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Vereador quer tornar obrigatória leitura da Bíblia na Câmara de Passo Fundo (RS)

Marco Aurélio Weissheimer, no RS Urgentesidneiavila-199x300

O programa Jornal do Almoço desta quarta-feira (20), exibido na RBS TV Passo Fundo, apresentou uma enquete sobre projeto que tramita na Câmara de Vereadores da cidade e que determina leitura da Bíblia antes do início das sessões (segundo a produção do programa, o resultado da enquete será divulgado nesta quinta-feira). O projeto de lei nº 130/2010, “que determina leitura de versículo bíblico nas sessões”, é de autoria do vereador Sidnei Ávila (PDT), que é pastor da Assembleia de Deus. Fundador e coordenador do Celebration, “maior evento evangélico da região norte do RS”, como afirma seu currículo disponível na internet, o vereador pedetista também é autor de um projeto “que dispõe sobre a observação de guardar sábados pelos adeptos do adventismo”. O objetivo deste projeto é fazer com que a data seja observada “na realização de vestibulares e concursos públicos”.

É a segunda vez que o vereador evangélico (foto) tenta aprovar o projeto que torna obrigatória e leitura da Bíblia. A primeira delas, em 2010, foi bloqueada por parecer da Procuradoria Jurídica do Legislativo. Segundo o edil, o projeto atenderia “ao clamor da comunidade cristã” e contemplaria todas as demais confissões religiosas.

Em entrevista ao jornal O Nacional, Sidnei Ávila defendeu seu projeto dizendo que “sabemos por dados científicos que a pessoa que tem o hábito de ler a Bíblia é uma pessoa que se relaciona melhor e tem hábitos mais saudáveis”. O vereador não citou que dados científicos seriam estes e tampouco especificou quais seriam os “hábitos mais saudáveis” proporcionados pela leitura de versículos bíblicos. Negando que queira “implantar uma religião dentro da Câmara”, o vereador disse que “a Bíblia não está vinculada a uma religião”. “É o livro mais vendido do mundo, é o maior best-seller do planeta”, emendou. Segundo ele, “todas as religiões interpretam a Bíblia segundo as suas maneiras”. Ávila tampouco detalhou que interpretações e maneiras seriam estas.

Foto: Divulgação

“sabemos por dados científicos…” + 1 que estudou  ~ciências~ c/ malafaia.

Caio Fábio: Os 3 tipos de atitude em relação à Bíblia

Pastor da Assembleia de Deus “Vivendo em Cristo” de São Gonçalo (RJ), Elvis Breves (qual o significado deste nome, Jorge Linhares?)  gravou um vídeo no qual aparece comendo algumas páginas da Bíblia.

A ~estratégia~ não é nova. Famosão depois de “cheirar” a Bíblia, o ex-Getsêmani e atual Lagoinha Lucinho Barreto (2 diminutivos é pleonasmo?) declarou que já comeu algumas páginas das Escrituras, citando episódios bíblicos para embasar a “refeição”.

O novo vídeo tem provocado piadas de todo tipo e reações contundentes, como no site Ateus do Brasil: “Pra quem devia estar comendo capim, já é o começo”. Infelizmente, a ~teologia~ macediana parece ter muitos aficionados na gospelândia: “somos como bolo; quanto mais baterem, mais cresceremos”. O líder da Universal finge (como sempre) ignorar que o IBGE já colocou por terra sua asserção.

No fim de semana foi divulgado um vídeo em que Caio Fábio fala sobre 3 tipos de atitudes em relação à Bíblia. Intitulado sagamente “Resposta ao Pastor comedor de Bíblia”, o texto de apresentação diz:

O Espírito Santo, de quem as Escrituras cita, antes de levar o homem a loucuras idiotizantes, veio convencer o homem sobre o pecado, a justiça e o juízo (Jo16.8) trazendo a consciência da centralidade de Jesus Cristo, ao invés de infantes propostas que o jovem que curte uma# dos dias de hoje pode até se interessar, mas NÃO MUDA, E NUNCA IRÁ MUDAR NADA.

Complicado será o que dia em que algum poser pastor em busca de holofotes se inspirar em Isaías e sair peladão por aí balançando suas heresias. #oremos

dica: Felipe Costa, Gerson Freire e Sidnei Carvalho de Souza

O Brasil precisa de uma igreja para ateus?

Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Dois comediantes ingleses fundaram uma igreja ateísta — e estão fazendo sucesso.

