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Papa liga para mulher que ia abortar e se oferece para ser padrinho

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Publicado na Gazeta do Povo

O filho da italiana Anna Romano, 35 anos, pode ganhar um padrinho disputadíssimo: o papa Francisco. E foi ele próprio quem se ofereceu.

A história toda começou com uma carta enviada por Anna ao pontífice, em tom de desabafo. Grávida de seu amante, um homem casado que a abandonou e a estimulou a abortar, ela resolveu contar sua história ao papa antes de passar pelo procedimento.

Na última terça-feira (03/09), no entanto, um telefonema mudaria tudo. O próprio papa Francisco resolveu interceder pela criança, e ligou para Anna. “Fiquei estupefata ao telefone. Eu o ouvi falar. Tinha lido a minha carta. Assegurou-me que o bebê é um dom de Deus, um sinal da providência. Disse-me que nunca estaria sozinha”, disse Anna ao jornal italiano Il Messagero.

Alguns minutos de conversa foram suficientes para ela abandonar a ideia de abortar seu filho. Anna disse ainda que Francisco se ofereceu para batizar a criança, e que ele próprio gostaria de ser o padrinho. “Ele encheu-me o coração de alegria quando me disse que eu era corajosa e forte pelo meu filho”, recorda. Ela já avisou que se nascer um menino se chamará Francisco, em homenagem ao futuro padrinho.

Dica do Ailsom Heringer

A história ganhou a imprensa pelo mundo e vários jornais procuraram por Anna para saber detalhes, como o italiano Corriere della Sera, o inglês Telegraph e o espanhol ABC .

‘Mentira deslavada’, dizem militares sobre mudança de postura de O Globo

O Clube Militar publicou o comunicado em seu site Foto: Reprodução

O Clube Militar publicou o comunicado em seu site
Foto: Reprodução

Publicado no Terra

O Clube Militar divulgou uma nota na qual faz uma análise sobre uma recente declaração emitida pelas Organizações Globo sobre o Golpe Militar de 1964. No último sábado, o jornal O Globo divulgou um texto no qual admite que errou ao apoiar a tomada do poder por parte dos militares. “Não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio (ao golpe) foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original”, diz o texto, que pode ser  lido na íntegra no site Memória, que reúne a história de O Globo.

Porém, para o grupo de militares, tal justificativa é infundada e não passa de uma “mentira deslavada” por parte do grupo da família Marinho. De acordo com a opinião emitida pelo Clube Militar, a mudança de posição do grupo ocorre por causa da facilidade em se pesquisar o conteúdo publicado em jornais da época.

“Pouca gente tinha paciência e tempo para buscar nas coleções das bibliotecas, muitas vezes incompletas, os artigos do passado. Agora, porém, com a facilidade de poder pesquisar em casa ou no trabalho, por meio do portal eletrônico, muitos puderam ler o que foi publicado na década de 60 pelo jornalão, e por certo ficaram surpresos pelo apoio irrestrito e entusiasta que o mesmo prestou à derrubada do governo Goulart e aos governos dos militares. Nisso, aliás, era acompanhado pela grande maioria da população e dos órgãos de imprensa”, diz a nota.

A principal crítica do clube foi em relação à colocação do comunicado divulgado pelo O Globo, que classificou o apoio aos militares como um “equívoco redacional”. “O apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época”, afirmou o clube.

Para os militares, a única justificativa para a revisão de posição das Organizações Globo seria o medo de censura por parte do governo federal. “Pressionado pelo poder político e econômico do governo, sob a constante ameaça do “controle social da mídia” – no jargão politicamente correto que encobre as diversas tentativas petistas de censurar a imprensa – o periódico sucumbiu e renega, hoje, o que defendeu ardorosamente ontem”.

Veja na íntegra a nota divulgada pelo Clube Militar:

Numa mudança de posição drástica, o jornal O Globo acaba de denunciar seu apoio histórico à Revolução de 1964. Alega, como justificativa para renegar sua posição de décadas, que se tratou de um “equívoco redacional”.

Dos grandes jornais existentes à época, o único sobrevivente carioca como mídia diária impressa é O Globo. Depositário de artigos que relatam a história da cidade, do país e do mundo por mais de oitenta anos, acaba de lançar um portal na Internet com todas as edições digitalizadas, o que facilita sobremaneira a pesquisa de sua visão da história.

Pouca gente tinha paciência e tempo para buscar nas coleções das bibliotecas, muitas vezes incompletas, os artigos do passado. Agora, porém, com a facilidade de poder pesquisar em casa ou no trabalho, por meio do portal eletrônico, muitos puderam ler o que foi publicado na década de 60 pelo jornalão, e por certo ficaram surpresos pelo apoio irrestrito e entusiasta que o mesmo prestou à derrubada do governo Goulart e aos governos dos militares. Nisso, aliás, era acompanhado pela grande maioria da população e dos órgãos de imprensa.

