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Impressora 3D já é vendida em lojas brasileiras, mas com preço salgado

Impressora 3D já disponível no e-commerce da Saraiva (foto: Reprodução)

Impressora 3D já disponível no e-commerce da Saraiva (foto: Reprodução)

Mariana Coutinho, no TechTudo

A impressora 3D Cube chega ao mercado de varejo brasileiro em pré-venda na Saraiva. O produto custa R$6.690,00 e está disponível nas cores branca, azul, lilás e verde. A empresa também vai comercializar a matéria-prima para a impressão 3D tanto em ABS, material mais resistente, quanto em PLA, que produz objetos com mais brilho.

O equipamento oferece software para Mac e Windows, que permite criar desenhos de forma rápida. Ela já vem com 25 modelos de design prontos: de bonecos, bijuterias, peças de xadrez e palhetas de violão, até capas para celular. A matéria prima em PLA custa cerca de R$280 o quilo. A impressora produz objetos com dimensões de até 140 x 140 x 140 mm. O usuário tem 16 cores disponíveis para impressão, inclusive as que brilham no escuro.

A Cube chegou ao Brasil em abril, trazida pela Robtec em parceria com a 3D Systems. Até o mês passado, a impressora só podia ser adquirida na sede da Robtec, em São Paulo, mas agora pode ser comprada em todo o Brasil por meio do e-commerce da Saraiva. A impressora tem entrada USB, com conectividade Wi-Fi, funciona em modo Touch Screen e já vem com um cartucho de PLA e um pen drive de 2GB.

O preço ainda é salgado, mas a Robtec acredita que haverá uma boa procura pelo equipamento: “O brasileiro sempre foi um aficionado por tecnologia e ficamos contentes em ser pioneiros em trazer impressoras 3D e conceitos revolucionários ao país. A ideia é que a cultura de comprar uma máquina assim se torne comum”, explica o diretor geral da empresa, Luiz Fernando Dompieri.

Pastores presos agiam na Maranata mesmo afastados, diz MP-ES

Entre os detidos na manhã desta segunda-feira (24), estava o fundador.
Juiz responsável pelo caso acatou toda a denúncia do Ministério Público.

Pastor Gedelti é detido em sua residência, na Praia da Costa (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)

Pastor Gedelti é detido em sua residência, na Praia da Costa (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)

Mariana Perim, no G1

Os dez integrantes da Igreja Cristã Maranata (ICM) presos na manhã desta segunda-feira (24), entre eles o fundador, pastor Gedelti Gueiros, não têm prazo definido para sair da cadeia, segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MP-ES). De acordo com o promotor de Justiça Paulo Panaro, os membros continuavam participando da administração e praticando crimes como estelionato de forma indireta.

Em maio, dezenove membros da Igreja Cristã Maranata, incluindo pastores, foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MP-ES) pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. Eles teriam praticado desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, segundo o próprio MPES. Antes, em março, Gedelti e outros três membros da ICM haviam sido presos por coagir testemunhas do inquérito que investiga a igreja.

De acordo com Panaro, testemunhas relataram a participação dos acusados na administração da ICM. “Embora haja uma ordem judicial afastando-os da administração, os acusados continuavam praticando os mesmos atos ilícitos de forma indireta. Ficou claro que o ex-presidente da instituição continuava participando da administração, várias testemunhas prestaram depoimentos que relatavam essa participação”, falou Panaro.

Quanto à destituição do interventor Júlio Cezar Costa, Panaro informou que foi constatada íntima ligação com os denunciados. “Uma das demonstrações de íntima ligação é o fato de que o próprio advogado que peticionou em nome do interventor também é o advogado de Gedelti Gueiros”, disse.

Ainda de acordo com o MP-ES, a Justiça acatou toda a denúncia apresentada pelo órgão. “Há provas da materialidade dos crimes e indícios das autorias. Não se trata de uma cruzada religiosa, uma censura à manifestação de fé. Não se trata de nenhuma perseguição à Igreja Cristã Maranata, mas sim a essas pessoas que estão em sua administração praticando atos ilícitos”, afirmou o promotor.

O novo interventor, Antônio Barroso Ribeiro, escolhido pela Justiça já foi da Igreja Maranata, mas está fora há mais de 10 anos. Segundo o promotor, ele conhece a doutrina e estrutura administrativa, mas vai ter que conciliar a fé com tais questões.

A prisão preventiva dos integrantes presos não tem prazo fixado em lei e por isso vai perdurar enquanto o juiz responsável pelo caso julgue necessário.