Sanderson Jones, o Malafaia ateu e engraçado, em sua Igreja Ateísta

O escritor e filósofo pop inglês Alain de Botton lançou a ideia em seu livro e andou reafirmando em entrevistas: os ateus precisam de uma igreja. Botton quer erguer uma torre de 46 metros no centro de Londres para celebrar, segundo ele, os “300 milhões de anos de vida na Terra”. Botton diz que tem metade do dinheiro e espera conseguir o resto com doações. Se conseguir a autorização e a grana, a construção começaria no final deste ano.
Isso não é propriamente uma novidade (na Revolução Francesa, igrejas foram convertidas em “templos da razão”). Mas Botton defende que a melhor maneira de combater as religiões é usar, basicamente, as mesmas armas. Que existe um rebanho, disso não há dúvida. O grupo dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião, no planeta, só fica atrás dos que se dizem cristãos e muçulmanos. No Brasil, de acordo com o último Censo, 8% da população se declarou sem religião (destes, 615 mil se disseram ateus).

Recentemente, uma igreja ateísta abriu as portas no norte da capital inglesa – e está fazendo sucesso. A Assembleia de Domingo é comandada por um comediante de stand-up chamado Sanderson Jones. Jones diz que sua organização é “parte um show de pessoas batendo os pés e, no geral, uma celebração da vida”.

Mais de 300 pessoas se reúnem nas ruínas de uma igreja desconsagrada para cantar, em uníssono, hits de Stevie Wonder, Queen, entre outros. A missa tem leitura de alguns clássicos e palestras de físicos, acadêmicos, escritores etc.

ateísmo

O mestre de cerimônias Jones é acompanhado de Pippa Evans, também atriz. Para não ficar na palhaçada, a dupla provoca debates sobre temas que, segundo eles, foram sequestrados pelos religiosos, como “fascinação”.

Segundo a BBC, os “fieis” também têm um momento de contemplação, quando meditam em silêncio, com a cabeça abaixada, sobre o milagre da vida. Na maioria, são pessoas de classe média, brancas, jovens, em dúvida com a sua fé ou apenas em busca de um pouco de divesão no dia mais deprimente da semana.

Esse ateísmo militante ganhou espaço na Europa. Livros como Deus Não é Grande, de Christopher Hitchens, e Deus, um Delírio, de Richard Dawkins, tornaram-se bestsellers (Dawkins também fez um documentário antirreligioso chamado A Raiz de Todo o Mal). O comediante Ricky Gervais virou outra voz ativa.  “Eu duvido que Deus seja racista ou homofóbico, mas a Bíblia não é clara”, diz ele. “Alguns trechos falam de amor e igualdade e outros falam que você não deve confiar em certos tipos e que deitar com um homem como você faria com uma mulher deve ser punido com a morte, o que é meio doentio e mau”.

Na falta de uma tábua de mandamentos, Allain de Botton lançou um Manifesto Ateísta com dez pontos:

  1. Resiliência. Seguir adiante mesmo quando as coisas estão feias.
  2. Empatia. A capacidade de conectar sua imaginação com o sofrimento e as experiências únicas de outra pessoa.
  3. Paciência. Nós devemos ser mais calmos e mais tolerantes sobre como as coisas são.
  4. Sacrifício. Nós não seremos capazes de criar uma família, amar alguém ou salvar o planeta se não praticarmos a arte do sacrifício.
  5. Gentileza. Gentileza está ligada à tolerância, à capacidade de viver com pessoas com as quais jamais concordaremos, mas ao mesmo tempo, não podemos evitar.
  6. Humor. Como o ódio, o humor brota do desapontamento, mas é o desapontamento canalizado de outra maneira.
  7. Autoconhecimento. Conhecer a si mesmo e tentar não culpar os outros pelo seus problemas; ter bom senso para diferenciar entre o que acontece com você e o que pertence ao mundo.
  8. Perdão. É reconhecer que viver com outras pessoas é impossível sem desculpar erros.
  9. Esperança. O pessimismo não é necessariamente profundo, nem o otimismo raso.
  10. Confiança. Confiança não é arrogância, é baseada na certeza do quão curta é a vida e, em ultima análise, quão pouco nós perdemos ao arriscar tudo.

O maior risco da empreitada da trupe de Sanderson é eles acabarem criando, veja só, uma religião. Provavelmente a moda vai passar e essas pessoas voltarão para casa. Ou irão passear no parque. Ou mesmo entrarão na igreja mais próxima. Como diz o velho Bertrand Russel (como eu gosto dessa frase, meu Deus), o grande problema do mundo é que os tolos e fanáticos estão cheios de certezas, e os mais sábios cheios de dúvidas.

dica do Marlos Ferreira

Conselho Federal de Psicologia se posiciona contrariamente às declarações de Malafaia

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Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo foi entrevistado durante programa exibido pelo SBT no último domingo.

