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Papa Francisco abençoa motos Harley-Davidson em Roma

Motoqueiros foram ao Vaticano para receber a bênção papal.
Milhares deles celebram, em Roma, os 110 anos da marca.

O Papa Francisco abençoa motoqueiros e suas Harley-Davidson neste domingo (16) em Roma (Foto: AFP)

O Papa Francisco abençoa motoqueiros e suas Harley-Davidson neste domingo (16) em Roma (Foto: AFP)

Publicado originalmente no G1

O Papa Francisco deu neste domingo (16) sua bênção a muitos motociclistas que vieram ao Vaticano com suas motos Harley-Davidson. Eles comemoram, em Roma, os 110 anos da lendária fabricante de motos de Milwaukee, nos EUA.

Francisco passou pela Via della Conziliazone, fora do Vaticano, para saudar e abençoar as pessoas que estavam ali, entre ele os motociclistas. Durante as comemorações, cerca de 100.000 foram a capital italiana para celebrar.

No início do mês, o Brasil foi palco das festividades da empresa norte-americana, quando um desfile reuniu 2.000 motos em São Paulo. O próximo passo das comemorações de 110 anos de de aniversário, que também já passou pela China, será a cidade natal da empresa, em Milwaukee. De 29 de agosto e 1º de setembro são esperadas 200.000 pessoas para a festa, que completará os 12 locais escolhidos pela empresa.

Papa ganha jaqueta e quadro
Na quarta-feira (12), a Harley-Davidson deu ao Papa Francisco uma jaqueta de couro da marca e uma pintura feita especialmente para o pontífice, com uma motocicleta no Vaticano.

Motociclistas utilizam bandeiras com a imagem do Papa Francisco, no Vaticano, neste domingo (16) (Foto: AP Photo/Andrew Medichini)

Motociclistas utilizam bandeiras com a imagem do Papa Francisco, no Vaticano, neste domingo (16) (Foto: AP Photo/Andrew Medichini)

A imposição da memória

Seria mais justo com os brasileiros se o Judiciário moralizasse a prática de nomear logradouros com nomes de políticos que se julgam escritores da história brasileira em sua versão regional

Ponte Orestes Quércia. A maneira como a memória social nomeia os monumentos não é uma questão menor (foto: Luiz Guadagnoli / Secom)

Ponte Orestes Quércia. A maneira como a memória social nomeia os monumentos não é uma questão menor (foto: Luiz Guadagnoli / Secom)

Vladimir Safatle, na CartaCapital

Quem chega a São Paulo de avião desce no Aeroporto Internacional André Franco Montoro. Caso queira ir para o interior, pegará a Rodovia Carvalho Pinto. Mas, se preferir ir em direção à capital, ele entrará na Marginal Tietê e passará pela Ponte Orestes Quércia.

Se for minimamente atento, verá placas indicando o Rodoanel Mario Covas, que também dá nome a um parque na Avenida Paulista, e a um viaduto que ganhou nome composto no centro da cidade. Se gostar de artes, poderá conhecer o Centro Cultural Ruth Cardoso. Mas, cuidado, se não tiver senso de direção, corre-se o risco de ser obrigado a atravessar o Túnel Maria Maluf.

Quem faz esse passeio turístico pelas ruas de São Paulo imagina que a profusão de monumentos dedicados a políticos, a mulheres de políticos e até mesmo a mães de políticos deve expressar um profundo amor e devoção da população paulista por aqueles que os governam e os governaram. Afinal, a maneira como a memória social configura os espaços públicos e marca os monumentos não é uma questão menor.

Ela define os nomes e eventos nos quais uma sociedade reconhece suas aspirações. Ela é a face mais visível do que um povo procura guardar do passado e projetar no futuro. No fundo, é dessa forma que uma sociedade escreve a sua história, definindo, através do espaço urbano, seus próprios processos de transmissão.
Quem passa por uma Rua Doutor Sérgio Fleury um dia se perguntará quem é afinal de contas esse personagem ilustre a entrar pela boca da população todas as vezes que ela precisar nomear a referida rua.

