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Site lista 10 leis absurdas relacionadas ao sexo nos EUA

Leis americanas pra lá de estranhas proíbem determinadas práticas sexuais

Foto: Getty Images

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Publicado originalmente no Terra

Considerado o país da liberdade, alguns lugares dos Estados Unidos praticamente superam países considerados ultraconservadores, como os islâmicos, com suas leis relacionadas às práticas sexuais.

Muitas delas são antigas e nunca foram levadas à sério. Mas, mesmo assim, é bizarro pensar que já existiram em uma superpotência ocidental, que, como já foi dito, prega tanto os valores da democracia. Quer ver? A compilação das leis bizarras é do site da revista Cosmopolitan.

Oh, não!
Na cidade de Bakersfield, Califórnia, todas as pessoas que fizessem sexo com satã deveriam usar camisinha

Bela Adormecida
Os rapazes no Colorado poderiam se dar mal ao beijar uma mulher que estivesse dormindo. Isso era completamente fora da lei há um tempo

Dê a ideia
No estado do Alabama, as mulheres não tinham permissão para tomar a iniciativa na hora do sexo

Cobertos
Enquanto dormir pelado torna-se um “movimento” cada vez mais natural, no estado de Minnesota, ser pego nessas condições já foi ilegal

Vibração ruim
Certa vez, foi terminantemente proibido, no estado da Georgia, comprar brinquedinhos sexuais como vibradores e dildos para apimentar a relação

Fique alerta
Em vários estados, como Arizona, Indiana, Nova York e Ohio, entre outros, ter uma ereção visível em público já foi ilegal

Cuidado com a boca
Em uma cidade do Oregon, a um homem não é permitido xingar, tendo relações sexuais com sua esposa

Hey, táxi!
Os motoristas de táxi em Maine eram proibidos de cobrar a tarifa de táxi de uma passageira, se ela oferecesse um favor sexual em troca da carona para casa, na saída de bares e boates

Muito estranho!
Em Wisconsin, a lei proibia que o homem homem disparasse sua arma enquanto sua parceira estava tendo um orgasmo. Oi?

Fique em posição
Em Washington, DC, algumas posições sexuais são ilegais

Juiz que mandou prender Planet Hemp é afastado por suspeita de receber propina de traficante

Ele foi aposentado compulsoriamente e vai continuar a receber salário de cerca de R$ 28 mil.

Foto: Google Imagens

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Publicado originalmente no Jornal O Globo

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou esta semana à aposentadoria compulsória o juiz Vilmar José Barreto Pinheiro, que mandou prender os integrantes da banda Planet Hemp em 1997 por apologia às drogas.

De acordo com o jornal “Correio Braziliense”, o magistrado foi acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de receber R$ 40 mil para conceder a liberdade a um traficante quando exercia o cargo de titular da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais de Brasília. Na época da prisão dos músicos, o juiz também proibiu shows e a venda de discos, fitas e CDs da banda no Distrito Federal.

O magistrado foi afastado por maioria dos votos: 11 a quatro, em processo que correu sob segredo de justiça e se arrastou durante dez anos. O conselho aplicou a pena máxima para o caso de um processo administrativo sobre violação dos deveres funcionais. Com a aposentadoria compulsória, Barreto não poderá mais exercer a magistratura, mas continuará recebendo salário do tribunal que em abril foi de R$ 28.761,43.

No Facebook, o Planet Hemp considerou a punição ao juiz “se não uma ironia, ao menos uma escancarada safadeza do poder judiciário brasileiro”.

Em um texto entitulado “Retrato da hipocrisia e falso moralismo da sociedade brasileira”, a banda informa aos fãs o ocorrido e chama a sociedade a dexintoxicar a sua percepção.

“Até quando a sociedade dará ouvidos a discursos recheados de interesses e financiados não só pela corrupção, mas pela falta de esclarecimento geral da população? Bater no peito e levantar bandeiras contra as drogas é fácil, ainda mais com o auxílio da mídia atenta em manipular e instigar o senso comum.

Desintoxique-se! E, ao falar isso, não estamos nos referindo a nenhum tipo de substância. Desintoxique a sua percepção! Preste atenção em quem realmente diz ser a voz da justiça desse país, condenando a liberdade de expressão de forma atroz e reflita se é essa a representação que você realmente aceita para si.”

Ladrões de sonhos

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Márcio Rosa, no Inquietações de um Aprendiz

Faz algum tempo, atendi um adolescente no meu trabalho. Vou chamá-lo pelo nome fictício de João. Ele estava ali porque tinha se envolvido com violência e criminalidade. Perguntei-lhe sobre sua vida, sua família, seus vícios e seu envolvimento com o crime.

