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Conheçam o “Bocejo”: o indicador do “mimimi” nos comentários em blogs

Publicado por Leonardo Sakamoto

Tenho dormido muito pouco ultimamente. Umas três horas por noite. Em parte, culpa minha, pois trabalho demais. Mas gosto de jogar parte da responsabilidade em um sabiá-laranjeira que, lá pelas 3h30, se põe a cantar loucamente na minha janela como se não houvesse amanhã. Canalha.

Como gosto de viver perigosamente, às vezes aproveito o silêncio da madrugada para dar uma espiada na área de comentários do meu blog. Vou de botina, porque – não raro – aquilo está uma lama.

Descobri, nessas andanças da madrugada por esse mundo selvagem, que algumas coisas me dão tanta preguiça que – veja só – me ajudam a pegar no sono. “Ah, que falta de respeito, com seus leitores! Só porque você não tem argumentos para contrapor a realidade irrefutável de que os médico cubanos são uma ameaça…” Viu! Não dá sono?

Criei um indicador: o “Bocejo”, que vai de um (menos sonolência) para três (mais sonolência). Não tem a ver com a gravidade da besteira proferida mas com o nível de sono que isso causa, levando em conta fatores como a repetição do argumento (sic), sua virulência, enfim. Para falar a verdade, não obedece a critério científico nenhum. Eu sei que não devia fazer cyberbullying em que faz cyberbullying, mas foi mais forte do que eu.

Usei exemplos tirados dos comentários e já comentados aqui.

(Para uma experiência mais próxima do real, sugiro a leitura sob a trilha de um sabiá-laranjeira.)

“Tá com dó? Leva para casa.”
Vem sempre seguido de algum preconceito contra crianças pobres, população em situação de rua, usuário de psicoativos, enfim.
Avaliação: 

“Para que libertar escravos se eles vão gastar o dinheiro que ganham com cachaça, muitos deles até cometer crimes”.
Liberdade, desde que vigiada.
Avaliação : 

 “Jogue o seu diploma no lixo.”
“Você é um mala.”
“Volta para o Japão!”
“Como os seus amigos te agüentam?”
“Cara, você tem cara de pirralho.”
“Dou como 95 por cento de chances que o seu problema é falta de mulher!”

No começo era divertido, mas o povo vai repetindo ataques pessoais. Tá chato. Fala criatividade na direita brasileira!
Avaliação: 

“Você não entende os desígnios de Deus e não dá a mínima para a vida.”
Realmente, não entendo. E tenho que confessar que missa me dá sono.
Avaliação: 

“Os negros continuam nessa situação hoje porque não quiseram trabalhar pesado ao serem libertados.”
É isso mesmo! Esses indolentes!
Avaliação: 


“Deus criou o homem para governar e a mulher para estar ao seu lado.”
“O marido tem direito a bater em sua mulher.”
“Lei Maria da Penha não deveria existir porque em briga de marido e mulher não se deve meter a colher.”

A maior parte dos comentários machistas são anônimos. Por que será?
Avaliação: 

“Esses sem-terra são um bando de vagabundos. Apanhar é pouco, deveriam matar mais alguns para que parem de atacar a propriedade alheia.”
É aquilo que falei nesta semana. Somos cães de guarda da injustiça social.
Avaliação: .

 “Trabalhei quando criança e isso formou meu caráter. Criança tem que trabalhar para não ficar fazendo arruaça na rua.”
“O trabalho liberta”, já dizia um portão por aí…
Avaliação: 

“Queria ver você ter um filho homossexual.”
Pode ser. Mas só vou ter tempo depois da Copa.
Avaliação: 

“Se você critica tanto São Paulo, seu fdp, porque não se muda daqui? Tenho orgulho de ser bandeirante, sou a locomotiva que puxa este país!”
“Em Bandeira ou Monção,/Doma os índios bravios,/Rompe a selva, abre minas, vara rios!” São Paulo tem hino, sabia?
Avaliação: 

 “Bandido bom é bandido morto”
Diga-me com quem andas que te direi quem és. Matar é a solução, porque pau que nasce torto não tem jeito, morre torto. E, na periferia, filho de peixe, peixinho é. Revidar é nosso direito, pois quem com ferro fere com ferro será ferido. Ou eles ou nós, pois o pior cego é aquele que não quer ver!
Avaliação: 

 “Você pensa assim porque um destes pulhas malditos ainda não estupraram sua mãe. Seja mais corajoso, pára de ficar escrevendo só o politicamente correto”
Brasil, o país da vitória da experiência individual sobre a necessidade coletiva, da emoção do momento sobre a racionalização necessária para que não nos devoremos a cada instante.
Avaliação: 

“Por que o país não acaba com essa merda de direitos humanos?”
Por que você não vai estudar? Quer uns livros?
Avaliação: 