Mas um espírito de porco, que não conhece a grandeza de nossos governantes, poderá ser incrivelmente maldoso e vir com a ideia de que essa gestão pública da memória social expressa, na verdade, a maneira com que o poder impõe à sociedade certas aspirações e uma história escrita sob medida para os interesses do presente.
Como se estivéssemos diante de uma memória imposta que visa fornecer a narrativa edificante de que sempre fomos governados por “grandes homens e mulheres”.

Esse espírito de porco poderia ser ainda mais infame e perguntar-se se os paulistas não estariam mais bem representados em sua capacidade de criação e em suas reais aspirações se pudessem descer no Aeroporto Internacional Mário de Andrade, pegar a Rodovia Sérgio Buarque de Holanda, passar pela Ponte Plínio Marcos, ver placas indicando o Rodoanel 16 de Abril de 1984 (o dia do comício pelas Diretas Já, no Vale do Anhangabaú: a maior mobilização pública da história brasileira, com 1.500.000 pessoas) e visitar o Centro Cultural Tarsila do Amaral.

De fato, e isso vem da época da República Velha, certos políticos brasileiros mantêm a bizarra compulsão a se autocelebrar ou a celebrar seus aliados falecidos. Nesse ponto, eles não são muito diferentes do presidente do Uzbequistão ou do prefeito centenário de qualquer vilarejo perdido nas brumas do tempo.

Pelos seus ternos e profissionais de marketing, há uma classe de políticos que gostaria de se ver como expressão mais bem acabada da modernidade gerencial cosmopolita e refinada. Mas, pelas suas práticas dignas de Odorico Paraguaçu, eles mostram seu verdadeiro arcaísmo provinciano.

No entanto, seria mais correto com o povo brasileiro que eles parassem de tentar marcar os espaços públicos com a história de suas alianças e filiações. Talvez não haja maior exemplo de privatização do espaço público do que esse sequestro dos monumentos e logradouros por aqueles que se julgam estar a escrever a história brasileira em sua versão regional.

Seria mais justo com todos os brasileiros que o Poder Judiciário moralizasse tal prática, impedindo o uso do nome de políticos que ocuparam cargos administrativos nas últimas décadas para a nomeação de logradouros e outros espaços públicos.

Enquanto isso, a maioria da população de São Paulo perde o contato com seus grandes artistas e intelectuais, que são a verdadeira célula motora do nosso desenvolvimento.

Protesto na internet dá roupas da Abercrombie & Fitch para moradores de rua

Abercrombie-Protesto

Guilherme Cury, no Moda Para Homens

Vi essa notícia no site da Exame e achei interessante postar por aqui para reflexão:

“Abercrombie & Fitch ganha um reposicionamento de marca”. Com esse título, o usuário americano Greg Karber postou no Youtube um vídeo-protesto contra a marca Abercrombie & Fitch e deu início ao que chama de movimento de guerrilha #FitchTheHomeless.

A ideia de Karber é distribuir peças da marca para moradores de rua em reação à decisão da companhia que teria banido roupas nos tamanhos G e GG, para focar em consumidores “descolados, bonitos e magros”.

Karber gravou o vídeo em Los Angeles com a ajuda de dois amigos. Após munir-se de peças de roupa em lojas e shoppings, o usuário dirigiu-se às zonas de menor renda na cidade para doar os trajes à desabrigados.

O vídeo de Karber termina com uma convocação: ele quer que novos internautas façam o mesmo e postem os resultados nas redes sociais. “Juntos, podemos fazer da Abercrombie & Fitch a marca número um entre moradores de rua”.

Abercrombie-mendigos

Um consumidor brasileiro uniu-se ao coro, e iniciou o movimento Abercrombie Popular, que distribui roupas da marca para moradores de rua em São Paulo.

A campanha, idealizada pelo estudante de design de produto Isaias Zatz, de 21 anos, é uma reação a um pronunciamento do CEO da Abercrombie, Mike Jeffries, que dizia “Toda escola tem os adolescentes legais e populares, e os que não são tanto assim. E sinceramente, nós somos destes que queremos os bonitos, “cool”, que tem uma boa atitude e muitos amigos. Muita gente não serve em nossas roupas e não devem servir. Somos exclusivos? Com certeza!”.