Descobri que João jamais conheceu seu pai, sua mãe sustenta a casa trabalhando o dia inteiro, ela sai de casa um pouco antes de o dia amanhecer e volta na boca da noite. Com 16 anos, ele é o mais velho de cinco irmãos. Mesmo com essa idade, ainda cursa a 5ª série do ensino fundamental. Usa drogas desde os 12 anos, quando colegas da rua lhe ofereceram maconha de graça. Claro que o fornecimento gratuito durou pouco e logo ele teve que “dar um jeito” de conseguir o produto. Relatou que já foi preso umas cinco vezes. Quando lhe perguntei se ele sabia qual seria seu futuro se continuasse naquela vida, ele respondeu, resignado, que seria a penitenciária ou a morte.

Entretanto, o que me deixou mais chocado foi o que ele me respondeu quando lhe perguntei qual era o seu sonho, o que ele esperava da vida, quais eram suas aspirações. Ele me respondeu friamente: “Não tenho sonho nenhum, não senhor”. Eu achei que ele não tinha entendido a pergunta e insisti: “O que você espera da vida, qual é o seu sonho?”. Ele baixou o olhar, mirou no nada, expirou murchando os ombros e repetiu: “Não tenho sonho nenhum, não espero nada”. Fiquei perplexo. Aquela resposta foi como um soco no meu estômago. E o que é pior, não percebi, na resposta de João, nenhuma revolta. O que vi foi desalento, desencanto com a vida.

João, sem horizonte algum, não tem nada a perder e, sem nada a perder, pra ele tanto faz envolver-se com o crime, com as drogas ou arriscar a própria vida.

Como todo adolescente acima de 12 anos que pratica alguma conduta descrita como crime, ele foi responsabilizado pelo seu ato infracional e privado da liberdade numa instituição específica para adolescentes. Mas fico pensando que tipo de futuro terá João, uma alma desprovida de sonhos. Fico pensando sobre quem teria roubado os sonhos de João e concluo que todos nós somos os responsáveis. Quem tirou os sonhos de João foi uma conjuntura que envolve uma distribuição de renda injusta, falta de estrutura familiar, irresponsabilidade paterna, falta de educação na idade certa e de forma contínua, falta de perspectivas profissionais, e, principalmente, acesso fácil a drogas e álcool já na infância além de uma hipocrisia social que se nega a resolver tais problemas, preferindo jogá-los para debaixo do tapete.

Não tenho as soluções exatas para a vida de João, só sei que, sem antes garantir efetivamente todos os direitos fundamentais a ele, resgatar-lhe a dignidade, dar-lhe horizontes e devolver-lhe a capacidade de sonhar, de nada adiantará jogá-lo numa penitenciária como as que conhecemos no Brasil. Isso seria enterrar de vez a possibilidade de resgate desse jovem.

Além desse jovem, quantos milhares de Joões, Josés, Raimundos, Antônios e Marias estão também na mesma situação? Para punir o Estado e a sociedade são implacáveis e rigorosos, mas para garantir os direitos mais elementares são omissos.

Esse caso é uma das muitas razões pelas quais sou contra a redução da maioridade penal.

Para além da Comissão de Direitos Humanos

Fazem da boa nova de Jesus um anúncio da condenação alheia, esquecendo que a mensagem de Jesus é a maravilhosa notícia de que Deus não faz acepção de pessoas

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Caio Marçal, no Novos Diálogos

Para além de da Comissão de Direitos Humanos, há uma série de interesses inconfessáveis nas disputas políticas que corroem por dento a democracia brasileira. Nas entrelinhas, fica patente que o que está em vista é a antecipação do ano eleitoral de 2014. Conchavos e interesses diversos ao bem comum, modelos de representação que revelam o quão longe estamos de ver a causa da Justiça e da Equidade sendo representadas. Nada mais e nada menos denunciam também o jeito como nós conduzimos em amplas esferas da vida brasileira nossas relações sociais.

Para além dos interesses inconfessáveis das disputas políticas, torna-se mais visível certos segmentos evangélicos que traem a contribuição protestante para o processo de laicização do Brasil. Um protestantismo sem reforma, deformado e que parece querer usar a força do Estado para cristianizar o povo na marra. Que usam o evangelho contra os outros e combinam uma proposta de espiritualidade anacrônica, uma santidade que odeia. Fazem da boa nova de Jesus um anúncio da condenação alheia, esquecendo que são igualmente humanos e que a mensagem de Jesus é a maravilhosa notícia de que Deus, em seu amor, não faz acepção de pessoas e que, portanto, todos somos igualmente amados por Deus, independente de nossa condição. Seus líderes, elevados à condição de total infabilidade, parece que esqueceram que o discipulado de Jesus convoca a não agredir, a oferecer a outra face e tocar aqueles que estão à margem.