Pressionado pelo poder político e econômico do governo, sob a constante ameaça do “controle social da mídia” – no jargão politicamente correto que encobre as diversas tentativas petistas de censurar a imprensa – o periódico sucumbiu e renega, hoje, o que defendeu ardorosamente ontem.

Alega, assim, que sua posição naqueles dias difíceis foi resultado de um equívoco da redação, talvez desorientada pela rapidez dos acontecimentos e pela variedade de versões que corriam sobre a situação do país.

Dupla mentira: em primeiro lugar, o apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época; em segundo lugar, não foi, também, como fica insinuado, uma posição passageira revista depois de curto período de engano, pois dez anos depois da revolução, na edição de 31 de março de 1974, em editorial de primeira página, o jornal publica derramados elogios ao Movimento; e em 7 de abril de 1984, vinte anos passados, Roberto Marinho publicou editorial assinado, na primeira página, intitulado “Julgamento da Revolução”, cuja leitura não deixa dúvida sobre a adesão e firme participação do jornal nos acontecimentos de 1964 e nas décadas seguintes.

Declarar agora que se tratou de um “equívoco da redação” é mentira deslavada.

Equívoco, uma ova! Trata-se de revisionismo, adesismo e covardia do último grande jornal carioca.

Nossos pêsames aos leitores.”

A pornografia das frases de efeito

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Publicado por Paulo Brabo

Por mais que eu me esforce, não consigo pensar num fator que tenha contribuído mais para a diluição do impacto da Bíblia, tendo aberto maior brecha para uma leitura tendenciosa da sua mensagem, do que o fato de que um dia alguém achou por bem dividi-la em versículos.

Um livro como a carta de São Paulo aos Efésios, que até aquele momento vinha sendo lido como um todo contínuo e orgânico, acordou no dia seguinte esquartejado de modo inteiramente arbitrário, tendo adquirido a graça e a agradabilidade de leitura de uma planilha do Excel. E nunca mais recuperaram-se da operação: foi retalhado dessa forma que cada livro da Bíblia chegou até nós.

A divisão em versículos teve a infelicidade de nascer mais ou menos ao mesmo tempo em que vinha à luz a tecnologia dos tipos móveis de Gutemberg – e tecnologia significou desde sempre uma coisa: não há erro fortuito que não possa ser reproduzido indefinidamente.

O estrago para a integridade da Bíblia foi enorme e, em grande parte, irreversível. Mesmo diante de um texto corrido temos a tendência eu e você à seleção e à parcialidade. A nova e forjada fragmentação convidava, praticamente exigia, que cada isolada porção do texto bíblico fosse memorizada e entendida fora do seu contexto. No caso da carta aos Efésios, por exemplo, encontraram plenipotenciária consagração entre os protestantes os versos oito e nove do segundo capítulo: porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie – versos a partir nos quais os protestantes fundamentaram sua tese de que a fé é essencial e as boas obras secundárias. Porém a arbitrária divisão em versículos deixou o raciocínio de Paulo para sempre incompleto, seu argumento para sempre suspenso e separado da frase seguinte, que qualifica o que foi dito e introduz uma enorme reviravolta: porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas.

A divisão em versículos, além de favorecer a leitura seletiva, incentivou a fetichização pura e simples dos textos atingidos por ela, com a consequente anulação do seu significado. Na verdade, os textos sagrados prestam-se particularmente, por sua própria natureza, à fetichização; o retalhamento da Bíblia em versículos apenas acentuou essa tendência e facilitou o processo.

Fetichizar um texto é inflá-lo ao extremo, é recortá-lo e memorizá-lo e emoldurá-lo e reproduzi-lo em letras cada vez maiores até drenar por completo e tornar inacessível o seu significado original: até que as palavras, douradas mas cegas, remetam a tudo e a nada.

Um emblema escandaloso da fetichização da Bíblia promovida pela divisão em versículos é a caixa de promessas (disponível em diversos formatos na livraria evangélica mais próxima de você): uma caixinha cheia de filetes coloridos de papel, cada um contendo um versículo isolado da Bíblia cuidadosamente selecionado para que você, lendo, sinta-se amado, com os flancos cobertos e a prosperidade assegurada. Quando está pra baixo você abre a caixa e puxa uma promessa ao acaso, como quem lê um biscoito da sorte: a satisfação é garantida, ou você pode pedir o seu espírito crítico de volta1.

Cinco séculos se passaram sem grandes novidades, porém é preciso lembrar que as ideias medíocres dos homens dormem, mas não descansam. Ficam em estado letárgico, aguardando que novas tecnologias permitam que arruínem-se as ideias grandes e boas. E, claro, esta é a geração em que esse momento chegou: num espaço de 30 anos, os últimos, o computador eletrônico gerou o computador pessoal, o computador pessoal tomou para si cônjuges e formou a rede local, a rede local teve relações extraconjugais e gerou a internet, e a internet pariu as redes sociais.