“Sempre considerei a marca um tanto elitista. Era usada como um símbolo social, uniforme de gente rica que visita a Disney World. Fiquei indignado com o posicionamento e a ideia surgiu daí”, explicou Zatz à Exame.com.

Com postagens concentradas em um tumblr, o estudante incentiva a doação de roupas da Abercrombie para desabrigados e compartilha fotos das ações. As primeiras peças foram distribuídas na região dos Campos Elísios, Santa Cecília, na capital paulista – eram duas camisas que Zatz ganhou de presente. Hoje, ele convoca doações de terceiros através do próprio tumblr e de uma página da iniciativa no Facebook.

MTV Brasil pode perder o nome e virar outro canal

Sem compradores interessados no momento, o Grupo Abril estaria analisando dois novos projetos de gestão para o canal manter-se no ar.

foto: Google Imagens

foto: Google Imagens

Por Keila Jimenez, no Outro Canal

A novela MTV Brasil ganha mais um capítulo. O canal —que, desde 2012, vive sob a ameaça de venda, fechamento ou locação para religiosos— pode ganhar um novo rumo no segundo semestre.

Fontes do mercado dizem que o Grupo Abril, proprietário da MTV, não pretende manter a emissora musical no ar além deste ano. O canal, mesmo com forte redução de gastos, continua com as contas no vermelho.

Sem compradores interessados no momento, o Grupo Abril estaria analisando dois novos projetos de gestão para o canal manter-se no ar.

Os dois projetos envolvem a devolução da marca MTV Brasil para sua proprietária, a programadora norte-americana Viacom.

O nome MTV Brasil é um licenciamento pago anualmente pela Abril à Viacom.

Uma das ideias é manter o canal no ar, já com outro nome, apostando apenas em produções de humor ao estilo atual. O outro projeto, com custo bem menor, é manter a emissora sem produções nacionais, exibindo apenas documentários e videoclipes.

A Viacom, que pode receber a marca MTV Brasil de volta, já até estaria programando o relançamento do canal no país. Procurado, o Grupo Abril não comenta o assunto.

A Viacom diz que o contrato da MTV Brasil vai até 2018.

 

Três mil trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo em 2012

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Guilherme Zocchio, no MST

Números divulgados nesta segunda-feira (13) pela Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), indicam que no Brasil 2.849 trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo no ano de 2012.

Os resgates decorreram de 255 ações de fiscalização, ao todo, realizadas pelo MTE. O total representa aumento de quase 15% na quantidade de casos de escravidão contemporânea no ano de 2011, quando houve o flagrante de 2.491vítimas. O ano passado também superou a marca de 2010, que contabilizou 2.628 pessoas resgatadas.

“O importante é observar o número de pessoas resgatadas em relação à quantidade de fiscalizações”, considera o coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Luís Machado.

“É possível perceber uma mudança principalmente no meio rural, onde o foco das situações de trabalho escravo não mais está associado à restrição de liberdade, mas aparece nas condições degradantes ou na jornada exaustiva de serviço”, explica.

O representante da OIT atribui essa alteração no cenário aos quase 18 anos de combate à escravidão. As ações de inspeção sobre a escravidão contemporânea no país começaram em 1995.

Libertação recorde

A Detrae também dá destaque, no levantamento sobre o ano de 2012, à libertação de 150 trabalhadores de condições análogas às de escravo durante uma fiscalização na região de Marabá, no Pará. Essa foi a ação fiscal em que mais pessoas foram resgatadas no ano passado.

O Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo encontrou não apenas pessoas submetidas à escravidão na produção de carvão vegetal, como também crimes ambientais e emissão de notas fiscais falsas. Na ocasião, a equipe formada por auditores fiscais do MTE, procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), relatou até ameaças de morte.

Os 150 resgatados estavam em condições degradantes, trabalhando em 185 fornos irregulares em duas carvoarias, em local isolado de difícil acesso em Goianésia do Pará, a cerca de 185 km de Marabá.

O caso levou a Siderúrgica do Pará (Sidepar), que, de acordo com a fiscalização, estaria interceptando a produção de carvão realizada com trabalho escravo junto das siderúrgicas Cosipar e Ibérica, a ser suspensa do Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo – acordo que reúne algumas das principais empresas do país.