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Em Americana (SP) condomínio pede “sexo light” a moradores

Foto: Jornal Novo Momento

Foto: Jornal Novo Momento

Por Charles Nisz, no Vi na Internet

Os moradores de um condomínio em Americana, cidade no interior de São Paulo, foram surpreendidos com um pedido de uma das moradoras. Ela pede para que os outros moradores evitem fazer barulho durante o ato sexual depois das 22 horas. No pedido, a carta da síndica pede aos condôminos para serem mais comedidos na hora do “rala e rola”, segundo informações do jornal Novo Momento.

“Caros,
Para que possamos ter uma convivência harmônica com todos, peço que, na hora da relação sexual, atente-se à cama. Ela pode estar batendo na parede (pensando nos vizinhos ao lado), ou no chão (pensando nos vizinhos de baixo), incomodando e acordando pessoas não interessadas na sua atividade sexual.
Todos os moradores devem respeitar a lei do silêncio, que começa às 22 horas.
Acreditando na sua compreensão
Condômina.

Colocado no mural do prédio, o aviso foi comentado pelos moradores, mas não chegou a ser discutido na reunião de condomínio. De forma bem humorada, eles dizem que após às 22 horas entrou em vigor a “lei do silêncio sexual”. A moradora reclamava das vibrações das camas nas paredes e no chão dos apartamentos vizinhos ao dela. Pelo visto, o pessoal está animado, né?

dica do Fabio Martelozzo Mendes

“Se as vacas não são gays, como os homens podem ser?”, indaga a primeira-dama da Uganda

Em evento religioso, Janet Museveni parabenizou os pastores que trabalharam pela aprovação da lei antigay e afirmou que “Deus está grato” por conta disso

“Se as vacas não são gays, como os homens podem ser?”, indaga a primeira-dama da Uganda

Publicado no Portal Forum

Em evento religioso realizado neste fim de semana, a primeira-dama da Uganda, Janet Museveni, parabenizou os bispos pela campanha a favor da lei antigay. Janet, que também é ministra para assuntos da região Karamoja, declarou ainda que a lei aprovada é para “proteger Uganda”.

“Se as vacas não são gays, como pode o homem ser?”, questionou em discurso. Janet Museveni também afirmou que a aprovação da lei foi “um trabalho de Deus” e que se a lei não tivesse sido aprovada “Uganda iria ruir”.

As declarações foram feitas durante um evento em homenagem aos bispos da Igreja de Uganda. A primeira-dama também declarou que não existe a possibilidade da lei ser revogada e que “Deus está grato” por conta da nova legislação. Janet também dirigiu o seu discurso para os jovens e pediu a eles que “rejeitem a homossexualidade e qualquer influência cultural do Ocidente”.

A legislação antigay de Uganda prevê 15 anos de regime fechado para réus primários e prisão perpétua para reincidentes. Neste momento, ativistas dos Direitos Humanos de Uganda entraram com uma ação no Tribunal Constitucional do país, alegando que a referida lei é inconstitucional.

dica da Morgana Boostel

Governador Sérgio Cabral (RJ) aprova lei da moral e dos bons costumes

Fábio Vasconcellos, em O Globo

Deputada Myrian Rios, na Alerj (foto: Simone Marinho - 29.09.2011 / O Globo)

Deputada Myrian Rios, na Alerj (foto: Simone Marinho – 29.09.2011 / O Globo)

RIO — O nome é pomposo e, pela extensão e conteúdo que sugere, vai exigir um esforço sem precedentes do governo do Rio: “Programa de resgate de valores morais, sociais, éticos e espirituais”. Sancionado na quinta-feira pelo governador Sérgio Cabral, o projeto de lei, de autoria da deputada Myrian Rios (PSD), tem a finalidade “promover o resgate da cidadania, o fortalecimento das relações humanas e a valorização da família, da escola e da comunidade como um todo”. Explicação muito genérica?

A deputada dá uma dica na justificativa do projeto: “infelizmente, a sociedade de uma maneira geral vem cada dia mais se desvencilhando dos valores morais, sociais, éticos e espirituais (…) Sem esse tipo de valor, tudo é permitido, se perde o conceito do bom e ruim, do certo e errado. Perde-se o critério do que se pode e deve fazer ou o que não se pode”. Para disseminar o que é certo e errado, a nova lei determina que o governo do estado deve fazer convênios e parcerias “articuladas e significativas” com prefeituras e sociedade civil.

Procurado, o governador deixou que a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos a missão de explicar como aplicará o programa, já que o órgão é quem deve pôr em prática nova lei. Mas até mesmo o secretário Zaqueu Teixeira (PT) foi pego de surpresa. Teixeira informou que terá ainda que discutir como regulamentar a lei, definindo quais serão os projetos para o “fortalecimento das relações humanas”.

Myrian Rios foi eleita em 2010 pelo PDT, depois foi para o PSD, hoje partido da base do governo. A ex-atriz e missionária já se envolveu numa polêmica em 2011 ao insinuar num discurso na Alerj haver semelhanças entre a pedofilia e a homossexualidade. Na época, disse que foi mal interpretada e pediu desculpas.

dica do Gustavo Frederico

A realidade no lar depois da lei das domésticas

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Apreensão. Para Solange, diarista, “ficou difícil” Custódio Coimbra / O Globo

Em Brasília, família desistiu do serviço diante do custo mais alto

Cássia Almeida e Cristiane Bonfanti em O Globo

RIO e BRASÍLIA — Os pouco mais de 6 milhões de empregados domésticos brasileiros passaram a ter os mesmos direitos que o restante dos trabalhadores no início deste ano. As discussões no Congresso se repetiram entre as famílias, de como arcar com os novos custos de horas extras e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O pagamento do Fundo ficou para depois, mas a proibição de mais de duas horas extras por dia e o reeembolso pela jornada a mais já é realidade. Entre as famílias acompanhadas pelo GLOBO, temos as duas pontas dessa equação. No Rio, a empresária Flávia Ritto, uma das sócias da holding de empresas Nova Rio, sentiu pouco os efeitos da lei, apesar de ter quatro funcionários na folha: uma empregada, um motorista, uma faxineira e uma passadeira.

— Não senti o peso da regulamentação. Eles estão registrados na minha empresa e já ganham FGTS e hora extra. Mas perdi uma empregada e até tentei viver sem, mas não deu.

Este ano, ela assumiu as despesas com mais uma empregada, a da mãe. O gasto ficou em torno R$ 1.500, sem o FGTS:

— Para ela, ainda não estamos recolhendo.

Na outra ponta, está a diarista Solange Moraes, também do Rio. O trabalho em três casas diferentes, sem horário fixo, permite que ela consiga fazer os cursos que deseja — este ano foi de espanhol — e se preparar para entrar na faculdade de Engenharia Química, na UFRJ, seu sonho. Está há 20 anos nessa vida. Nos primeiros anos, o trabalho era de domingo a domingo. Precisava sustentar os nove filhos. Adoeceu gravemente. Ficou três meses internada no Hospital Geral de Bonsucesso com a recomendação de deixar o trabalho árduo. Mas não deixou. Diminuiu o ritmo. Para ela, mais direitos acabaram provocando dificuldades, porque surgiu o temor de perder o emprego.

— Ficou difícil. Muita gente não questionou os patrões sobre os novos direitos para não perder o emprego.

Como é diarista, a rotina de Solange não mudou. Costuma trabalhar seis horas no máximo em cada casa, “para não ser muito explorada”. Mas nada de carteira assinada, um desejo antigo que se tornou maior após a doença, quando ficou sem renda de uma hora para outra. O segundo casamento foi desfeito enquanto estava acamada com um doença rara nos rins. Ela perdeu o direito ao plano de saúde .

Em Brasília, a PEC das domésticas alterou os planos da família dos funcionários públicos Laurício Cruz e Andreza Monteiro. Hoje eles contam com uma diarista a cada 15 dias. Quando as contas com a reforma do sobrado diminuírem, será possível contratar a profissional para fazer a limpeza uma vez por semana. Mas ter uma empregada todos os dias está fora dos planos.

— Meu maior sonho de consumo hoje é ter uma empregada. Mas como? Vai custar pelo menos R$ 1,5 mil por mês, incluindo salário, imposto, transporte, alimentação. O quarto de empregada vai virar depósito. Não questiono o direito delas. Mas, com a nova lei, não dá para pagar. É uma questão de orçamento — afirmou.

Pornografia de revanche: “Nossa sociedade julga as mulheres como se o sexo denegrisse a honra”, diz Romário

O deputado federal apresentou projeto de lei que torna crime a divulgação indevida de material íntimo e virou uma das vozes mais fortes em defesa desta causa feminina. Diante das recentes histórias de mulheres que tiveram vídeos publicados em redes sociais, ele falou a Marie Claire sobre o assunto – como político e também como pai de quatro filhas

Graziela Salomão na revista Marie Claire

Romário: "Se me apaixonasse hoje, seria um cara fiel. Homem mesmo é aquele cara que conquista a esposa todos os dias" (Foto: Rodrigo Rosenthal)

Chocou o país o caso de Júlia Rebeca, a adolescente de 17 anos, que morava no litoral do Piauí e, depois de ter um vídeo íntimo compartilhado pelo celular, caiu em uma profunda depressão e se suicidou. Nesta segunda-feira (18), mais uma história veio a público: a da aluna de letras da USP que teve fotos íntimas publicadas no Facebook. Thamiris Mayumi Sato, de 21 anos, denunciou o ex-namorado, um búlgaro de 26 anos, estudante do mesmo curso na USP, por colocar no ar as imagens e ameaçá-la de morte após o fim do namoro.

Casos como esses estão se tornando comuns e adivinhe quem são as principais vítimas? “Nossa sociedade costuma julgar as mulheres. É como se o sexo denegrisse a honra delas”, diz Romário. O deputado federal apresentou, no último dia 23 de outubro, um projeto de lei que transforma em crime a divulgação indevida de material íntimo. “O criminoso se aproveita da vulnerabilidade gerada pela confiança da pessoa”, diz ele. Em entrevista exclusiva à Marie Claire, Romário fala sobre estes casos recentes, sobre o projeto de lei que, segundo ele, já teve 80% de aprovação da sociedade, e diz o que faria se isso acontecesse com uma de suas quatro filhas: “Procuraria a justiça”.

Marie Claire – Como surgiu a ideia de fazer esse projeto de lei que coíbe e penaliza a divulgação de fotos e vídeos íntimos?
Romário -
Os casos têm se tornado cada vez mais frequentes. Além das notícias que repercutem na mídia, há incidência em pessoas próximas. Como legislador, toda vez que diagnosticamos um problema, tentamos pensar numa solução.

MC – Se aprovado, como ele será aplicado? Como será feita a punição aos infratores?
R -
A lei já prevê punição, só que ela é branda para o tamanho do problema que causa. Normalmente se paga uma indenização por danos morais. A polícia e a justiça já sabem como agir, inclusive já investigam os casos recentes. Eu proponho uma tipificação específica, com aplicação de pena de três anos de detenção mais indenização da vítima pelas despesas com perda de emprego, mudança de residência, tratamento psicológico.

MC – Há um artigo do projeto que aumenta a punição em casos no qual o parceiro tenha um relacionamento amoroso com a vítima. Qual a importância de se aumentar a pena nesses casos?
R -
Na verdade, já há uma evidência de que este tipo de crime é praticado por vingança de uma pessoa próxima, que já fez parte da intimidade. Identificamos uma crueldade maior nestes casos. O criminoso se aproveita da vulnerabilidade gerada pela confiança da pessoa.

MC – O projeto prevê indenização em espécie para quem filmar/divulgar esse tipo de material. Como seria estabelecida essa multa?
R -
As vítimas, juntamente com seus advogados, devem guardar todos os comprovantes de despesas com mudança de endereço, psicólogo e decorrentes da perda de emprego. Assim o juiz deverá determinar o valor a ser ressarcido.

MC – O senhor acredita que essa forma de compensação financeira, por maior que seja, traria algum tipo de sensação de justiça para a vítima? Corre o risco de ser mal vista pela sociedade?
R -
Mal visto pela sociedade deveria ficar o criminoso.

MC – Geralmente, quando vaza um vídeo como esse, as mulheres são as principais vitimas. Por que o senhor acredita que isso aconteça? Vivemos em uma sociedade muito machista? Como é ser porta-voz de um projeto de lei de cunho tão feminino?
R -
Embora os casos ganhem mais repercussão com as mulheres, há homens vitimados também. Porém, nossa sociedade costuma julgar as mulheres. É como se o sexo denegrisse a honra delas. Os comentários machistas não vêm só dos homens, muitas mulheres criticam as vítimas também. Quando divulgo meu projeto na rede, recebo comentários absurdos apontando a mulher como culpada. Coisas do tipo… ‘se ela se desse o valor, não passaria por isso, que sofra as consequências’ ou ‘mulher direita não se deixa filmar’. Acho natural apresentar este projeto, sou pai de quatro filhas lindas.

O DEPUTADO FEDERAL APRESENTOU NO ÚLTIMO DIA 23 DE OUTUBRO UM PROJETO DE LEI QUE TORNA CRIME A DIVULGAÇÃO INDEVIDA DE MATERIAL ÍNTIMO (Foto: Ailton de Freitas/O Globo)

O DEPUTADO FEDERAL APRESENTOU NO ÚLTIMO DIA 23 DE OUTUBRO UM PROJETO DE LEI QUE TORNA CRIME A DIVULGAÇÃO INDEVIDA DE MATERIAL ÍNTIMO (Foto: Ailton de Freitas/O Globo)

MC – Recentemente, tivemos dois casos que, infelizmente, ganharam muito destaque: duas garotas – uma de Goiânia e outra do Piauí – sofreram ataques depois da divulgação de um vídeo íntimo. A adolescente de 17 anos não aguentou a pressão que sofreu nas redes sociais e se matou. Como casos como esse poderiam ser evitados?
R –
Acredito que o agravamento da pena pode ajudar a diminuir o número de casos, mas a tramitação de um projeto é demorada. Então, as mulheres devem tomar precauções como, quando resolver registrar estes momentos, deter essas gravações ou fotografias. Não compartilhar, enviar por email ou aplicativos de celular. Continue lendo