“Pelas leis de Deus, há direitos dentro da relação e ninguém pode se intrometer nisso. Você não sabe o que levou o homem a determinado ato, então não se intrometa.”
Se você não é casado, faça-nos um favor, não case.
Avaliação: 

“Vi dois caras se beijando na rua e tive que me segurar para não partir para cima. Tenho nojo.”
Já saiu uma cura para homofobia, sabia?
Avaliação: 

“Há sim uma imposição gayzista no mundo. Se existe homens que querem largar o homossexualismo, o governo Dilma não deixa, agora, se um heterossexual quiser assumir ser gay, para os gayzistas, isso é um ‘direito humano’. Ou seja, é uma verdadeira hipocrisia esse movimento gay!”
Hannah Arendt remexe-se no túmulo.
Avaliação: 

“A natureza criou o homem com pênis e a mulher com vagina para se unirem e procriarem. Ninguém nasce pelo ânus para dizer que ânus é sexo.”
Descobriu isso sozinho ou leu num livro?
Avaliação: 

Sakamoto, o nível do teu ataque à família é tão baixo, mas tão baixo, mas tão baixo que coloca em dúvida o seu “doutoramento”. A questão não é julgar algo que não se escolhe, mas o problema é a campanha desmesurada pró-gay, como se isso fosse a salvação do mundo.
 Ataca-se tudo e a todos os que não são a favor da cultura gay. E isso é quê? Ditadura, talvez? Você é um monstro, que hoje se refestela na tua “criação”. Vai ter o dia que você vai se arrepender amargamente disso tudo. Fique com Deus.
Zzzzzzzzzz…

“Fazer teologia é levantar a saia de Deus”

saias-de-deus

Nancy Cardoso, no Facebook

Disse Marcella que fazer Teologia é “levantar a saia de Deus” [1].

Quero então manter esta sugestão, esta síntese preciosa e perigosa: procurarei pelas saias, os panos, os tecidos e as fabricações, as tecelagens e as texturas. Materialidades do divino. E conjugarei o verbo levantar… sem saber ao certo se no presente do futuro – eu levantarei – ou se no subjuntivo – se eu levantasse. É que sou aprendiz de indecências e convivo com regras de gramática e um léxico teológico restritivo e repetitivo… e eu quero saias, calças, camisolas, anáguas, calcinhas e cuecas. O corpo. A vida.

Se eu levantar a saia de deus… o que me acontece?

Se eu levantar a saia de deus… o que eu vou ver?

Deus não tem corpo… eles dizem: não há o que ver!

Uma anágua! Deus se revela entre anáguas antigas e impermeáveis.

Teologia feito anágua, como velação do corpo de deus… contra o corpo, sem o corpo, apesar do corpo, além do corpo. O meu. Qualquer corpo. Nenhum corpo real interessa à teologia. Mas na verdade o que ele não querem é que eu pergunte pelo corpo de deus. Ou corpo nenhum.

Pensamos encontrar Deus onde o corpo termina: e o fizemos sofrer e o transformamos em besta carga, em cumpridor de ordens, em máquina de trabalho, em inimigo a ser silenciado, e assim o perseguimos, ao ponto do elogio da morte como caminho para Deus, como seu Deus preferisse o cheiro dos sepulcros às delícias do Paraíso E ficamos cruéis, violentos, permitimos a exploração e a guerra. Pois se Deus se encontra para além do corpo, então tudo pode ser feito ao corpo” [2]

O desafio e a motivação para uma leitura bíblica e uma teologia vem das ruas, dos movimentos contra a tortura, das mães e avós procurando pelos corpos desaparecidos de filhos e filhas, dos movimentos de mulheres contra a exploração de seus corpos, dos movimentos de proteção de crianças, de grupos ambientalistas e a urgência do cuidado do corpo do mundo, dos movimentos de trabalhadores e trabalhadoras organizados que afirmam a santidade da força de trabalho em greve diante da máquina, da luta do movimento sem-terra pela ressurreição do corpo da terra e água.

