Menino pula de alegria por vencer leucemia (vídeo)

 

Publicado no Extra

Avery Harriman é um garoto de sete anos que está vencendo a leucemia pela terceira vez. O vídeo com o anúncio dos médicos que o menino poderia finalmente sair do hospital, após 23 dias de quimioterapia intensa, foi compartilhado na última quarta-feira e já bateu mais de 40 mil acessos no Youtube.

O pai do menino disse que, no entanto, o pequeno Avery não vai ficar muito tempo longe do hospital. Em entrevista para a CBS Sports.com, Chris Harriman, assistente do treinador da equipe de basquete Nebraska Huskers, explicou que na próxima semana Avery fará exames para ver como a doença está de comportando. Se o câncer não estiver mais dando sinais de atividade, o menino poderá passar por um transplante de medula. Se não, ele volta para a quimioterapia.

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A medula que pode ser recebida pelo menino deve ser doada por Andrew Cussen, um estranho da Califórnia que, tocado pela campanha iniciada pela família, fez em 2013 a primeira doação. Segundo Chris, Andrew está disposto a ajudar Avery mais uma vez, se for necessário.

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Avery está lutando contra a leucemia desde 2008, quando tinha apenas dois anos de idade. O câncer teve uma remissão, mas voltou em outubro de 2012 e, depois, em julho de 2014. A família lançou uma campanha #AveryStrong para sensibilizar as pessoas para a doação de medula óssea e atualizar sobre os progressos do menino.

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Menino com câncer morre dois dias após ser padrinho dos pais

Logan fez o caminho até o altar no colo da mãe durante o casamento dos pais
Logan fez o caminho até o altar no colo da mãe durante o casamento dos pais

Publicado por BBC [via UOL]

Quando ouviram dos médicos que o filho de 2 anos tinha apenas algumas semanas de vida, os americanos Christine Swidorsky e Sean Stevenson resolveram homenageá-lo. Eles decidiram adiantar seu casamento, que seria em julho de 2014, para o último sábado – assim Logan poderia participar.

Padrinho do casamento, o garoto chegou para a cerimônia no colo de sua mãe e, em seguida, passou para o colo da avó, enquanto segurava seu coelhinho de pelúcia favorito. Christine afirmou que a cerimônia, ocorrida em Pittsburgh, era uma maneira de celebrar a vida de Logan.

Mas, dois dias depois do casamento, ela teve de anunciar a morte de seu filho. Em sua página no Facebook, ela disse que o garoto morreu em seus braços, na noite segunda-feira.

“Ele agora está com os anjos e não está mais sofrendo”, escreveu Christine.

“Sean e eu ficamos com ele no colo durante todo o dia e o medicamos para que ele ficasse mais confortável. E então às 20h18 (21h18 no horário de Brasília), ele deu seus últimos suspiros nos meus braços.”

Leucemia

Logan sofria de leucemia mieloide aguda e, nos seus dois anos de vida, foi submetido a diversos exames e cirurgias.

Em entrevista ao jornal local “Pittsburgh Post-Gazette”, Christine disse que ter o filho como padrinho de seu casamento foi um “sonho realizado”.

“É um momento que não vamos esquecer jamais. Somos abençoados a cada dia que ele fica conosco”, afirmou.

Após a cerimônia, o casal agradeceu às pessoas que doaram presentes, comida e artigos de decoração para o casamento.

Christine Swidorsky segura o filho, Logan Stevenson, 2, ao lado do noivo e pai do menino, Sean Stevenson, na Pensilvânia (EUA).
Christine Swidorsky segura o filho, Logan Stevenson, 2, ao lado do noivo e pai do menino, Sean Stevenson, na Pensilvânia (EUA).

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Vírus da Aids ajuda enfrentar câncer

Publicado no Catraca Livre

Vítima de leucemia, a menina Emma Whitehead estava prestar a sofrer falência múltipla dos órgãos. Morreria em poucas horas.

No desespero submeteram a menina a uma experiência nos Estados Unidos.

Injetaram nela o vírus da Aids modificado – ou seja, ele não produz Aids, mas poderia ajudar a combater o câncer.

Deu resultado: ela já voltou a estudar.

Veja as imagens de Emma e as explicações do médicos ( com legenda em português) sobre a experiência, que ainda está em fase de análise.

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Paciente com leucemia se casa em hospital: ‘Realização de um sonho’

Cerimônia foi realizada na Santa Casa de Misericórdia, em Goiânia.
Funcionários e voluntários fizeram campanha parar realizar a festa.

Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)
Juntos há 17 anos, Valmina e Wesley oficializaram a união (Foto: Gabriela Lima/G1)

Gabriela Lima, no G1

Uma celebração mudou a rotina da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia neste domingo (9). O hospital realizou o casamento da paciente Valmina Nascimento, de 43 anos, com o mecânico Wesley José Pereira, 40 anos. Funcionários e voluntários fizeram uma campanha para conseguir realizar a festa, que emocionou os demais internos.

“É a realização de um sonho”, disse Valmina ao G1, após oficializar a união de 17 anos com o companheiro, com quem tem três filhos. Valmina está internada no hospital desde o dia 19 de março, quando recebeu o diagnóstico de leucemia. Ela ficou durante um mês na UTI, mas reagiu bem ao tratamento e agora está em um quarto do 2º andar da unidade, onde foi celebrado o casamento.

Valmina falou pouco e ficou a maior parte do tempo sentada. Por causa do tratamento, a cerimônia precisou ser rápida para os padrões de um casamento, cerca de meia hora. Mas teve tudo que um casamento tem direito: padrinhos, florista, porta-aliança e um casal de noivos emocionados.

Paciente passou maior parte da cerimônia sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)
Paciente passou maior parte da cerimônia
sentada (Foto: Gabriela Lima/G1)

Filho mais novo do casal, Douglas Pereira, de 7 anos, participou da cerimônia e levou uma Bíblia ao altar. Os dois filhos mais velhos não estiveram presentes. A celebração contou com parentes e amigos. Funcionários e pacientes do hospital se agrupavam nas laterais e nos corredores para presenciar o momento.

Mesmo cansada, a noiva fez questão de jogar o buquê, que acabou caindo nas mãos da enfermeira Lílian Jerônimo, de 25 anos. “Todo casamento que eu vou eu pego o buquê. Mas esse é diferente”, comemorou Lílian.

A ideia de organizar a cerimônia surgiu do serviço de psicologia da Santa Casa. “O psicólogo perguntou o que a gente mais tinha vontade de fazer e a gente falou que era casar”, relata Wesley. Muito emocionado, o noivo disse ter se surpreendido com a mobilização do hospital: “É um carinho muito grande que eles estão demonstrando por ela”.

“A realização de um sonho traz emoções positivas e pode ser terapêutica, contribuir para o tratamento”, explica Cristiane Dias, uma das psicólogas da equipe.

Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)
Solteiras disputaram o buquê, que caiu nas mãos de um enfermeira (Foto: Gabriela Lima/G1)

Voluntários
Há uma semana, os preparativos da festa ganhou um reforço de peso: o Grupo Alegria, composto de jovens que fazem trabalhos voluntários em hospitais.

“Todo domingo a gente vem para a Santa Casa. Na semana passada, ficamos sabendo do casamento e decidimos participar”, disse ao G1 a consultora de vendas Ramila Guedes, 21 anos. A voluntária fez a maquiagem da noiva.

Outra integrante do grupo, Alana Soares Sousa, 22 anos, foi a porta-alianças. Ela contou que o grupo fez uma campanha no Facebook e conseguiu, em menos de uma semana, arreacadar presentes como roupas de cama e peças para a cozinha do casal. As voluntários entregaram os presentes aos noivos no fim do casamento.

O Grupo Alegria também providenciou peruca, luvas e buquê. Valmina ganhou duas tiaras, uma de flores e outra de strass. Na hora de escolher uma delas, não teve dúvidas. “Quero ir de princesa”, disse a noiva, decidida. O vestido ficou por conta da equipe médica.

Todos os preparativos foram acompanhados de perto pela sogra de Valmina, a costureira Glória José Pereira, 57 anos. Ela conta que o filho e a nora se prepararam para casar várias vezes durante os 17 anos de união, mas nunca havia dado certo. Na hora do “sim”, ela não conteve as lágrimas: “Estou sentindo uma emoção que nunca senti na minha vida”.

Como Wesley é evangélico, um pastor fez a celebração. “Para mim foi algo surpreendente. Considero providência de Deus proporcionar um momento tão especial. É motivo de muita alegria fazer parte dessa festa. É algo que ficará marcado na minha vida e mostra que, de tudo, o que fica é o amor”, disse ao G1 o pastor Braz Modesto de Araújo Jr.

Valmina continuará na Santa Casa de Misericórdia. Segundo o coordenador do serviço de psicologia do hospital, Roberto Ribeiro de Moura, apesar de estar respondendo bem à quimioterapia, a paciente apresentou uma infecção pulmonar e ficará internada até a melhora do quadro.

Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)
Voluntários do Grupo Alegria ajudaram a realizar o sonho de Valmina (Foto: Gabriela Lima/G1)

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Cardiologistas estudam o efeito da espiritualidade sobre a saúde do coração

A espiritualidade pode melhorar a adesão do doente ao tratamento (Foto: Thiago Lontra / EXTRA)
A espiritualidade pode melhorar a adesão do doente ao tratamento (Foto: Thiago Lontra / EXTRA)

Roberta Hoertel, no Extra

“Sem fé, a vida se torna muito mais curta.” A teoria do aposentado tijucano João de Oliveira é antiga e inquestionável entre os religiosos. Mas agora a questão chegou à ciência, que, apesar do imenso abismo que sempre a separou da espiritualidade, começa a investigar a influência da fé em pacientes com doenças cardíacas. O assunto será destaque no 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontecerá em setembro, no Riocentro.

– Baseado em alguns casos, resolvemos estudar se a religiosidade realmente faz com que os pacientes adoeçam menos e tenham menos problemas cardiovasculares – afirma o cardiologista Álvaro Avezum, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.

João Oliveira enfrenta a doença cardíaca com sua fé em Nossa Senhora da Conceição (Foto: Freelancer / Arquivo pessoal)
João Oliveira enfrenta a doença cardíaca com sua fé em Nossa Senhora da Conceição (Foto: Freelancer / Arquivo pessoal)

Mas o fato é que, fora dos laboratórios e das universidades, muitos pacientes que se apegaram à fé para enfrentar grandes problemas de saúde já tiveram a comprovação de que precisavam. João recorre à Nossa Senhora da Conceição para enfrentar uma cardiomegalia (coração aumentado). Nicia Ribeiro, de 66 anos, tem o mesmo problema e se agarra ao Senhor do Bonfim para enfrentar a doença. Já o vendedor Hercílio da Silva, de 42, recorreu à São Jorge para domar seus dragões: além do problema de coração e de pressão alta, ainda venceu uma leucemia.

– Fiz o tratamento e sabia que ia ficar curado. Em três sessões de quimioterapia, todas as taxas já estavam voltando para o lugar – revela o devoto do Santo Guerreiro.

Nicia Ribeiro recorre ao Senhor do Bonfim para enfrentar os problemas de coração (Foto: Thiago Lontra / Extra)
Nicia Ribeiro recorre ao Senhor do Bonfim para enfrentar os problemas de coração (Foto: Thiago Lontra / Extra)

Avezum explica, no entanto, que há diferenças significativas entre espiritualidade e religiosidade, embora as duas situações sejam estudadas. A religiosidade é ligada a crenças e cultos. Já a espiritualidade está relacionada à forma como a pessoa encara os fatos cotidianos e os sentimentos no decorrer da vida.

– Pesquisamos se, antes de o problema celular se manifestar no corpo, o agir e o pensar podem antecipar essa desorganização celular – explica, lembrando que até mesmo um ateu pode se encaixar nesses casos.

Embora a maioria dos médicos ainda se atenha apenas aos hábitos de vida de seus pacientes, alguns especialistas já verificam que a crença em alguma vertente, qualquer que seja ela, colabora para o tratamento.

– Algumas escolas médicas afirmam que pessoas assíduas a um determinado culto religioso ou que se apegam à religião têm uma evolução melhor – diz o médico.

Com ou sem comprovação, são os próprios pacientes que dão a dica nesses casos: é melhor acreditar.

Nicia Ribeiro conta que, há muitos anos, esteve em Salvador e se emocionou muito quando entrou na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Desde então, virou devota.

– Sinto uma fé, um amor muito grande quando vejo a imagem de Jesus na cruz, e choro desesperadamente. Não tenho explicação para essa fé. Meu Senhor do Bonfim sempre me ajuda, nunca me desampara. Vou direto ao todo poderoso, ao chefão. Quando fiz um cateterismo, entrei na sala de exames agarrada a uma imagem que trouxe da Bahia. Durante o exame, chamei tanto pelo Senhor do Bonfim que o médico me perguntou se eu era baiana. Correu tudo bem. Com muita fé, estou aqui.

João de Oliveira, de 78 anos, devoto de Nossa Senhora da Conceição, também conta com sua fé para enfrentar a doença cardíaca.

– Se eu não tivesse toda essa fé, acho que já tinha ido embora há muito tempo. Muita coisa já aconteceu comigo. Sem minha medalhinha, com certeza teria sido muito pior. Até em situações de rua. Já fui assaltado duas vezes e tenho certeza de que tudo teria sido diferente se não estivesse com a minha proteção.

O aposentado conta que sempre foi ligado à religião:

– Acredita que essa fé tenha me ajudado a enfrentar o problema do coração desde os 50 anos. É por isso que não deixo a medalhinha por nada. Independentemente de qualquer coisa, as pessoas têm que acreditar em algo, mesmo que tenham problemas na vida, que tenham que se curvar. Sem fé, a vida não faz nenhum sentido.

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