Publicado no site do CFP

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT. Em sua participação, o pastor evangélico agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação – objetos da atuação da Psicologia, que se pauta na defesa da subjetividade das identidades.

As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.

Ao alegar que a homossexualidade é uma questão de comportamento, o pastor se mostra contrário às bandeiras levantadas pela Psicologia, especialmente no que tange a Resolução CFP nº 001/99, estabelece normas de conduta profissional para o psicólogo na abordagem da orientação sexual, visando garantir um posicionamento de acordo com os preceitos éticos da profissão e a fiel observância à promoção dos direitos humanos. Considera que a homossexualidade não constitui doença, desvio ou perversão, posto que diferentes modos de exercício da sexualidade fazem parte das possibilidades de existência humana.

O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.

A Resolução declara, ainda, que é um princípio da (o) psicóloga (o) o respeito à livre orientação sexual dos indivíduos e o apoio à elaboração de formas de enfrentamento no lidar com as realidades sociais de maneira integrada.  É dever do profissional de Psicologia fornecer subsídios que levem à felicidade e o bem-estar das pessoas considerando sua orientação sexual.

Esse tipo de manifestação da homofobia na sociedade brasileira contribui para a violação dos direitos humanos de parcela significativa da população. Vale lembrar que esses tipos de casos resultaram, no ano de 2011, em 278 assassinatos motivados por orientação sexual, de acordo com o Disque Direitos Humanos (Disque 100).

Dessa forma, podemos entender que a construção sócio-histórica da figura do homossexual como anormal que precisa ser corrigido e, por vezes, exterminado para a manutenção dos valores e do bem estar social, ainda se faz presente em nossa sociedade. Entretanto, a violência destinada a sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.

Com base nessa realidade, é também uma tarefa da Psicologia contribuir para o enfrentamento da homofobia e suas repercussões sociais.  A importância dessa ação é tanta, que em novembro de 2012 o CFP assinou um termo de cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para tratar do tema por meio de Comitês de Enfrentamento à Homofobia e da Campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.

A atitude desrespeitosa de Malafaia com homossexuais ressalta um tipo de comportamento preconceituoso que não se insere, em hipótese alguma, no tipo de sociedade que a Psicologia vem trabalhando para construir com outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos Direitos Humanos. O Brasil só será um país democrático, de fato, se incorporar valores e práticas para uma cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. Exatamente o oposto do que prega o referido pastor.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Culto alternativo de ‘igreja ateísta’ tem rock e comédia

Brian Wheeler, na BBC News

Uma “igreja ateísta” no norte de Londres está se provando um sucesso entre os não-crentes. Alguns, no entanto, acreditam que a iniciativa pode se tornar uma nova religião.

Inaugurada no mês passado como ponto de encontro para ateus, a Assembleia de Domingo é, nas palavras de seu mestre de cerimônias, o comediante Sanderson Jones, “parte um show de pessoas batendo os pés, parte igreja ateísta e em geral uma celebração da vida”.

Em um domingo pela manhã, o grupo de mais de 300 pessoas se reúne no espaço de uma igreja desconsagrada para a celebração.

Ao invés de hinos, os não-religiosos ficam de pé para cantar músicas de Stevie Wonder e da banda Queen.
Há uma leitura de Alice no País das Maravilhas e uma palestra de um físico de partículas, Dr. Harry Cliff, que explica as origens da teoria da matéria escura.

Parece uma apresentação de comédia stand-up. Jones e a co-fundadora Pippa Evans fazem piadas uns com os outros e animam a plateia como os veteranos do circuito de stand-up que eles são.

No entanto, há momentos mais sérios.

O tema desta manhã é “fascinação” – uma reação, segundo Jones, à crítica de que os ateus não conhecem esse sentimento.

Os participantes têm que abaixar as cabeças por dois minutos em contemplação ao “milagre” da vida e, em seu sermão de encerramento, Jones fala sobre como a morte de sua mãe influenciou sua jornada espiritual e sua determinação por aproveitar ao máximo cada segundo, consciente de que a vida é muito breve e que nada virá após dela.