Presos
Além de Gedelti, que foi detido em casa, na Praia da Costa, Vila Velha; Antônio Angelo Pereira dos Santos, Antonio Carlos Rodrigues de Oliveira, Antonio Carlos Peixoto, Amadeu Loureiro Lopes, Carlos Itamar Coelho Pimenta e Jarbas Duarte Filho foram levados para o DPJ, passaram por exames no Departamento Médico Legal (DML) e foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisõria (CDP) de Viana. O pastor Arlínio de Oliveira Rocha teve prisão domiciliar decretada. Wallace Rozetti e Leonardo Meirelles de Alvarenga se apresentaram diretamente na delegacia, pela manhã.

Medidas do novo interventor
1- As reuniões de jovens deverão ser conduzidas pelas professoras e ou professores da Igreja local, em dia e horário que melhor se adeque às necessidades de cada Igreja, já que não haverá mais transmissão via satélite para esta finalidade, podendo até mesmo ser realizada no mesmo horário do culto, na sala anexa ao templo

2 – A Escola Bíblica Dominical não receberá mais o sinal via satélite, devendo os Estudos Bíblicos serem ministrados de forma presencial, segundo a necessidade de cada Igreja  3 – O Presbitério Espíritosantense disponibilizará em seu site estudos bíblicos e mensagens da Palavra de Deus, que por conveniência do pastor local, poderão se valer dos mesmos, não sendo obrigatório o uso desta ferramenta

4-  O Presbitério Espíritosantense estará buscando os meios legais para que a “Rádio Web Maanaim” se torne uma emissora aberta, possibilitando ao público seu acesso através das ondas do rádio

5- O tesoureiro deverá  fazer a fixação mensal, no quadro de aviso das igrejas, do balancete, assinado pelo pastor e pelos tesoureiros, contendo as receitas provenientes dos dízimos e ofertas, bem como das despesas (não devendo conter nome das pessoas que contribuíram para preservação de sua privacidade),  bem como os valores enviados ao Presbitério Espíritosantense

6 – Os pastores e membros que deixaram a Igreja poderão escolher o templo que desejarem para se reunir, e serão recebidos com as mesmas honras e funções que sempre desfrutaram

7 – Todo o excesso de gasto de qualquer natureza que for detectado nas contas do Presbitério Espíritosantense será suspenso

8 – O Conselho Presbiteral está extinto. Os assuntos de natureza espiritual das igrejas serão tratados por um grupo de conselheiros constituído por sete pastores

9 – A estrutura de coordenação das áreas permanecerá no modelo atual, devendo seus coordenadores se reportar diretamente ao Grupo de Conselheiros do Presbitério Espíritosantense

10 – Deverão também os pastores das igrejas enviar mensalmente ao Conselho de Pastores, através do site do Presbitério Espíritosantense, um relatório contendo informações relativas a suas Igrejas

11- Estará disponível no horário comercial um telefone 0800 (ligação gratuita), que será um canal de comunicação aberto entre os membros das igrejas e o Presbitério.

dica da Andreia Barros

Ministro rejeita pedido de suspensão de casamento gay em cartório

Em ação, PSC argumentou que cabe ao Congresso decidir sobre o tema.
Fux mandou arquivar processo por entender que tipo de ação foi equivocada.

foto: Cidadão Virtual

foto: Cidadão Virtual

Mariana Oliveira, no G1

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux (foto) negou nesta terça-feira (28) pedido do Partido Social Cristão (PSC) para suspender resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.

Na decisão, Fux determinou o arquivamento do processo por entender que o instrumento usado para questionar a regra não é válido. O PSC entrou com mandado de segurança, tipo de processo para questionar abuso por autoridade pública. Para o ministro, a resolução tem força normativa e deveria ser questionada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

O PSC é o partido do deputado federal Marco Feliciano (SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e alvo de protestos desde que assumiu o comando da comissão por falas supostamente homofóbicas e racistas.

Para o PSC, caberia ao Congresso Nacional decidir sobre o tema. O partido argumentou, no mandado de segurança, que houve “abuso de poder” ao impedir que parlamentares discutissem o tema.

O PSC alegou ainda a resolução do CNJ “não tem força legal” por não ter sido submetida a debates no Legislativo. O partido diz que resoluções como a que obriga cartórios a realizarem casamento civil entre pessoas do mesmo sexo “não podem criar direitos e obrigações”.

