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Menino de 2 anos liga para a ambulância e salva vida da mãe

Riley, de 2 anos, no colo da mãe, Dana Henry Foto: BBCBrasil.com

Riley, de 2 anos, no colo da mãe, Dana Henry
Foto: BBCBrasil.com

Publicado no Terra

IO pequeno Riley foi condecorado por bravura pela polícia de do condado de Laicestershire, na Inglaterra.

Mesmo tendo só dois anos de idade, ele salvou a vida de sua mãe ao ligar para o serviço de emergência depois que viu ela desmaiar em casa.

Dana Henry foi levada ao hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência para conter uma hemorragia em seu ovário.

Ela havia ensinado Riley a fazer a ligação, mesmo assim ficou surpresa quando o menino colocou os ensinamentos em prática.

 

Pastor tirando onda de Camaro vermelho

Publicado no Não Salvo

Eu não sei o que o diabo roubou de vc, mas esse pastor vai te devolver tudo… olha, eu realmente não sei o que o diabo me roubou pra eu merecer um Camaro vermelho mas tudo bem, eu aceito pastor.

Aí sim hein? Agora sim tá valendo a pena né pastor, somente Deus pode ligar um carro do controle remoto. É MUITA BêNÇÃO! Pra que vida eterna, pra que paraíso, pra que paz interior… pra que essas coisas se vc pode ter um Camaro Vermelho pra tirar onda? AUHAUHUAHUAHUA quando o pastor sai cantando pneu eu sei que isso só pode se um milagre… isso sim é dar bicuda na cara do cão. Depois da unção do pastor todas as coisas que lhe foram roubas serão devolvidas com juros.

E vc ai achando que o Diabo pedir dízimo era o limite da criatividade humana…

dica do Deiner Urzedo

Criação de igreja é negociada até em anúncio de classificados

‘Não tem limite. É muita grana. Dois milhões. Dez milhões’, diz o autor da proposta

foto: Internet

foto: Internet

Jailton de Carvalho, em O Globo

BRASÍLIA – Se abrir uma empresa é sonho de consumo de todo empreendedor, montar sua própria igreja virou sinônimo de um bom negócio. No último fim de semana, a seção de classificados de um jornal de Brasília tornou público o desejo de um certo Francisco. “Procuro 2 pessoas p/ juntos abrirmos uma igreja”, diz a curta mensagem na área destinada a recados, logo abaixo de outros outros anúncios em que homens e mulheres procuram parceiros para relacionamentos sinceros.

A mensagem de Francisco vem acompanhada do número do celular para contato. Quem se atreve a ligar para o telefone indicado, rapidamente esclarece qualquer dúvida sobre o motivo do negócio. Na segunda-feira, o autor do anúncio, que se apresenta como Francisco, foi direto ao ponto:

- Eu não sei qual é o seu objetivo. O meu eu sei. É espiritual e financeiro. Sou bastante objetivo nos meus negócios – avisa.

Ele diz que prefere ser franco porque não quer perder tempo com discussões sobre ortodoxia religiosa. Sem contestação do outro lado da linha, Francisco se sente à vontade para expor seus planos. Ele quer fundar uma igreja pentecostal como muitas outras que existem por aí e ganhar muito, muito dinheiro. Basta usar técnicas de hipnose coletiva, simular milagres e recolher dízimo.

- Não tem limite. É muita grana. Dois milhões. Dez milhões. Ou até mais. O negócio é um rio correndo para o mar – profetiza.
Francisco tem como espelho pastores de outras igrejas que surgiram no nada e, de repente, se tornaram um império. Ele diz que não quer exatamente ser uma estrela de TV. Não é um grande orador e nem faz questão de demonstrar conhecimento profundo de textos sagrados. Para o mais novo candidato a pastor, basta uma sala num barraco qualquer, de preferência numa área bem pobre e algumas cadeiras de plástico.

- As igrejas não estão procurando pastores. Eles querem um sujeito que tenha noção de hipnose. Que é uma coisa muito mais rápida. Você vai chegar numa sessão, vai hipnotizar o povo. A pessoa vai ficar hipnotizada. Vai te dar 10% hoje. Amanhã da mais 10% e conta o milagre para os outros – explica.

Segundo ele, as pessoas mais simples querem milagres e estão dispostas acreditar em qualquer situação que pareça extraordinária. O futuro pastor diz ainda que os riscos do negócio são mínimos. O aluguel de uma sala num bairro pobre fica em torno de R$ 500. As cadeiras de plástico podem ser compradas a medida em que o número de fiéis for aumentando. Ele até sugere um lugar para começar:a Vila Estrutural, uma das favelas mais pobres do Distrito Federal. Não importa se outras igrejas chegaram primeiro.

- Quanto mais, melhor – diz.

Em seguida convida o interlocutor para uma conversa particular para acertar os detalhes do negócio. No primeiro contato não pediu investimento inicial dos sócios, nem disse como o negócio será rateado.

A fé pode render muito. Exemplos não faltam. E, então, ele começa a citar nomes de outros aventureiros que se tornaram ricos, muito ricos, vendendo ilusões. Francisco é de uma sinceridade quase religiosa.

Veja o vídeo aqui.

dica do Tércio Ribas Torres

V de Vinagre: Um evangélico no #protestosp

vdevinagre

Moisés Lourenço, especial para o Pavablog

Este é meu depoimento sobre a noite do dia 13/06/2013 e podemos chamar de “A REVOLTA DA SALADA” ou “V DE VINAGRE”, como estão dizendo por aí. Julgue-me:

Nos encontramos em frente ao Teatro Municipal de SP. Protestos com canções e faixas. Nada de violência, muito pelo contrário, havia entre os manifestantes, muita educação sob um clima de protesto e a leveza de estar assegurado pela Lei. A policia, como em qualquer protesto, apenas acompanhava a fim de conter os excessos. Não tiveram problema algum com o ponderado protesto inicial.

Andamos até a praça Roosevelt e a manifestação continuou do mesmo jeito. O povo concentrado na praça. Saí de perto para tentar ligar para uma amiga, no que fui surpreendido com a tropa de choque chegando sorrateiramente bem atrás de mim. Desliguei o celular e saí correndo, gritando para dar tempo de avisar os demais manifestantes. Em questão de segundos, a tropa fez cair sobre a turba, uma nuvem de gás que asfixiou a todos, de modo simultâneo.

Corremos, indo para a outra extremidade da praça. O povo ponderado se transformou pelo caos do terror. Desmaios, aglomeração. A larga praça se tornou estreita para os milhares que tentavam sair da fumaça covarde. Moradores e transeuntes tiveram que fugir pelo mesmo encurralamento dos manifestantes. Vi um idoso de bengala no meio da turba, sendo deixando para trás, aparentemente “calmo”, mas que na verdade, estava “condenado” pela pouca força. Estava condenado a andar devagar, com a preocupação exclusiva de se apoiar na bengala, quando era a hora de correr. Não pude fazer nada, por mais que eu quisesse.

Nos espalhamos pelas ruas da Bela Vista. O coração a mil, a revolta instaurada, o cansaço, as mãos vazias. Fomos brutalmente atacados, munidos apenas de nossas vozes. “Para quê o capacete”, “o vinagre”, “a máscara”?. Bem, você é inteligente. Pense. Todas essas coisas são usadas para se proteger do gás e dos tiros de borrachas. Você pensava que era uma armadura terrorista? O vinagre seria utilizado para declarar uma guerra biológica? Não. O vinagre serve para ajudar contra ataques do gás e para nossa surpresa, a polícia decidiu prender a todos que fosse encontrado com o vinagre, ou seja, a ideia era: “você tem que se asfixiar até desmaiar”.

Uma vez encurralados, aviltados, agredidos, submanizados, reprimidos e privados de seus direitos, o povo tolhido e coagido se defendeu com pau, pedra, lixo queimado e pichação do tipo: “O Estado precisa ouvir o povo”. Ora, o povo estava fazendo um protesto limpo, se ajoelhou, pediu clemência e mesmo levou tiro de borracha nos olhos. Foi obrigado a se defender e revidar. O revide foi quase insignificante perante o ataque da polícia. Éramos indefesos diante da cavalaria, dos tiros e dos gases.

Agora, me responda: você acha que a nossa atitude foi de vandalismo? Se você está sendo atacado por uma brutal e esmagadora força superior, você não pegaria em cabo de vassoura ou saco de lixo? Jornalistas sofreram também, por portarem vinagre e por filmarem. Imaginem o que aconteceu com os manifestantes… a mídia pega a cena da queima do lixo, dos jovens de máscaras ou da pichação, edita com a polícia chegando “depois” e…. bingo. O telespectador chega a conclusão: “nossa, um grupo de vândalos com máscaras está queimando a cidade, ainda bem que a polícia chegou a tempo”. Percebem a inversão nos fatos?

Você pode questionar o motivo do protesto. Se é relevante ou não, uma coisa é certa, é preciso respeitar quem julga relevante a ponto de se reunir para se manifestar. Todos têm direito, não é? “Vadias”, evangélicos, homossexuais, professores, índios, “maconheiros” e etecéteras. A conclusão é que o que aconteceu no dia “13”, assim como em dias anteriores, abre um novo tempo no Brasil, de modo semelhante ao que aconteceu na Turquia, que no dia 31/05/2013, levaram milhares de pessoas a contestar a truculência governamental contra cidadãos que se opunham à derrubada de árvores para a construção de um shopping na Praça Taksim, em Istambul. Esses vinte centavos da tarifa, sairão muito caro.

Outrossim, conclamo a todos a aquecer o mercado brasileiro! Vamos deixar nosso país mais rico! Vamos comprar! Vamos comprar vinagre e desembainhar nas ruas, como se fosse uma espada. Porque o vinagre é a versão da arma química do Iraque.

Saia do Facebook. Isso vai chegar na sua cidade. Se organize e proteste. Prepare-se para correr. Se proteja. Filtre as informações da mídia. Contenha os excessos. Quem sabe, esta revolta expanda e abranja protestos contra a corrupção, contra educação falida, onde estudantes concluem o ensino sem saber ler e escrever direito, contra a saúde, que, por causa da negligência, milhares de pessoas morrem todo ano (você vai marcar uma cirurgia hoje, só que precisa entrar na fila e esperar 6 meses; tempo suficiente para o agravamento e a morte), contra a violência, onde vira “moda” queimar dentistas e etc.

Você não acreditou em nada do que eu disse? Venha comigo. Simples. Venha comigo participar do próximo protesto. Você vai ver outra realidade, completamente diferente da noticiada por parte da mídia brasileira (inclusive, a mídia internacional está sendo mais verdadeira).

Acompanhe a página do Passe Livre.

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Mais fotos aqui.

Fabio Porchat: ‘Humor é ferir a moral e os bons costumes’

Criador do Porta dos Fundos critica tentativa de censura de vídeo no YouTube; pedido é ‘fugir da responsabilidade’

foto: Época Negócios

foto: Época Negócios

Fábio Porchat, no Estadão

Nesta semana, uma pessoa entrou com uma ação para retirar do ar um vídeo do YouTube do canal de humor Porta dos Fundos do qual, por acaso, eu sou sócio-fundador. O vídeo se chama Rola. O nome, apenas a título de explicação, não é a conjugação do verbo rolar. Tivemos o ganho de causa dado pelo MP, porém, me preocupa saber que alguém, ainda hoje, queira proibir alguma coisa.

Justamente no Brasil, onde vivemos um período de censura tão marcante e profundo. O que o requerente diz é que o vídeo fere a moral e os bons costumes. A moral de quem? Os bons costumes de quem? O vídeo tem seis milhões de acessos. Ninguém é obrigado a gostar do esquete, mas impedi-lo de existir? Eu te confesso que, pra mim, a definição de humor é ferir a moral e os bons costumes. Sempre. Repare, não é humilhar, difamar, ofender, mas sim, pegar a sua moral e os seus bons costumes e colocá-los em uma corda bamba, para que você tropece em cima dos seus preconceitos, para que você se coloque em xeque! O humor te expõe!

Acho muito forte alguém querer proibir as outras pessoas de verem um vídeo porque se ofendeu. Ninguém é obrigado a ver, vê quem quer. Se eu me ofendo, parto do pressuposto de que todo o povo brasileiro (e mundial, afinal internet é global) também está ofendido? Não seria melhor deixar a maioria decidir? Será que essa uma tem o direito, por exemplo, de proibir seis milhões? E olha que não estamos falando de televisão aberta. Quando eu ligo a minha TV, imediatamente pulam imagens e vozes saídas da tela.

Na internet, não é só ligar o computador. Preciso acessar uma rede, digitar um endereço virtual, acessar um site, clicar num vídeo, para aí sim, as tais imagens e vozes pularem pra dentro da minha casa. Acho bem diferente. Pruma criança assistir a um vídeo, ela precisa passar pelos mesmos caminhos. Eu não tenho filhos, mas perguntei a alguns amigos pais e todos eles me dizem que não deixam os filhos entrarem na internet sem a supervisão deles, para não verem pornografia, não correrem riscos com desconhecidos em chats, não assistirem a materiais impróprio pras suas idades…

Por isso mesmo é que existem vários mecanismos que geram senhas para bloquear o acesso para um menor de idade no seu computador. Proibir a existência de um vídeo na internet me parece querer jogar a culpa no outro, fugir da sua responsabilidade. Eu não quero que exista um tipo de conteúdo, para não ter que me preocupar. Mas você tem que se preocupar! Sempre! Tenho certeza de que, pior que um vídeo de comédia que fale palavrão, é uma pessoa sendo decapitada, pessoas sendo baleadas, políticos falando, qualquer coisa, porradaria em estádio, cenas que estão disponíveis na internet e na TV aberta, inclusive.

A pessoa alega que seus filhos não precisam ver aquilo. Não precisam mesmo. Por isso mesmo que você, pai ou mãe, não vai deixar. Você é o censor do seu filho. Não da sociedade. Fique tranquilo que cada um sabe de si. Então vamos tirar do ar o site da Playboy, vai que seu filho entra lá. Vamos tirar do ar a globo.com que reproduz seus telejornais com as notícias mais escabrosas que aconteceram no mundo. Ou qualquer vídeo do ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho, falando qualquer coisa. Vamos tirar do ar os vídeos do Feliciano pregando em sua igreja, porque isso sim ofende a minha moral e os meus bons costumes. Acho que as pessoas têm de começar a se preocupar e se ofender com coisas mais relevantes. O dia em que todo mundo começar a se sentir ferido com quem prometeu e não despoluiu o Tietê ou com quem superfaturou a Água Espraiada, aí sim eu topo ir no MP. Enquanto isso, divirta-se: www.portadosfundos.com.br.