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Malaio compra item para aumentar o pênis e recebe lupa pelo correio

Homem enganado teria pago R$ 316 no produto em site na internet.
Falso aparelho vinha com indicação para não usado ‘na luz do Sol”.

Publicado no G1

Malaio comprou dispositivo para aumentar o pênis e recebeu apenas uma lupa pelo correio (foto ilustrativa: Wikimedia Commons/ Tomomarusan)

Malaio comprou dispositivo para aumentar o pênis
e recebeu apenas uma lupa pelo correio
(foto ilustrativa: Wikimedia Commons/
Tomomarusan)

Na cidade de Seri Kembangan, na Malásia, um homem ficou revoltado após comprar um dispositivo que prometia aumentar seu pênis e receber pelo correio apenas uma lupa no pacote.

O homem, identificado apenas como Ong, contou ao Escritório da Associação de Serviços Públicos e Reclamações do país que efetuou um pagamento de 450 ringgits malaios (cerca de R$ 316) para o vendedor online, e recebeu uma encomenda.

Dentro do pacote, de acordo com o jornal “The Star”, havia apenas uma lupa e um manual de instruções com orientações para que o homem “não usasse o aparelho na luz do sol”.

As autoridades dizem que outras 12 pessoas registraram queixas no órgão, e que o falso vendedor teria lucrado mais de R$ 50 mil com os golpes, já que outras pessoas não teriam registrado a queixa.

O escritório disse também que dificilmente os clientes conseguirão obter o dinheiro de volta, já que não há recibos nem provas das transações.

OIT estima que trabalho forçado gera US$ 150 bilhões de lucro por ano

trabalho-escravoPublicado por Leonardo Sakamoto

Relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho, nesta segunda (19), estima que o trabalho forçado na economia privada gera lucros anuais ilegais de 150,2 bilhões de dólares. A entidade havia estimado, em 2012, em cerca de 20,9 milhões o número de trabalhadores sob essas condições em todo o mundo (22% por exploração sexual forçada, 68% por outros tipos de exploração do trabalho e 10% por trabalho imposto pelo Estado) e é com base nessa quantidade que a estimativa de lucro foi feita.

“Profits and Poverty: The Economics of Forced Labour” [Lucros e Pobreza: Aspectos Econômicos do Trabalho Forçado] afirma que dois terços desse total (ou seja, 99 bilhões) sejam oriundos da exploração sexual comercial, enquanto 51,2 bilhões vêm da exploração com fins econômicos – que inclui agropecuária, extrativismo, indústria, comércio, trabalho doméstico, entre outras atividades.

As estimativas, feitas através de extrapolações com base em dados regionais, não foram produzidas para cada país.

“O trabalho forçado é nocivo para as empresas e para o desenvolvimento, mas sobretudo para suas vítimas. Este relatório imprime um novo caráter de urgência aos nossos esforços para erradicar o quanto antes esta prática altamente rentável, mas fundamentalmente nefasta”, afirmou em nota divulgada à imprensa o diretor geral da entidade Guy Ryder.

De acordo com dados divulgados pela OIT:

- Mais da metade das vítimas de trabalho forçado são mulheres e meninas, principalmente na exploração sexual comercial e trabalho doméstico;
- Homens e meninos são, sobretudo, vítimas de exploração econômica, na agricultura e mineração;
- 34 bilhões de dólares em lucros ficam com a construção civil, indústria, mineração e serviços;
- 9 bilhões de dólares ficam com a agricultura, incluindo silvicultura e pesca;
- 8 bilhões de dólares são economizados em residências privadas que ou não pagam ou pagam menos que o devido aos trabalhadores domésticos submetidos ao trabalho forçado.

Lucro anual do trabalho forçado por região

Ásia-Pacífico: US$ 51,8 bilhões de dólares
Economias Desenvolvidas e União Europeia: US$ 46,9 bilhões
Europa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 18 bilhões
África US$ 13,1 bilhões
América Latina e Caribe: US$ 12 bilhões
Oriente Médio: US$ 8,5 bilhões
Mundo: US$ 150,2 bilhões

Lucro anual por vítima de trabalho forçado por região

Economias Desenvolvidas e União Europeia: US$ 34,8 mil
Oriente Médio: US$ 15 mil
Europa Central, Sudeste Europeu e Comunidade dos Estados Independentes: US$ 12,9 mil
América Latina e Caribe: US$ 7,5 mil
Ásia-Pacífico: US$ 5 mil
África US$ 3,9 mil

Crises de renda e pobreza estão entre os principais fatores que levam ao trabalho forçado. Falta de educação formal, analfabetismo, gênero e migrações são listados como fatores de risco e de vulnerabilidade. Entre as medidas voltadas a combatê-los, o relatório aponta:

- Reforçar os pisos de proteção social a fim de evitar que os lares pobres contraiam empréstimos abusivos no caso de uma perda imprevista de renda;
- Investir na educação e na formação profissional para incrementar as oportunidades de emprego dos trabalhadores vulneráveis;
- Promover um enfoque da migração baseado nos direitos a fim de prevenir o trabalho clandestino e os abusos contra os trabalhadores migrantes;
- Apoiar a organização dos trabalhadores, inclusive nos setores e indústrias vulneráveis ao trabalho forçado.

Fiéis da Igreja Universal bancam até série bíblica da Record

Cena da estreia de Milagres de Jesus, série de 18 episódios custeados pela Igreja Universal

Cena da estreia de Milagres de Jesus, série de 18 episódios custeados pela Igreja Universal

Daniel Castro, no Notícias da TV

Em dificuldades financeiras, a Record teve de pedir ajuda à Igreja Universal do Reino de Deus para colocar no ar a série bíblica Milagres de Jesus, uma das maiores audiências da emissora. Com orçamento oficial de R$ 16 milhões, a série teve seus 18 episódios custeados pelos fiéis da igreja liderada por Edir Macedo, dono da Record e idealizador do projeto.

Segundo uma alta fonte na emissora, a Igreja Universal teve de aumentar o aporte de dinheiro na Record de R$ 500 milhões para R$ 520 milhões por ano. O acréscimo foi para pagar a produção de Milagres de Jesus, exibida todas as quartas-feiras.

A Record atravessou em 2013 seu pior ano, com a demissão de mais de 2.000 funcionários e cortes na produção de teledramaturgia. No ano passado, a emissora faturou no mercado publicitário R$ 1,280 bilhão. Com o dinheiro da igreja, chegou a R$ 1,8 bilhão. As afiliadas faturaram mais R$ 400 milhões. Ou seja, a igreja é responsável por 24% das receitas de todas as 106 emissoras da rede Record.

A Igreja Universal do Reino de Deus colocava dinheiro na Record de forma legal, comprando a madrugada da emissora. Agora, também financia a produção de programas de seu interesse, como o Escola do Amor, apresentado por Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo, e séries bíblicas.

O financiamento de uma série de dramaturgia compromete o discurso da Record de que a igreja é um cliente “como outro qualquer”. A igreja é mais do que apenas uma compradora de horários. É “sócia” da programação.

O Notícias da TV tentou ouvir a Record desde a última sexta-feira, mas a emissora não se pronunciou.

Hit da internet, Porta dos Fundos fará um ano com faturamento de ao menos R$ 3 milhões

A partir da esquerda, Ian SBF, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Antonio Pedro Tabet e João Vicente de Castro, do Porta dos Fundo

A partir da esquerda, Ian SBF, Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Antonio Pedro Tabet e João Vicente de Castro, do Porta dos Fundo

Nelson de Sá, na Folha de S.Paulo

O Porta dos Fundos completa um ano no dia 6 de agosto apresentado como prova, pelo YouTube, de que vídeo tem viabilidade financeira para além das plataformas de TV aberta e paga.

As estimativas de faturamento que circulam no mercado, de R$ 3 milhões em dez meses (da criação até o mês passado), com vídeos corporativos e publicidade, são descritas como “conservadoras” pelo próprio Porta.

João Vicente de Castro, um dos cinco sócios, responsável pela área comercial, diz que o grupo “tem uma política de manter isso em sigilo, porque as pessoas nunca pensam que a empresa tem gasto”, por exemplo, com funcionários.

Antonio Pedro Tabet, também sócio-fundador, diz que o objetivo desde o início era “fazer, na internet, algo que gostaríamos de fazer na TV, mas não tínhamos espaço”.

O risco financeiro foi até pequeno. “O investimento foi mais conceitual. De dinheiro também, mas como quem investe num hobby.”

Ele diz que desde o início já previa “algum retorno, mesmo que pequeno, porque tinha o [blog de humor] Kibe Loco [criado por ele há 11 anos] como plataforma de lançamento e porque confiávamos no nosso trabalho”.

Além de Castro e Tabet, o programa tem como sócios os atores Fábio Porchat e Gregório Duvivier e o diretor Ian SBF.

Para Tabet, o Porta comprova que, “sim, é possível obter lucro sem ser na TV”.

E o apresentador da Globo Luciano Huck não tem nada a ver com isso, garantem ambos. “Acho que esse boato [de que Huck investe no Porta] saiu porque dois integrantes trabalharam com ele, eu e o Kibe [Tabet]“, diz Castro.

NOVA INDÚSTRIA

Da parte do Google, dono do YouTube, o Porta dos Fundos é apresentado como “o grande exemplo do surgimento de uma nova indústria” em que vídeos profissionais não se restringem mais à TV aberta e paga ou à Netflix.

É o que diz Álvaro Paes de Barros, que comanda a área de conteúdo no país há um ano e meio. Foi perto de dois anos atrás que o Google começou a montar a área de parcerias de conteúdo, globalmente, “com o propósito de tornar o YouTube um destino de entretenimento, e não só um depositário de vídeos”.

Barros diz que “o Porta é sem dúvida o mais famoso, mas há vários outros canais brasileiros de sucesso: o Makeup by Camila, que dá dicas de maquiagem, o Rolê Gourmet, o Manual do Mundo”.

A relação entre YouTube e Porta está próxima agora, com elogios da plataforma às iniciativas comerciais do programa, inclusive vídeos corporativos criados diretamente para anunciantes como Fiat e LG –sem passar pelo Google.

Mas até poucos meses atrás o Porta ainda tinha como projeto adotar uma plataforma própria, como o americano Funny or Die.

O motivo é que no YouTube a publicidade em “banners” e no chamado “True View”, anúncio que antecede os vídeos, é vendida pelo próprio Google, que fica com 45% do faturamento.

“Antes a gente não era parceiro do YouTube”, diz Castro. “Hoje a relação é bem estreita. E a gente, por enquanto, está feliz lá. [A plataforma própria] não é um projeto para agora.”

A primeira pirâmide

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Rob Gordon, no Papo de Homem

— Senhor?

— Pois não?

— Adão na linha sete.

— Pode passar.

— Só um minuto.

— Alô?

— Oi, Adão. Tudo bem?— Tudo, e o Senhor?

— Tudo. Liguei para fazer uma proposta.

— Diga.

— O que o Senhor acha da ideia de ganhar dinheiro sem sair de casa?

— O que eu acho do quê?

— Ficar rico, muito rico. E sem sequer sair de casa. Basta me perguntar “como”.

— Adão…

— Estou esperando. Basta me perguntar “como”.

— Certo. Como?

— É o seguinte. Eu vou contar o segredo para o Senhor, mas só porque o Senhor está insistindo muito.

— Eu não estou insistindo.

— Bem, é o seguinte. Está rolando um negócio aqui com vendas de suplementos de vitamina. E o lucro é garantido.

— Ah, é?

— Sim. Eu mesmo nem conhecia isso, até que outro dia encontrei o castor. E ele me contou que estava pensando em aumentar a represa dele… aquela represa que ele faz ali no lago, sabe?

— Sim.

— Ele está pensando em aumentar a represa, usando somente o dinheiro que ganhou com esse negócio. Disse que está pensando até mesmo em contratar outros castores para fazer o seu trabalho. O castor está rico!

— Entendi.

— Conversa vai, conversa vem, eu me interessei. E ele disse que ficou rico vendendo suplementos de vitamina, num negócio que os macacos criaram.

— Que negócio?

— Você se inscreve no programa de vendas e recebe os suplementos na sua própria caverna. E pode começar a vender.

— Sei.

— Por isso estou chamando o Senhor para participar, porque sei que o negócio é bom. Basta investir cinquenta cocos no negócio e pronto. Já recebe os suplementos vitamínicos para poder vender.

— Espere… Eu preciso investir cinquenta cocos?

— Isso. Com essa quantia, você recebe os suplementos e todo o material de divulgação para começar a vender e, além disso, se o Senhor chamar outros vendedores para também investir no negócio, recupera todos esses cocos em alguns dias, pois eles também receberão os suplementos e trabalharão para você. Os macacos chamam isso de “construção de equipe”. Em um mês, no máximo, o Senhor terá mais cocos que viu na Sua vida inteira.

— Sei.

— Todos os animais estão mexendo com isso. Os macacos contrataram as hienas e os elefantes. A hiena chamou os guepardos e as girafas. Os elefantes convenceram os crocodilos e os peixes a participarem. Os guepardos chamaram os leões e as formigas. As girafas…

— Já entendi. E cada animal pagou cinquenta cocos?

— Sim. Quer dizer, não. Não é um pagamento. É um investimento. Você recupera os cocos em alguns dias. Basta contratar novos vendedores e montar sua equipe. Imagine só, o Senhor sentado aí em cima, somente administrando a equipe… E os cocos ali, caindo na Sua conta o tempo todo.

— Desculpe, Adão, não estou interessado.

— Olhe, é uma oportunidade de ouro.

— Obrigado. Mas não.

— Bem, eu vou ser sincero com o Senhor…

— Certo.

— Eu comprei isso, mas não consigo contratar um vendedor. Todos os animais aqui embaixo foram contratados e estão procurando vendedores. Falei com dezenas de animais, e todos estão como eu, procurando por vendedores. Ou seja, como eu preciso montar minha própria equipe e não encontro ninguém… pensei no Senhor.

— Entendi.

— Se o Senhor entrar no negócio comigo, dá para falar com os anjos e abrir todo um novo mercado aí. São cocos fáceis!

— Não. Não estou interessado.

— Será que então eu não posso falar com algum anjo que esteja aí perto? Se o Senhor me transferir para algum deles…

— Não, Adão. Sinto muito.

— Bem, entendo. Nem todos nasceram com tino comercial. Vamos deixar para lá.

— Certo. Obrigado.

— Posso aproveitar e perguntar outra coisa?

— Claro.

— O Senhor não quer comprar um pote de suplementos de vitamina? Hoje em dia, aparência é algo importante…

— Não. Obrigado.

— Tem certeza? Não quer dar uma força para mim? Porque eu recebi dez potes disso em casa, mas não consigo vender para ninguém. Como todos os animais se inscreveram no programa, todos têm dez potes disso em casa.

— Sinto muito, Adão.

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