Mesmo considerando que o instrumento usado pelo partido foi errado, Fux entendeu que o CNJ tem, sim, competência para regular o tema em relação aos cartórios. O magistrado citou outra norma imposta pelo CNJ, a que proíbe o nepotismo no Poder Judiciário. “É inelutável a sua competência [do CNJ] para regular tais assuntos.”

A legenda sustentou que a Constituição estabeleceu que o casamento civil deve ocorrer entre o homem e a mulher. “Tanto para o casamento, quanto para a união estável, estabeleceu o legislador como requisito de existência a diversidade de sexos.”

Fux não chegou a analisar a íntegra do pedido da legenda. “Indefiro a inicial, extinguindo o processo sem resolução de mérito, haja vista inadequação da via eleita. [...] Também não vislumbro qualquer ofensa a direito líquido e certo dos membros ou filiados do impetrante [PSC], ante o reconhecimento do poder normativo do CNJ.”

Decisão do CNJ
Pela decisão do CNJ, que começou a valer no dia 16 de maio, os cartórios não poderão rejeitar o pedido, como acontece atualmente em alguns casos. Segundo o presidente do CNJ e autor da proposta, Joaquim Barbosa, que também é presidente do STF, a resolução visa dar efetividade à decisão tomada em maio de 2011 pelo Supremo, que liberou a união estável homoafetiva.

Conforme o texto da resolução, caso algum cartório se recuse a concretizar o casamento civil, o cidadão deverá informar o juiz corregedor do Tribunal de Justiça local. “A recusa implicará imediata comunicação ao respectivo juiz corregedor para providências cabíveis.”

Para Joaquim Barbosa, seria um contrassenso esperar o Congresso analisar o tema para se dar efetividade à decisão do STF.

“Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso.”

‘Manter é mais difícil’, diz empresário após mudar hábitos e eliminar 32 kg

No último ano de faculdade, Jonas descontava a ansiedade na comida.
Resultado veio na balança: ele engordou e atingiu o peso máximo de 116 kg

Jonas mudou a alimentação e começou a se exercitar – mudança que o fez perder 32 kg; fotos mostram antes e depois (Foto: Arquivo pessoal)

Jonas mudou a alimentação e começou a se exercitar – mudança que o fez perder 32 kg; fotos mostram antes e depois (Foto: Arquivo pessoal)

Mariana Palme, no G1

O último ano de faculdade é sempre um momento difícil, de grandes incertezas. O empresário Jonas Cervoni não conseguiu lidar muito bem com essa fase e acabou descontando toda sua ansiedade na comida, o que logo trouxe resultados negativos para a balança: chegou aos 116 kg. “Só estudava e comia. O que me deixava mais calmo era o doce e, às vezes, comia uma lata de leite condensado em dois dias”, lembra o jovem de 24 anos, formado em engenharia civil.

Natural de Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, Jonas morava sozinho em Taubaté, onde fazia faculdade. “Isso tornava ainda pior porque eu só comprava besteira, como pizzas e lanches. Sempre comi muito e era gordinho na adolescência, mas essa época foi quando comi mais”, avalia. Um ano depois de formado, ao ver fotos suas em redes sociais, ele começou a perceber o excesso de peso. “Minha autoestima estava muito baixa e isso me deu um estalo”, lembra. Jonas, então, decidiu mudar a alimentação e começar a se exercitar – mudança que logo o faria chegar aos 84 kg, 32 kg a menos.

“Comecei a acrescentar iogurtes, integrais, legumes, verduras e frutas na dieta. Além disso, diminuí os carboidratos e passei a comer várias vezes ao dia”, conta o empresário. Para ajudar, depois de se formar, ele voltou para a casa dos pais em Caraguatatuba, onde a rotina de refeições era mais regrada. “Comecei a comer bem, nos horários certos”, diz. Porém, nos finais de semana, Jonas conta que se permitia sair um pouco da dieta. “Mas eu não exagerava. Por exemplo, em vez de comer 4 pedaços de pizza, comia um; se fosse comer um lanche, pedia um suco e não um refrigerante”,  lembra.

Depois de um mês de mudanças na alimentação, ele decidiu procurar a academia. “Comecei a fazer exercícios aeróbicos e, no primeiro mês, consegui perder 9 kg”, conta o paulista. Essa perda de peso foi um ânimo e Jonas se sentiu motivado para levar o novo estilo de vida cada vez mais a sério. “Se o resultado não vem, desanima. No começo, eu não conseguia nem andar na esteira direito, mas hoje eu consigo correr 1 hora sem nenhum problema”, avalia, satisfeito.