De tantas maneiras o corpo deixa de ser lugar de negação e de sofrimento e se afirma como lugar de criação e de prazer que era impossível não aprender a dizê-lo de outra maneira também em nossas orações. Foi e tem sido um aprendizado difícil e desafiador. Afirmar a ressurreição do corpo como plenitude erótica que nos humaniza traz desafios para a teologia e o jeito e o que dizemos de Deus. Traz desafios para quem trabalha com a Bíblia. Nas palavras de Marcella:

“a sexualidade é um tema complexo; a teologia também. O contínuo intercâmbio e diálogo que as teorias sexuais, a sociologia dos relatos sexuais, o novo pensamento político e o pós-modernismo nos oferecem, junto com o círculo hermenêutico da suspeita, são elementos cruciais necessários em toda reflexão teológica que busca separar libertação e colonialismo, e teorias de qualidade de gênero de outras metas (ou buscas do Outro) relacionadas com a pluralidade e a diferença nas identidades sexuais” [3]

O que se construiu como senso-comum no imaginário social a partir das tradições bíblicas é uma mescla entre um deus incorpóreo, puro espírito, e homens e mulheres cheios de ordenações e danações em seus corpos pecadores e mortais. Esta visão simplificada, violentamente monolítica e restrita do texto bíblico é a que prevalece nas catequeses e escolas dominicais, nas representações artísticas e nas liturgias.

Infelizmente é a visão que continua perpassando também na leitura bíblica popular e ecumênica que fazemos na América Latina. Ainda não fomos capazes de incorporar uma visão crítica da demonização do corpo e do erotismo nas versões oficiais do judaísmo-cristianismo, nem capazes de articular criativamente as descobertas e alternativas que a arqueologia, antropologia, psicanálise trazem para uma experiência religiosa mais integrada. Nossas leituras bíblicas continuam reforçando uma perspectiva de Deus impessoal, separada da humanidade e seus corpos, da natureza e seus corpos.

O desafio latino-americano tem sido o de, mantendo-se no âmbito das tradições libertárias e revolucionárias ocidentais, criticar e re-inventar teorias e práticas a partir de tradições e utopias autóctones. Esta é uma tarefa que ainda está em curso e que exige muita radicalidade, maleabilidade e capacidade de auto-crítica.

A busca de alternativas não pode ser entendida como afirmação do corpo autônomo como expressão de um inidvidualismo liberal escondendo as construções sociais que emolduram as estruturas de linguagem e de poder. Trata-se de buscar romper com o impasse paralisador que nos coloca sempre de novo tendo que escolher entre o individual e o coletivo, entre os sentidos da paixão e a razão, entre técnica e sensibilidade. Trata-se de afirmar os corpos como lugar de interpretação, texto e leitura do mundo e suas relações.

Longe de ser uma desistência das motivações e dos esforços libertários, as reflexões feministas recolocam as questões de forma radical descendo bem mais fundo e demonstrando que a superação dos paradigmas epistemológicos patriarcais não se reduz a uma crítica superficial do discurso, mas precisa se deter e enfrentar a discussão de produção e reprodução da vida material e simbólica.

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Recupero três fidelidades de um passado ainda em aberto e pergunto pelas tarefas e paixão da teologia da libertação – feminista e radical. Me posiciono de modo pouco confortável na trajetória de teologia latino-americana. Não busco consenso nem aprovação, mas companhia, camaradagem, cumplicidade na conversa –improvável mas deliciosa – com Jose Comblin, Hugo Asmann e Marcella Althaus-Reid: presente!

** parcialmente publicado em: “God´s Petticoat and Capitalism-full Fashion,” Cláudio Carvalhaes and Nancy Cardoso Pereira in Dancing Theology in Fetish Boots: Essays in Honour of Marcella Althaus-Reid, Lisa Isherwood and Mark D. Jordan, editors, London: SCM Press, 2010.

[1] ALTHAUS-REID, Marcella, Teologia indecente,  entrevista,  07/10/2009,

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT805466-1666,00.html

[2] ALVES, Rubem, Creio na ressurreição do corpo, CEDI, Rio de Janeiro, 1984.

[3]  ALTHAUS-REID, Marcela, La Teologia Indecente – perversiones teológicas em sexo, género y política. Barcelona: Bellaterra, 2000, p.22

Para mudar o destino, japoneses fazem plástica nas linhas das mãos

leituramaos

Charlie Nisz, no Vi na Internet

A leitura das linhas das mãos, ou quiromancia, é uma prática milenar da humanidade. Tentar prever o futuro com essa prática é algo comum em várias culturas, mas foi popularizada pelos ciganos. No Japão, apesar de todo o desenvolvimento econômico e tecnológico, a previsão do futuro pela leitura das mãos ainda é bastante popular.

Muita gente achou uma maneira de dar uma “força” ao destino: estão fazendo cirurgias plásticas nas linhas das mãos. A ideia básica por trás desse procedimento é mudar as mãos, mudar a leitura, e assim, mudar o destino. Em apenas 2 anos, o consultório do doutor Matsuoka, em Shinjuku, realizou 37 dessas intervenções.

Tudo o que você precisa é de um cirurgião plástico com conhecimentos básicos de leitura das mãos. Outros preferem “desenhar” com caneta as linhas desejadas e o cirurgião “escreve” o destino preferido pela pessoa. Essas cirurgias surgiram na Coreia do Sul, mas ficaram populares no Japão. Elas custam cerca de R$ 2.220 e duram 15 minutos.