Para além desse segmento do campo evangélico, há ainda alguns ativistas que ainda desconhecem a herança e legado pacifista deixados pelos grandes defensores dos direitos humanos. Embora com palavras em defesa da igualdade, liberdade e fraternidade em seus discursos, suas posturas às vezes denotam uma agressividade que reproduz o comportamento que dizem achar inaceitável, e que acaba “validando” o discurso que se contrapõe ao deles.

Para além de alguns ativistas raivosos, temos uma mídia que trata o imbróglio como um espetáculo circense, que frequentemente faz análises rasas e pouco isentas. Concentrada na mãos de um poucos poderosos, com raras exceções, parece gostar de alimentar o caldo belicoso que hoje nos envolve a todos. Pior é ver que parte dessa mesma mídia que tentou abrandar as declarações de Feliciano, critica agora Nicolas Maduro por chamar seu opositor de “princesinha” na Venezuela. Maduro não pode fazer declarações homofóbicas, mas Feliciano pode? Há algo de podre no Reino de Terra Brasillis.

Para além da falta de profundidade e isenção da mídia, existe um grupo de cristãos protestantes inquietos que compreende que o mundo evangélico é diverso e não aceita os “Sumos Pontífices dos crentes”, intocáveis que agem como caciques de uma tribo qualquer. Discorda dos encabestramentos e encajadamentos que deixam nódoas na imagem pública da igreja. Não se vê representado nem pelos “evangélicos que odeiam” nem pelos maniqueísmos doentios ou o tom agressivo desnecessário no debate sobre direitos humanos.

Embora perplexos, teimam em propor o caminho do respeito, da tolerância e do entendimento. Sabem que esse país ainda tem uma enorme dívida com os mais pobres e excluídos, e que o papel da igreja não é alimentar projetos de Poder, pois entende que o único projeto deixado pelo Mestre é servir, amar e doar a vida. Reconhecem que é pelo lavar de pés dos outros que o Reino de Deus é revelado. Que os cristãos não podem se mancomunar com os tronos dos Césares, e que se opõem conscientemente às lógicas dos Reinos desse Mundo, que só querem tiranizar e controlar toda Criação.

Esses irmãos e irmãs sabem que a unidade cristã é importante, mas não a qualquer custo e, com uma coragem cheia de fé, proclamam a Paz nesse tempo de conflito e guerra. Mesmos incompreendidos pelos seus próprios irmãos que ou optaram ficar em cima do muro ou do lado cômodo do corporativismo religioso, oram e agem para que o bom senso prevaleça.

Para além de tudo isso, há um Deus nos Céus, esperança nossa. Pai Nosso, que deseja que vivamos como uma Grande Família redimida e reconciliada. Que nos convida para o abraço terno e caloroso, nos quer como filhas e filhos queridos e tem “pensamentos de paz, e não de mal” (Jr 29.11).

Intuições sobre salvação

Rio Douro

Rio Douro

Ricardo Gondim

Para ser salvo é preciso saber nadar nas águas que escorrem entre as margens do bem e do mal, do ódio e do amor, da delicadeza e da estupidez. É mister também levitar, enchendo os pulmões com o mesmo gás que flutua balões, poetas, romancistas, músicos.  Mas não se aconselha permanecer nas alturas; vez por outra vale acocorar-se ao lado do irmão agrilhoado à crueldade da vida.

Para ser salvo convém levar-se a sério. Mas não tão a sério que a alma fique impertinente – mala sem alça continua boa metáfora para descrever pessoas desagradáveis. Viver sem propósito, ao sabor do vento, pode ajudar a recuperar o ânimo de quem perdeu ideal. Enquanto formigas marcham em fila, sem saber a razão de seguirem a rainha, cigarras enchem a floresta de alegria. Por que não cantar nesse coral?

Redenção pode lembrar a liberdade de acordar tarde sem culpa; comer chocolate como rito; comprar perfume caríssimo e dar de presente a alguém especial; colocar brincos na amada; sentar para almoçar sem hora para terminar; conversar besteira só para rir à solta; bater papo com pessoas meio doidas; ler romance; recitar poesia.

Redimidos não temem falar da morte –  sem morbidez. Libertos relutam para não perder a nobreza quando são derrotados. Eles anelam crescer em humildade no tempo da vitória. E sabem quão amargo é o tédio do dia a dia.

Resgatados não querem confundir solidariedade com comiseração; fogem para nunca fazerem da inveja motivo de discórdia. Imploram aos céus para que nunca tapem olhos, boca e ouvidos à injustiça. Os salvos querem um coração de carne, sensível ao clamor do oprimido.

Com toda reverência, não prejudica amar a Deus como um “cara muito legal”. E de gravata solta, celebrar que Ele nunca esquece de ser compreensivo e longânimo. Deus não quer meter medo, já que busca amigos íntimos. Salvação é uma festa.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim