugar de conflito

Segundo Araújo, o objetivo não é “concorrer” com igrejas da cidade. “Queremos ajudar no que for possível. Uma das prioridades da Missão é atuar em locais de conflito. Ajudamos a construir mais de 30 igrejas locais no Haiti e também fomos para o Japão após o terremoto”, destaca.

O pastor Martinho Lutero de Oliveira, 39 anos, e a esposa, Kátia, 44, que é médica, vão viajar na próxima segunda-feira para começar a arrumar o espaço, que deverá ser inaugurado em março. O casal vai mudar-se para Santa Maria e deve receber caravanas de jovens capixabas.

“Nosso desejo é apresentar o Evangelho na linguagem dos jovens, promover cultos e eventos alegres, além de cursos voltados para a família”, adianta o pastor Lutero.

O incêndio na Boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro, durante uma festa de universitários. Um músico da banda que se apresentava no local acendeu um tipo de fogo de artifício, que deu origem a chamas. Estas alastraram-se pela espuma do teto. Cerca de 50 pessoas continuam internadas em função dos ferimentos e da intoxicação causada pela fumaça.

dica do Nietzsche Ribeiro Robson

Ateu, não anti-Deus

Fachada da boate Kiss após o incêndio.

Fachada da boate Kiss após o incêndio.

Pablo Villaça, no Diário de Bordo

Eu não acredito em Deus.

Já acreditei. Muito. Nunca tive religião, mas considerava Deus um chapa. Eu não rezava, mas conversava com ele. Sentia conforto em pensar que ele me ouvia (não usarei as maiúsculas reverentes obrigatórias a não ser ao grafar seu nome). Tinha rituais.

Aos poucos, percebi que minha crença não era fruto de minha própria fé, mas de um condicionamento que começara na primeira infância através de vários “Deus te abençoe”, “se Deus quiser”, “Deus me livre”, “vai com Deus” e por aí afora. Meu Deus não era meu, mas uma herança cultural. O dia em que disse em voz alta “Sou ateu” pela primeira vez, senti-me livre como nunca antes. Minha vida passou a ser regida pela vontade de ser alguém melhor, não por elucubrações fantasiosas sobre o que há após a morte ou sobre regras divinas traduzidas por representantes dúbios.

Dito isso, sou filho de uma espírita. Médium, como se não bastasse. Meu primo Carlos Magno e sua esposa, que amo como se fossem meus irmãos, são evangélicos (ela mais do que ele). Meu tio favorito, Jones, tem seu pai de santo como conselheiro. Amo estas pessoas como a mim mesmo e respeito quem são.

Mas abomino a religião.

Nada tenho contra a crença em Deus. Entendo como o conceito de um “pai”, de um “criador”, pode ser reconfortante. Livrei-me da necessidade de crer em algo similar, mas não acho que aqueles que sentem Deus em suas vidas são menores ou tolos. Acho absurdo, acho fabulesco e acho infantil, mas não tolo ou reprovável. Sou um ateu que abraça o amor pelo Deus no qual você acredita. Jamais me ocorreria condenar o que te conforta.

Mas se há algo dispensável nesta equação é a religião. Pense: você é católico ou evangélico basicamente por um acaso geográfico e cronológico: se tivesse nascido na Índia ou no século 15, em vez de no Brasil no século 20, creio ser razoável supor que provavelmente não seguiria padres ou pastores. Como pode, então, atribuir tamanha importância, solenidade e reverência a algo tão frágil? Se Deus existisse, você realmente acredita que ele condenaria centenas de milhões de pessoas ao inferno apenas porque passaram a seguir regras e dogmas colocados no papel por humanos falhos?

E como são falhos. Todos os dias – sem exceção -, você encontra na mídia notícias sobre incidentes revoltantes envolvendo homens e mulheres que se dizem representantes terrenos do divino. Aqui, um padre é preso por pedofilia (algo que – como fartamente documentado pelo New York Times e pelos documentários Deliver Us From Evil Mea Maxima Culpa – o atual papa encobriu quando era cardeal); ali, um pastor é preso por dizer que seu pênis era algo “sagrado”. Em Israel, uma linda menina dona de uma voz sagrada (e, para mim, a Arte merece este adjetivo) é suspensa de sua escola por ter tido a temeridade de “cantar diante de homens”, ao passo que o islã cobre suas mulheres e as subjuga ainda mais do que a Igreja Católica (e isto é um feito difícil de alcançar).

Ora, basta estudar a História do mundo para constatar a atuação nefasta da religião e de seus representantes.

Olhamos hoje para as atitudes e ditos de papas, bispos, cardeais e fiéis dos séculos 17, 18, 19 e 20 e pensamos: “Como podiam ser tão atrasados?”. Pois não se iludam: nos séculos 21, 22 e 23, os pastores, padres, rabinos e aiatolás serão vistos com o mesmo espanto, como relíquias anacrônicas.

Creia em Deus se te faz bem. Mas não permita que um humano use isto para ganhar poder, dinheiro ou fama.

Apenas em 2012, nada menos do que 20,6 bilhões de reais foram arrecadados por grupos religiosos no Brasil. Uma quantia superior a – acreditem ou não – o orçamento anual de 15 dos 24 ministérios da União. Quanto pagaram de impostos? Zero. Por quê? Não faço ideia, mas isto se reflete curiosamente na lista publicada recentemente pela Forbes, que listou seis pastores brasileiros entre os homens mais ricos do mundo.

Aparentemente, são chapas de Deus.

Não, não morro de amores pela religião. Sim, há religiosos bem intencionados, mas o sistema ao qual servem é corrompido. O poder e o dinheiro ditam as regras, bem como um conservadorismo alarmante que, em 2013, insiste em tratar mulheres como seres inferiores e que diz que homossexuais são criaturas repugnantes.

