Como ganhar dinheiro com blogs?

Você já sabe que é possível tirar sustento de um blog – saiba como os blogueiros profissionais trabalham

(foto: Thomas Hawk / flickr/ creative commons)
(foto: Thomas Hawk / flickr/ creative commons)

Ana Freitas, na Galileu

“Blogueiro profissional” deveria ser um termo usado com mais frequência para diferenciar aqueles que tiram o sustento do blog daqueles que escrevem por hobby. Acontece que é raro encontrar alguém, hoje, que entre nessa de ter um blog só pela paixão à escrita. A maioria das pessoas sonha com uma história parecida com a de algumas blogueiras de moda (que de acordo com algumas matérias, ganham mais de 100 mil reais por mês) ou com a do Não Salvo, um dos maiores blogs do Brasil.

Queira você ou não se tornar um blogueiro, ainda faz sentido que você entenda como um blog ganha dinheiro – afinal, você deve ler alguns. Mas se você quiser mesmo virar um, está aqui o principal segredo para produzir dinheiro com seu blog: a audiência. É preciso ter uma audiência muito grande ou pequena, mas bastante específica e qualificada em um determinado tema.

Veja as maneiras mais comuns de ganhar dinheiro com blogs:

- Anúncios de marcas
Você tem audiência e as “vende” para uma marca como público consumidor de um produto ou serviço. Falando desse jeito soa pior, verdade, mas é exatamente isso. Esses anúncios podem vir em forma de contato direto da marca para um anúncio de banner ou um publieditorial, ou seja, um texto que venda um produto, serviço ou ação da marca. Também pode vir por de Google Adsense, Boobox, programas de afiliados de sites como o Submarino e o Mercado Livre… esses últimos serviços agenciam anúncios de terceiros que tenham a ver com o tema do seu blog e você, geralmente, ganha por clique ou então uma porcentagem da compra, se ela for efetuada.

- Parcerias com marcas
Às vezes (muito mais frequentemente do que os blogueiros gostariam), as marcas não oferecem dinheiro, mas uma parceria que geralmente envolve brindes – ou o que chamamos, no jargão, de jabá. Te oferecem amostras de produtos, kits, convites para eventos, roupas e acessórios e coisas desse tipo. Não paga as contas, mas é um jeito de agregar capital social à marca do seu blog e se fazer conhecido para ações futuras que possam gerar dinheiro.

Atenção: para esses dois modelos, leve em conta que se você for trabalhar com marcas, é possível que haja exigências editoriais e você precisa avaliar se elas valem a pena. Pedidos como não mencionar a concorrência se você estiver trabalhando com determinada marca, alterações em publieditoriais e o sigilo sobre o teor publicitário do post são comuns, mas cada vez mais blogueiros se recusam e mantém a integridade de seu projeto de conteúdo e a honestidade com seus leitores.

- Se transforme em um especialista
Se de blogueiro você se transformar em alguém que seja reconhecido, na verdade, por entender muito sobre aquilo que fala, pode ser convidado para falar em congressos e eventos relacionados e, claro, receber para isso. O jeito mais eficiente de se tornar alguém que é considerado especialista em um assunto: estude e escreva muito sobre ele. Convide leitores e outros especialistas para a discussão. Interaja. Escreva textos de qualidade. Não é uma fórmula mágica ou desconhecida, mas dá trabalho sim.

- Crie conteúdo exclusivo e venda-o
Alguns blogueiros desenvolveram um modelo de negócio bastante interessante. Eles oferecem parte do conteúdo de graça, como qualquer outro blog. Mas se o usuário quiser ter acesso a um outro tipo de conteúdo, mais aprofundado e exclusivo, precisa pagar, através da compra de um e-book ou de uma mensalidade para participar de um grupo de conteúdo exclusivo. Esse modelo exige que você convença o usuário de que tem realmente algo a mais a oferecer, que o preço seja justo e que você, claro, de fato produza conteúdo diferente do que é oferecido de graça pela internet. Um dos meus exemplos favoritos é o www.ducsamsterdam.com, que tem dicas de viagem incríveis sobre a Holanda mas também vende um guia de viagem que vale o preço.

- Convide seus leitores a te patrocinarem
Um botão do Paypal ou uma conta no Patreon: é assim que alguns blogueiros tentam se manter. Eles pedem doações dos leitores. O botão do Paypal é um pouco mais arriscado, já que só doa (e geralmente, em micro quantias) quem se sentir muito bom naquele dia. O modelo do Patron, uma espécie de Catarse que financia produtores de conteúdo em um modelo de contribuição mensal e não única, foi uma saída para Izzy Nobre, o blogueiro do www.hbdia.com, que passou a produzir vídeos com o tempo que emprega neles todo financiado por seu público.

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Aprenda a falar corretamente o nome de algumas marcas

publicado no Cri Visual

O redator publicitário de 26 anos, Gustavo Asth sabe que o brasileiro tem um problema sério quando o assunto é pronunciar um nome de marca estrangeira, de forma correta, então ele acabou criando um Tumbr para ajudar as pessoas com esta tarefa trocando o nome verdadeiro pela pronúncia e virou um sucesso. O resultado é bem legal, confiram nas imagens:

Always-como-se-fala Canon-como-fala DolceGabbana-como-fala Gucci-como-fala HäagenDazs-como-fala Heinz-como-fala HotWheels-como-fala LouisVitton-como-fala

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Medo de ser feliz

De onde vem a sensação de que a nossa felicidade pode ser destruída a qualquer momento?

autossabotagem1Ivan Martins, na Época

Por uma razão ou outra, a gente vive com medo. A sensação de que as coisas podem repentinamente dar errado faz parte da nossa essência, eu acho. Alguns a têm mais forte; outros, mais fraca. Mas a ansiedade essencial em relação ao futuro está lá, em todos nós – mesmo quando estamos apaixonados e contentes. Ou, sobretudo, quando apaixonados e contentes.

Lembro de uma amiga me dizendo, anos atrás: “Eu tenho um cara que me ama, estou feliz com o meu trabalho, adoro a minha família. A pergunta que eu me faço, todos os dias, é ‘quando vai dar merda’”? No caso dela, que eu saiba, nunca deu. Mas ela sentia que era apenas questão de tempo. Cedo ou tarde aconteceria.

Você pode rir – como eu ria – desses sentimentos extremados da amiga, mas eles não são piada. Já vi pessoas ficarem com tanto medo do futuro que detonam o presente. É uma espécie de pânico em câmera lenta. O sentimento de desastre iminente é tão forte, a sensação de insegurança é tão grande, que a pessoa conclui (mesmo de maneira inconsciente) que é melhor chutar logo o pau da barraca e sair correndo, em qualquer direção – deixando para trás o relacionamento, o emprego, o futuro e tudo o mais que estava dando certo e por isso mesmo parecia estar sob ameaça. É uma piração, claro, mas gente normal faz essas coisas todos os dias.

Existe uma coisa chamada medo de ser feliz.

Não estou falando daquele clichê sobre as pessoas terem medo de se entregar ao sentimento do amor e por isso não darem bola ao que sentimos por ela. Em geral, essa situação esconde um equívoco: a pessoa em questão não sente nada relevante por nós, mas preferimos acreditar que ela tem “medo de amar”. É uma ficção que protege a nossa autoestima e rende uma boa história para contar aos amigos. Mas quase nunca é verdade.

Existem, porém, pessoas tocadas por dores tão intensas, por experiências tão sofridas, que não conseguem evitar a sensação de que tudo de mau vai se repetir, de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde. Esse sentimento é ainda mais forte quando tudo vai bem e existe algo importante a ser perdido. Apaixonada e feliz, a pessoa começa a ser perseguida por seus medos. Sonha que vai ser abandonada, imagina que algo de errado vai acontecer com a pessoa que ama, sente, de maneira inexplicável, que aquilo de bom que ela tem está sob ameaça, e que não vai durar.

Esse é o medo causado pela felicidade.

Em alguns, ele está à flor da pele. Em outros, esconde-se sob outros sentimentos e se manifesta de forma subterrânea. Mas, como eu disse no início, acho que ninguém está livre da sensação secreta de desastre. Todos têm traumas. Todos passaram por momentos difíceis na infância, quando não éramos capazes de entender e de nos proteger. Muitos de nós, menos afortunados, sofreram perdas terríveis, precoces, que deixaram uma profunda sensação de desamparo. Essas coisas provocam marcas que se refletem na forma como lidamos com o amor e com a sensação de felicidade. Alguns, de forma leve e otimista. Outros, de maneira pesada e pessimista. É um traço de personalidade, uma consequência da história de cada um. A gente ama como vive, cada um à sua maneira.

Isso não quer dizer que as coisas não mudem e não possam se tornar melhores e mais fáceis.

A gente se acostuma com tudo, até com a sensação de felicidade. No início ela nos apavora e desperta todos os medos e pressentimentos. Depois, a gente vai se habituando. Percebe que o Fulano não vai sumir de uma hora para outra. Que as pessoas no trabalho não nos acham uma fraude. Que a família, os amigos, as relações sociais que construímos são sólidas e não irão desmoronar de uma hora para outra.

Com o tempo, enfim, a gente relaxa e a maldita sensação de precariedade enfraquece. De alguma forma, a gente se acostuma a estar feliz e a se sentir seguro. Amado também, o que é muito, muito importante. Em algum momento, a gente começa a desfrutar da nossa existência e os medos recuam para segundo ou terceiro plano. Então um dia, numa manhã qualquer, diante da cafeteira fumegante, a gente talvez seja capaz de perceber – quem diria – que não está com tanto medo assim de ser feliz. Grande dia esse na história da nossa vida.

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Quase metade dos usuários do Twitter no Brasil usa rede de microblogs junto com a TV

Brasileiros acham que o Twitter deixa a TV mais legal

Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)
Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)

Sérgio Matsuura, em O Globo

O Twitter divulga nesta quinta-feira a primeira pesquisa sobre o perfil dos seus usuários no Brasil, com destaque para o crescente uso da plataforma como companheira da TV. Segundo os números, 97% dos tuiteiros assistem à televisão todos os dias, mas a atenção é dividida com o celular: 50% ficam com os smartphones nas mãos em busca de produtos para comprar, informações sobre a programação e conversando pela rede social. (O Twitter tem no mundo mais de 241 milhões de usuários ativos por mês. O Brasil está entre os cinco principais mercados em termos de usuários, mas a empresa não compartilha números por país.)

– Dos usuários que assistem à TV e navegam no Twitter simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando. E a experiência compartilhada é um atrativo a mais: 62% afirmam que o Twitter deixa a TV mais legal – comenta Janette Shigenawa, diretora de pesquisas do Twitter para a América Latina.

Os números apontam sobre a importância das marcas para o tuiteiro. Cada usuário segue, em média, 27 marcas que, pelo Twitter, conseguem conversar diretamente com seus consumidores. O principal segmento é o de moda, tema de interesse de 70% dos brasileiros na rede social, seguido por tecnologia (55%), automotivo (54%) e alimentos e bebidas (49%).

E a rede é apontada não apenas como um canal de relacionamento direto com as marcas preferidas, como ambiente para novas descobertas. Segundo a pesquisa, 85% dos usuários do Twitter gostam de experimentar novos produtos. Por outro lado, 80% dizem ser fiéis as marcas que gostam.

Entre os assuntos de interesse, destaque para filmes e cinema (79%), música (77%), ciência e tecnologia (75%), cuidados com a saúde (70%) e, surpreendentemente, livros e leitura, apontados por 69% dos usuários.

– Pelo Twitter as pessoas discutem suas leituras e falam direto com os autores. O Paulo Coelho é uma das personalidades brasileiras com maior número de seguidores – afirma Guilherme Ribenboim, presidente do Twitter no Brasil.

Outro destaque da pesquisa é o percentual de usuários que acessam a rede social pelo celular, que já atinge 60%. Ribenboim destaca que é um fenômeno não apenas no Brasil, mas global, e reforça as principais característica da plataforma: as mensagens rápidas e o tempo real.

– O nosso crescimento em mobile é lógico e estratégico. O usuário entra no Twitter nos momentos de microtédio. Na fila do banco, no transporte público, pega o celular e se informa sobre o que está acontecendo.

O Twitter pretende se tornar a principal plataforma de conversação sobre a Copa do Mundo que se aproxima. Em 2013, a partida final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, foi o evento que mais gerou tweets por minuto no país e a expectativa é que a repercussão este ano seja maior.

– A Copa é estratégica para nós. Estamos prontos para atender o mercado de TV, mas também o mercado publicitário. Trabalhamos próximos dos jogadores de futebol, empresas de mídia, portais e com as marcas – diz Ribenboim.

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