Porém, depois de todo o processo para emagrecer, Jonas se viu em seu maior momento de dificuldade: o de manter o peso. “Não é porque emagreci que posso parar. Tenho que manter a dieta saudável todos os dias, mesmo porque tenho muita facilidade para engordar”, conta o empresário. Atualmente, com 84 kg, ele faz um acompanhamento nutricional e, na academia, foca na musculação para ganhar massa magra.

Tem que ter paciência. Não adianta querer perder em 15 dias o que você demorou 15 anos para ganhar”
Jonas Cervoni

Em relação ao doce, o jovem assume sua “necessidade” e diz que se permite comer um pouco quando bate a vontade. “Se eu tirar totalmente, fico mal humorado, então vou lá e como um pouco de vez em quando”, conta. Jonas acredita, no entanto, que a alimentação equilibrada e sem excessos é o segredo para a perda de peso. “Tem que ter paciência também. Não adianta querer perder em 15 dias o que você demorou 15 anos para ganhar”, defende.

Depois de um ano e meio mantendo seu novo peso, Jonas avalia todos os benefícios que sua atitude trouxe para sua saúde. “Estava com gordura no fígado e não estou mais. Além disso, costumava transpirar muito e ficava muito cansado. Tudo isso me incomodava. Hoje não tenho mais nenhum problema”, afirma.

O empresário, que mudou o manequim do número 50 para o 42, conta que ficou muito mais vaidoso e passou a sair mais com os amigos. “Se eu não tivesse tomado uma atitude, estaria muito pesado hoje. Quando vejo as fotos, percebo o quanto eu estava gordo”, avalia. Satisfeito com seu peso atual, ele diz que atualmente tem muito mais disposição e confiança em todas as áreas de sua vida, inclusive profissional. “Mudou tudo e estou muito feliz”, conclui.

“Se eu não tivesse tomado uma atitude, estaria muito pesado hoje", avalia o engenheiro (Foto: Arquivo pessoal)

“Se eu não tivesse tomado uma atitude, estaria muito pesado hoje”, avalia o engenheiro (Foto: Arquivo pessoal)

Síndrome do F5

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Mariana Bernardes, no Resultado Desastroso

O mundo de hoje é todo virtual. São smartphones conectados 24 horas por dia, redes sociais para todos os gostos, jornais online, revistas online, petições online, tudo é online. No meio desta loucura creio que venho desenvolvendo uma síndrome cada vez mais comum: a Síndrome do F5.

Há algumas semanas troquei meu celular. Eu, que tinha um celular simples, com toque polifônico, ganhei um iPhone bonito e com um plano de 3G de dar inveja. Percebi aos poucos que aquele pequeno aparelho era um mundo de possibilidades. E-mails a qualquer momento, Facebook, Twitter, fotos, vídeos e um pequeno bloco de notas que não ocupava todo o espaço da minha bolsa. Esse foi o momento em que comecei a entender o fascínio da sociedade moderna para com os telefones sempre conectados: tudo muito prático.

Não demorou muito para que eu me tornasse uma daquelas pessoas insuportáveis que, no meio de uma conversa, puxa o celular para ver o que acontece na vida alheia. Porém isso não é tudo. Quando esse presente divino veio parar em minhas singelas mãos tatuadas, eu estava começando a me comunicar com editoras, para ver se o meu projeto de livro, que venho tentando fazer dar certo há dois anos, finalmente sairia. Enviar manuscritos e esperar repostas é algo muito tenso, uma ansiedade começava a crescer dentro de mim e então o pior aconteceu: adquiri a Síndrome do F5.

Trabalhar escrevendo pode ser algo estressante. Você tira uma coragem que você não tem de algum lugar dentro de si que você ainda não conhece, manda alguns e-mails para revistas, jornais e editoras, na esperança de que alguém irá publicar seu trabalho, mas enquanto o e-mail de resposta não chega (às vezes ele nunca chega) você se encontra em uma crise de atualizar seu correio eletrônico de segundo em segundo. Minhas mãos tremem e suam frio quando meu celular perde a conexão com a internet ou quando a bateria ameaça acabar. Corro para casa checar meu laptop, e assim fico, durante horas a fio, atualizando, atualizando e atualizando.

Tentei conversar sobre a síndrome com meu terapeuta dia desses, porém ele me disse que ainda não é uma doença reconhecida pela OMS. Fico no aguardo de um tratamento apropriado e, obviamente, dos e-mails, que pelo que chequei antes de começar a escrever esta crônica, ainda não chegaram.