Ora, a religião é, sim, uma questão de escolha; sua orientação sexual, não. Além disso, como condenar o amor? Não importa se você ama alguém com o mesmo sistema reprodutivo que o seu; num mundo já tão violento e tomado pelo individualismo, qualquer forma de amor deveria ser celebrada, abraçada, protegida. Se um homem quer beijar outro ou se uma mulher quer acariciar os seios de outra, qual a diferença? São seres humanos, mortais, cientes de sua finitude, buscando amparo, carinho, afeto e amor nos braços de um companheiro de espécie. Que lindo. Enxergar algo reprovável nisto apenas porque o par de cromossomos 23 dos amantes é idêntico é algo… que faria uma criança inclinar a cabeça  e perguntar o que há de errado com você.

Sou ateu.

Recentemente, uma pesquisa revelou que as duas minorias mais odiadas (reparem o verbo; não se trata de “reprovar”, mas “odiar”) pelos brasileiros eram homossexuais e ateus.

Branco, heterossexual e homem, finalmente pertenço a uma minoria hostilizada. Eba.

Se Deus existisse, teria sido responsável por minha criação. Por que me odiaria? A resposta óbvia é: não odiaria. Quem dita este ódio são aqueles que se apontam como seus representantes terrenos – e só o fazem porque enxergam religiões diferentes (ou a falta de religião) como concorrentes no mercado da fé. Infelizmente, estes representantes (felizes na lista da Forbes ou não tão ricos, mas confortavelmente amparados por doações isentas de impostos) exercem uma influência inegável sobre milhões de pessoas, que, acreditando agir em defesa de Deus (ele precisa?), acabam se transformando em criaturas capazes de atos absurdamente vis.

Mais de 230 pessoas morrem numa boate no Rio Grande do Sul e evangélicos de todo o país vão ao YouTube, a comentários de sites e a blogs para dizer que as vítimas estariam vivas caso não estivessem pecando.

Isto não é falar por Deus; é vomitar pelo Diabo.

(Não que acreditar no Diabo seja menos tolo; é incrível que qualquer adulto admita crer num ser tão absurdo sem sentir vergonha.)

Sou ateu. Mas não reprovo a crença em Deus. Reprovo, contudo, a tolice da religião. Você não precisa de intermediários terrenos, falhos, gananciosos e cruéis, para comungar com aquele que você julga ser seu criador. Conferir poder a estes indivíduos é temeroso na melhor das hipóteses; na pior, é um desastre absoluto.

Além disso, entenda algo: sua fé não passa de um conjunto de ideias formatado para se conformar a uma ideologia religiosa. Você a chama de “Fé” (com maiúscula), claro, mas ela se resume, em sua essência, a conceitos, ideias. E, como tal, pode ser questionada. Se alguém diz que os conceitos de concepção imaculada, ressurreição e andar sobre as águas é tolice, você não pode dizer que o indivíduo em questão está sendo “intolerante”.

O ateu nada mais é do que alguém que acredita num Deus a menos do que você.

Pense no Lorde Xenu da Cientologia ou no anjo Moroni do Mormonismo. Ora, pense em Maomé. Ou em André Luiz. A menos que você considere todos igualmente plausíveis e dignos de crença, você é tão ateu quanto eu. Bom, talvez não tanto, mas está a um deus de distância da descrença absoluta.

Não somos tão diferentes assim, você e eu. Na realidade, o que nos separa é basicamente o fato de que eu jamais ajudaria um ser humano profundamente falho e repleto de preconceitos a assumir a posição de influenciar outros apenas porque o considero uma espécie de telefonista de Deus.

E se você refletir com cuidado, perceberá que tampouco precisa deste telefonista. Deus ficará feliz em te atender pelo celular.

Não que ele exista.

dica do João Marcos

Ação #MaisAmor em Santa Maria (RS)

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Depois de inundar os corações dos recifenses com muito carinho durante a distribuição de rosas e abraços no último dia de 2012, o movimento que ficou conhecido como “Novo Jeito” vai levar um pouco de solidariedade e amor para a cidade de Santa Maria (RS), vítima de uma das maiores tragédias com incêndio do mundo.

Cinco voluntários do Recife que participaram da ação #MaisAmor no Parque da Jaqueira vão mobilizar outros voluntários em Santa Maria. Ao todo, 250 pessoas vão participar da ação, que pretende “abraçar” o quarteirão onde aconteceu a tragédia. Familiares, amigos e moradores da cidade estão sendo convocados para participar.

O “abraço” coletivo vai acontecer depois que os parentes participarem das missas de sétimo dia de seus entes queridos. Em seguida, o grupo caminha em direção à área onde fica a boate Kiss, local da tragédia.

Inicialmente, o Novo Jeito mobilizou voluntários para viabilizar a compra de passagens aéreas para levar profissionais da área de saúde a fim de auxiliar no tratamento dos feridos. Em pouco tempo, 50 técnicos de enfermagem se prontificaram a passar uma semana trabalhando voluntariamente nos hospitais e postos de saúde. No entanto,  o governo gaúcho informou que a mão de obra da Região já seria suficiente. Diante dessa informação, o grupo decidiu mobilizar seguidores do movimento no Rio Grande do Sul para realizar a ação #MaisAmor nesse momento de imensa dor e tristeza.

O grupo parte do Recife na próxima sexta. O responsável pela ação é o líder do Novo Jeito, Fábio Silva. No RS, quem lidera o movimento é Leonardo Loureiro.

Veja o vídeo da ação Mais Amor II no Recife: