Padre critica radares na capital após três multas por excesso de velocidade

‘Radar implicando comigo’, criticou na rede social.
Padre Mássimo Lombardi considera radares uma ‘armadilha’.

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Publicado no G1

Após receber três multas por excesso de velocidade no mesmo dia, o padre Mássimo Lombardi, reitor da Catedral Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco, resolveu utilizar sua conta no Facebook, nesta quarta-feira (21) para protestar contra os radares nas vias da capital.

Na postagem, o sacerdote reclama que estaria sendo ‘perseguido’ pelos radares. Alegando estar apenas 5km/h acima da  velocidade permitida, ele questiona quem estaria se beneficiando com as multas.

“Radar implicando comigo. Por causa de poucos km a mais de velocidade. Quem ganha com tudo isso? Será que uma velocidade de 45km por hora pode ser considerada uma infração? Radares enjoados assim nunca mais”, disse.

Procurado pelo G1, o padre criticou a velocidade estabelecida pelos radares em Rio Branco, de 40 km/h. “Em todas as cidades do mundo o mínimo é 50km/h. Esses radares são configurados como armadilhas para os coitados dos motoristas”, salienta.

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O padre contou ainda que essa não é a primeira vez que é multado. “Sou acostumado, todos os anos pego multas. É uma velocidade muito pequena que eles impõe”, conclui.

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Final de “Salve Jorge” transforma vilã em evangélica e atinge 45 pontos no Ibope

Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

James Cimino, no UOL

O grande destaque do último capítulo de “Salve Jorge” foi o final da vilã Wanda (Totia Meirelles), que terminou na prisão e convertida. “Eu aceitei Jesus”, disse a ex-traficante à comparsa Lívia (Claudia Raia), que, também presa, articulou para voltar à carreira de crimes com um figurão que aparece para visitá-la. “Eu preciso de um conde italiano. Cada um se defende como pode”, disse a personagem.

A cena foi guardada em segredo. Em entrevista dada ao UOL, a atriz Totia Meirelles havia dito que o final da vilã só era de conhecimento seu e de Claudia Raia, com quem contracenou. “Nem a continuísta sabia”, disse.

Transformar Wanda em evangélica pode ter sido uma resposta dada pela autora à campanha de boicote que sua novela recebeu no início, em que evangélicos afirmavam que a novela falaria da adoração a Ogum, além de fazer apologia à homossexualidade.

Na época, a Globo respondeu ao site Vírgula que “a novela não fala de São Jorge, fala do mito do guerreiro, figura existente em qualquer cultura, religiosa ou não. A única coisa que aparece de São Jorge é o fato de ele ser o padroeiro da cavalaria. É por isso que o personagem de Rodrigo Lombardi é devoto dele, pois pede proteção a cada ação. Com o decorrer da novela no ar isso ficará evidente para todos os grupos”.?

Sobre a acusação de apologia à homossexualidade, especialmente pela participação da atriz Thammy Miranda, homossexual assumida, a emissora também disse que não havia qualquer referência a isso na trama, como de fato não houve.

No entanto, coincidência ou não, outra personagem que teve seu momento alto no fim da história foi a policial Jô, interpretada por Thammy. Ela seduziu Russo (Adriano Garib) e o algemou a uma cama, supostamente para fazer um strip tease. Quando a boate foi invadida pela polícia, Jô convoca todas as traficadas a irem ao quarto e darem uma surra no bandido. A personagem, no entanto, em nenhum momento fez qualquer referência a sua sexualidade.

Em outros desfechos, Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi), como era previsto, terminaram juntos, após o mocinho resgatar a filha dos dois em um caverna na Capadócia.

Berna (Zezé Polessa) e Mustafá (Antonio Calloni) terminaram separados, mas prometeram continuar sendo a família de Aisha (Dani Moreno).

Dentre os finais felizes, Helô (Giovanna Antonelli) e Stênio (Alexandre Nero) resolveram se casar pela segunda vez; Érica (Flávia Alessandra) ficou com Haroldo (Otaviano costa); Lucimar (Dira Paes) ficou com Thompson (Odilon Wagner) e até os irritantes Celso (Caco Ciocler) e Amanda (Lisandra Solto) acabaram se unindo.

Apesar dos inúmeros furos de roteiro, o capítulo final alcançou 45 pontos no Ibope. Os dados ainda são prévios e cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo. Sua antecessora, “Avenida Brasil”, atingiu média de 50,9 pontos em seu final. O recorde de “Salve Jorge” até então foi no dia 6 de maio, quando Morena deu uma surra em Lívia: os mesmos 45 pontos.

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Rodrigo Lombardi pinga colírio nos olhos e finge choro no especial de Roberto Carlos

Publicado por Fica Quietinho

1Internet, sua linda! Graças a ti, mais uma mentirinha do mundinho dos famosos acaba de ser revelada. Desta vez o caso vem direto do especial de fim de ano cafona do Roberto Carlos exibido na TV Globo na noite de terça-feira (25).

Antes de cantar Esse Cara Sou Eu, o “rei” falou sobre o encontro que teve com Glória Perez quando ela ainda escrevia a novela Salve Jorge. Ela disse que a música era perfeita para o casal principal da trama, interpretado po Rodrigo Lombardi e Nanda Costa, e falaria “do cara que toda mulher gostaria de ter, do cara que todo homem gostaria de ser”. O tal do “cara” é Lombardi.

Após as palavras, ele precisava chorar. Mas não conseguiu de forma natural. Rodrigo até apareceu na TV com as lágrimas escorrendo dos olhos, mas o que ninguém reparou é que ele sacou um tubo de colírio do bolso para fazer brotar os rios que correram por seu rosto. Coisa feia!

Tentamos tirar um print do vídeo, mas a imagem não ficou muito boa. Vale assistir ao vídeo desde o começo. Quando chegar ao 1min25seg preste atenção na parte de baixo da tela. Você verá o instante em que Lombardi molha os olhos. Segundos depois a câmera dará um close em seu rosto, mostrando as lágrimas escorrendo.

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Todo brasileiro deveria ir ao menos uma vez na vida ao show de Roberto Carlos

Vitor Angelo, no Virgula

Do mesmo jeito que muçulmanos têm que visitar Meca antes de morrer e os judeus fazer reverência ao Muro das Lamentações, os brasileiros deveriam ao menos uma vez na vida ir a um show de Roberto Carlos. É um rito de reconhecimento. E uma destas apresentações aconteceu nesta quarta-feira (07), no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, abrindo a sua nova turnê de quatro shows na capital paulista com ingressos esgotados.

Nesta festa ecumênica e miscigenada que é ser brasileiro parece que Roberto passa incólume por gerações como a voz que dá vida a esta alma paradoxal que é ao mesmo tempo romântica e rebelde, sensual e espiritual.

Como é grande o nosso amor por ele, toca sua orquestra antes da entrada triunfal do rei. Depois de cantar “Emoções”, Roberto agradece os patrocinadores logo em seu discurso inicial. Fala de uma marca de produtos alimentícios e faz um breve merchandising de um cartão de crédito. Nada poderia ser mais atual que isto, nestes tempos que o brasileiro passou da barbárie ao consumismo sem conhecer a cidadania. E o cantor, em sua forma mais cordial, é nossa melhor tradução.

Em um momento de marketing próprio e menos agressivo que sua introdução no show, ele comentou da felicidade de ter uma música sua na novela das 21h da Globo. “Recebi a visita da minha amiga Gloria Perez e mostrei a ela essa música que eu tinha acabado de fazer. Ela disse que era a canção certa para ser o tema do casal principal da novela”, disse no meio do show orgulhoso. “Esse Cara Sou Eu” é o tema romântico de Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi) em “Salve Jorge”.

E sempre foi assim, Roberto continua traduzindo o Brasil – mesmo seu lado meio obscuro – da forma mais bela. Na Jovem Guarda, nos anos 60, imprimia um perfil rebelde e roqueiro, mas muito mais de fachada do que efetivamente propondo novas mudanças estéticas e políticas. Esta atitude em nada difere da alma brasileira, muito pouco dada às rupturas e revoluções, sempre acochambrando as mudanças com seu tal jeitinho com as velhas tradições.

Seguindo com a tradição da música brasileira, se transformou em cantor romântico no meios dos anos 70,  e novamente traduziu um espírito nacional que confunde como em nenhum outro lugar o sexual com o amoroso. Por isto não poderia faltar no show um pot-pourri com “Café da Manhã”, “Os Seus Botões”, “Falando Sério” e “O Côncavo e o Convexo”. Paradoxalmente, Roberto é conhecido pela sua religiosidade. Católico, cantou “Nossa Senhora” e terminou com o soul “Jesus Cristo”. Tudo cabe em Roberto, tudo cabe em nós.

Durante décadas ninguém entendeu tanto e transformou em músicas o melhor do inconsciente coletivo do país como Roberto Carlos. Não à toa, qualquer brasileiro reconhece e consegue cantar suas músicas já nos primeiros acordes, e foi isto que aconteceu no show que perfilou com seus excelentes músicos, jogo de luzes impecável, pérolas do cancioneiro como “Detalhes”, “É Preciso Saber Viver”, “Lady Laura” e “O Portão”

Nestas duas últimas músicas, ele provou como a alquimia entre sua vida e obra talvez seja um destes ingredientes para entender como ele compreende tanto nós, algo que não sabemos muito explicar mas que sentimos como o fato de sermos deste país, encrustado no hemisfério sul. Da homenagem à mãe que faleceu em 2010 a explicação que o cachorro que “sorriu latindo” da letra de “O Portão” é uma referência ao seu cão Axaxá, ele sabe muito bem que o que move sua música é entender de forma clara e simples (nunca simplista) como vivemos, como sentimos.

E tendo este entendimento do sentimento nacional, não seria diferente ele dedicar o show para a apresentadora Hebe Camargo que faleceu recentemente e causou comoção no país. Aliás, ambos ao terminarem um evento sempre distribuíam rosas, Roberto ainda as joga na plateia realizando uma imagem de alta dosagem espiritual, daqueles que entendem a alma, a alma de um povo.

fotos: Gabriel Quintão

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