Estamos instruídos e capacitados, colonizadores que somos das paisagens virtuais, e o que era impossível é agora inevitável. O twitter nos ensinou a dividir a realidade em porções isoladas de 140 caracteres, e quando a realidade tomba a literatura não tarda a cair. Somos milhões de escribas e amanuenses, inteiramente prontos para versicularizar – converter resolutamente em versículos – toda a literatura mundial, e tabulá-la em trabalho voluntário nos murais sempre-deslizantes das redes sociais. Não há admirador bem-intencionado que não viva saqueando a obra de poetas e romancistas, filósofos e ensaístas, santos e compositores, críticos e humoristas de todas as épocas, esquartejando resignadamente suas ideias de modo a fazê-las caber nos escaninhos do twitter e dos gifs animados. Somos um mundo inteiro de taxidermistas, e não descansaremos até que os melhores e os piores textos do mundo tenham sido reduzidos a frases de efeito e gotas de sabedoria.

Era inevitável: as redes sociais, que vivem da fetichização e da consequente anulação de todas as coisas, não teriam como deixar de sequestrar o poder da literatura. O Facebook, em particular, assumiu o papel de banalizador supremo, drenando a vitalidade de tudo na experiência humana que já teve algum interesse e algum valor. A literatura, aquela velha dama, não escapou dessa indignidade. No mural do seu Facebook alternam-se versos piscantes da Bíblia, frases de Luís Fernando Veríssimo, pensamentos falsamente atribuídos a Shakespeare, provocações de Gandhi, citações de Mia Couto, poemas animados de Casimiro de Abreu, letras de Chico Buarque, pérolas de sabedoria de Abraham Lincoln e papa Francesco e Brennan Manning e Dalai Lama e Martin Luther King e Paulo Coelho e Eugene Peterson e Richard Dawkins e Malba Tahan e Tolstoi e coisas que Shakespeare realmente disse e Diego Mainardi. Tudo devidamente versicularizado, empalhado e fetichizado: pedaços de carne, ao mesmo tempo expostos para a admiração pública e separados do corpo.

Essa, como dizia minha avó, é a hora da queima: a hora da sistemática caixa-de-promessização de tudo neste mundo que já foi belo, humano e sagrado. Fetichizar a Bíblia foi tarefa para amadores; sente-se aí e assista enquanto retalhamos cada página jamais escrita até a desfiguração completa.

Outro dia minha irmã, que está no Facebook, tropeçou ali em imagens coloridas que emolduravam frases inspirativas – praticamente Preciosas Promessas – do Paulo Brabo (mais um motivo para não estar no Facebook, não?). Sendo minha irmã, ela achou meio sinistra aquela tietagem e me escreveu perguntando se não me incomoda saber que coisas que escrevo andam circulando pela net na forma de gotas de sabedoria.

Respondi que sim, claro que me incomoda, mas que ela não devia estranhar por encontrar no Facebook algo que é tão típico do Facebook: a fetichização de uma coisa que em outro lugar talvez fizesse sentido e tivesse o seu valor. E concluí que o que de fato me irrita é pensar que nas redes sociais encontram destino igualmente indigno autores melhores.

Naturalmente, encontro como todo mundo prazer diante de uma ideia magistralmente construída e articulada – digamos, esta de Borges: apaixonar-se é criar uma religião cujo Deus é falível. Ou esta, minha: mil gênios podem não ajudar, mas um idiota faz toda a diferença.

Porém há um mar entre apreciar uma frase na cumplicidade de uma página e reduzi-la a pérola de sabedoria. É, praticamente, a diferença entre fazer amor e ficar excitado diante de uma imagem de sexo que você encontra na internet. Há entre as duas coisas uma relação mais do que casual, e você pode acreditar que nesta vida há espaço para as duas coisas, mas são ventos que falam de destinos diferentes.

  1. A caixa de promessas é também conhecida pelo nome aliterado de Preciosas Promessas; os produtos complementares da mesma linha, Memoráveis MaldiçõesEstressantes Exigências, nunca chegaram a conquistar uma grande fatia de mercado.

12 passos para alcançar uma meta (e por que “O Segredo” está errado)

De tudo que estudei até agora, e se é que podemos falar de fórmulas para situações como essa, esta lista com os 12 passos é o que mais se aproxima, em minha opinião, do que precisa ser feito para alcançar uma meta ou objetivo.

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Raúl Candeloro, no Administradores

Todos os anos escolho um assunto para estudar com profundidade e este ano o tema é ‘alta performance’. Na verdade, este ano criei uma novidade para mim mesmo: ao invés de só escolher um tema, escolhi uma pergunta para tentar responder. Para 2013, a minha pergunta é “por que algumas pessoas conseguem resultados excepcionais e outras não?”

Obviamente isso é assunto para discussões infindáveis, diversas opiniões e material que não acaba mais.

Mas comecei a notar uma certa consistência em algumas coisas que se repetem, principalmente na forma como as pessoas que atingem suas metas e objetivos de maneira consistente PENSAM.

Baseado em minha própria experiência e tudo que tenho lido e estudado até agora, criei um passo a passo das pessoas que têm sucesso e alcançam suas metas parecem sempre seguir, mesmo que inconscientemente.

São 12 coisas que você precisa fazer para atingir um objetivo. Para os estudiosos da ciência da Administração, notarão que nada mais é do que um ciclo PDCA ampliado:

  • Imaginação
  • Crença
  • Planejamento
  • Ação
  • Resistência
  • Avaliação
  • Resolução
  • Confiança
  • Grande Dúvida
  • Persistência
  • Hábitos
  • Sucesso

1) O primeiro passo é o da Imaginação, para definir claramente seu objetivo.

2) O segundo passo é o da Crença, onde você começa a acreditar que pode conseguir realmente atingir aquilo.

3) O terceiro passo é do Planejamento, onde você começa a planejar o que precisa fazer para alcançar a meta, quais obstáculos precisa superar, quem pode ajudar, que competências precisa desenvolver.

4) O quarto passo é talvez o mais importante – Ação: começar, colocar em prática, ter a iniciativa de fazer algo de concreto, por menor que seja. O importante aqui é fazer a roda começar a girar, mesmo que devagar.

5) O quinto passo é o da Resistência, onde uma parte do seu cérebro começa a tentar convencer você de que é melhor ficar aonde está (na Zona de Conforto).

6) O sexto passo é o da Avaliação, onde você avalia o que está fazendo, o que está dando certo, o que precisa ser melhorado e qual o ajuste de rota que precisa ser feito.

7) O sétimo passo é o da Resolução, onde você supera a Resistência e continua colocando seu plano em ação.

8) O oitavo passo é o da Confiança, onde você começa a ver avanços e a ter certeza de que realmente aquilo vai acontecer e você vai atingir sua meta.

9) O nono passo é o da Grande Dúvida, onde a Resistência reaparece, desta vez com força redobrada, principalmente se começarem a aparecer muitos obstáculos ou contratempos (é onde a maior parte das pessoas desiste).

10) O décimo passo é o da Persistência, onde você domina e conquista a Resistência, fazendo-a trabalhar a seu favor.

11) O décimo primeiro passo é a criação de Hábitos Vencedores. Os comportamentos, iniciativas e atitudes que precisa ter para atingir sua meta já foram incorporados, assimilados e fazem parte da sua rotina.

12) O décimo segundo passo é o do Sucesso: você alcança a meta.

Se fóssemos criar um 13o passo, seria o de revisar tudo que aconteceu, tirando as grandes lições. E um 14o passo seria o de estabelecer uma nova meta, pois assim funcionam as pessoas de sucesso.

De tudo que estudei até agora, e se é que podemos falar de fórmulas para situações como essa, esta lista com os 12 passos é o que mais se aproxima, em minha opinião, do que precisa ser feito para alcançar uma meta ou objetivo.

Para os amantes do livro “O Segredo”, sinto desapontá-los, mas mais uma vez reforço que o considero bastante incompleto, superficial e ENGANADOR, pois ele aborda apenas o 1º passo, justamente o mais fácil (e são 12 – faltaram 11!).

Mascar chiclete detona a sua memória?

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Stephanie D’Ornelas, no Hypescience

Você com certeza já deve ter lido ou ouvido falar que mascar chiclete melhora a memória e ajuda na concentração. Muitas pesquisas indicam, inclusive, que mascar chiclete na hora de uma prova pode ajudar na resolução dos problemas. Mas um novo estudo sugere que não é bem assim. Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriram que mascar chicletes pode fazer com que você acabe com a sua memória de curto prazo.

No estudo, os participantes que mascavam chicletes tinham mais dificuldade para memorizar a ordem de palavras e números de uma determinada lista do que as pessoas que não estavam mastigando nada. E mesmo estudos recentes mostram que qualquer melhoria ocasionada pelo doce não dura mais do que 20 minutos, na melhor das hipóteses.

Péssima notícia para quem é viciado em chicletes, não é? Mas nem tudo está perdido. Mascar chicletes pode piorar a capacidade de memorização a curto prazo, mas o novo estudo também sugere que melhora o raciocínio abstrato.

E agora você deve estar se perguntando: devo ou não continuar mascando chicletes? Se você precisa muito da memória a curto prazo no trabalho e no dia a dia, abandonar é uma escolha. Mas se você quer pensamentos mais abstratos ao longo do dia, pode ser uma boa pedida.