O cirurgião que levou a técnica para o Japão explica que a cirurgia não funciona se for feita a laser: “precisamos usar um bisturi elétrico. Ele cria uma cicatriz semipermanente ao queimar a pele”. “Fica parecendo o cheiro de hot-dog queimado”, brinca o doutor Matsuoka.

Antes de realizar esse tipo de plástica, Matsuoka não sabia nada sobre leitura das mãos. Ele estudou bastante o tema antes de começar a fazer as cirurgias. Os homens pedem reforço na linha da riqueza. As moças, querem casamento, conta o médico. Você acredita em destino? Opine nos comentários! (vi no Daily Beast)

Proposta sobre ‘cura gay’ é aprovada em comissão presidida por Feliciano

O deputado Marco Feliciano (esq.) com o colega de Câmara Jean Wyllys, durante sessão da Comissão de Direitos Humanos (foto: Sergio Lima - 27.mar.2013/Folhapress)

O deputado Marco Feliciano (esq.) com o colega de Câmara Jean Wyllys, durante sessão da Comissão de Direitos Humanos (foto: Sergio Lima – 27.mar.2013/Folhapress)

Flávia Foreque e Márcio Falcão, na Folha de S.Paulo

Sob o comando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

A proposta, conhecida como “cura gay”, terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara.

A votação foi simbólica: durante o debate, apenas os deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) discursaram contrários ao texto. Araújo tentou adiar a votação com pedidos de leitura da ata da última sessão e retirada do projeto da ata –ambos foram rejeitados.

Em sua fala, Araújo lembrou os protestos que reuniram milhares de pessoas nas ruas ontem, em diversas capitais do país. Em Brasília, manifestantes chegaram até o Congresso Nacional – entre os protestos, houve gritos contrários a Feliciano e a outros políticos do Legislativo, como o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

“A Casa deve acordar para o que aconteceu ontem nas ruas, ao que está acontecendo nesse país. Essa aqui é uma prova que nós estamos muito longe de entender o que a sociedade realmente quer discutir aqui dentro dessa Casa”, afirmou, sendo aplaudido por alguns presentes.

O projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), suspende dois trechos de resolução instituída em 1999 pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia). O primeiro trecho sustado afirma que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.

A proposta aprovada hoje anula ainda artigo da resolução que determina que “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

Na justificativa do documento, Campos afirma que o conselho “extrapolou seu poder regulamentar” ao “restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional”.

A votação é uma vitória da bancada evangélica, que tenta avançar com o projeto há dois anos.

Durante o debate, manifestantes exibiram cartazes com frases contrárias ao texto. “Não há cura para quem não está doente”, dizia um deles.

HISTÓRICO

Desde o mês passado, a votação foi adiada ao menos cinco vezes, por diferentes motivos – desde falta de quórum a pedido de vistas de congressista.

O relator do texto na Comissão de Direitos Humanos, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), foi favorável ao projeto. “A Psicologia é uma disciplina em constante evolução e tem diversas
correntes teóricas, sendo difícil determinar procedimentos corretos ou não, metodologias
de trabalho apropriadas ou não”, afirma o deputado em seu relatório.

“É direito do profissional conduzir sua abordagem conforme a linha de atuação que estudou e prefere adotar. Também constitui direito do paciente buscar aquele tipo de atendimento que satisfaz seus anseios”, completa ele.

Para Ferreira, a mudança na resolução do Conselho Federal de Psicologia reforça a “liberdade de exercício da profissão” de psicólogo.

A proposta é rejeitada pelo CFP. No ano passado, a entidade recusou-se a participar de uma audiência pública realizada na Câmara para debater o projeto. O conselho inclusive lançou uma campanha contra a ideia. A OMS (Organização Mundial de Saúde) deixou de considerar a homossexualidade doença em 1993.

POLÊMICA

Desde que assumiu o comando da comissão em fevereiro, o deputado Marco Feliciano enfrenta protestos de ativistas de direitos humanos que o acusam de racismo e homofobia. Ele nega. Uma das críticas dos ativistas é que o deputado beneficiaria os evangélicos na discussão da proposta na comissão.

No mês passado, em seu twitter, Feliciano defendeu a inclusão do projeto na pauta da comissão, afirmando que “não podemos fugir de assuntos como este”. O deputado ainda criticou a cobertura da imprensa sobre o assunto.

“A mídia divulga um PL [projeto de lei] como “cura gay” quando na verdade ele não trata sobre isso, até porque homossexualidade não é doença”, escreveu na ocasião. “Esse projeto protege o profissional de psicologia quando procurado por alguém com angústia sobre sua sexualidade”, disse.

dica do Carlos Júnior