Espírito de comunidade

Celebração de ateus tem palestras científicas e músicas pop

Celebração de ateus tem palestras científicas e músicas pop

A audiência – em sua maioria jovem, branca e de classe média – parece entusiasmada por ser parte de algo novo e fala do vazio que sentiam nas manhãs de domingo quando decidiram abandonar a fé cristã. Poucos se identificavam ativamente como ateístas.

“É uma boa desculpa para nos reunirmos e termos um pouco de espírito de comunidade, mas sem o aspecto religioso”, diz Jess Bonham, uma fotógrafa.

“Não é uma igreja, é uma congregação de pessoas não-religiosas.”

“Eu acho que as pessoas precisam desse sentimento de conexão porque todos são muito individualistas agora, e se sentir parte de algo é o que as pessoas estão precisando no mundo”, diz Gintare Karalyte, outra frequentadora.

O número de pessoas que se declaram “sem religião” na Inglaterra e no País de Gales aumentou de cerca de 7 milhões em 2011 para 14,1 milhões, de acordo com o último censo no país, em 2011.

Isso faz dos dois países alguns dos mais seculares do mundo ocidental.

Pessoas como o escritor Richard Dawkins e o comediante Ricky Gervais transformaram em “moda” a ideia de ser mais assertivo sobre não ter fé religiosa e de pensar sobre o que significa ser ateísta.

O escritor Alain De Botton, que já propôs a criação de um “templo para ateus” em Londres, revelou também nessa semana um Manifesto para Ateístas, listando 10 virtudes para os que não tem fé.

Ele diz querer promover virtudes “esquecidas” como resiliência e humor. De Botton teve a ideia em resposta à crescente sensação de que ser virtuoso se tornou “uma noção estranha e deprimente”.

Os comentários de De Botton parecem ecoar o mantra da Assembleia de Domingo: “viva melhor, ajude com frequência, se maravilhe mais”.

Ele diz que um novo tipo de terapeutas seculares deve ocupar as posições de sacerdócio e acredita que o ateísmo deveria ter suas próprias igrejas, mas diz: “Elas não deveriam ser chamadas assim, porque ateísmo não é uma ideologia em torno da qual qualquer pessoa pode se reunir. É muito melhor chamá-la de algo como humanismo cultural”.

Risco de ‘se transformar em religião’

Bispo evangélico acha que Assembleia de ateus é início de jornada espiritual até religião

Bispo evangélico acha que Assembleia de ateus é início de jornada espiritual até religião

No entanto, existe a preocupação entre alguns não-crentes de que o ateísmo esteja se tornando uma religião em si mesmo, com seu próprio código de ética e sacerdotes autointitulados.

Sanderson Jones insiste que não está tentando fundar outra religião, mas alguns membros de sua congregação discordam.

“Vai se tornar uma religião organizada. É inevitável. Um sistema de crenças vai se estabelecer. Haverá uma estrutura, uma perspectiva ética sobre a vida”, diz o arquiteto Robbie Harris, frequentador da assembleia.
Ele acredita que Evans e Jones tem “uma grande responsabilidade” se a Assembleia de Domingo “continuar tendo tanto sucesso como tem agora”.

“Existe o perigo de que ela se torne ‘da moda’ e se torne centrada em uma pessoa só. Você pode acabar se colocando como um pregador, esse é o perigo.”

“Eu acho que Sanderson deveria se afastar e se ver como mediador ou facilitador, no que ele obviamente é bom, e somente levar pessoas para falar ou ler”, diz Sarah Aspinall, que também frequenta o grupo.

Jones diz que as assembleias estão no início e que as próximas serão menos sobre ele e mais sobre as experiências de membros da congregação. Ele rejeita a ideia de que esteja dando início a um culto.

“Eu não acho que sou um pregador carismático. Eu só fico muito entusiasmado com as coisas e quero dividir isso com as pessoas”, afirma.

Ele diz ainda que ficou surpreso com a reação do público da Assembleia de Domingo e que está explorando a possibilidade de fazer reuniões semelhantes em outros locais do país.

As doações dos membros da congregação irão ajudar a pagar por ela. “Eu queria fazer isso porque pensei que seria algo maravilhoso”, diz Jones.

Ao lado da igreja desconsagrada onde se reúnem os ateus fica a igreja evangélica de São Paulo e São Judas, onde cerca de 30 pessoas se reuniram no mesmo domingo para cantar músicas gospel e fazer leituras da Bíblia.

Mas o bispo Harrison, um pregador cristão há 30 anos, disse que não vê os vizinhos como ameaça e prevê que sua jornada espiritual eventualmente os levará a Deus.

“Eles tem que começar de algum lugar”, diz.

 

dica da Luciana Leitão